31 maio 2008
Mentiras Verrinosas ( enquanto o Sol não chega)
Chama-se mais uma vez a atenção, para o fenómeno que tende a levar alguns a acreditar na natureza enganosa desta rubrica. Este fenómeno, sobretudo para os engajados no sistema, poderá criar náuseas e indisposições, pelo que a rubrica não se recomenda.
Esta destina-se sobretudo a ser lida pelos que gostam da sua terra, trabalham e se inteiram aqui, do contributo que os seus impostos dão para o ridículo e anedótico do sistema democraticamente instituído.
- Ultimamente têm-se feito menos “borradas” no município.
Dizem que tem havido menos “papel” higiénico disponível.
- Já há mais uma explicação para a situação de “banca rota” em que se encontra o Município. A culpa está num erro de português, nos impressos onde se inscrevem as contas a haver. No fundo do impresso em vez de somar está inscrito sumir.
- O Município de Carrazeda é já um “case study” para o estudo e a análise da sua gestão ao longo destes últimos anos.
- Perguntam: -De onde é!
Resposta: - Sou de Carrazeda.
Concluem: -Então é transmontanso!?
- Aguarda-se a chegada do bom tempo para que o nosso vereador da oposição comece a fazer sobrevoos pelo município na sua máquina voadora. O objectivo é o de se mostrar e, ao mesmo tempo, confirmar do alto as cores desbotadas do seu concelho.
- Agora, por causa da crise anda tudo a plantar nabiças.
- Perdida a esperança da realização do Museu Rural do Vilarinho foi decidido propor à Junta de Freguesia que use a grua que lá se encontra instalada, para o hastear da bandeira da Junta. Recorde-se que a grua para alem da sua altura descomunal, está estrategicamente montada no meio da rua, o que favorece a leitura á distância da bandeira desfraldada.
-Estão a ser contabilizados os idiotas inúteis a fim de lhes ser proposto um curso de formação que os torne úteis.
- A Junta de Freguesia do Pombal decidiu-se pela promoção da natalidade na freguesia. Decidiu construir um Parque de Recreio Infantil. Recorde-se que esta aldeia terá já três ou quatro crianças em idade de frequentar o dito Parque.
- Os pássaros já têm mais lugares para pousar na Praça D. Lopo Vaz de Sampaio.
- O próximo inquérito neste Blog vai colocar esta pergunta: - Você acredita que o nosso município já não está na lista dos devedores
- Como contributo para a campanha das próximas autárquicas, o município vai construir uma catapulta virada para o edifício do município, destinada ao lançamento de candidatos.
29 maio 2008
A ver passar comboios
Vale do Douro retoma histórica linha de trem neste sábadoPeso da Régua, 27 maio (Lusa) - O trem a vapor volta a percorrer a Linha do Douro (que já foi a principal ligação entre o norte português e o resto da Europa) no sábado, numa viagem que pretende levar os passageiros de volta ao início do século 20 e que vai se repetir todos os sábados até Outubro.
A primeira locomotiva do programa "Comboio [trem] Histórico do Douro 2008" parte da estação da Régua com um grupo de passageiros convidados para a viagem inaugural, que será idêntica à realizada pelos turistas.
A 30km/h, a velha locomotiva a vapor vai percorrer os 46 quilómetros que separam o Peso da Régua do Tua (distrito de Carrazeda de Ansiães), numa viagem que tem como paisagem predominante o rio Douro e as vinhas património mundial da Unesco.
O passeio será acompanhado de animação por grupo de música e cantores tradicionais da região do Douro.
A notícia é servida assim pela agência portuguesa. Estas são algumas dádivas que nos trazem. Por cá, cruzamos os braços e vemos passar o comboio... Lucra o "Calça Curta". Bem haja ele!
50 anos depois projecto de regadio do Vale da Vilariça está prontoForam precisos 50 anos para que o projecto de regadio do vale da Vilariça esteja praticamente concluído. Carlos Guerra, o director regional de agricultura, confirma que nos próximos meses o projecto, considerado muito importante para a região transmontana, estará concluído e que a última barragem já está a encher.
O director regional de agricultura afirma que com este projecto os valores de produção do vale da Vilariça, que já são bons, podem aumentar. Algumas das culturas podem mesmo quintuplicar. Como é o caso da amêndoa.Carlos Guerra afirmou também que este projecto vai dar a possibilidade aos agricultores do Vale da Vilariça de instalar sistemas de rega colectivos e tecnologicamente avançados. No entanto, Carlos Almendra, da associação de agricultores do Vale da Vilariça, confirmou à RBA que são poucos os agricultores que avançaram para a criação destes sistemas de rega, e que aguardam pelo quadro comunitário de apoio para decidirem se criam os referidos sistemas de rega.O projecto de regadio do Vale da Vilariça estará concluído nos próximos dois meses. A última barragem já está em fase de enchimento.Com este projecto concluído, a produção agrícola do Vale da Vilariça pode subir acentuadamente.
25 maio 2008
A dimensão da atitude
De qualquer modo o tema tornou-se pretexto para, entusiasmar a malta anónima que futurou sobre os candidatos ao poder e suas lebres.
È provável que mais uma vêz, o tema que abordo agora, despolete mais polémicas sem que se discuta o que realmente considero que seria o essencial.
Vou referir-me à mudança de atitude, de mentalidade, que será indispensável processar-se na gestão do nosso município. Falo da importância de motivar os funcionários para o gosto pelo trabalho. Falo do respeito e consideração, que tem de haver entre estes e as populações que servem. Falo da qualidade de tratamento humano, da atenção e respeito que os superiores devem devotar aos mais inferiores, sem que se perca a estima e o sentido recíproco de responsabilização. A igualdade de oportunidades deve ser permitida a todos para que concorram em pé de igualdade nos concursos de promoção. Deverá impor-se o rigor e a legalidade de processos, na selecção de candidatos, como forma primeira de restabelecimento da credibilidade e do mérito. Deverá ser-se rigoroso a avaliar mediante parâmetros realistas e previamente definidos.
Deverão usar-se todos os processos válidos de tornar públicos os sistemas e técnicas de avaliação, a implementar ou implementados.
Par uma estrutura de gestão humana ancilosada, cheia de maus vícios, e neste momento, mais à deriva do que nunca, convenhamos que será mais uma tarefa hercúlea a prosseguir. Questiona-se a tarefa humana de liderar a transformação das mentalidades e, a reconversão de vícios em virtudes. Onde hoje se vê inveja, mesquinhez, desigualdade, perversidade, bajulação e rudeza, terá de se ver, respeito, consideração, tolerância, cumprimento e dignidade.
Trata-se pois mais uma vez de nos questionar sobre quem assume um perfil de líder capaz de processar este milagre! Quem se perfila com este espírito fino e sensível! Quem consegue demonstrar este carácter de excelências e ainda convencer-nos dos seus predicados pelo exemplo da sua conduta!
22 maio 2008
Linha do Tua

O Partido Ecologista "Os Verdes" acusou hoje os autarcas do Vale do Tua de se prepararem para assumir o papel de "coveiros" da região e da linha-férrea devido ao "namoro consumado" com a EDP.
Os autarcas dos concelhos afectados pela construção da barragem de Foz Tua, designadamente Murça, Alijó, Mirandela, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães, reuniram pela primeira vez com a concessionária da obra, a EDP, na terça-feira.
O Partido "Os Verdes", em comunicado, diz recear que o "namoro consumado "entre a EDP e os autarcas "seja indiciador de que estes se preparam para assumir o papel de coveiros do Vale e da Linha do Tua".
Acrescenta que a excepção vai para o presidente da câmara de Mirandela, José Silvano, "que até agora tem assumido outra posição", nomeadamente a defesa da continuidade da linha de ferro.
A construção da barragem, independentemente de ser à cota máxima ou mínima, vai submergir parte da linha do Tua.
(..)
A reabertura da linha do Tua em toda a sua extensão foi adiada para o próximo dia 2 de Junho. O Instituto dos Transportes e da Mobilidade Terrestre (IMTT) tinha anunciado, na passada sexta-feira, que a partir de hoje seria retomada a circulação no troço entre Abreiro e a Estação do Tua. Ontem remeteu um fax ao Metro de Mirandela revogando a primeira decisão e anunciando a nova data. Sem mais explicações.
A comunicação apanhou de surpresa o presidente do Metro e da Câmara de Mirandela, José Silvano, e não o deixou nada bem disposto. Porquê? "Porque ninguém consegue entender esta disparidade de situações", que é como quem diz, um fax na sexta a permitir a reabertura da linha e um outro, cinco dias depois, a anular a primeira decisão. "É inadmissível", protesta, indo mais longe "Não é uma questão técnica. É uma questão política!"
(...)
E para queremos a lei?
«A taxa de aluguer dos contadores desapareceu» porque a lei assim o determinou, mas «os municípios têm de repercutir nos preços aquilo que lhes custa e fizeram-no adaptando o preço do metro cúbico ou nalgum casos através da taxa de disponibilidade de serviço que a própria lei permite que exista», explicou.
