30 novembro 2008

IC5

Foi tambem aqui divulgada a notícia do contrato para a construção da IC5. A ser verdade , esta concretização virá a ser o maior acontecimento de que tenho memória, par a melhoria das condições de vida do meu concelho.
Aumentará a qualidade das condições de deslocação e de acesso aos grandes centros em condições que, só por utopia, se poderá exigir melhor. Melhorará assim a qualidade e rapidez de acesso, por exemplo dos nossos doentes, nas deslocações ao Porto. Melhorará, com a consequente redução de custos, o transporte dos nossos produtos para fora da região. Motivará muito mais as pessoas para se deslocarem aqui, já que reduzirá tambem substancialmente o tempo de deslocação. Poderemos antever mais afluxos, desde a chegada mais repetida dos nossos emigrantes, passando pelos turistas e acabando em potenciais investidores. Estarão criadas condições para que surja outro dinamismo e motivação para todos os que aqui vivem. Falta então planear. Falta definir um programa de acção que defina as áreas económicas mais abrangidas pelo benefício desta infraestrutura. Urge definir ideias e projectos que possam ser agarrados e potenciados por quem aqui se proponha investir. É urgente criar pequenas plataformas de escoamento de produtos e pólos industriais próximos das saídas e entradas da IC. É urgente questionar-se a criação de uma reserva cinegética na região, a fim de se potenciar o turismo da caça que virá. È urgente pensar-se na construção de mini hidricas, para alem do mais para regadio, por exemplo na zona da Veiga, a fim de se viabilizarem certas culturas fruticolas, já que o transporte será mais barato. È necessário pensar-se na transformação de matérias naturais como as madeiras e a pedra, já que o seu transporte para exportação será facilitado. O turismo rural pode melhorar muito, atendendo à qualidade da nossa riqueza natural, gastronómica e patrimonial.

Vamos deixar de nos poder queixar da falta de condições para investirmos aqui a nossa força e as nossa ideias. A questão deixará de ser a de nos qustionarmos sobre se a obra cumprirá os prazos ou não. A questão vai passar a depender antes da nossa capacidade para justificar o investimento que o país aqui vais fazer . Saibamos estar à altura de o merecer.

29 novembro 2008

Há neve em Carrazeda


Torre de Moncorvo, tem a partir do IC2, uns acessos à vila dignos desse nome. Tem ruas de paralelos e iluminacões nas Ruas que lembram a quadra natalícia. O comércio aderiu.
Vila Flor tem ruas de paralelos, que dão cabo das suspensões dos carros -novos e velhos- mas os autarcas não ligam. Tem as Ruas iluminadas, porque vem aí o Natal. Têem estas vilas a funcionar as piscinas cobertas. Vila Flor tem para breve a inauguração do Estádio Municipal.
Carrazeda de Ansiães, tem o centro da vila com a Rua de paralelo - inimigo dos automóveis- e agora fiquenos a saber que já teve no passado, soluções crediveis para o desenvolvimento sustentado de uma vila que se quer moderna.
Carrazeda Carrazeda, por mais que te pintem, serás sempre Carrazeda.
Carrazeda tem a neve que lembra o Natal, que a Natureza enviou para abastecer a barragem da Fontelonga e aliviar os responsáveis de mais uma dor de cabeça.
O futuro vai surpreender os incrédulos, que teimam em gostar da sua terra. Há soluções mágicas que o tempo guarda e se revelam no momento próprio, acreditar ou não é com cada um.

26 novembro 2008

Efeméride ( II )

Decorreram dez anos desde que deu entrada em reunião de Câmara Municipal (09/02/98) a seguinte proposta subscrita por Helder de Carvalho e Ricardo Paninho Pereira:

No momento em que se perspectiva a entrada no terceiro milénio e, no intuito de projectar para o futuro uma obra que constitua património relevante a deixar às gerações vindouras, pretende-se: – Que seja reequacionado o projecto de arranjo urbanístico já existente e referente ao prolongamento da Praça do Município.
Propõe-se:
Que neste local se implante um projecto com utilidade e qualidade arquitectónica que constitua uma referencia do presente para o futuro;
Que seja aberto um concurso de ideias, que permita, mediante regulamento a apresentar, apreciação e posterior aprovação do melhor anteprojecto;
Que seja estudado o modo da sua viabilização económica;
Que o prazo para a concretização de tal projecto seja o ano de 2000.
Do regulamento deverá constar:
Regras que imponham que o estudo dos projectos seja integrado na envolvente, de modo a minimizarem o impacto de algumas construções já existentes;
A obrigatoriedade das propostas envolver a integração da já existente Praça do Município;
A inclusão de uma área de carácter utilitário que integre um grande auditório para a projecção de cinema e teatro, com espaço de apoio logístico e de arrumação;
A inclusão de espaço lúdico com lugar para esplanadas, café e praceta;
A inclusão de espaço para parque de estacionamento que poderá ser subterrâneo.

A proposta foi aprovada por unanimidade.
O posterior contrato com o vencedor deste projecto só foi presente em reunião de Câmara a 1 de Junho de 2000. Passado este tempo, todos conhecem em que estado se encontra esta obra e, todos desconhecem o preço em que nos ficará.

LITTERAE 3

Decidiu recostar-se no comprido banco de madeira. O dorso, quase comido pela carrada de anos, refilava de dor e fazia-lhe arquejar o peito. Ainda levou a palma da mão ao sítio do coração porque lhe parecia que o sentia roncar do fundo de uma caverna. Que não se lembrasse agora de interromper a longa corrida. Estava ali sozinho há mais de duas horas. Era a sala de espera de uma velha e pequena estação. Tinham-lhe dito que o comboio passaria ali às dezanove e quarenta e cinco. Mas em Dezembro, a posição da lua, encavalitada no pico da escarpa que se erguia do lado de lá do rio, nunca o enganara. Pelas suas contas, haveriam de ser já umas dez, a passar. Cerrou mais a gola peluda da samarra à volta do pescoço. Não sentia os pés, colados sobre o chão de cimento. Começara a tiritar. Se andasse um pouco? Tentou. Fincou os osssos dos dedos nas costas do banco e logrou erguer-se. Arrastou um passinho tímido, com o olhar ansioso cravado na porta escancarada ao frio assassino. Se a pudesse fechar... Conseguiu apenas uns míseros segundos de pé, como uma giesta impelida pelo vento. Sentou-se. O olhar aguado, o beiço grosso, pendente, trejeito triste, como se sentisse ali a morte a germinar. Dentro de si a noite era mais escura do que a outra que ele via mesmo à sua frente. Se alguém viesse, talvez houvesse uma fogueira redentora. Mas não haveria ninguém. O negro comboio tardava. Se calhar, nem comboio havia. Então aos domingos não parava ali o das dezanove e quarenta e cinco? Ou não seria domingo!? O tempo. Agora dava em enganar-se na corrida do tempo. Foi o que fez a longuíssima mastigação sucessiva dos dias. Sempre a remoer memórias. Mas há muito que ele perdera o futuro de ontem. Agora, ao frio, à fome e ao desespero, assaltava-o a dúvida dolorosa dos dias. Talvez fosse sábado. Mas ao sábado não passa o comboio das dezanove e quarenta e cinco. Sentiu-se mais abafado. Com a manga da samarra limpou o nariz sujo de muco e sentiu pena dele próprio, perante aquela triste e inexorável condenação à caquexia. Quando era novo, diziam-lhe que era bonito ter oitenta anos. Pois. Com o dorso alquebrado, grotesco, sacudido pelo arfar do peito roufenho, sentiu-se adormecer. Mas apenas a cabeça pendeu para o lado, logo se recostou de novo. Parecera-lhe sentir o silvo do comboio. Deitou um olhar de soslaio à escuridão, como se não quisesse espantar a luz do pretenso comboio. Esperou com a alma em sentido. Seria aquilo a esperança? Esperou. Se não fosse o correr do rio no estreito vale de fragas, o silêncio haveria de pesar ainda mais entre as paredes da salinha de espera. Mas não. Felicidade esfarelada. O tempo ria-se dele. Afinal era sábado. Não passava ali o comboio das dezanove e quarenta e cinco. Encolheu as pernas para enganar o estilete do frio. Sentiu-se molhado de um mijar inconsciente e sorrateiro, rompendo o sigilo do seu descomposto torpor. Entrelaçou as mãos. Mas a lágrima, como uma pérola, passou ao lado e caiu-lhe nos pés cruzados. Deixou-se tombar no banco comprido de madeira. Que sentido poderia ter a bênção terrena daquele piedoso invólucro de água e sal, sangue e vísceras decadentes? Deixou-se estar deitado. Encolhido sobre as tiras de madeira. Ainda ressonou um pouco, zangado com a lua traiçoeira. Mas foi por pouco tempo. Quando o comboio negro ali parou com um olho de luz matando a noite em volta,, um funcionário acercou-se do corpo gelado e mandou chamar as autoridades competentes para o levarem, sobre carris, para a morgue. Afinal era domingo!



