15 maio 2012

Primeira página do PÚBLICO

A Unesco prepara-se para mandar parar as obras da barragem de Foz Tua por terem «um impacto irreversível e ameaçar os valores» que estiveram na base da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da Humanidade.
Neste projecto de decisão da Unesco é igualmente exigido que o Estado remeta ao Comité do Património Mundial um relatório sobre a revisão ou o reexame do projecto e também «sobre o estado de conservação» da área classificada.

Pede-se aos defensores da barragem, particularmente aos institucionalizados que elaborem rapidamente um abaixo assinado, o ponham a circular e envidem outras formas de luta para segurar este seu grande investimento para a região!

5 comentários:

  1. Fico tão contente com esta notícia!

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  2. "Pela Região Norte: TUDO,porém, com TODOS !
    Saudações nortenhas,
    Fr.Norte
    ........

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  3. http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/manuela-moura-guedes/pare-se


    Quarto Poder

    Pare-se!
    É uma vergonha que seja preciso vir a UNESCO mandar parar as obras da Barragem do Tua sob a ameaça de o Alto Douro Vinhateiro perder a classificação de Património Mundial.

    1h00
    Nº de votos (9) Comentários (0) Por:Manuela Moura Guedes, Jornalista






    Já havia a humilhação de o País precisar de tutela estrangeira por não saber governar o que é seu, agora, somos considerados uns selvagens por não cuidar, pior, por estragar uma riqueza única, irrepetível, das poucas que o País tem. Portugal só tinha que não lhe mexer, mas, se o quisesse fazer, tinha de informar a UNESCO. Em troca, a 1ª Região de Vinho Demarcada do Mundo abria um campo enorme para o Turismo. Em 10 anos, as dormidas na zona aumentaram de 40 mil para 400 mil e sem grandes esforços de marketing, simplesmente porque passou a ser classificada pela UNESCO.

    É isso que vamos perder se não pararem já as obras da barragem. Não se trata de optar entre uma visão ambientalista e outra económica. A barragem é um disparate como é todo o Plano Nacional de Barragens, que vai custar aos consumidores da luz cerca de 16 mil milhões a troco de mais 3 por cento de energia. A do Tua nem chega a mais 0,5. Um projecto avançado na era Sócrates, que não serve para consumo de água nem para rega, só a pensar nas receitas esperadas pelos concessionários. O Estado, ou seja, todos nós, não ganha nada com isto, pelo contrário. Até a navegabilidade do Douro foi posta em causa no Estudo de Impacte Ambiental, que não foi levado em conta. Saltou-se por cima de tudo, num processo em que este Governo passou a ser cúmplice, em que a ministra do Ambiente, com a palavra decisiva sobre a barragem, não existe.

    Cristas é mais sensível aos vários interesses em jogo. Mandou cortar sobreiros e azinheiras, inventou "um paredão imenso" para avançar com a obra, e, mesmo com a exigência da UNESCO, ficou em silêncio. Tal como Passos Coelho, que ainda não percebeu que uma das estratégias de crescimento para o País passa pelo Turismo, o que não joga com IVA suicidas nos restaurantes e barragens assassinas de paisagens únicas. Muito mais do que os Ronaldos e Mourinhos, que estão lá fora, a imagem de Portugal vende-se com carimbos como os da UNESCO, que fazem entrar muitos milhões no País... Também por isso, obviamente, pare-se a barragem

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  4. http://aventar.eu/2012/05/15/o-projecto-de-decisao-da-unesco-sobre-a-barragem-do-tua-texto-integral/


    Texto integral da UNESCO

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