E é assim o procedimento daqueles que deviam respeitar a lei.
Por outras, palavras,
A GALP está inconsolável. No primeiro trimestre deste ano teve menos 8,4% de lucros do que no mesmo período do ano passado, e agora só está a ganhar 1,2 milhões de euros por dia. O que é isso comparado com mais 2 ou 3 cêntimos nos preços da gasolina e do gasóleo? Os portugueses são uns queixinhas. A GALP queria-os ver a ganhar só 1,2 milhões por dia! A culpa da pobreza extrema da GALP (um dia destes haveremos de ver o dr. Ferreira de Oliveira e os outros administradores da GALP a pedir à porta da igreja dos Congregados) é do aumento dos preços do petróleo. É certo que, entre Dezembro de 2006 e Dezembro de 2007, o preço da gasolina 95 aumentou em Portugal 11% e o do gasóleo 17,2%, enquanto o preço médio do petróleo, em euros, subiu apenas 1,5%. Mas a GALP tem muitas despesas; ainda há dias, por exemplo, teve que comprar a Esso. Por isso, o dr. Ferreira de Oliveira vê "com profunda tristeza a especulação incompetente" (não a especulação financeira, que é, como se tem visto, particularmente "competente" a fazer subir preços, mas a dos consumidores que acusam a GALP e demais petrolíferas de cartelização, quando se sabe que os aumentos simultâneos dos preços dos combustíveis são mera coincidência). Por que não um peditório nacional a favor da GALP?
20 maio 2008

Estudo ambiental da barragem de Foz Tua já deu entrada no Instituto da Água
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da barragem de Foz Tua, que vai definir a cota de construção da infra-estrutura, já está a ser analisado pelo Instituto da Água (INAG), anunciaram hoje os autarcas do vale do Tua. Os presidentes das câmaras de Murça, Alijó, Mirandela, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães reuniram-se pela primeira vez com representantes da EDP, empresa a quem foi concessionada a construção da infra-estrutura.
O anfitrião da reunião, o autarca de Murça, João Teixeira, limitou-se a ler um comunicado através do qual informou que o Estudo de Impacto Ambiental da barragem foi entregue ao INAG. O representante acrescentou que se "mantêm em aberto todas as perspectivas" e que os municípios só tomarão uma posição após análise detalhada do EIA e a "apresentação do estudo de impacto", mandado elaborar pelos municípios, e que "servirá de suporte a uma decisão final".
Numa primeira reunião entre os autarcas e a Estrutura de Missão do Douro, a 16 de Abril, em Carrazeda de Ansiães, ficou decidida a realização de um estudo que contemple todos os cenários de evolução possíveis, incluindo a construção ou não da barragem de Foz Tua, bem como a manutenção ou não da Linha do Tua.
Os autarcas do vale do Tua registaram "com agrado uma mudança de comportamento da EDP na participação neste tipo de processo". A EDP foi a única concorrente à construção da barragem, tendo apresentado uma proposta de construção a uma cota de 195 metros. Após a reunião de hoje, em Murça, António Castro, da EDP Distribuição, salientou que a decisão final sobre a cota será tomada em sede de Declaração de Impacto Ambiental.
"Qualquer que seja a cota tem sempre impactos na linha do Tua. Mas isto não quer dizer que a linha desapareça, quer dizer que uma parte da linha vai ser desactivada e que podem ser criadas formas de transporte alternativas", referiu o responsável. António Castro frisou que a barragem é um "projecto estruturante" que pode ser "um motor de desenvolvimento da região" e acrescentou que o projecto será concretizado tendo em conta as necessidades dos municípios e da região.
A cota dos 170 metros parece ser a mais consensual entre os autarcas dos concelhos envolvidos, menos para José Silvano, presidente da Câmara e do Metro de Mirandela, que defende a manutenção da linha a todo o custo. O metropolitano é responsável pela circulação na Linha do Tua, ao serviço da CP, ligando Mirandela a várias aldeias da região mas principalmente à Linha do Douro, em Foz Tua.
Lusa
19 maio 2008
16 maio 2008
Mentiras Verrinosas ( enquanto se digerem as favas)
- A última escultura pública inaugurada no âmbito do MIECAL, tem atraído o chamado turismo religioso, desde que se decidiu chamar-lhe a auréola do Presidente.
- Foi descerrada uma lápide a comemorar a passagem do Duque de Bragança pela Estação de S. Lourenço, no seu recente passeio de comboio pela desditosa linha do Tua. Com a Barragem, admite-se que esta Estação restaurada se torne local de culto dos amantes de mergulho aquático, que gostem de admirar ruínas de estações arqueológicas subaquáticas.
- Desde que o Sr. Presidente decidiu dizer que são gratuitas as esculturas que embelezam a nossa terra, todos lhe pedem agora que consiga de graça, outras graças. Por exemplo, operações em Cuba, excursões a Andorra ou a Cabo Verde, bolsas de estudo, consultas de pediatra, etc.
- Perante o caos reinante em que são coniventes, os deputados da nossa Assembleia Municipal prometem agora concluir as reuniões a rezar o Credo.
- Actividades que se perspectiva que desapareçam por aqui a breve trecho:
- Engraxadores, Angariadores de Votos e Angariadores de devotos, Jardineiros, Calceteiros, Fiscais ecológicos, Mediadores de cunhas, Sardinheiros e Sardinheiras, Construtores de galinheiros, Vendedores de bilhetes de tômbola, Treinadores de bancada, Fiscais de parquímetros, Guardadores de rebanhos, etc.
- Parece estar agora a concluir-se que o paradigma da "Sardinha Assada" era um paradoxo.
- Apesar da crise está garantido que, o subsídio para o sustento de gado asinino irá continuar.
- A máxima que mais se ouve : “reforma-te antes que fiques órfão”.
- Já se diz que, se a oposição ganhar as próximas, em vez de Vereadores vão propor Varredores.
- Concluiu-se agora que, o maior negócio da restauração do ano que findou, foi o que resultou da movimentação de pessoal no desastre da linha do Tua.
Deputados acusam Ministro da Cultura de desinteresse por candidatura à UNESCO
Os deputados eleitos pelo PSD de Bragança acusam o Ministro da Cultura de desintetesse pela candidatura das tradições orais galaico-portuguesas a Património Mundial. Os parlamentares apontam o dedo acusatório ao ministro, pelo facto de José Pinto Ribeiro não ter ainda respondido a um pedido de audiência, solicitado pela associação Luso-Galega que está a fazer o trabalho de sustentação da candidatura. Desde o dia 17 de Março que os responsáveis pela “Ponte ... nas ondas” estão à espera de uma resposta.Olimpia Candeias, deputada social-democrata, lembra que o Estado português tem de definir o apoio a um projecto cujo prazo limite para ser apresentado é o dia 30 de Agosto. Sublinha ainda que, em contraste com o alegado desinteresse do Ministro da Cultura, o governo da Galiza está a apostar forte nesta candidatura. Teme-se que a candidatura das tradições orais galaico-portuguesas a Património Mundial possa falhar devido à falta de resposta do Ministério da Cultura.
na RBA
15 maio 2008
Migrações
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) está entre as primeiras 100 instituições de Ensino Superior europeias que mais trocam população escolar no âmbito do Erasmus, um programa de mobilidade de alunos e professores.Este ano lectivo, estão envolvidos naquele programa cerca de 300 estudantes e 90 docentes, dos quais 150 são jovens de vários países europeus que vieram estudar para Bragança, a maioria vem de Espanha, Itália e Grécia, mas as deslocações dos países de Leste estão a aumentar, nomeadamente da República Checa, Lituânia e Eslovénia.
É curiosa esta notícia do intercâmbio de estudantes. A mobilidade de alunos e professores é uma das principais conquistas de liberdade no espaço europeu. Cremos que é também na osmose de culturas que os povos constroem o seu progresso. Recorde-se o "orgulhosamente sós" que nos tornou no país mais atrasado do velho continente, em contraste com os países da Europa Central que assentaram o seu desenvolvimento na abertura de fronteiras e livre circulação de pessoas e bens.
No entanto, não se pode confundir livre circulação de pessoas com o fenómeno da emigração portuguesa ou outras. A emigração arrasta consigo problemas de desenvolvimento das pessoas em dificuldades no país de origem quanto a subsistência e mesmo nível de vida. Assim muitos portugueses emigraram para melhorar a sua situação familiar e nos tempos modernos as emigrações africanas ou dos países de leste inserem-se também nesta problemática.
Não nos devia espantar, se a memória não fosse curta, que o que se passa com as populações africanas e dos países do anterior bloco de Leste que procuram a Europa, ainda há bem pouco tempo se passou com os nossos compatriotas quando procuravam países mais desenvolvidos durante os grandes surtos de emigração portuguesa nos anos sessenta. Mesmo hoje as migrações sazonais particularmente do interior do país para a Suíça, França e Espanha comportam esta vertente. A livre circulação no seu verdadeiro significado deverá ser encarada como uma livre e espontânea vontade do trabalhador sem ter no seu pensamento única e exclusivamente a economia familiar.