Hélder Rodrigues

Estimule-se o regresso à Terra: Jorge Laiginhas

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte apresentou no dia 13 deste mês um relatório – Emprego e Desemprego na Região do Norte – 2007 – elaborado pelo seu Centro de Avaliação de Políticas e Estudos Regionais. Este trabalho resulta da análise a dez anos (1998 – 2007) da evolução do mercado de trabalho – emprego e desemprego – da Região Norte. Eis um excerto do diagnóstico:

“O agravamento dos níveis de desemprego na Região do Norte resulta, em parte, do processo de ajustamento tecnológico e estrutural que a economia regional atravessa. Embora continuando a ser, do ponto de vista da estrutura sectorial do emprego, a região portuguesa mais industrializada, o Norte vive, desde há vários anos, um processo de terciarização da sua base produtiva, ao mesmo tempo que um número crescente de empresas vê esgotado um modelo de crescimento baseado naqueles que, durante muito tempo, foram os factores tradicionais de promoção da competitividade regional. Esse modelo tradicional – que se baseava na existência de uma mão-de-obra abundante, pouco qualificada e mal remunerada e na adopção de processos produtivos (essencialmente industriais) de baixa intensidade tecnológica e geradores de baixo valor acrescentado, com modelos de negócio centrados, exclusivamente, na manufactura e pouco inovadores do ponto de vista da gestão – está hoje em regressão na economia regional, embora ainda continue a caracterizar uma parte importante do seu sistema produtivo.”

A propósito deste relatório, Alberto Castro escreveu, no JN, “perguntem a alguém como está a economia e, com elevada probabilidade, obterão como resposta qualquer coisa como “mal, muito mal”. Se insistirem, ouvirão um “pior do que nunca”. Por regiões, arrisco-me a dizer que é no Norte onde este “efeito crise” é mais evidente. Sem surpresas. A dependência de uma indústria produtora de bens sujeitos à concorrência internacional, muita dela assente numa utilização intensiva do factor trabalho, a baixa qualificação de trabalhadores e empresários, são tudo ingredientes que prenunciam dificuldades.”

De acordo. Estou – creio que estamos todos – de acordo quanto ao diagnóstico. O modelo que serviu já não serve mais. Tampouco creio que, doravante, haja mais lugar a este ou àquele modelo. Haverá, isso sim, cada vez mais empresas a vomitar homens e mulheres para o desemprego. Há que ser célere a implementar políticas de apoio a esta gente. Políticas de apoio. Não subsídios.

Penso que é chegada a hora de o governo criar um conjunto de estímulos – financiamento, a juro social, da criação do próprio emprego; disponibilização gratuita de terras que não estão a ser aproveitadas; ajuda na recuperação de casas em meio rural… – que permitam a mobilidade dos desempregados, o regresso à terra – seja à Terra (aldeia onde nasceram ou onde nasceram os seus pais ou avós), seja o regresso à Terra (agricultura, pastorícia…)

Já aqui referi que a portaria n.º 699/2008 de 29 de Julho (Ministério da Economia e da Inovação e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas) regulamenta o fornecimento directo – ao consumidor, ou a estabelecimentos de comércio retalhista que abasteçam directamente o consumidor final – pelo produtor de pequenas quantidades de produtos primários, de carne de aves de capoeira e pequenos mamíferos herbívoros abatidos na exploração. É uma possibilidade. Existem outras. Haja imaginação!

Jorge Laiginhas

25 novembro 2008

Vila Flor, capital do Nordeste, esta terça-feira

Os contratos para a construção das duas estradas mais aguardadas no Nordeste Transmontano, o IP2 e o IC5, vão ser oficializados terça-feira, em Vila Flor, pelo primeiro-ministro, anunciou hoje o Governo Civil de Bragança.

A cerimónia vai contar também com a presença do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e do secretário de Estado adjunto, Paulo Campos.

O 1P2, que ligará o interior de Norte a Sul, e o IC5 que vai rasgar o distrito de Bragança, a sul, em direcção à fronteira, representam 261 quilómetros de novas estradas aguardadas há décadas nesta região.

A obra terá um custo próximo dos 700 milhões de euros, a cargo da empresa Estradas de Portugal (EP), um valor que contempla um subsídio de investimento de 46 milhões, de acordo com dados disponibilizados, na Internet, pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC).

O IP2 é o itinerário principal que há mais de duas décadas promete ligar o país de Norte a Sul pelo interior, mas no distrito de Bragança tem apenas construídos dois pequenos troços.
(...)
A esta estrada, considerada pelo ministério de Mário Lino "fundamental para o desenvolvimento do interior de Portugal", junta-se a outra, na mesma concessão, o Itinerário Complementar nº5, (IC5), aguardado desde a mesma altura.

A adjudicação desta estrada contempla 145 quilómetros entre os concelhos de Murça e Alijó, no distrito de Vila Real, e Mirandela, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé e Mogadouro.

Segundo dados do MOPTC, estas duas estradas, que "vão melhorar a qualidade de vida de 330 mil pessoas", estarão concluídas em três anos, em 2011.

24 novembro 2008

Mentiras Piedosas de Novembro ( com a geada a castigar certas orelhas)

“…eu sou, como sabeis, um defensor dos fracos e um compadecido das misérias do mundo. A toda a hora e a todo o instante penso na maneira de resgatar o povo da ignorância e da fome, da escravidão e do embuste, para o que não perco nenhuma das ocasiões que se me ofereçam para atenuar essas misérias….”

(Tomás da Fonseca in Bancarrota Ed. dest. ao Brasil ; P. 23)



- Esmoreceu o entusiasmo pelos candidatos às próximas eleições autárquicas. De qualquer modo considera-se que, dos candidatos propostos, o que tiver mais altura parte em vantagem pois acredita-se que, no poço em que vai cair, talvez tenha mais hipóteses de não se afogar.
- Com mais entusiasmo, discute-se sobre quem virão a ser, a primeira dama, segunda e terceira.
- O objectivo é o de poupar energia. Vão ser colocados diversos sensores em locais com iluminação pública, com pouco uso. Dão-se os exemplos: - Parque de merendas do Pinocro, zona envolvente e interiores das piscinas, fontes luminosas, adros das igrejas e capelinhas iluminadas, que só serão activados quando passar gente. Esta iniciativa vai ser também tomada nas esculturas públicas. Longe vai o tempo em que a Escultura do Escultor Alberto Carneiro, era o local mais bem iluminado do Fundo da Vila. Aquilo que possuía mais de uma dúzia de focos luminosos está agora reduzido a cinco.
- No momento em que se escreve, acredita-se que os nossos funcionários autárquicos já tenham recebido o decimo terceiro mês. Julga-se que esta decisão administrativa terá resultado de um milagre da sra. dos milagres. As dúvidas, sobre se havia dinheiro disponível, surgiram quando o Nosso Primeiro começou a sugerir que todos jogassem na Lotaria do Natal.
- Vai ser contratado em “part-time” a Presidente de Junta da Freguesia vizinha de Carlão para se responsabilizar pelo uso das Termas de S. Lourenço. Tal decisão deve-se ao edital ali colocado pelo Presidente da Junta de Freguesia de Pombal que não assume qualquer responsabilidade sobre o uso das águas termais. Como pagamento por esta tarefa, foi-lhe prometida uma percentagem do ordenado mensal que recebe o Presidente da Freguesia de Pombal de Ansiães.
- Entretanto confirmam-me que, em geral, estão mais gordinhos os nossos Presidentes de Junta. È a opinião de quem esteve a assistir à mais recente Reunião de Assembleia.
- Relativamente ao Presidente da Junta de Freguesia da Vila, ainda aparece, de vez em quando, quem pergunte qual será a opinião deste sobre o que vai acontecendo por cá.
- Desta vez vão todos à Ceia de Natal. Só falta confirmar a presença do Sr. Presidente. Da festa consta a programação da iniciativa de condecorar os funcionários mais trabalhadores e dedicados. Pelos vistos o funcionário mais trabalhador, seleccionado este ano, terá sido o coveiro. Perguntarão Vossas Excelências! Qual coveiro?
- Esteve muito bem servido o Jantar de Recepção aos Professores. Todos ficaram a conhecer, pelo menos, a riqueza gastronómica do restaurante de serviço.

- Aposta-se já em acertar sobre qual terá sido o acontecimento do ano. Há quem sugira a cerimónia da inauguração da Piscina Municipal Coberta. Outros consideram que mais importante foi o seu fecho.

19 novembro 2008

Perigo de electrocussão




Esta noite, na Rua Luís de Camões, os novos postes de iluminação encontravam-se neste estado: corrente eléctrica ligada a menos de um metro do solo e à mercê de aprendizes de electricista.
Confie-se na Divina Providência.

17 novembro 2008

Efeméridee (I)

( Recordando o tempo em que participei, na actividade da gestão autárquica - Assembleia e Câmara Municipal , decidi que poderia ser útil recordar factos que ocorreram, se aprovaram, mas que não passaram de compromissos deitados ao lixo.
Pela importância que lhes dei, acreditei que teriam sido úteis, por isso parece-me proveitoso evocá-los e convidar quem os ler a ajuizar sobre o seu imaginável resultado, se tivessem sido realidade.)


