Hoje é dia de missa solene na Igreja Matriz e da procissão com os oragos das paróquias do concelho. O espectáculo está a cargo da Banda Filarmónica de Alfândega da Fé, da Banda de Gaitas Espanhola de Viana do Bolo, do grupo musical “Alfa 7”, dos “IC5” e da Orquestra NortMusic.
Etnografia versus Entrudo:
Dividem-se as opiniões sobre o cortejo etnográfico. O melhor comentário vai para: "gostei muito do carro do V. porque fazia uma divertida crítica à Tróika.
De costas:
A feira está de costas para os comerciantes (só alguns) é o que se conclui do posicionamento das barracas na Praça do Município.
28 agosto 2011
27 agosto 2011
Feira da maçã, 2-º dia
Ecos da Imprensa:
A produção de maçã está a crescer em Carrazeda de Ansiães e deverá aumentar entre 20 a 25 por cento nos próximos anos, fruto da aposta em novos pomares, avançou hoje a principal organização de produtores.
"Já há mais maçã em Carrazeda, porque há mais pomares em produção", disse à Lusa Augusto Nascimento, produtor e gerente de uma das maiores organizações de produtores de maçã do concelho transmontano, a FRUCAR.
A maçã é um dos produtos agrícolas de excelência no concelho ribeirinho do Douro e os novos pomares vão compensar algumas perdas provocadas pelo granizo de maio e junho. Daqui
O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural quer proibir a entrada de novas licenças de plantação no Douro e promover a destilação dos vinhos excedentes da região para a aguardente necessária para a produção de vinho do Porto.
Daniel Campelo foi a Carrazeda de Ansiães inaugurar a Feira da Maçã, Vinho e Azeite e aproveitou para reunir com entidades ligadas ao sector do vinho.
O governante disse que foram detetados dois problemas grandes que "atrapalham muito a vida dos viticultores do Douro", nomeadamente a entrada de novas licenças de plantação na região vindas do exterior e as aguardentes. Daqui
Programa:
Hoje cortejo etnográfico e espectáculo musical dos “Hi-Fi” no mercado municipal, seguido de fogo-de-artifício.
Pergunta-se:
Alguém deu com o pavilhão das actividades económicas ligadas ao certame? A quem o encontrar dão-se alvíssaras...
A produção de maçã está a crescer em Carrazeda de Ansiães e deverá aumentar entre 20 a 25 por cento nos próximos anos, fruto da aposta em novos pomares, avançou hoje a principal organização de produtores.
"Já há mais maçã em Carrazeda, porque há mais pomares em produção", disse à Lusa Augusto Nascimento, produtor e gerente de uma das maiores organizações de produtores de maçã do concelho transmontano, a FRUCAR.
A maçã é um dos produtos agrícolas de excelência no concelho ribeirinho do Douro e os novos pomares vão compensar algumas perdas provocadas pelo granizo de maio e junho. Daqui
O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural quer proibir a entrada de novas licenças de plantação no Douro e promover a destilação dos vinhos excedentes da região para a aguardente necessária para a produção de vinho do Porto.
Daniel Campelo foi a Carrazeda de Ansiães inaugurar a Feira da Maçã, Vinho e Azeite e aproveitou para reunir com entidades ligadas ao sector do vinho.
O governante disse que foram detetados dois problemas grandes que "atrapalham muito a vida dos viticultores do Douro", nomeadamente a entrada de novas licenças de plantação na região vindas do exterior e as aguardentes. Daqui
Programa:
Hoje cortejo etnográfico e espectáculo musical dos “Hi-Fi” no mercado municipal, seguido de fogo-de-artifício.
Pergunta-se:
Alguém deu com o pavilhão das actividades económicas ligadas ao certame? A quem o encontrar dão-se alvíssaras...
"é raro dizer não temos"
O seu gerente proclama: "é raro dizer não temos".
Conhece?
Chegou ao facebook ,
pois quem não está no facebook não existe...
Conhece?
Chegou ao facebook ,
pois quem não está no facebook não existe...
26 agosto 2011
Feira da Maçã: 1.º dia
A feira abre hoje, 26 de Agosto, às 16h00, com: arruada
feita pela associação de Zíngaros de Carrazeda de Ansiães; animação de
rua pelos “Amigos do Vitó”; às 18h00 é apresentado o livro “Carrazeda de
Ansiães – Património, Paisagens e História”, na biblioteca municipal.