No nosso concelho há, no presente, duas comunidades estrangeiras, uma do Casaquistão que aqui tem encontrado trabalho e uma outra que, por via de intercâmbios vários(?), estuda na Escola Profissional. A sua integração tem-se revelado completamente pacífica.
Duas realidades diferentes, mas que têm uma base comum, dificuldades económicas dos seus países de origem.
13 maio 2008
O lugar do morto
Alguém faz uma ideia da situação económica e financeira do município!?
Perante o desconhecido pode imaginar-se um “mar de rosas” ou então olhar-se só para os espinhos. Na realidade nem se sabe se será possível perspectivar-se o “ meio-termo”.
Alguém faz ideia da percentagem de valor financeiro que é dispensada apenas para pagar os salários de uma Câmara, que tem um organigrama de quadros igual ao da cidade de Beja! E neste caso, quem saberá fazer-me a comparação entre o que recebe de duodécimos uma Câmara como a de Carrazeda e, outra como a cidade de Beja!? Afinal que dinheiro sobra para investimentos!? Onde se poderá fazer contenções!? Será na construção do Centro Escolar!? Será na vertente social!?
Que dinheiros se devem!? Que juros se pagam!? Que compromissos existem para o futuro!? Será que o poder central ou a Comunidade Europeia – para o caso tanto faz, continuarão no futuro a prever apoios para as regiões “ mais desfavorecidas”!? Afinal que herança nos fica!? Projectos sem papel e uma máquina desmotivada e cheia de vícios?
Só com respostas aproximadas para estas questões me parece que seria honesto questionarmo-nos sobre se alguém tem vontade e capacidade para se assumir como candidato nas próximas eleições autárquicas. O que está em causa já nem será a obtenção de uma boa reforma já que no meu entendimento o que consigo prever será um Inferno que em boa verdade ninguém tem obrigação de suportar. Ou alguém acredita que se assim não fosse o lugar ficava vago!
A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães vai associar-se à Confraria da Maçã Portuguesa, que tem como objectivo a defesa e divulgação deste fruto.Esta organização já reúne outros Municípios de concelhos produtores, nomeadamente no Douro Sul, bem como cooperativas ligadas ao sector.
O presidente da Câmara de Carrazeda, Eugénio de Castro, explica as razões da adesão a esta confraria:
“Se há um pólo, agrupamento ou associação que promove determinados produtos que são locais que têm qualidade e onde se encontram alguns dos nossos, nós naturalmente temos de tirar vantagens. E quando digo nós, refiro-me ao concelho e não ao município directamente. Da mesma forma que aderimos há dois ou três anos aos Municípios do Vinho, desta vez, aderimos à Confraria da Maçã, porque se há produto que nós temos de muita qualidade e reconhecida por esse país fora é a maçã. Por isso, não fazia sentido que a Câmara se alheasse dessa iniciativa”.
A adesão da Câmara de Carrazeda à Confraria da Maçã Portuguesa só traz vantagens, segundo António Pinto, técnico da Direcção Regional de Agricultura:
“Aqui em Carrazeda temos uma média de 400 a 450 hectares, Moimenta tem 4500 e Armamar 1800, portanto nós só temos vantagem em juntar-nos, em termos de qualidade e de confraria, aos outros concelhos. Aqui o concelho de Carrazeda tem um estrangulamento muito grande, que é a parte comercial. Há cerca de 10 anos, andei nos arranques dos pomares exactamente porque tinha um estrangulamento que era a comercialização. Os pequenos agricultores produziam e não tinham hipótese de comercializar. Daí o arranque e a cultura alternativa foi o castanheiro”.
Apesar de tudo, António Pinto reconhece que o castanheiro não tem condições para ser rentável nos terrenos que anteriormente foram ocupados por macieiras.
Na Onda Livre
Maio em Revista
Reformado: - Amigos, vamos homenagear, guardando um minuto de silêncio, pelo grande poeta José Afonso. Autor de canções como Senhora do almortão, A morte saiu à rua e claro está, Grândola vila morena “… terra da fraternidade, o povo é quem mais ordena dentro de ti, oh cidade.” Foi com esta canção que há 34 anos atrás, os militares de Abril fizeram a Revolução dos Cravos no dia 25.
Catita: - oh, oh, oh, há 34 anos ainda eu andava por aí num vago projecto de gente, para encarnar no ventre da minha mãe, quando teve uma relação fugidia com o meu pai, assim teve início a minha vida.
Fininho: -E que vida, valeu o esforço dos teus pais és perfeita e harmoniosa nas curvas delicadas do teu corpo, tens as medidas ideais e a beleza perfeita nesse rosto, onde brilham uns olhos marotos, desculpa a franqueza Catita, mas é verdade.
Maria Fumaça:- Cravo vermelho ao peito, símbolo da liberdade e de recordação dos milhares de políticos que se aproveitaram da porca da política e se alimentaram durante muitos anos. Alguns não faziam nada na vida e foram para a política, assim é que vivem à sua custa, alimentam vícios, distribuem benesses aos familiares e amigos, porque mentiram ao povo e acertaram no Partido onde se meteram. Quem os não conhece?!!!
Gibóia: - A XX Feira do Livro de 25/04/ a 1/05/08 em Carrazeda de Ansiães, há 20 anos que assim é, o alívio da consciência perante uma data à qual se deve a felicidade de uma vida,vivida para nós, com a hipocrisia de dizer que é para o bem de todos e ao serviço dos outros. No dia 25 às 14 h Ficamos a saber: - Que em Vilarinho da Castanheira há uma Banda Filarmónica. Foi inaugurada a escultura do Italiano na Praça dos Combatentes a que deu o nome de Carrazeda de Ansiães-2007- aquele arco tem 5 m de altura e de comprimento 12 m. faz parte de um conjunto de dez obras que farão parte integrante do “PARQUE INTERNACIONAL DE ESCULTURAS EM GRANITO AO AR LIVRE” de Carrazeda de Ansiães. E desse conjunto de 10 obras já temos 4 a saber: -“ Os sete livros da arte e da vida” – Alberto Carneiro- “A pedra bulideira” – Carlos Barreira.” “Em louvor dos limites” de Michael Warren. “ Carrazeda de Ansiães-2007” de Mauro Stacioli e ainda o Mark Brusse que está já a fazer uma intervenção em 4 momentos por cada ângulo da Praça D. Lopo Vaz de Sampaio, monumento a inaugurar em 2009. Qualquer cidadão de Carrazeda, sabe da história e significado destas magnificas obras de granito, que ficaram a custo zero aos cofres da autarquia. Houve Teatro um drama representado pelos alunos do 3º Ano do Curso Técnico de Turismo /Piat da Escola Profissional de Ansiães e Poemas de Abril e outros poetas, no salão dos Bombeiros de Carrazeda, onde há espaço para a exposição de livros e um pequeno palco e auditório para actividades culturais.
Reformado: - Foi já no dia 28 que assisti à peça “ a partir de amanhã” – grupo mundo perfeito- com uma bonita e jovem intérprete que num monólogo, prendeu a atenção dos presentes, que gostaram e soube a pouco, o resto fica para amanhã. No dia 1 de Maio, assisti pelas 16 h à actuação do Rancho Folclórico “Mirandanças” que nada tem a ver com os pauliteiros de Miranda de Cércio, e com as suas danças, estes são de lá perto - como a sorrir confessava uma jovem.
Catita: - Pois foi no dia 2 de Maio, que a bomba rebentou lá em casa, a minha prima Efigénia derretida em lágrimas, porque ouviu na Rádio Ansiães que Eugénio de Castro, não se recandidata à Câmara de Carrazeda nas próximas eleições em 2009. Olhem que chorava como uma madalena, coitadinha, até parece que tinha morrido alguém da família. Coitadinha.
Fininho: - Cá para mim tenho uma teoria e explicação para isso: - Para as eleições de 2009, ainda faltam muitos dias, - muita água vai passar por baixo da ponte- e, a um ano e meio de distância, foi um belo golpe político lançar este balão de ensaio – só para ver o efeito. E, pelos vistos o movimento feminino, sentiu-se, queixou-se e ainda vai organizar o baile das carpideiras para que Eugénio de Castro mude de opinião e não será preciso carpir muito.
Maria Fumaça: - Eu cá não tenho razão de queixa, todas as minhas amigas lá têm os filhos empregados, e até o meu afilhado Joaquim conseguiu entrar para a recolha do lixo e assim ganhar para criar os filhinhos.