Fez em Outubro 10 anos que foi presente em Reunião de Câmara uma proposta apresentada pelos Vereadores Helder de Carvalho e Ricardo Pereira, com o seguinte teor:
-“ No âmbito da promoção do turismo a realizar no nosso concelho, tendo em vista as nossas potencialidades e riquezas patrimoniais, mormente a paisagística, monumental e etnográfica, bem como procurando incentivos materiais ao investimento neste sector, vimos formular a seguinte proposta:

- Que seja elaborado um Roteiro Turístico onde constem referenciados: - Os principais exemplos de património construído; os principais pontos de referência paisagística da região; o calendário das principais festas e romarias; os locais lúdicos e de recreio mais importantes; os espaços de cultura e de venda de artesanato.

- Que o Roteiro contenha: - O mapa da região, com referências aos meios de acesso; os endereços úteis do concelho; os endereços dos principais restaurantes, locais de alojamento e casas de diversão.

- Que do Roteiro conste, traduzido em inglês e francês, todo o texto impresso.

- Que seja garantida a melhor qualidade gráfica deste trabalho.

- Que o Roteiro seja divulgado pelos meios de divulgação possíveis.

- Que sejam encontrados mecanismos de apoio para esta edição.

O Senhor Presidente levou ao conhecimento da Câmara Municipal de que o assunto já está a ser tratado.
Posta a proposta à votação foi a mesma aprovada por unanimidade de votos dos membros presentes.

Casa do Douro, até ao lavar dos cestos...


Este fim-de-semana foi apresentada a primeira candidatura à liderança da Casa do Douro. Pedro Garcias é o primeiro elemento que promete submeter-se a sufrágio para aquele organismo no dia 1 de Fevereiro de 2009. O jornalista do Público e natural de Alijó defende um acordo com o governo para resolver o principal problema da instituição, uma dívida de 100 milhões de euros. Na corrida à liderança da instituição duriense deve ainda entrar Manuel António dos Santos, o actual presidente.
Para os de fraca memória, recorda-se, os problemas da Casa do Douro iniciaram-se com a compra das acções da Real Companhia Velha (RCV). O objectivo era, para além do papel de regulação e de representação dos pequenos e médios vitivinicultores, intervir no mercado do comércio e exportação do vinho do Porto. A posição minoritária na RCV impediu a instituição duriense de ter qualquer acção no comércio do vinho do Porto e o resultado foi um grande "flop". Recorda-se também que "o negócio" foi encorajado e abençoado pelo ex-primeiro ministro Cavaco Silva. A seguir a Casa do Douro foi abandonada à sua sorte pelo seu e sucessivos governos.
(veja aqui)
Aos poucos, por acção da administração central, erros próprios e mudanças de paradigma no mercado dos vinhos, foi esvaziada de funções em claro benefício dos exportadores. A candidatura de Pedro Garcia poderá ser uma lufada de ar na asfixiante situação, ou não?

O comboio, âncora de desenvolvimento...


A reabilitação e manutenção em funcionamento do troço nordeste da Linha do Douro, entre o Pocinho e Barca d`Alva, vai custar entre 20 a 25 milhões de euros, de acordo com um estudo de viabilidade económica ontem apresentado pelo chefe da Estrutura de Missão do Douro
(...)
A reactivação do troço nordeste é apontada como um projecto âncora para o desenvolvimento regional, por potenciar o acesso dos turistas a um cenário de património da humanidade e também por pretender conciliar a exploração comercial de passageiros e mercadorias a uma região que Ricardo Magalhães classifica como o «interior do interior».

Acidente por defeitos grosseiros


O relatório ao acidente aponta "defeitos grosseiros" na linha e a desadequação das automotoras do Metro de Mirandela que fazem a ligação.
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, reconheceu sexta-feira, na Assembleia da República "falha humana" neste processo e anunciou que a linha permanecerá encerrada até Março.
Neste período deverão ser executados os investimentos e medidas necessários para repor a segurança na linha do Tua, onde num ano e meio ocorreram quatro acidentes com o mesmo número de mortos.
O presidente da Câmara e do Metro de Mirandela, José Silvano, disse que já esperava que a linha permanecesse encerrada durante algum tempo e entende que nunca deve abrir sem ter todas as condições de segurança.

Lusa
foto - Leonel Castro

Uma linha ao fundo do túnel na linha do Tua

O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, anunciou sábado que vai propor ao Governo a criação de um fundo de 50 milhões de euros para uma estratégia de desenvolvimento a partir da linha do Tua capaz de fazer "cair" a barragem que ameaça a via férrea.

O autarca acredita que a manutenção do vale do Tua, principal atractivo turístico das viagens de comboio, e a reactivação da linha até Bragança, com ligação a Espanha, "será uma mais valia muito maior para o desenvolvimento da região do que a barragem" projectada para a foz do Tua.

Silvano diz que estão já em curso estudos que demonstrarão esta teoria e quer que o Governo crie um fundo de 50 milhões de euros para permitir aos agentes locais privados e públicos avançarem com os primeiros projectos e acções necessárias.

A proposta foi apresentada sábado num debate, em Mirandela, sobre a linha e a barragem promovido pelas câmara e assembleia municipais locais, onde não esteve presente nenhuma entidade responsável pela linha.

Na sessão ficou também já decidido organizar um outro debate, mas em Lisboa, em finais de Janeiro, onde pretendem apresentar os estudos e propostas.

"Lá conseguiremos sensibilizar mais facilmente, já que não conseguimos que venham cá (os responsáveis nacionais)", disse.

(...)
"Os estudos que estamos a elaborar demonstrarão que traz muito mais valia a manutenção da linha e o seu prolongamento até Espanha, em termos turísticos e económicos, do que a construção da barragem".
(...)
A EDP propõe a construção de um sistema hidráulico tipo elevador para fazer a ligação da estação do Tua, onde é feita a ligação à linha do Douro, à barragem e um percurso de barco na zona inundada.

O autarca de Mirandela rejeita as soluções propostas e continua a defender "intransigentemente" a manutenção da linha do Tua.

(...)

Em Mogadouro já se navega com o Magalhães

As 60 crianças que frequentam o Jardim-de-Infância da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro (SCMM) passaram a ter o pequeno computador portátil “Magalhães” como novo “companheiro”.

Mais uma vitória

CARCarrazeda de Ansiães-CHAChaves Futsal7 : 6

viva a arraia-miúda

A Comissão Europeia deixou-se de esquisitices burocráticas e passou a autorizar a comercialização de fruta e legumes não calibrados. Como tem sido possível, minhas senhoras e meus senhores, a fruta e os legumes estarem proibidos de abancar no mercado só porque não têm a altura da moda, as ancas não arrebitam ou apresentam a cara bexigosa?!... As cenouras nodosas ou de múltiplas pernas, os espinafres de folha miudinha e os pepinos retorcidos dão uma sopa óptima. Também os alhos com dentes tortos, mas asseados, e as cebolas de casca grossa fazem um refogado que puxa pelo sabor da carne mais exigente.

Alexandra Carreira e Ilídia Pinto escreveram no Diário de Notícias de 13 do corrente que “contra a medida – que a Comissão justifica com a necessidade de eliminar burocracia e evitar o desperdício, da ordem de 20%, de produtos que respeitam todos os critérios de qualidade alimentar, mas não os visuais – já se manifestaram os produtores, considerando que o fim da calibragem vai levar à entrada de produtos, não normalizados, oriundos de outros países e que o consumidor não vai ver o preço das frutas e legumes baixar.”

Apetece-me trautear com a Lena de Água:
“Dão nas vistas em qualquer lugar
jogando com as palavras como ninguém
sabem como hão-de contornar
as mais directas perguntas.
Aproveitam todo o espaço
que lhes oferecem na rádio e nos jornais
e falam com desembaraço
como se fossem formados em falar demais.
Demagogia feita à maneira
é como queijo numa ratoeira.”

As frutas e legumes não calibrados vão voltar aos mercados (ele sempre há modas que não colam por mais cuspo que se lhes ponha) de toda a Europa já em Julho de 2009. Não sei se esta medida irá contribuir para que, de imediato, os preços dos produtos baixem no consumidor. Todavia, não duvido que, a curto prazo, venham a baixar. Se tal não acontecer é porque alguém está a meter a mão na fruta e na hortaliça. E não será o lavrador a meter a mão. Tenho a certeza.

Os produtos alforriados do espartilho da calibragem são os damascos, alcachofras, espargos, beringelas, abacates, feijões, couves-de-bruxelas, cenouras, couves-flores, cerejas, aboborinhas, pepinos, cogumelos de cultura, alhos, avelãs com casca, couves-repolhos, alhos franceses, melões, cebolas, ervilhas, ameixas, aipo de folhas, espinafres, nozes comuns com casca, melões e chicórias.

Convenhamos, a legislação, de tão proteccionista, era racista. Porque razão um pepino em forma de arrocho não haveria de confraternizar, numa salada, com uma couve-flor anã ou uma cenoura de duas pernas? E quem é essa imperatriz, a quem chamam Comissão Europeia, para decretar que apenas os tomates graúdos e luzidios têm direito a ser papados em cima da mesa ficando os tomates miúdos condenados ao “papanço” clandestino? Li que a Comissária da Agricultura, Mariann Ficher-Boel terá comentado: “Esta decisão marca o início de uma nova era para os pepinos curvos e as cenouras nodosas.”