Ainda nessa noite, actua o grupo “Attitude”, na praça do município, os
“Diabo na Cruz” tocam no mercado municipal e há fogo preso nos Paços do
Concelho.
Pensar dos leitores: Ora digam lá de Vossa Justica...
É pena que se aproveite
este e outros espaços do género não para exercer a crítica construtiva mas
muitas vezes para a maledicência, pura e simples.
Porque não tecer comentários sobre a forma como decorreu o Festival?
A organização cumpriu o seu papel?
Os espectáculos foram bons ou maus?
O que falhou? De que forma poderemos melhorar? É isto que se impunha fazer.
Também valha a verdade que muitos dos que aqui comentam nem sequer se dignam a assistir a esta ou àquela actividade.
Por vezes, vêem de longe e por isso têm sempre uma perspectiva distorcida da realidade.
Mas. como já dizia o poeta, mal ou bem, o que interessa é que fale(a)m de nós.
O que revela que estamos vivos e de saúde!
Mesmo assim, a esses e a outros, sempre lhes dizemos que, na nossa perspectiva, é claro, achamos que muito e bom se fez ao longo destes 6 dias.
Não é fácil, uma instituição como a nossa ir realizando este evento, contra ventos e marés, com cada vez menos disponibilidades, por motivos pessoais, profissionais e outros.
Por isso, achamos que, apesar de todos os contratempos, conseguimos reunir forças, (boas) vontades, acrescentando a participação de jovens e estamos de parabéns por, mais uma vez, apresentarmos um FARPA 2011 que não desmereceu de outros, conseguiu reunir um conjunto de bons espectáculos, alguns bastante acima da média, variados, como sempre foi timbre do Festival, com cada vez maior e melhor participação de público.
E tudo isto com poucos meios, numa pequena (grande!) aldeia com pouco mais de 200 habitantes.
Não é isto que deveria ser mencionado e apreciado?
Ora digam lá de vossa justiça…
Porque não tecer comentários sobre a forma como decorreu o Festival?
A organização cumpriu o seu papel?
Os espectáculos foram bons ou maus?
O que falhou? De que forma poderemos melhorar? É isto que se impunha fazer.
Também valha a verdade que muitos dos que aqui comentam nem sequer se dignam a assistir a esta ou àquela actividade.
Por vezes, vêem de longe e por isso têm sempre uma perspectiva distorcida da realidade.
Mas. como já dizia o poeta, mal ou bem, o que interessa é que fale(a)m de nós.
O que revela que estamos vivos e de saúde!
Mesmo assim, a esses e a outros, sempre lhes dizemos que, na nossa perspectiva, é claro, achamos que muito e bom se fez ao longo destes 6 dias.
Não é fácil, uma instituição como a nossa ir realizando este evento, contra ventos e marés, com cada vez menos disponibilidades, por motivos pessoais, profissionais e outros.
Por isso, achamos que, apesar de todos os contratempos, conseguimos reunir forças, (boas) vontades, acrescentando a participação de jovens e estamos de parabéns por, mais uma vez, apresentarmos um FARPA 2011 que não desmereceu de outros, conseguiu reunir um conjunto de bons espectáculos, alguns bastante acima da média, variados, como sempre foi timbre do Festival, com cada vez maior e melhor participação de público.
E tudo isto com poucos meios, numa pequena (grande!) aldeia com pouco mais de 200 habitantes.
Não é isto que deveria ser mencionado e apreciado?
Ora digam lá de vossa justiça…
(anónimo a propósito do FARPA)
22 agosto 2011
Licença para inundar
"A Linha do Tua não tem interesse relevante dos pontos de vista arqueológico, arquitectónico, artístico, etnográfico, científico e técnico e industrial que justifiquem a sua classificação” . Eis a conclusão do Igespar (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico que serviu de base à decisão de arquivamento do processo, oficializado por um despacho publicado em Diário da República, interposto por algumas organizações para reabilitar a linha e parar a construção da barragem, Continua: as estações têm um valor arquitectónico reduzido”. Do ponto de vista artístico, a linha “não representa qualquer valor singular digno de referência”. Relativamente ao interesse etnográfico pode “o património imaterial ser preservado em núcleo museológico específico”. O interesse técnico e industrial da via-férrea não tem “um valor singular que implique a sua preservação material”, porque se foi uma obra “muito difícil, dado o declive extremamente elevado das encostas rochosas”, os métodos utilizados não foram “diferentes dos normais para a época”.