Gibóia: - Mas, quem se sentiu verdadeiramente foram os da Oposição, até vieram deitar foguetes e anunciar a festa. Dizem eles que Eugénio de Castro, já se sentia esgotado, já não tem mais nada para dar. Atenção rapazes… Não é com a fraqueza dos outros e à sua custa que nós vamos querer conquistar o direito ao poder. Menosprezar o sucessor do PSD, é burrice e pensar numa vitória fácil, sustentada pela queda do ídolo no mínimo é ignorância pura do que é a vida.
Catita: - Cala as tuas ideias políticas, aqui o segredo é a alma do negócio e olha que se eu contasse aquilo que sei, mas foi com o silêncio que aprendi a viver e a governar a vida, não me tenho dado mal com isso. E, para as mentes perversas que numa mini-saia ajustada a delgada cintura e perna bem torneada, já sonham com uma mulher fácil, uma mulher vadia, da vida, para esses, aqui fica o ponto final.
Sugestão: - Adquiram e leiam no “Jornal O Pombal “ do próximo mês de Maio, a continuação dos problemas, sugestões e ideias dos meus queridos amigos.
12 maio 2008

Banda Larga na Terra Quente
Internet mais rápida para toda a Terra Quente transmontana. Pode parecer publicidade, mas até ao final do ano vai ser mesmo realidade. Dentro em breve arrancam os trabalhos para a instalação da rede comunitária de banda larga, a qual vai ligar os municípios de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor. Em cada um destes concelhos vai ser construída uma rede local de banda larga para depois se ligarem todas entre si, formando a rede comunitária.
Este projecto com a designação oficial de “Terraquente Broadband” vai permitir criar iniciativas de combate à info-exclusão e desenvolver projecto s municipais. Esta rede comunitária de banda larga vai ser construída à volta de edifícios públicos e áreas industriais, mas vai também estar aberta aos operadores de telecomunicações, o que permite aos habitantes dos cinco concelhos contemplados aceder a serviços como internet mais rápida. A rede comunitária de banda larga da Terra Quente transmontana vai abranger cerca de 90 mil pessoas. E representa um investimento global de mais de sete milhões e meio de euros, cofinanciados pelas autarquias e fundos comunitários.
na RBA11 maio 2008
A mudança na continuidade

Terminado o ciclo político, posicionam-se na grelha de partida os putativos candidatos, alguns visíveis e outros ainda invisíveis, que ensaiam arremedos de vontade ainda envergonhados, movem influências, tacteiam suportes e um ou outro não os encontrando, nunca sairão do limbo do anonimato, ou montarão o melhor cavalo para cavalgar o poder. Começou também o tiro ao alvo, com o tempo se agravará, recorrendo ao ataque anónimo, quantas vezes mesquinho, covarde e injusto, inventando fantasmas para denegrir adversários.
Finalizada uma fase em que pouco se decidiu e executou para um futuro melhor como comunidade; se agravaram as condições de interioridade por culpas próprias e também alheias (da administração central); não se perspectivaram linhas de rumo para desenvolvimento, se semearam divisões e se alimentaram ódios, nada será como dantes ou será?
Isto também a propósito ou não das declarações do líder da oposição (podem ser lidas no site da Rádio Ansiães). Os carrazedenses ficaram a saber que “o PS, pela primeira vez, tem grandes hipóteses de ganhar a Câmara". Será porque tem uma equipa capaz e um projecto mobilizador? Não. Apenas porque o adversário não se recandidata, porque senão ele “sairia sempre vencedor enquanto quisesse concorrer”(pasme-se). Se não é o valor próprio que conta para a avaliação do sufrágio, também não há necessidade de mudar muita coisa, tudo decorreu num sossegado "mar de rosas”, já que, e citamos, o “ relacionamento entre sociais-democratas e socialistas não foi tão mau como à partida se adivinhava, o que o leva a deixar "um sinal de apreço" ao presidente da Câmara”, fim de citação.
Pois, se tudo está bem (a prática oposicionista já disso tinha dado conta), tudo deve continuar igual. A actual liderança, em caso de indefinição inultrapassável, já tem alguém para apoiar. O pedido está feito. Ficámos avisados, até porque "houve muita honestidade de parte a parte".
10 maio 2008
Memória
Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque 'ofendia' a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está se deixando levar.
Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.
Quem não deve não teme
Carta para quem me conhece bem (Agosto de 1998)
Como é do conhecimento, participei como independente, nas listas do Partido Socialista na última Campanha Autárquica.
Desta vez, o meu envolvimento e responsabilidade neste acto cívico, foi maior do que em ocasiões anteriores. Também por isso, fui alvo privilegiado de calúnias e intrigas, que nunca se soube justificar com factos.
Houve um momento, de que tive conhecimento posterior às eleições, em que os factos ultrapassaram o meu limite de decência, ao tentarem manchar a minha dignidade.
Decidi então escrever ao responsável de tais actos, propondo-lhe que se retratasse ou que acrescentasse formalidade ao que tinha afirmado e de que transcrevo estas passagens.
- “ que é feito do Cooperativa de Artes e Ofícios de Rendas e Bordados de Carrazeda de Ansiães, Prof…Helder de Carvalho? Que é que vocês fizeram? Faliram. Já prestaram contas? Já pagaram a todas as senhoras que ali prestaram trabalho e fizeram os seus tapetes? Não o fizeram! Porque nessa Cooperativa em que essas senhoras, nunca tiveram contas, nem receberam o valor do seu trabalho, foi preciso eu….comunicar ao ministério público a vossa ilegalidade para irem perante o Ministério Público dar satisfação da falência a que levaram essa Cooperativa. Onde está o dinheiro? Onde está a receita? Onde está a despesa contabilizada das dezenas de viagens que fizeram ao Alentejo, Lisboa e tantos lugares?!...”
A carta que remeti tinha o seguinte teor:
- Exmº. Sr……
Decorrido já algum tempo sobre o período das Eleições Autárquicas, em que fomos opositores políticos e, porque não esqueço as afrontas, venho agora serenamente refutar as mentiras , denunciar as incorrecções de que fui alvo, por parte da sua pessoa.
Estou em querer que não estranhará este meu acto.
Vou referir-me só às palavras proferidas em comício em que, ao referir-se à minha pessoa, atentou contra a minha dignidade e honestidade.
Ao ouvi-lo, devo dizer-lhe que me surpreende pois, julgando conhecê-lo, lhe reconhecia mais hombridade e decência. Sendo certo ter havido entre os dois algum afrontamento político, na base do confronto de ideias e princípios, sempre o respeitei e considerei, julgando merecer o mesmo tratamento.
Ao enviar-lhe a gravação que obtive, das afirmações que fez, pretendo pois que as reafirme ou se retracte, de modo a proporcionar-me exercer o meu direito de defesa da minha dignidade.
Para todas as afirmações exijo agora que confirme se eu alguma vez pertenci a direcção da Cooperativa de Artes e Ofícios D. Lopo, se alguma vez eu assumi algum cargo de gestão, se alguma vez tive alguma responsabilidade financeira ou assinei algum cheque por conta dessa Cooperativa. Dirá ainda a quem devo dinheiro e porquê!
Pretendo que me refira qual a ocasião em que fui citado a comparecer junto do Ministério Público para tratar sobre este ou qualquer outro caso. Finalmente deverá comprovar se alguma vez qualquer tostão de parte da tal Cooperativa inclusive, no que respeita a deslocações.
Relativamente à minha participação nesta Cooperativa, a única vertente a que poderia referir-se, diz respeito ao incentivo, apoio e motivação que incuti em muitas das pessoas que a constituíram, consciente que estive do valor do trabalho e da importância que esta empresa poderia ter, ao nível social e cultural, no concelho de que sou natural.
Eu sei que, para pessoas como V. Exª. É difícil acreditar que alguém actue qpenas na base do voluntarismo e da colaboração generosa.
È a altura de lhe exigir respostas esclarecedoras e fundamentadas para justificar o que disse e, consta na referida cassete.
Como faz questão de afirmar, diz-se conhecedor do processo da Cooperativa. Assim, e sendo mentira tudo o que disse, concluo que actuou com pura má fé e consciente do acto.
Fê-lo na altura em que teve necessidade de convencer as pessoas que o ouviam e, como não considerou suficiente impor as suas ideias e o seu “curriculum”, usou a calúnia para rebaixar os que se lhe opunham politicamente.
Pode pois ajuizar-se sobre o resultado de tais actos, sobre a sua eficácia e, sobre o fim atingido.
Naõ está pois em causa aceitar quaisquer pedidos de desculpa. Pretendo tão-somente que fiquem claras as respostas e prevaleça a verdade, para que, até onde for possível, se faça justiça e se minimizem os danos morais que me provocou.
Acresce que no presente, os cargos públicos que assumimos exigem que não hajam dúvidas sobre a nossa idoneidade.
Aguardo pois que tenha agora a hombridade de me responder com precisão e sem rodeios.
Ficará finalmente a saber que, independentemente da resposta, o conceito em que o tive e o respeito que me merecia desce agora ao nível a que, tão despudoradamente me colocou a mim.