Direi que esta decisão marca, isso sim, o início de uma nova era para os pequenos agricultores. Sim, os pequenos e muito pequenos agricultores. Aqueles que não se dedicam à agricultura em salas de engorda – campos onde a geada não tolhe a fruta ou o granizo não fustiga as orelhas das hortas. Abre-se a possibilidade de comercializar frutas e legumes que, apesar da sua inquestionável qualidade intrínseca, não podiam chegar, legalmente, ao consumidor. Viva a arraia-miúda!

Jorge Laiginhas

Dura Lex Sed Lex

DAR A VOLTA À LEI
Este pretende ser um breve apontamento, para dizer o que se passa neste concelho do interior que dá pelo nome de Carrazeda de Ansiães.
O Presidente da Assembleia Geral da Cooperativa Agrícola de Carrazeda, ( que tem 3.502 sócios registados oficialmente, mas se excluirmos os que já faleceram, e ainda os que não pertencem à àrea social que se circunscreve ao concelho de Carrazeda de Ansiães- artº 3º dos Estatutos, restam apenas 1.500) – convocou para o dia 25/11/2008 as Eleições para os Corpos Sociais, alegando que assinou a mesma Convocatória a solicitação do Presidente da Cooperativa.
Esta convocatória Sr. Presidente, viola a Lei Portuguesa, dado que a Cooperativa recorreu da sentença proferida pelo Digº Juiz do Tribunal Judicial de Carrazeda, e esse recurso segue os tramites legais. Mais a Cooperativa pagou a fiança de 500 € para os efeitos suspensivos. Logo, não há lugar a Eleições enquanto nada for dito sobre o Recurso que está em curso, sob pena de o Tribunal Administrativo vír a dar provimento e razão ao Recurso e com as consequências inerentes.
Que o actual Presidente queira fazer as coisas a seu gosto e a seu belo prazer como tem feito, é uma coisa, violar a Lei é outra. Não pode alegar desconhecimento de causa, porque gastou o dinheiro da Cooperativa que é dos sócios, ele é um sócio trabalhador e que cobra pelo tempo que gasta. Alegar que foi ele e sómente graças a ele que algo foi feito na Cooperativa, não passa de vaidade maldosa, desprezando o trabalho de equipa dos outros membros. Tem aqui Sr.Presidente, uma oportunidade ùnica de mostrar que é diferente:
-Aguarde com paciência o resultado do Recurso, continue o seu trabalho e em data oportuna e com a legal e devida antecedência, convoque eleições e os resultados lhe façam bom proveito.

16 novembro 2008

Reflexão no genuflexório

A história virá contar e, não será complacente com os que pactuaram com a triste realidade que criamos e em que agora vivemos. Evidentemente que todos somos mais ou menos coniventes. Dirão alguns que agora, importará antes virarmo-nos para o futuro. O problema é que não há futuro sem passado. E este passado recente, se foi um desastre, dificilmente nos reserva um futuro promissor, se não participarmos activamente. Poderá dizer-se também que não temos que aspirar a mais do que aquilo de que somos capazes. Eu considero que somos suficientemente capazes de, mais do que aquilo a que temos aspirado, se não desistirmos e assumirmos os desafios que aí vêm.

Teremos de encontrar respostas para reagir à degradação progressiva do nosso concelho. Teremos que encontrar quem lidere com visão e golpe de asa para, a partir daqui, nos ajudar a projectar o futuro com qualidade politica, com ética e sentido social e, com respeito pelo nosso passado, pela nossa história. Exige-se mobilização e gente com rasgo. Gente que agregue e mobilize. Gente inspiradora e que nos dê esperança de encontrarmos o caminho para um futuro melhor. O nosso futuro vai depender da maneira como a partir de agora, passarmos a reagir e a participar na transformação politica e social que se justifica, sem esquecer o triste exemplo do nosso passado recente.

Pessoalmente sinto-me no direito de fazer votos para que a história que se fizer, ao ajuizar a degradação social e política do nosso concelho saiba nomear os principais responsáveis para que constem como exemplos a desprezar para sempre.

CONVIVER NO CASTANHEIRO DO NORTE


Realizou-se a 15 de Novembro de 2008, a já tradicional ”festa convivio” patrocinada pelo anfitrião Jorge Lopes, que exerce a sua actividade profissional no Rio de Janeiro- Brasil.
Gosta de passar uns dias tranquilos e em segurança, na bonita vivenda que possui na pequena freguesia de Castanheiro, rodeado de Amigos que traz do Rio de Janeiro.
Aqui promove ao calor das brasas e com a ajuda de São Pedro que ofereceu uma noite tranquila, um “Churrascão à Portuguesa” que mete “Sardinhas” o apreciado “Porco no espeto” e tudo acompanhado om o pão regional e o vinho novo que as amigos oferecem para dar alegria e vida àquilo que a imagem oferece.
Não encontro palavras, palavras que traduzam a satisfação do encontro de Amigos, que trocam segredos entre si, quando as febras estão boas, as sardinhas já se deixam comer, e o melhor vinho é aquele do garrafão que veio de Paradela.
De Tralhariz e de Paradela aqui se juntam e convivem em número superior aos habitantes da aldeia. Há fogo de artíficio e estão os foguetes no ar, há festa pela noite fora, canta-se, bebe-se e acompanha-se o vinho com castanha assada. Na despedida o agradecimento “muito obrigado por terem vindo” à portuguesa, com sotaque brasileiro e a promessa de que para o ano vamos repetir.

10 novembro 2008

LITTERAE 2

pai. quê. já fiz dezoito anos. é verdade, parece que foi ontem. que quê, pai. que tu nasceste. pois, mas tu disseste, pai que aos dezoito. que aos dezoito quê. que me compravas a moto. ah a moto. sim a moto, pai. tens razão, eu prometi-te uma moto. então vais comprar, pai.

o pai comprou a moto. ele podia comprar. um banqueiro pode sempre. o filho. dezoito anos. voava na moto. filho de banqueiro pode voar sempre. e a estrada negra era uma centelha voadora em sentido contrário sob as botas cardadas do filho. filho de banqueiro pode voar sempre.

ganda moto, pai. obrigado pai. um banqueiro pode sempre. obrigado pai. se a mãe pudesse ver esta ganda moto, pai. a mãe já não pode ver, filho. ainda te lembras. eras pequenino. lembro, pai. tu disseste que foi cancro, pai. foi cancro, filho. gostava de a ver, pai. se ela me visse voar na moto. mas não pode, filho. foi cancro. deixa lá, pai. deixa lá, filho.

o filho voava. o vento uivava. na moto. corria. derretia o alcatrão. a estrada era dele. do filho. mais uma curva. e outra. ups esta era perigosa. e aquela. o filho deitava-se na moto deitada. eram as curvas. da estrada. derretia o alcatrão. e mais uma curva. e outra. deitados. o filho e a moto. nas curvas. todas as curvas. aquela ali é a da morte. chamam-lhe. a curva da morte. a curva era muito curva. era de morte. e a moto caiu. o filho voou. o vento uivava. o filho voou. dezoito anos. filho de banqueiro pode voar sempre. pai. pai. e caiu. no alcatrão da curva. ficou na curva da morte. morto. dezoito anos. na morte da curva da morte. puta de curva. a da morte. morto. na curva. dezoito anos.

na curva. puseram ali uma cruz. o pai. e um ramo lindo de flores. o pai. uma cruz. ficou ali na curva. o filho. uma cruz. e flores. o pai vai lá sempre. à cruz. e fica-se a olhar. o filho. a cruz. e molha as flores. chora na curva. o pai. molha as flores. todos os dias. mais flores. molhadas. na curva da morte. novo dia novas flores. são caras. as flores. mesmo molhadas. são muito caras. as flores molhadas. estão pela hora da morte. as flores. novo dia. mais flores. todos os dias. todos os dias. todos os dias. mais flores. molhadas. muitas flores. o pai. ele podia comprar flores todos os dias. um banqueiro pode sempre.

03 novembro 2008

Mentiras Piedosas de Outubro II (enquanto se assam as castanhas)

- O meu amigo Joca diz que agora é a altura ideal para se organizarem excursões camarárias de eleitores ao Vilarinho da Castanheira. É para se dar a conhecer a obra e os frutos do edil que por ali se tem mantido desde tempos imemoriais;

- Ao que consta, após a acto de resignação, que decidiu tomar já há longo tempo, aquele que ainda é o Nosso Primeiro concluiu propor a sua disponibilidade para continuar a ajudar, mormente na sugestão de elaboração de projectos de eventos culturais, de que poderá constar a organização de festivais alternativos e de música medieval, MIECAIS, Festas da Maçã e sardinhadas;

- Aragão diz-se decepcionado com os concorrentes que se perfilam para as candidaturas autárquicas. Por tal facto e embora já tivesse seleccionada o “slogan” de campanha, suspendeu a sua candidatura porque diz que se sente desmotivado. Mesmo assim aguarda a Festa de S. Martinho altura em que, se o vinho aprovar, julga poder contar a seu favor com todos os que gostam dele.

- Alberto João disponibilizou-se para dar estágios a candidatos do partido a necessitar de experiência, que concorram a eleições autárquicas. Na tradição do passado o objectivo é leva-los a adquirir mais ronha e aprender a vender “banha da cobra”.

- Ainda a este propósito realça-se que o primeiro livro que o Nosso Primeiro pretende publicar dá pelo título “ A Arte de Lançar Empreitadas”.

- Sobre a recente toponímia da nossa Vila soube-se agora que a rua que vai dar ao Novo Cemitério (construído) vai chamar-se Rua da Credibilidade; Ao que consta não houve consenso na Comissão da Toponomástica sobre o assunto. Apareceu uma proposta que propunha o nome Rua da Credibilidade Perdida.


-Com a chegada do Inverno, Carrazeda fica mais luminosa. O fenómeno deve-se à queda da folha das árvores que, com a sua ramagem, no Verão, encobrem os lampiões colocados tão próximo delas. Nessa altura a luz só ilumina o verde das copas das árvores. Há psiquiatras que explicam porque é que alguns técnicos instalam postes de iluminação a abraçar árvores.

- Vai ser útil ir ver as colecções de galochas Outono/ Inverno, que se vendem este “ano da graça”, no Loja dos Chineses.

- Detectado mais um “graffiti” enigmático inscrito em instalações autárquicas que diz: -“ A claridade assusta-os”;

Linha do Douro e Regionalização - Jorge Laiginhas

O jornalista Manuel Carvalho escreveu no Público, segunda-feira passada, que o “Primeiro-ministro nada faz de diferente de muitos que o antecederam no cargo, incluindo Cavaco: na oposição foi um fiel devoto da devolução de poderes às regiões; depois de eleito, enche-se de dúvidas e não se compromete.”
Está tudo dito!

Sempre que saio ao terreiro em defesa da regionalização política e administrativa do país sou apedrejado – apedrejado com cartas – por oradores sagrados adeptos do centralismo enraizado num municipalismo obsoleto e extenuado. Opinantes que, empunhando a sacra fisga, disparam de rajada: o povo já excomungou, rejeitando de cruz, em referendo, a instituição das Regiões Administrativas.
Uma vez não, não ad perpetuam!

Eu respondo (e lá vou respondendo a todas as cartas) apenas por mim pois não sei, de todo, o que o povo, neste momento, quer. É verdade que o povo recusou, no século passado, em referendo, a regionalização. Pudera. Perguntaram-lhe, manhosamente, se a nova estrada a rasgar deveria estraçalhar a leira das hortas ou a courela de pasto dos animais. O povo, avesso a raios que o partam, recusou a tal nova estrada, manhosamente alcunhada de regionalização, e continuou a andar a pé.
Pior a cura que o mal!

Como escreveu Abílio Ferreira no jornal Expresso a 18 deste mês, a Região Norte – a nossa Região Norte que tampouco Região é – “acolhe a maior fortuna do país (Américo Amorim), o maior conglomerado privado (Sonae), o maior exportador (Qimonda) e lideres sectoriais e mundiais como a RAR, Cin, Sonae Indústria ou Corticeira Amorim” e, não obstante, “a região regista uma perda acelerada de poder de compra, ao ponto de apresentar o rendimento “per capita” mais baixo da União Europeia a 15.“
Que fadário o nosso!

Sei que a regionalização do país não é vacina para todas as maleitas e, menos ainda, árvore das patacas. Todavia, creio de fé e razão, que uma Região Norte com cabeça, tronco e membros haveria de encontrar um caminho para a Linha do Douro – via-férrea estruturante para a Região Norte. Sim, estruturante para a Região Norte. Apesar de o país centralista não enxergar o quanto. Se o Terreiro do Paço enxergasse além da sua sombra – arregalemos o olho – o troço do Pocinho a Barca de Alva em tempo algum teria sido abandonado.
Mas lá que foi abandonado, foi!

A Linha do Douro tem que ser uma artéria e não um vaso capilar. É uma via estratégica para fazer circular o sangue por toda uma vasta região, incluindo o Vale do Côa ou o Douro Vinhateiro – Patrimónios da Humanidade. A qualificação de toda a Linha do Douro, assumida como eixo ferroviário fundamental para ligação da grande área metropolitana do Porto, via Barca de Alva, até Salamanca e Valladolid permitindo, a partir daí, o acesso à Europa, é uma questão que, cá para a minha pessoa, só uma Região Norte emancipada é capaz de entender e tomar em mãos.

António Barreto escreveu que “o caso do caminho-de-ferro, do Porto até Barca de Alva e depois prolongado até Espanha, é um projecto de futuro, é um projecto ecologicamente recomendável, culturalmente interessante.” É tudo isto e é, ou deve ser, um traço de união entre o povo nortenho – um desígnio para a Região Norte que está a amanhecer.
Creiamos!

Creiamos, como António Gedeão, “que o sonho comanda a vida, / que sempre que um homem sonha / o mundo pula e avança / como bola colorida / entre as mãos de uma criança.”

Jorge Laiginhas

BPN também com negócio de castanhas

o BPN trabalha em quase tudo, além da Banca e da Real Seguros, também "a produção de castanha em Trás-os-Montes, vinho (com as Caves Raposeira ou a Tapada de Chaves), turismo (com o hotel do Caramulo ou o Santa Maria Park Hotel, por exemplo), as tecnologias de informação (onde, entre outras, consta a Datacomp), a saúde, onde gere os hospitais de São Luís em Lisboa e Santa Maria no Porto, o imobiliário (de que o Foz Garden é um exemplo) e o automóvel, com a Coimbracar ou a Garagem Lopes."

Foi um protesto,


no mínimo, original.

João Nunes, comerciante de Carrazeda de Ansiães, transformou numa campa fúnebre um espaço destinado a uma árvore, como forma de protesto contra as obras de arranjo levadas a cabo na Rua Luís de Camões.

Mais ricos

Adriano Moreira vai doar espólio pessoal ao município de Bragança
O professor Adriano Moreira decidiu doar o seu espólio pessoal ao município de Bragança, que a partir de 2009 vai disponibilizá-lo ao público no espaço autónomo com o nome do benemérito, anunciou hoje a autarquia transmontana.

O político, académico e jurista nasceu em Grijó, uma aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros, mas foi Bragança a escolhida para guardar o seu acervo bibliotecário, condecorações, diplomas e atribuições honoríficas.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, admitiu que Adriano Moreira tenha feito a doação "talvez pela confiança na atitude que Bragança tem desenvolvido relativamente à área cultural".

"Quis distinguir a sua terra como transmontano que é, num gesto de elevada nobreza", disse.

"É um acto que distingue Bragança e todos os transmontanos", realçou, observando que Adriano "podia doar a instituições de Lisboa, e há várias de referência que gostavam de ter este espólio".

(...)
É, sem dívida uma mais valia para o distrito

02 novembro 2008

Dia de finados (revisto)

Desde os tempos mais remotos, a principal característica que diferenciou o animal racional dos restantes foi o culto dos mortos. Desde as antas (pensa-se!?, primeiras manifestações de veneração dos mortos, passando pelas pirâmides e múmias egípcias, as catacumbas cristãs até às modernas cremações, a morte teve uma evolução enorme no modo como é encarada pelos vivos.
EM 1846 a revolta da Maria da Fonte insurgiu-se contra a proibição dos enterramentos nas igrejas pelo governo de Costa Cabral. Surgiram os cemitérios. Aos poucos estas necrópoles tornarem-se lugares deprimentes e lúgubres, alardeando bronzes, plásticos, mármores, granitos, numa profusão de capelinhas e jazigos, em que o mau-gosto impera. O culto dos mortos é feito, amiudadas vezes, de forma ostensiva, triste, sem gosto. Quem visita os cemitérios, principalmente nas grandes cidades, depressa deseja dali fugir, pelo espaço lúgubre, deprimente e sufocante.
Os países anglo saxónicos prestam o culto aos mortos de uma forma mais singela e harmoniosa. Os espaços onde sepultam os seus entes queridos são locais naturalmente embelezados e em que naturalmente se respeita e lembra quem partiu…
Pensar que a minha eternidade (?) se passará num dos cemitérios actuais não me é particularmente atraente. Pensar que poderei passar o resto dos meus dias num lugar húmido, desconfortável, inestético, descampado como é o novo cemitério de Carrazeda causa-me arrepios.

Fica para a próxima

CARCarrazeda de Ansiães-
Merelinense3 : 7

01 novembro 2008

Protesto




Protesto na Rua de Luís de Camões em frente à Misericórdia pelo reduzido número de estacionamentos que as obras parecem impor.