A total ausência de resposta, levou-me a considerar ter o direito de tornar pública esta carta, junto dos amigos.
Concluía com três considerações:
- A primeira, dirigida aos familiares da pessoa que me tinha ofendido. Sobre eles, não pendem de mim quaisquer juízos ou valores depreciativos, Muito pelo contrário, para aqueles que conheço melhor.
A segunda consideração era dirigida à Rádio que tinha transmitido os factos sem se ter preocupado em, antes, ter confirmado a veracidade do que se tinha dito.
Finalmente dirigia-me a todos quantos no futuro, aceitem assumir participar no processo das Eleições Autárquicas do nosso concelho. Para eles dirigia a minha admiração antecipada e fazia votos de que, com dignidade, saibam enfrentar a prepotência e o caciquismo que se lhes opuser, ao lado do povo e, na perspectiva da liberdade e progresso para a nossa Terra.
08 maio 2008
Vida de tristes
Assim se começa a pagar o preço da gestão de fachada que se tem praticado. O problema é que o preço tem graves consequências no futuro. A não ser que não haja futuro.
Dá para perceber como seria difícil se fosse verdade elaborarem-se projectos de promoção integrada para a região, como recentemente terão dito a propósito do encontro de autarcas.
Por sua vez se verifica também que não há capacidade reivindicativa nenhuma para se exigir contrapartidas ao que nos tiram, no caso – um rio natural. Olhemos á volta para ver se alguma autarquia próxima não vai ter o seu Centro Escolar.
È a altura de se assumir com humildade a nossa condição de tristes.
Centros escolares
Nós por cá, ficamos pelos Lares dos Idosos.
06 maio 2008
Não vai cair da cadeira!
Não li a notícia e esperei para ler comentários que não surgiram. Poderei então concluir que os comentários já não têm justificação!?
Da minha parte aproveito a oportunidade para reforçar o que penso do futuro que virá. Perspectivo-o ainda mais amargo do que tem sido. Afinal alguém vai ter que tapar os buracos, vai ter que motivar as pessoas para o trabalho, vai ter que inaugurar métodos democráticos de relação, vai ter que dar atenção ao que importa, vai ter que respeitar as opiniões dos outros, vai ter que saber planear para o futuro. Terá que restabelecer o orgulho identitário, reconhecer e assumir os erros que cometer, aceitar contar com a capacidade dos outros, ser isento no trato da coisa pública, Possivelmente ainda vai ter que acabar o inacabado, suportar, o incompetente, o preguiçoso, o inadaptado, o ingrato e o maldizente.
Faltará acrescentar o que ainda virá, até que a peçonha se apague.
Sou dos que não acreditam que este país consiga a curto prazo alcançar meios que lhe permitam voltar a viver com desperdício, esbanjamento e aparência.
Parece-me demasiado árdua a missão para acreditar que sem o esforço e vontade de muitos, alguém aceite assumir sem apreensão, tomar o leme deste barco.
Para se sobressair desertificou-se á volta. Agora, vejo sobretudo deserto. Feito de oportunistas, de interesseiros e de convencidos.
È natural que o remédio seja mais uma vez meter a cabeça na areia – habito tão bem aprendido que já não esquece – e esperar por outro profeta que realize milagres idênticos aos deste. Se esse profeta não chegar ainda nos fica a possíbilidade de recordar e louvar a obra do que se fina.
05 maio 2008
Fora de horas

Daqui a pouco vai falar-se da agricultura portuguesa nos "Prós e Contras" da RTP1. O debate é sobre temas agrícolas, aumento de preços nos produtos do sector.... Presentes, o Ministro da Agricultura, os produtores e os especialistas. Os agricultores portugueses habituados a deitar cedo, vão ter que fazer uma noitada. Antes disso, mais um concurso, o Jorge vincou que é uma honra servir a cultura portuguesa, de rajada, um adágio popular, um filme estrangeiro, uma localidade de Coimbra e..., o Gabriel perguntou aos concorrentes o que iriam fazer com tanto dinheiro, se..., e os temas menos importantes para o país ficam para a madrugada. Serviço público? Não me lixem!
04 maio 2008
Fim de Inquérito
| Concorda com o estacionamento pago em Carrazeda de Ansiães? | ||
| Selection | ||
| Sim. | 108 | |
| Não. | 278 | |
| Apenas em algumas ruas. | 77 | |
| Não tenho opinião. | 8 | |
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| 471 votes total | ||
01 maio 2008
30 abril 2008
Prudência e Ousadia
Provavelmente, e atendendo à urgência que se requer, já terão sido definidos os princípios gerais e específicos que presidirão ao projecto bem como as melhores estratégias para os implementar.
Por tal facto será talvez inútil transcrever o poema de Alberto Pimenta onde este sugere princípios que no meu entender deverão ir ao encontro da linha de pensamento concebida na célebre reunião de autarcas em que se dirimiram opiniões sobre o Tua e a conjecturada barragem.
Apreciemos então apenas a semântica do poema.
Jogada nº 16
Simetria
Os nossos princípios são: prudência e ousadia. Uma prudência ousada, uma ousadia prudente. Uma prudência que ousa sê-lo, a par de uma ousadia que tem a prudência de não sê-lo. Uma prudência a que não falta a força da ousadia, uma ousadia que ousa não esquecer a lição da prudência. Ousadia quando a prudência o recomenda, prudência quando a ousadia se manifesta. Não ousar sem ouvir a prudência, não se entregar à prudência sem o conselho da ousadia. Usar de uma ousada prudência, manifestar uma prudente ousadia. Ousar. Ser prudente. Ousar ser prudente. Não ousar a imprudência. Não cair na imprudência da prudência ousada. Usar daquela sadia ousadia que é prudência. Fincar-se naquela prudência que já é ousadia. Ousar enfim ousar o que se usa ousar. Não ousar enfim ousar o que não se usa ousar.
29 abril 2008
ESCAPADELA
O que a principio seria mais uma excursão à Galiza, visitando os principais pontos turísticos, a saber Sanxeno, Grove e Santiago de Compostela – cedo se revelou um agradável convívio entre amigos que se conhecem há muito muito tempo.
Logo no início da viagem e após ser conhecido o itinerário, veio a recordação de um passageiro que numa outra viagem, e no precurso de Valpaços a Chaves, obrigou a paragem forçada por causa da revolta das tripas de um ocupante, que teve necessidade de deitar a carga ao mar. Foi desde logo resolvido o problema colocando o dito ao lado do condutor e evitar o enjoo.
O Sol quis estar presente e foi companhia obrigatória, para contentamento de todos os participantes durante a nossa viagem que teve início no dia 25 de Abril e terminaria dia 27.
A vida é feita de momentos e se foi salutar recordar alguns episódios vividos no ano de 1998 em Sanxenxo “ como fui feliz em Sanxenxo”. Hoje juntamente com 30 companheiros, vivemos momentos - que jamais imaginei que fosse possível – cheios de felicidade que certamente por muitos e bons anos alguns irão recordar sempre. Mas de uma forma mais cabal e concreta aqui tento deixar a imagem do que se passou:
- Na noite da chegada ao Hotel e num gesto de boas- vindas à Galiza, após o jantar, fomos convidados a assitir “À Queimada” e esta consistiu nisto: - Num enorme tacho, onde previamente estava colocada casca de maçã, laranja e limão, misturado com aguardente, apagaram-se as luzes, e à volta daquele tacho crispavam chamas azuis, e amarelas, com o mestre a remexer aquela mistura, elevando a colher a dada altura cheia daquele líquido, que esvaziava no tacho, sempre a arder, deitou mais tarde vinho tinto e aquilo ardia, ardia, o homem mexia, mexia, finalmente e quando terminou – para mim foi a minha primeira vez,- deitou em chávenas aquele líquido ainda quente e sabia divinamente, pelo meu lado só foram duas chàvenas, em noite mágica de bruxas na Galiza. Ia a noite uma criança, quando na ala que nos fora destinada os mafarricos apareceram, tocavam à campaínha fora de horas, ouviam-se sorrisos e gargalhadas, as fadas nos seus trajes brancos, enfeitavam o corredor e as portas dos quartos e já pela madrugada, os telefones não paravam de tocar, foi um despertar mágico em terra de deuses. Estar na Galiza e esquecer os problemas, sentir a emoção da fé naquele terno abraço a Sãotiago, que permanece sereno e atento às preces e súplicas dos imensos peregrinos que visitam a sua cidade, num típico comboio que lentamente vai precorrendo a cidade, com um guia a dar explicações dos lugares mais importantes do burgo, no meio da alegria dos portugueses que seguiam na carruagem ao som da música “Olha o comboio que sobe o Tua…”
Longa vai a descrição que ficou a meio. As emoções do barco no Grove, com compatriotas de Seia e de Abrantes, dançando na Ria ao som do vira minhoto, e na Ilha da Toja, com a bonita capela de conchas e jardim, ficarão para descrever numa outra oportunidade, documentadas com fotos que valem por mil palavras.