31 outubro 2008

Entrar ou desaparecer na bruma

Estamos a 1(um) ano das eleições autárquicas. A fazer fé no que se tem dito, os principais partidos representados, já terão tomado decisões sobre os candidatos a propor. Relativamente aos candidatos propostos pelo PSD e PS, deverá haver muita gente que, como eu, desconhecem com profundidade a competência e capacidade destes, imaginando-os a gerir uma autarquia.
È justo mesmo assim admirar a disponibilidade que demonstram à partida. Confio que partem com a melhor das intenções para vencer este repto muito importante para todos, tanto mais quanto, todos sabemos quão difícil será dar a volta a este concelho, nas actuais circunstâncias. O desafio que aqui deixo, se aceite pelos intervenientes, seria útil para quem como eu, valoriza a competência nos lugares. Tem um senão, envolve outro protagonista que seria o actual Presidente da Câmara ao qual seria pedido, que disponibilizasse os serviços da Câmara e cedesse algum do seu protagonismo.
Já que estamos ainda a 1 (um)ano das eleições e, como do que se trata é de conhecer melhor os candidatos, proponho o seguinte:
- Ser-lhes requerido que se dispusessem a apresentar uma proposta concreta passível de ser executada sobre a sua supervisão, no nosso concelho, neste espaço de tempo que resta até à campanha eleitoral.
Dão-se algumas sugestões genéricas, por exemplo: Assumir a resolução do “Caso do processo das “ Águas de Carrazeda”; Planear uma campanha de promoção turística da região “ Douro Património Mundial”; Apresentar um projecto de apoio à promoção do nosso património construído; Projectar uma reestruturação administrativa autárquica, tendente a desburocratizar e motivar para o trabalho; Angariação de investidores e investimentos para, por exemplo, investir no S. Lourenço; Estudar projectos de investimento em energias alternativas, no nosso concelho; Estudar a viabilidade de lançar mais empresas de industrias artesanais e/ou ligadas à agricultura biológica ou alternativas.
È justo sublinhar que neste desafio os intervenientes deveriam ser assessorados e apoiados pela autarquia. Todos ganharíamos como os resultados e teríamos mais pretextos para apoiar aquele que melhores resultados obtivesse.
Dirão alguns que se trata de pura utopia, tanto mais quanto se sabe que os candidatos já terão tido oportunidades e responsabilidades para demonstrar o que valem. Para mim subsiste a vontade de avaliar a competência dos candidatos, não pelo que irão apregoar mas pelo que, de concreto, conhecer do seu trabalho. E ainda pode surgir trabalho útil.
Faltaria contar com a magnanimidade do nosso Presidente que deveria ceder aos personagens o protagonismo que justificassem. Seria o seu derradeiro gesto de apreço, antes de desaparecer na bruma.

29 outubro 2008

VÊM AÌ AS ELEIÇÔES

“ A QUEDA DE UM ANJO”
Em 09 de Março de 2007, se estivessem reunidas as condições para proceder à Eleição dos Corpos Sociais da Cooperativa Agrícola de Carrazeda de Ansiães, a lista “A” tinha saído derrotada.
O acto eleitoral foi impugnado por irregularidades processuais- pelos elementos da lista B – e o Tribunal Judicial de Carrazeda de Ansiães recentemente veio dar razão.
Quer por esse facto, quer pela autoridade prepotente com que geria a Cooperativa, como propriedade sua e coisa própria, - fê-lo quase durante 18 anos – o João Carlos Rodrigues, o próprio enviou em 27 de Fevereiro de 2007 uma carta ao Sr. “Associado” alertando-o para os seguintes factos: - … “Há pessoas que podem alterar o futuro desta Cooperativa. .. fui eu que criei o lagar de azeite… estou nesta Cooperativa desde alguns anos… fui eu que arranjei o dinheiro, sempre que foi necessário. “ fim de citação. E diz mais: - Quero: - (posso e mando)
Meter a segunda linha, cobrir o exterior, adquirir silos para armazenagem de azeitona com capacidade de 20 toneladas (já adjudicados). Aqui vos deixo este alerta, não deixeis cair a Cooperativa!! Sou o actual Presidente da Cooperativa que quer continuar, com o Engº Rui Barata e com João Lima. Fim de citação..
O Homem é trabalhador, arranja dinheiro , e faz promessas que não cumpre, nem pensa cumprir, não existem os silos que até tinham sido adjudicados a quem?!!! Faliu a empresa, ou faltou o dinheiro.?! Isto passou-se em 2007.
Hoje está anunciado que a Cooperativa vai a Eleições, possivelmente dia 25 do próximo mês.
Finalmente, chegou a hora de dar o lugar a outros, que se vão apresentar aos Lavradores, aos associados, com um programa próprio para cumprir e muito importante é dar voz aos associados, fazendo reuniões, ouvindo conselhos e sugestões e assim orientar a sua actividade para bem de todos os lavradores.
Vamos fazer daquela Cooperativa uma casa da Lavoura, para a lavoura, com os agricultores unidos no mesmo projecto, rentabilizar as suas explorações, começando pela poupança ao adquirir as alfaias, adubos, herbicidas e outros produtos, entendemos que há muito para fazer e queremos dar uma nova imagem da Cooperativa Agrícola.Para tanto vamos precisar da ajuda de todos, os que participam na nossa lista, como os outros que a apoiam e nos vão dar o seu voto. Pessoalmente acredito que é possível fazer mais e melhor e estou disposto a trabalhar para esse fim.

28 outubro 2008

Crise e castanhas - Jorge Laiginhas


José Manuel Marques dos Santos, Reitor da Universidade do Porto, escreveu no JN a 27 de Setembro, que “o mundo assiste, atónito, a um dos maiores abalos que o capitalismo já sofreu na sua história. A chamada “crise do crédito imobiliário de alto risco” irrompeu como um furacão no sector financeiro norte-americano, expondo ao olhar do cidadão comum a face mais sombria da globalização.
O colapso de algumas das mais poderosas instituições bancárias dos EUA e as intervenções do Tesouro norte-americano para evitar mais falências revelaram como são frágeis as bases do sistema económico globalizado, bem como as consequências sociais à escala mundial que advêm dessa vulnerabilidade.
É que os prejuízos decorrentes do “subprime” não vão ser pagos apenas pelo Governo e contribuintes norte-americanos, mas também por milhões e milhões de pessoas que ignoram por completo o funcionamento de Wall Street ou até mesmo a sua existência.”

É uso dizer-se (e isso, por vezes, dá-nos uma ilusória sensação de bem-estar) que com o mal dos outros podemos nós bem. Todavia, desta vez, o tal mal dos outros, a malvada crise americana – a crise é como é como a gripe, quando damos por ela já nos infectou – anda a monte um pouco por todo o país. De sul a norte. De nascente a poente. Na cidade e no campo.
Há cada vez mais portugueses a entrar em litígio com a banca. O malparado no crédito à habitação e ao consumo subiu 26,5% entre Agosto do ano passado e o mesmo mês deste ano. Nas empresas, o incumprimento aumentou 36,8% e já representa 2,2% do total dos empréstimos concedidos – escreveu Paula Cordeiro, no DN, a 22 deste mês.

Na região norte de Portugal (entre nós, caríssimos leitores – que pecados os nossos!) a crise agarrou-se às famílias com uma virulência inusitada. Porque? É óbvio: sempre as maleitas derribaram em primeiro lugar os mais debilitados. As famílias na região norte ganham, em média, menos do que as famílias no todo nacional. E como se este indicador não fosse já mau, muito mau, a taxa de desemprego na região norte é superior à média do país.

Terça-feira passada, Magalhães Costa escreveu no JN que o “Vale do Cávado ameaça ser afectado pela crise do têxtil, com maior incidência no concelho de Barcelos, onde se verifica um continuado encerramento de empresas e um desemprego de quase 4000 pessoas.”
É a crise no seu melhor! Somos nós, nortenhos, no nosso pior.

Não sei se a crise se previne por intermédio de vacinação, defumação ou benzeduras. Se tal soubesse, a malvada não haveria de ter entrado cá por casa. Mas lá que entrou, entrou. Conforto-me com as palavras de Fernando Pessoa: “E mais do que isto / É Jesus Cristo, / Que não sabia nada de finanças.”

Porém, como tristezas não pagam dívidas e enquanto bailo não me doem as pernas, vou-me à Rural Castanea – Festa da Castanha, de 31 deste mês a 2 de Novembro, em Vinhais. Uma vila, airosa, no nordeste trasmontano. Vou e dou de conselho para que vão. Ir é um bom remédio. Para a crise. Em Vinhais tratam-nos como se fôssemos abades e abadessas ou condes e condessas. Saber de experiência feito. Já fui conde em Vinhais!
Não faltarão por lá magustos. Castanhas assadas no maior assador do mundo. Na praça, para que todos possam aquecer o corpo e a alma. Só pagamos o vinho ou a jeropiga. As castanhas assadas, quentinhas, são oferta da casa. De verdade. Castanhas assadas e, glup, um trago de jeropiga. P’ra afogar a crise.