27 abril 2008
Uma viagem ferroviária
O 'Rei' ficou a pé e os utentes da CP vão na mala do táxi
Um sábado, a propósito das recentes notícias sobre o eventual encerramento da linha do Tua, resolvi, com a minha namorada, passear na mesma. Em primeiro lugar fiquei chocado, juntamente com outros turistas, quando à chegada da estação do Tua fomos informados de que o troço da linha entre Tua e Abreiro (o mais espantoso do percurso) estava encerrado. No entanto, quando perguntei aos funcionários da CP e da REFER se havia obras na linha, estes comunicaram-me que as obras estavam concluídas e que apenas se aguardavam instruções "superiores" para reabertura desse trajecto.
Para transportar os passageiros, a maior parte turistas que vinham especificamente apreciar o trajecto do caminho-de-ferro, estavam dois táxis ao serviço da CP. Obviamente que, num sábado com Sol de Primavera, os dois táxis não chegavam para todos os passageiros. De forma a "resolver" o problema, o taxista chamou um outro táxi. Mesmo assim, nem todos os passageiros cabiam nos três táxis, um deles prontificou-se a ir na mala do carro e assim se resolveu o problema do transporte dos passageiros. Uma vez que com todas aquelas manobras o tempo se foi esgotando (e a automotora de ligação estava à espera na estação de Abreiro) o taxista foi "forçado" a acelerar a marcha chegando mesmo a atingir os 90 quilómetros/hora (Km/h) naquela estrada cheia de curvas e contra curvas. Não critico o taxista que fez todos os possíveis para se assegurar que toda a gente chegava a tempo ao comboio. A questão que faço é: valerá a pena a CP substituir a alegada insegurança da linha por insegurança rodoviária? Quando ainda por cima as pessoas queriam era ver o percurso do comboio? Mas, lá chegamos ao comboio sem "azares de percurso".
Durante a viagem de comboio vi com os meus próprios olhos o estado de má conservação em que se encontra a linha, forçando a automotora a circular a uma velocidade de 35km/h. Velocidade esta que torna o comboio não competitivo (quando na prática tinha todas as condições para o ser).
Chegamos a Mirandela no tempo previsto e aproveitamos o maravilhoso jardim junto ao rio para fazer um piquenique. Quando voltamos para a estação com vista a tomar o comboio de regresso ao Tua ficamos surpreendidos com a presença de D. Duarte Duque de Bragança naquele lugar. Este encontrava-se com representantes do Movimento Cívico pela Linha do Tua que recolhiam assinaturas para uma petição a favor do não encerramento da linha. Aparentemente era intenção do nosso Rei fazer também o percurso Mirandela-Abreiro, coisa que não se veio a verificar. O mais incrível é que o 'Rei' não pôde fazer este percurso porque a automotora já estava lotada (40 lugares sentados e 30 em pé). E, apesar do esforço do maquinista para receber autorização para acoplar uma outra automotora (existiam duas disponíveis na estação de Mirandela), esta foi-lhe recusada por alguém superior (da CP ou da REFER).
Em resumo, os turistas que queriam ver a linha tiveram de desistir ou ir de táxi, alguns passageiros tiveram de ir na mala do táxi e o Rei ficou "pendurado" na estação de Mirandela. Parece-me mesmo que algumas entidades querem arruinar de vez a imagem da linha do Tua para terem menos "entraves" no seu encerramento!!!
Que País em que vivemos. às vezes, e apesar de gostar muito do meu País, tenho vergonha (já que outros não a tem) .
Hugo Guimarães no Público
A primeira vez em Vila Real
Os dois jovens foram abordados cerca das 02h00 num parque de estacionamento, junto ao cemitério de Santa Iria, por dois homens que os obrigaram a sair do carro sob a ameaça de uma arma. Para além do carro, os assaltantes levaram ainda as botas e a camisa do rapaz.
Raid Macieiras em Flor
Mais imagens no YouTube.
Será verdade que o raid "macieiras em flor" fez publicidade às maçãs da Beira?
25 abril 2008
Aviso à navegação
Mentiras Verrinosas ( nas comemorações do 25)
- Foi violada, pela quarta vez na zona do cruzamento com a Avenida da Sra. de Fátima, a berma da Avenida Principal.
- Vai ser descerrada uma lápide num armazém de vinhos de Ribalonga para perpetuar a notícia da estada, do falecido Presidente do Partido da situação, no Concelho. Por sinal coincidiu com a derradeira.
-Todos estranharam que no final do encontro de autarcas que aqui vieram conversar sobre as contrapartidas do poder Central em troca do sacrifício de se perder o Rio Tua, o porta-voz, no comunicado final, não tivesse feito menção à vitória do F.C.P. no Campeonato Nacional.
- No conclave gastaram-se duas folhas para fazer o rascunho das duas páginas, com as conclusões sobre o estudo das contrapartidas da Barragem. Em compensação sobrou a tarte servida na hora do lanche o que leva a supor que brevemente haverá nova reunião para acabar com ela.
-Mais verrinoso do que a própria sombra. O facto de se criticar a iluminação de locais sem movimento como o Parque de Merendas ou a Sra. Da Saúde, quando afinal durante a noite a vila também é deserta. Afinal tudo deveria estar escuro.
- Para dar o seu exemplo de filantropia, o Nosso Primeiro decidiu já, doar os livros da sua biblioteca particular ao Centro de Interpretação do Castelo de Ansiães, em construção no fundo da Vila. E assim se enriquecerá este espólio.
-Alguém me informe sobre se é verdade que se reformou um funcionário camarário sem ser necessário proceder-se a uma reforma compulsiva.
- Vai ser construída uma clarabóia no Gabinete do Nosso Primeiro, para entrar mais luz.
- Há quem diga que a Barragem já não barra.
- Decidiu a população residente no Lar do Pombal, propor que apareçam no quadro de honra da C.M., os funcionários que ali têm trabalhado nos arranjos de calcetamento da rua para o Lar. Alguns vão mais longe porque testemunharam o esforço hercúleo em realização e propõem já a entrada de alguns no Lar.
- Os ambientalistas mobilizaram-se para estar de plantão ao longo da linha do Tua, para antecipar derrocadas e assim garantirem a segurança da via de trânsito do comboio.
- Na ausência da disponibilidade de outro meio de comunicação, aqui se informa que o Sr. Presidente vai dar início ao seu período de férias.
Anote bem
Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República.
A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'.
A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos. O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.
Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento ,mais dois dias do que estava previsto no actual regime.
Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta. Numa reacção à publicação do diploma em causa, 'a Decocongratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas', afirmou à agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do consumidor.
O diploma publicado, para entrar em vigor a 26 de Maio, proíbe também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou inspecção periódica dos contadores, ou de 'qualquer outra taxa de efeito equivalente'.
Teste
Quantos países fazem parte da Comunidade Europeia?
Qual foi o primeiro Presidente da República democraticamente eleito?
Com que tipo de maioria governa o PS?
Se não consegue responder às três perguntas, questione-se porque os seus conhecimentos sobre esta nobre arte são maus, como salientou o nosso P.R.
23 abril 2008
Bailinho do PSD
O tempo em termos meteorológicos, é uma caixa de surpresas que o Homem vai abrindo com cuidado, pois é sabido que o progresso é o principal responsável pelas alterações climatéricas. Nada é igual, tudo o que está acontecendo é diferente e já não há paciência para aturar as críticas, as guerras fratricidas, as mentiras e o despudor da comunicação social, por isso o Dr. Luís Filipe Menezes bateu com a porta.
Ainda o cadáver estava quente e já se movimentavam os sucessores, chamando a si a responsabilidade de orientar os destinos do povo social-democrata. À medida que iam aparecendo, com mais ou menos hipóteses de êxito, os barões estavam atentos e dissipavam dúvidas sobre si mesmo, com afirmações ridículas do género:- Eu avançaria se hipóteses credíveis não existissem, aí eu oferecia-me para ser mais uma vez imolado. Desculpa esfarrapada. O General que da ilha da Madeira – à semelhança de Fidel em Cuba, e de cubanos apelida os habitantes do continente- dizia não saber das tropas no Continente, aparece agora como possível candidato à corrida, sendo que a distrital de Lisboa e do Porto, já dispuseram alguma tropa e espingardas à sua ordem.
Aqui chegados, oh meus amigos sociais-democratas, Será possível que o tal Alberto João, venha a comandar as tropas e o Partido? Quererá assim, levar para a Madeira o perdão da dívida daquela pequena ilha, lesando o interesse nacional com a dívida pública. É que da madeira já temos nós exemplo do que fazem e como fazem, veja-se as dívidas do Município de Carrazeda, que poderiam ser atenuadas se a “Empresa Águas de Carrazeda” pagasse o que deve ao Município isto dizem alto e bom som as más línguas, porque ninguém sabe como foi o contrato entre a Empresa e o Município.