Pensar dos leitores - turismo

Carrazeda de Ansiães tem um enormíssimo potencial ao nível histórico, patrimonial, cultural, entre outros, como todos nós sabemos.
E é de facto muito triste o estado de degradação e abandono em que este potencial se encontra.
O turismo acarreta consigo muitos benefícios, mas para a incrementação ou desenvolvimento deste não basta o concelho possuir recursos patrimoniais, naturais e históricos. É preciso que haja infra-estruturas, não existe no concelho um posto de turismo ou sequer um posto de informação, ao nível hoteleiro nem se fala, o património caminha a largos passos para as ruínas (como algum já se encontra), pouco ou nada se investe para a promoção do concelho e ao nível de recursos humanos qualificados existem no concelho mas têm de ir trabalhar para outra região (o meu caso), pois em Carrazeda o turismo não passa ainda de um capricho (como indivíduos que preferem continuar ignorantes a dar o braço a torcer insistem em assim o denominar). Não existem sequer acções promocionais e definições de estratégias para a consciencialização da população, a população é a primeira a deitar abaixo a sua própria terra e o que é ainda mais triste, a dizer que a viagem não vale a pena.
Existem regiões com um número bastante inferior de atracções turísticas e tentam então criar outro tipo de atracções e inovam, investem.
Então, pergunto eu, o que falta às entidades competentes de Carrazeda de Ansiães para fazerem alguma coisa por esta terra? Estamos há tanto tempo à espera de quê propriamente? À espera que tudo se extinga?
Não quero acreditar que somos governados por mentes retrógradas que não conseguem mentalizar-se que o turismo é uma mais valia de uma região, é um investimento que quando bem planeado se torna em curto prazo sustentável e lucrativo.
Espero sinceramente com esperança que este lastimável panorama mude, e que um dia eu ainda possa ter orgulho de trabalhar neste concelho e dizer que realmente é uma excelente escolha como destino turístico.

M.G

Pensar dos leitores

Quanto à inserção de Carrazeda no Turismo do Douro eu penso assim: Carrazeda só teria ou poderá vir a ter algumas mais valias se tiver algo para dar e mostrar aos Turistas,e a mim não me parece que para já assim possa acontecer,pois enquanto os que mandam,falando nos que já mandaram e os que possam vir a mandar,NENHUM MAS NENHUM se virou para a vertente do DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO.As potencialidades que Carrazeda tem que a meu ver não são assim tão poucas.O que querem mostrar aos Turistas? OS MOÍNHOS DA RIBEIRA DE MARZAGÃO,O SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA,AS ANTAS ESTAS AINDA SE VÃO PODENDO VER,O QUE DE BONITO HÁ NAS ALDEIAS E QUE SE ENCONTRA AO ABANDONO,A SRA DA RIBEIRA COM O ROTEIRO DO DOURO O QUAL NÃO PASSA DE UM CARREIRO, É QUE POR AÍ É QUE A PAISAGEM É LINDÍSSIMA,AS TERMAS DE S.LOURENÇO QUE SE CALHAR ALGUNS TURISTAS AO DEPARAREM COM TODA AQUELA DEGRADAÇÃO TODA FUGIRIAM A SETE PÉS PARA DE SEGUIDA REGRESSAREM AO (HOTEL DO NUNCA)A CARRAZEDA?.
Meus Senhores,enquanto não pensarem explorar o que de bom a natureza nos legou não teremos turismo em Carrazeda.Por isso comecem por esse lado e depois acredito que dê os seus frutos.A nível de industria o que é que temos para ver? Uma Queijaria Artesanal,a Tanoaria dos Mogos e não estou a ver mais nada.Só isto não é nada .Já que Carrazeda não tem meios se desenvolvimento a nível de indústria aproveitem-se as BELEZAS NATURAIS.HAJA GOSTO E BOA VONTADE E ASSIM CHEGAREMOS LÁ, EMBORA JÁ UM POUCO TARDE.

27 outubro 2008

E esta?

Se um doente morrer a bordo de uma carrinha do INEM, o veículo detém-se e o cadáver tem de ser transferido para um transporte alternativo porque formalmente não pode seguir viagem na mesma viatura. Esta norma pode dar origem a situações em que um corpo demore cerca de uma hora a ser transferido de veículo, como aconteceu esta semana no distrito de Bragança.

De acordo com a Lusa, o caso aconteceu na passada quinta-feira quando uma vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral, vulgarmente conhecido por trombose) morreu a meio caminho entre Torre de Moncorvo e Bragança, na zona de Caravelas, próximo de Bornes.

Segundo várias entidades envolvidas na operação e ouvidas pela Lusa, o corpo da vítima esperou mais de uma hora na estrada nacional 102 até estarem concluídos os procedimentos para ser transportada para a morgue de Bragança.


Se o regulamento existe será para cumprir. Mas,... não seria mais fácil transportar de seguida o cadáver para a morgue.

Linha do Tua


Defeito de via e falta de adequação do material circulante na origem do
acidente de Agosto na Linha do Tua
PUBLICO
23.10.2008
CARLOS CIPRIANO
A Refer pondera agora agora suspender também a circulação nas Linhas do
Tâmega e Corgo, enquanto houver dúvidas sobre o material.
Um empeno (carris desnivelados) na linha férrea e excesso de rigidez dos
amortecedores da automotora terão contribuído para o descarrilamento
ocorrido em 22 de Agosto na Linha do Tua que provocou uma vítima mortal.
Estas as principais conclusões do relatório ao acidente, que foi ontem
entregue ao ministro Mário Lino.
(...)

O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações recebeu no dia 22 de Outubro os relatórios da Comissão de Inquérito e do Gabinete de Investigação de Segurança e de Acidentes Ferroviários (GISAF) relativos ao acidente ferroviário na Linha do Tua, ocorrido a 22 de Agosto de 2008.
Na sequência dessa análise, o MOPTC decidiu o seguinte (entre outras):
(...)
5. Determinar que a Refer e a CP realizem, no prazo de 30 dias, averiguações internas para apuramento das causas que conduziram às anomalias identificadas;
6. Manter a suspensão da circulação na Linha do Tua (...)


O ministro das obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, assegurou este sábado que a circulação na linha do Tua será retomada assim que foram «reparadas e corrigidas» as causas do descarrilamento ocorrido em Agosto.
«É uma linha que tem objectivos e que pode ser utilizada em benefício do Turismo e das populações, portanto a nossa intenção é continuar com a linha», afirmou Mário Lino.

Reeleito


Mota Andrade, assume o quinto mandato consecutivo para liderar os socialistas do distrito de Bragança, no próximo ano. O socialista diz que as solicitações que foram feitas pelos militantes do partido, levaram a que concorresse a mais um mandato, até porque 2009 é o ano de todas as batalhas para o partido".

O líder da distrital socialista de Bragança garante que o objectivo do PS tem que ser o de conquistar o maior número de Câmaras possíveis, em 2009. As distritais socialistas transmontanas foram a eleições este fim-de-semana. Mota Andrade venceu em Bragança e Rui Santos em Vila Real.

25 outubro 2008

E vão mais 12


VIAVianense-CARCarrazeda de Ansiães5 : 12

Mais resultados aqui

Não acham que é para se sentirem vaidosos? e nós(adeptos) tb?
Se tivessem perdido, sentia-me orgulhoso igual... porque o esforço e a disponibilidade que prestam também conta...

(um leitor)

24 outubro 2008

LITTERAE

cumpria-se a morte da tarde. já morria o sol. ou quase. sol. de inverno? era uma vila. dia de feira. na vila. o sol moribundo. já não era sol. eram sombras. restos de sombras do resto da feira. e havia um muro comprido. na vila. no centro da vila. o sol batera no muro. todo o dia. o sol batera no muro. e nas pessoas sentadas. no muro. todo o dia as pessoas sentadas. à frente do muro era a taberna. no centro da vila. o muro comprido frente à taberna. a taberna frente ao muro. as pessoas sentadas. zé. quê. levanta o cu e traz vinho. a taberna frente ao muro. zé atravessa a rua. traz vinho. tomai lá. vinho. as pessoas sentadas no muro. todo o dia. vinho. mais vinho. zé. quê. mais vinho. zé. quê. maaaais viiinho. zé. quê. maaaaaaais viiiiinho. cumpria-se o fim da tarde. já morria o sol. sol moribyndo. de inverno? já não era sol. eram sombras. no muro. sombras sentadas no muro. maaaaaaaaaaiiisss vvviiiiiiiiiiiiiinho. sombras. vinho. o vinho nas sombras. sentadas no muro. da vila. do centro da vila. a taberna em frente...



o sol morreu. a noite matou o sol. e as sombras. ah! e as sombras. a taberna fechou as portas. no fim da feira. a taberna. no fim da feira. matou as sombras. também. as sombras também. morreram. ah! mas o vinho. o vinho não morreu. adormeceu. dentro da taberna. à espera da outra feira. e outra feira. e outra. e outra. o vinho. o vinho não morreu. o vinho matou. matou as sombras. sentadas no muro. no centro da vila. as sombras morreram. e o sol. a noite matou o sol. e as sombras do muro. mas o vinho não morreu. o vinho matou. as sombras. ficou o muro comprido. só. comprido e só. na noite. as sombras morreram. o vinho matou. a morte aplaudiu!