Recuso como muitos sociais-democratas, que para Presidente do PSD, seja necessário importar um ilhéu, habituado a fazer o que quer, contra tudo e contra todos. Sabemos que só a generosidade de Cavaco Silva, é que não deu azo à clarificação das ideias do Sr. Jardim. A terminar a Dr.ª Manuela Ferreira Leite é a escolhida e sacrificada em nome da Liberdade.

Deputados do PSD denunciam "problemas" em Vimioso
Com o objectivo de constatar no terreno as dificuldades da população e de ver como estão a funcionar os serviços, os deputados do PSD eleitos pelo distrito de Bragança, Adão Silva e Olímpia Candeias estiveram de visita a Vimiso. Serviços como a repartição de finanças, o tribunal, o centro de saúde ou o centro escolar foram alguns dos locais visitados pelos deputados. Todos eles apresentavam problemas.
A repartição de finanças de Vimioso conta com apenas 4 funcionários que, segundo os deputados, não conseguem dar resposta ao volume de trabalho. Para além disso, sublinham que o serviço encontra-se num primeiro andar de um edifício, o que dificulta o acesso da parte da população mais idosa. O tribunal, apesar de apresentar condições razoáveis, tem também o seu funcionamento condicionado devido ao reduzido número de funcionários e ao facto de a juíza estar presente apenas dois dias por semana, o que leva ao arrastar dos trabalhos. A deputada social democrata Olímpia Candeias, afirma que pretende questionar a Ministra da Saúde sobre o encerramento do SAP do centro de saúde, previsto num decreto-lei, o que não considera razoável tendo em conta as características da vila de Vimioso. Nas escolas do concelho, a deputada diz que existem duas realidades diferentes. Há escolas novas com todas as condições, mas também edifícios a necessitarem de intervenções urgentes. Depois da visita a Vimioso, os dois deputados do PSD eleitos por Bragança prometem fazer chegar estas situações aos responsáveis do Governo e obter repostas.
na RBA
22 abril 2008
Das letras
Sinais de fogo, os homens se despedem.
exaustos e tranquilos, destas cinzas frias.
E o vento que essas cinzas nos dispersa
não é de nós, mas é quem reacende
outros sinais ardendo na distância
um breve instante, gestos e palavras.
ansiosas brasas que se apagam logo.
Jorge de Sena
in Visão Perpétua
Julho/Agosto 1967
No mínimo, curioso
A anotar
- Inauguração da Escultura de Mauro Staccioli pelas 15 horas, na Praça dos Combatentes, em Carrazeda de Ansiães
- Inauguração da XX Feira do Livro pelas 16 horas no Salão de Festas dos Bombeiros Voluntários de Carrazeda de Ansiães.
Dia 26 de Abril
- Lançamento do livro "Correspondência(s) Mécia e Jorge de Sena (evocação de Carrazeda de Ansiães, anos 1940) da autoria de Maria Otília Lage, pelas 16:30 horas, na Biblioteca Municipal.
A LINHA FERROVIÁRIA DO TUA E O FUNDAMENTALISMO DO BETÃO - Paulo Rica no Público
Rui Rodrigues
A linha de via estreita do Tua foi construída no final do século XIX e início do século XX, desde a foz do Rio Tua até Bragança, numa extensão total de cerca de 133,8 quilómetros (Km), tendo sido desactivado o troço de Mirandela a Bragança, de 81 Km, no ano de 1991. A construção da linha desde a Foz do Tua até Mirandela, sobretudo os vinte quilómetros iniciais, comparável a algumas vias nos Alpes, foi uma obra de muito difícil execução, tendo sido concluída em 1887. Durante vinte anos, Mirandela foi o fim da linha mas, a partir de 1905, chegou a Bragança o que, naquela época, representou uma grande melhoria da mobilidade para as populações daquela região.
O encerramento do troço de Mirandela a Bragança foi envolvido em polémica, pois foram gastos 300 mil contos (1 milhão e meio de Euros) pouco tempo antes do seu fecho, em 1991. Ficou por explicar esta despesa, sobretudo pelo facto de uma capital de distrito de Portugal ter ficado sem via férrea. Na altura houve alguma contestação, que quase desapareceu, após várias promessas de substituição do comboio por autocarros nas povoações afectadas. Infelizmente, passados cerca de 18 meses, após o encerramento da via, também os autocarros foram suprimidos e as populações ficaram sem qualquer transporte público.
O transporte de mercadorias que o comboio facultava foi outra das grandes perdas para aquela região. Esta é, aliás, uma das maiores queixas de algumas povoações. Para se ter uma ideia desta situação basta dizer que um construtor perto de Azibo (30 km a norte de Mirandela), para encomendar cimento, só pelo serviço do transporte de camião até ao Pocinho, paga cerca de 500 euros. Outro tipo de mercadorias, tais como adubos, cereais, cortiça etc., eram transportadas por via férrea. A perda deste modo causou graves danos na economia local e as consequências, hoje, são visíveis porque o abandono das estações ferroviárias, que existiam, provocaram desemprego e emigração e consequente despovoamento.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA BARRAGEM
Recentemente foi anunciada a intenção da construção de uma barragem no Rio Tua, o que poderá representar o desaparecimento do único troço ainda em funcionamento da linha, com mais de 120 anos de existência. A linha ferroviária do Tua ficará praticamente toda submersa, se for aprovado o projecto da EDP para a construção da barragem, com uma cota de 195 metros. Mesmo que se opte pela cota mínima, os últimos 15 quilómetros da via do lado da Foz do Tua irão desaparecer.
Para a EDP que a irá explorar, pelo período de 75 anos, este é um investimento interessante, porque a nova barragem terá uma capacidade de 324 megawatts, embora, neste caso, a energia eléctrica que vai ser produzida seja insignificante para colmatar as necessidades do País. Uma das ideias que têm sido propostas, antes de se construir novas barragens, seria aumentar a potência das que já existem, o que permitirá, com baixos investimentos, obter maiores proveitos.
Um dos problemas de Portugal é a baixa eficiência energética, devido aos grandes desperdícios que se verificam no nosso país. Esta deveria ser a maior aposta a cumprir nos próximos anos. A nova barragem só iria criar postos de trabalho durante a sua construção. Terminada esta, o número de pessoas necessárias será quase nulo.
Os grandes prejudicadas com este projecto são, sem dúvida, as populações locais, uma vez que o encerramento definitivo da linha do Tua vai eliminar um serviço público de transporte, no acesso ao Porto (via linha do Douro) e a Mirandela. Outra consequência consistiria na perda de rendimento para os agricultores, vinicultores e outros trabalhadores agrícolas na inundação das terras que são a sua única base de sustentação económica. O turismo seria afectado porque, actualmente, a linha do Tua atrai milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.
O turismo e agricultura da região são duas actividades não deslocalizáveis que a região não pode perder; caso contrário, toda aquela zona do país ficará mais pobre. Se a linha do Tua desaparecer, provavelmente vão ocorrer as mesmas consequências que se verificaram no troço encerrado entre Mirandela e Bragança, onde algumas promessas feitas às populações não foram cumpridas.
A construção de uma barragem gera sempre impacte ambiental e cada caso é um caso, sendo este bastante digno de estudo e de ponderação.
A LINHA DO TUA E O TURISMO
Estão previstos alguns investimentos, em Espanha, que indirectamente irão beneficiar a região de Trás-os-Montes. Nos próximos anos, com a conclusão da nova rede ferroviária espanhola, vai ser possível ligar Madrid a Puebla de Sanábria, em 1 hora e 40 minutos e a capital espanhola a Salamanca, em 1 hora e 30 minutos. Está também prevista a reabertura do troço de Fuente de S. Estéban até Barca de Alva, que ligará a fronteira portuguesa a Salamanca. Se do lado português for reaberta a via desde Barca de Alva até ao Pocinho, a linha do Douro terá ainda maiores potencialidades turísticas.
Quanto mais tráfego tiver a linha ferroviária do Rio Douro e melhor funcionar, maior beneficio resultará para a linha do Tua, que dela depende, e que já foi considerada, por revistas estrangeiras, como uma das cinco mais belas linhas turísticas da Europa. Em Portugal, existem poucos locais com aquela beleza, sendo difícil descrever, por palavras, os cerca de 54 quilómetros de via férrea, que separam Mirandela da foz do Tua, pois é uma experiência inesquecível, que fica na memória de qualquer visitante e com o desejo de um dia lá voltar. Para se ter uma ideia da beleza ao longo deste itinerário, podem-se ver as fotos no seguinte ‘site’:
http://picasaweb.google.pt/rodrigues.rui1/LinhaDoTua03?authkey=rk1Bwb8VOgY
no Público
19 abril 2008

Barragem do Tua: "Verdes" querem que estudo anunciado pelos autarcas seja feito por entidade "isenta"
O partido ecologista "Os Verdes" reclamou hoje que o estudo para o programa de desenvolvimento do vale do Tua, anunciado quarta-feira pelos autarcas locais, seja realizado por uma entidade "isenta" e independente da EDP.