QUE BONITA É A NOSSA TERRA

CARRAZEDA NO SEU MELHOR
Que bonita é a nossa terra, quando a TVI nos presenteia com aquelas imagens belas do Castelo de Ansiães, das Quintas dos Ingleses, do Rio Douro e da queda de àgua do Sílvio.
Foi preciso vír a novela “A outra” para os transmontanos darem a conhecer as belezas naturais dos seus concelhos. Foi um mal necessário, felizmente que a ideia foi aproveitada e apoiada. O retorno veio do aumento das visitas ao Castelo, dos Turistas que este ano nos visitaram.
Temos felizmente muitas coisas de que nos podemos orgulhar, desde os monumentos pré-históricos, megalíticos as “Anta de Zêdes” e “Anta do Vilarinho” bem como as estátuas que embelezam os nossos espaços públicos, na Zona histórica de Carrazeda.
Aqui e ali pelo concelho, da lei da vida se vão libertando uns poucos, as estatísticas dizem que foram 120 até finais de Setembro, em contrapartida os que chegaram para alegria dos pais, são muito poucos, talvez uma duzia entre meninos e meninas.
Na minha aldeia o desânimo é tão grande - que nem os bons ofícios da gente de Carrazeda- pode animar e dar esperança ao povo. Trata-se tão só de arranjar um candidato para a Junta de freguesia que seja ”capaz” de cumprir e zelar pelos legítimos interesses da pobre gente. Os velhos, fogem e não querem nada com os politicos, os novos emigram e lutam pela vida noutras paragens. Sim há o actual presidente da Junta que envelheceu durante 4 mandatos consecutivos ao serviço do povo, está cansado e “impedido legalmente” de cumprir mais um mandato. O problema é arranjar outro.
Carrazeda tem mais encanto, quando vindas de outras paragens “as pombinhas “ chegam no mini –autocarro, falam Brasileiro e outras linguas, sorriem, seduzem e iluminam a noite com a alegria da música que as embala, dos sonhos que as alimentam. Chegam todas as noites, menos às Segundas-feiras.
E, enquanto não chega “O Magalhães” para todos os alunos que precisam dessa ferramenta para trabalhar, chega o admirável facto, o mais importante do ano. Aconteceu que há uma noticia divulgada neste Blogue que mereceu 95 comentários. Pela minha parte reservo o direito de comentar muito, muito mais tarde, tenho algo a dizer mas ainda é cêdo.

22 outubro 2008

Foram 12


"...e podiam ser mais! Numa tarde inspirada, Eduardo Vieira marcou meia dúzia de golos, perante a equipa de Vila Real.Foi, assim, um jogo inesquecível para o miúdo de Paradela, que joga e faz jogar uma equipa. O intervalo com o 5-1, com quatro golos consecutivos de Eduardo Vieira.Mais tarde, vieram outros dois frente a uma frágil equipa que cada vez se ia afundando mais com o desempenho do Carrazeda.Ao lado do mestre da tarde esteve Samorinha com quatro golos.Nesta vitória, sem qualquer tipo de contestação, fica apenas a certeza de muitos outros golos falhados frente a uma equipa de Vila Real, que na época passada, mostrou mais futsal". (no nordestedesportivo)
Resultados e classificações aqui.

Discriminação positiva

A sede do Museu do Douro, na Régua, vai ser inaugurada no dia 14 de Dezembro, mas antes vai abrir as portas a quem o quiser visitar.
(...)vai decorrer nos dias 4, 6, 8 e 12 de Novembro, a partir das 14.30 horas

20 outubro 2008

Mentiras Piedosas de Outubro II (antecipando um Inverno rigoroso)

- Esta semana a mais importante notícia deu conta que Carrazeda de Ansiães ainda não desapareceu.

- O povão anda excitado com a perspectiva de ter um novo Régulo num futuro próximo. Os que professam preferem chamar-lhe um Novo senhor dos Paços;

- O meu amigo Zeca diz que o melhor local para se ver trabalhar um funcionário camarário é do balcão do Ponto de Encontro, quando muda a estação do ano e é preciso transportar novos “amores-perfeitos” para o jardim em frente. Ali se juntam durante uns dias funcionários e engenheiros a labutar para que tudo fique festivo por mais umas semanas.
(Esta informação não foi consentida mas, atendendo à sua importância informativa, decidiu-se divulgá-la, para que outros a possam usufruir);


- Foi presente em recente reunião de câmara, proposta apresentada pelo movimento ecologista do concelho, que propõe a publicação quando este estiver concluído, do romance “ A Saga dos inquéritos do desastre da Linha do Tua”. Acredita-se que esta obra venha a ter ainda mais procura que a obra discográfica publicada pela C.M. de P. Caldeira Cabral;

- Uma outra proposta ecologista tem a ver com a necessidade de se preservar a espécie ibérica da Galinha Pedrês. A proposta propõe que os jardins públicos sejam vedados e, em vez de jardim, se criem comunidades de Galinhas Pedreses. Mantinha-se o colorido do jardim e ainda daria para fazer, de vez em quando, um arroz de cabidela;

- Enquanto se aguarda se há dinheiro para sustentar activamente a Piscina Municipal coberta, logo que reabra, corre um abaixo-assinado entre os jovens em idade escolar, a solicitar ao Nosso Primeiro que “…ao menos mande compor e, permita a utilização do “Jacuzzi”;

- Detectado mais um “graffiti” enigmático inscrito em instalações autárquicas que diz: -“ A claridade assusta-os”;

De borla


Bicicletas grátis em Mirandela

Com o objectivo de promover o uso de transportes ecológicos e de levar à redução do número de automóveis nas ruas, a Câmara Municipal de Mirandela lançou o “TuaBike – Bicicletas para Todos”.

Em tempos de ditadura do automóvel, os transportes ecológicos terão de ser uma alternativa com futuro. Era bom pensar.

Por cá nem isso

Euromilhões sai em Sendim

A chave completa do “Euromilhões”, que arrecadou os 29 milhões de euros de prémio, foi registada no Café-Residencial Encontro, em Sendim, no concelho de Miranda do Douro, na manhã da passada sexta feira.

Voar

Os voos entre Bragança, Vila Real e Lisboa estão suspensos até quarta-feira. Desde a semana que a Aeronorte tem vindo a cancelar voos, alegando que essas falhas se deveram às condições meteorológicas, nomeadamente em Lisboa. A aeronave apresentará um problema que, por razões de segurança tem levado à suspensão da aterragem em Vila Real. O presidente da companhia aérea garante que na quarta-feira os voos estarão retomados na normalidade.

Intervalo

(clique para aumentar)

Conservar a natureza

A fundação Rei Afonso Henriques defende a criação de um Centro Ibérico de Conservação da Natureza e Biodiversidade em Bragança. A ideia vai ser transmitida aos governos de Portugal e Espanha, antecipando a Cimeira Ibérica que se vai realizar em Zamora no mês de Novembro.

19 outubro 2008

Futuro Luminoso na Noite Escura

- “ Atrás de ti o caminho luminoso
como se o abismo tivesse uma cabeleira branca
( J. Tolentino Mendonça- A Noite Abre Meus Olhos)

O povão anda em alvoroço. Pelos vistos já foi descoberto por alguns, um corajoso para ser candidato às próximas eleições autárquicas. Como nasceu o pretendente, perguntam alguns!? Deve ter sido escolhido pelos seus predicados para assumir a função, com base nos pressupostos concebidos por quem o escolheu. Falta então saber quem o escolheu, com base em que pressupostos para se deduzirem os predicados. Sabe-se que foram nove os que o elegeram e que todos tinham o cartão de filiação partidária mas não se sabe que outra aptidão lhes conferiu o poder da escolha. Regista-se contudo a inovação de o eleito não surgir por delegação de testemunho, coisa que vinha sendo costume fazer-se. Sem mais dados é difícil desenvolver-se uma apreciação isenta sobre a pessoa e o seu potencial já que, no meu caso, apenas recordo da pessoa os putativos defeitos que se lhe sofreram enquanto interventor político. Efectivamente é justo começar por o responsabilizar também pelo atraso estrutural em que o nosso concelho caiu já que desde "tempos imemoriais" o conheço como autarca. Ora na Junta de Freguesia ora como insigne deputado autárquico ora como responsável partidário sempre o vi aceitar ou ditar as ordens e disposições que ajudaram a levar o concelho ao descalabro em que se encontra. Nesta hora de verdade não esqueço os seus métodos persecutórios quando, por exemplo, se tentava organizar listas pela oposição, para concorrer a eleições autárquicas, na freguesia em que era senhor.
Como gestor da coisa pública é pertinente recordar o seu papel como “Director” da Escola Técnicoprofissional e tentar saber entre outras coisas se era realmente legal acumular este cargo e respectivos vencimentos, com o de Professor Efectivo no Ensino do 1º Ciclo. Estou certo que perante a responsabilidade a que se impõe, o mesmo considerará correcto desvanecer estas dúvidas.
Falta-me pois conhecer os seus melhores predicados e faculdades para ajuizar da sua real potencialidade e então opinar melhor. As minhas expectativas estão na razão directa do ideal que ainda acalento para a minha triste terra. Vai ser depois curioso confronta-lo com os dos previsíveis concorrentes. Talvez um dia ainda seja possível imaginar pela frente (em vez de por de trás) um futuro luminoso para as gentes do meu concelho.

Jovem detido acusa GNR de agressão

Um jovem de 19 anos foi tratado, sexta-feira, no Hospital de Mirandela, a vários hematomas e escoriações, alegando ter sido espancado por um soldado da GNR, no posto de Carrazeda de Ansiães, depois de ter sido detido por furto.
FERNANDO PIRES no JN