Tuberculose: Novo surto em Abreiro obriga a rastreio na aldeia de Bragança com maior incidência
A população de Abreiro, no concelho de Mirandela, vai ser sujeita a um rastreio da tuberculose depois do aparecimento de um novo surto na aldeia com maior incidência da doença no distrito de Bragança.
Bragança - O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, prometeu hoje lutar contra os que "se acham melhores" que Luís Filipe Menezes e desafiou "proto-candidatos como Manuela Ferreira Leite e Marcelo Rebelo de Sousa a darem a cara" nas eleições.
18 abril 2008
Em Louvor dos Ratos
Eu sei que a expressão se usa mas, se a apreciássemos no sentido literal havíamos de concluir que: 1º -Apesar de tudo teria sido parido um rato; 2º- Talvez os ratos, animais pelos vistos também já em vias de extinção (aqui está mais um caso com o qual pelo menos os ecologista se deviam preocupar), talvez não merecessem ser incluídos neste modelo de comparação metafórico.
A este propósito ocorre-me que, como sugestão se conhecesse o investimento feito recentemente para refazer o traçado de uma via rápida na zona de Vimioso para preservar o habitat de algumas famílias de ratos do campo, para que este valor servisse de comparação nas reivindicações que se desejariam para compensar o que se vai perder com a barragem a construir.
Para dar mais dignidade a minha opinião decidi incluir um poema de Cesariny dedicado a um Rato Morto.
A um rato morto encontrado num parque
Este findou aqui sua vasta carreira de rato vivo e escuro ante as constelações a sua pequena medida não humilha senão aqueles que tudo querem imenso e só sabem pensar em termos de homem ou árvore pois decerto este rato destinou como soube (e até como não soube) o milagre das patas - tão junto ao focinho! - que afinal estavam justas, servindo muito bem para agatanhar, fugir, segurar o alimento, voltar atrás de repente, quando necessário Está pois tudo certo, ó "Deus dos cemitérios pequenos"? Mas quem sabe quem sabe quando há engano nos escritórios do inferno? Quem poderá dizer que não era para príncipe ou julgador de povos o ímpeto primeiro desta criação irrisória para o mundo - com mundo nela? Tantas preocupações às donas de casa - e aos médicos - ele dava! Como brincar ao bem e ao mal se estes nos faltam? Algum rapazola entendeu sua esta vida tão ímpar e passou nela a roda com que se amam olhos nos olhos - vítima e carrasco Não tinha amigos? Enganava os pais? Ia por ali fora, minúsculo corpo divertido e agora parado, aquoso, cheira mal. Sem abuso que final há-de dar-se a este poema? Romântico? Clássico? Regionalista? Como acabar com um corpo corajoso e humílimo morto em pleno exercício da sua lira?
17 abril 2008

Produção de azeite vai diminuir devido à morte de oliveiras
Assiste-se na região de Trás-os-Montes a uma mortalidade muito significativa de oliveiras. Qualquer pessoa, mesmo que não esteja ligada ao olival, ao passar em Mirandela pode ver que as oliveiras se encontram a secar. Existem mesmo olivais a serem arrancados. Muitos olivicultores estão já a fazer podas extremamente violentas para tentar compensar esse facto.
E a montanha pariu um rato
Com excepção de José Silvano, que exige uma avaliação sobre se existe um traço alternativo ao actual caminho-de-ferro para que se mantenha a linha, todos os outro se mostraram favoráveis à lógica de contrapartidas.
As opções passam pela melhoria das vias de comunicação e consequente desencravamento dos municípios em causa (já teriam ouvido falar no IC5), realização de investimentos públicos que incentivem o aparecimento de investimento privado na área do turismo (onde e como? mais cais fluviais) e uma parte do valor da facturação que vier a ser realizada, após a construção da barragem (será para organizar festas e almoços de idosos?).
Fim da linha do Tua
Autarcas admitem sacrificar linha-férrea
35 dos 54 quilómetros da linha serão inundados
Mas as populações dividem-se entre as vantagens do progresso e o fim de um serviço de caminho de ferro que ainda é importante.
Em causa está fim de uma linha-férrea centenária, das mais belas do Mundo. Com a construção da barragem de Foz Tua 35 dos 54 quilómetros da linha serão inundados. O troço turisticamente mais atractivo, mas também o mais perigoso.
Barragem do Tua: reunião em Carrazeda
O partido ecologista “Os Verdes” não entende como podem andar os presidentes de câmara de Alijó, Murça, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães a negociar compensações pela construção da barragem do Tua sem que sequer esteja pronto o Estudo de Impacte Ambiental.
na RBA
Barragem do Tua: reunião em Carrazeda
Carrazeda de Ansiães, 16 Abr (Lusa) - Os autarcas do Tua decidiram hoje avançar com um projecto de planeamento e desenvolvimento do Vale do Tua para criação de riqueza e competitividade, numa reunião onde acabaram por não decidir se aceitam ou não uma barragem neste rio.
Os autarcas, apoiados pela Estrutura de Missão de Douro, vão adjudicar um estudo que contemple todos os cenários de evolução possíveis, incluindo a construção ou não da barragem de Foz Tua, bem como a manutenção ou não da Linha do Tua.
Esta decisão foi tomada numa reunião dos autarcas de Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Vila Flor, Alijó e Murça com o chefe da Estrutura de Missão do Douro, Ricardo Magalhães.
O propósito da reunião era a discussão de compensações pela construção da Barragem de Foz Tua.
No entanto, no final do encontro, o seu porta-voz, Eugénio de Castro, presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, limitou-se a ler um comunicado de duas páginas em que esclarece que na reunião "não esteve em discussão um ou outro investimento, esta ou aquela obra, mas sim um projecto de promoção integrado, indispensável a um território esquecido e isolado que carece de iniciativa, de apoios e de discriminação positiva"
Segundo esclareceu, esse projecto deverá envolver vários parceiros públicos e privados, incluindo a EDP, eventual concessionária da barragem, num processo que eles consideram "singular".
Com esta iniciativa, os autarcas "pretendem estar na posse não só do diagnóstico actual da região, que conhecem, mas sobretudo dos cenários prospectivos da estratégia conjunta de promoção e qualificação que se impõe há muito".
"Este processo, releve-se, não pode reduzir-se a uma caricatura que confunda e extreme posições cegas de quem está a favor ou contra uma obra", refere-se ainda no comunicado.
Confrontado com as críticas de terça-feira de "Os Verdes" - partido que considerou que os autarcas, eleitos para mandatos de quatro anos, não têm legitimidade para negociar valores que são de todos como a linha e o vale do Tua - Eugénio de Castro considerou que "ninguém tem mais legitimidade do que os autarcas, eleitos pelo voto do povo".
HFI.
Lusa
16 abril 2008
Ipsis verbis
Eugénio de Castro - presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães
"Nós temos sempre pena das pessoas que nos são queridas e morrem, mas temos de olhar para o futuro e o futuro é a barragem não é a linha do Tua".
Artur Pimentel - presidente da Câmara de Vila Flor
no Público
Espaço para ouvir MÙsica
15 abril 2008
Ecos de uma visita - militância
Entre os novos militantes "apadrinhados" encontra-se a ilustre carrazedense, a senhora deputada Dr.a Olímpia Candeias que se afastou das lides autárquicas nas últimas eleições, tendo, como é do conhecimento público, exercido dois mandatos como vice-presidente do Município.
Esta é uma adesão algo surpreendente (ou não?), se pensarmos que durante estes longos anos, mesmo pertencendo às listas social-democratas sempre permaneceu independente. Releva-se a importância da filiação na presença do líder do partido, pois os dirigentes carrazedenses nunca a conseguiram.
Não parecem restar dúvidas que esta é uma grande aquisição para os "laranjas" do concelho que enriqueceram sobremaneira os seus quadros.

Barragem do Tua: Autarcas dispostos a sacrificar linha em troca de compensações
Carrazeda de Ansiães, Bragança, 14 Abr (Lusa) - A esmagadora maioria dos autarcas afectados pela barragem de Foz Tua, em Trás os Montes, está disposta a sacrificar a linha do Tua em troca de compensações para as populações, segundo opiniões recolhidas
O presidente da Câmara de Vila Flor, Artur Pimentel, compara mesmo a linha do Tua à perda de um ente querido.
"Nós temos sempre pena das pessoas que nos são queridas e morrem, mas temos de olhar para o futuro e o futuro é a barragem não é a linha do Tua", considerou o autarca socialista.
Artur Pimentel diz-se "um saudosista da linha do Tua" mas não vai defender a sua manutenção a qualquer custo na reunião de quarta-feira, em Carrazeda de Ansiães.
A reunião já foi adiada duas vezes e, depois de marcada para 08 e 15 de Abril, tem agora nova data para dia 16, em Carrazeda de Ansiães.
(...)
na RTP