No que refere à importância económica da reabertura entre Tua e Cachão para fins turísticos e como meio de transporte público, conclui-se que “são demasiado elevados os problemas de segurança e os encargos para os resolver." Daqui
Com o tipo de argumentação utilizado por estes senhores está institucionalizado o "bota abaixo" ou melhor, a licença para inundar. Sim, alagar fica mais barato que recorrer ao "bulldozer", e é mais ecológico: poupa-se energia não renovável. Atente-se ao aumento do brilhantismo da decisão porque tem subjacente uma medida ambiental. Que seria de nós sem estes minutos de atenção desta gente urbana e bem pensante? Poder-se-ia concluir que no deve e haver da construção da barragem pesava mais a sua edificação face à preservação da linha atendendo ao superior interesse do país, mas não! Os valores atribuídos à Linha do Tua por estes senhores são mais uma lição pragmática e escorrida de lucidez cultural, científica e particularmente económica, estranhamente ou não, é esta a sua principal preocupação: a via-férrea não tem qualquer valor analisadas todas as perspectivas, resumidamente, não vale um "tusto".
Do ponto de vista arquitectónico, técnico e industrial subiu-se ao nível do Centro Comercial: para quê a sobriedade, se temos o néon, o plástico e o cimento; se os métodos de construção foram a pá e o pico, difíceis sim, mas "normais para a época", porque é que dali não saiu o génio da criação de uma máquina de construção revolucionária, à boa maneira de um filme de Hollywood. Do artístico, que interessa a simplicidade de processos se já construímos grandes autoestradas pejadas de inúmeras obras de "arte". Do interesse etnográfico, que nos interessa a construção se fica a imaterialidade e a alheira de Mirandela. Quando se cultiva o "ermamento", a desertificação humana, quiçá importe apagar todos os vestígios da presença humana para que o espaço seja efectivamente selvagem e adequado à "aventura citadina" do jipe. A nota pitoresca, mesmo de gargalhada é a referência aos enormes gastos da requalificação, pois os problemas de segurança e os encargos para o resolver são insolúveis e impeditivos a um maior lucro.
Já agora bem hajam pelos esclarecimentos e felicitações pela clarividência para os negócios...
No que refere à importância económica da reabertura entre Tua e Cachão para fins turísticos e como meio de transporte público, conclui-se que “são demasiado elevados os problemas de segurança e os encargos para os resolver." Daqui
Com o tipo de argumentação utilizado por estes senhores está institucionalizado o "bota abaixo" ou melhor, a licença para inundar. Sim, alagar fica mais barato que recorrer ao "bulldozer", e é mais ecológico: poupa-se energia não renovável. Atente-se ao aumento do brilhantismo da decisão porque tem subjacente uma medida ambiental. Que seria de nós sem estes minutos de atenção desta gente urbana e bem pensante? Poder-se-ia concluir que no deve e haver da construção da barragem pesava mais a sua edificação face à preservação da linha atendendo ao superior interesse do país, mas não! Os valores atribuídos à Linha do Tua por estes senhores são mais uma lição pragmática e escorrida de lucidez cultural, científica e particularmente económica, estranhamente ou não, é esta a sua principal preocupação: a via-férrea não tem qualquer valor analisadas todas as perspectivas, resumidamente, não vale um "tusto".
Do ponto de vista arquitectónico, técnico e industrial subiu-se ao nível do Centro Comercial: para quê a sobriedade, se temos o néon, o plástico e o cimento; se os métodos de construção foram a pá e o pico, difíceis sim, mas "normais para a época", porque é que dali não saiu o génio da criação de uma máquina de construção revolucionária, à boa maneira de um filme de Hollywood. Do artístico, que interessa a simplicidade de processos se já construímos grandes autoestradas pejadas de inúmeras obras de "arte". Do interesse etnográfico, que nos interessa a construção se fica a imaterialidade e a alheira de Mirandela. Quando se cultiva o "ermamento", a desertificação humana, quiçá importe apagar todos os vestígios da presença humana para que o espaço seja efectivamente selvagem e adequado à "aventura citadina" do jipe. A nota pitoresca, mesmo de gargalhada é a referência aos enormes gastos da requalificação, pois os problemas de segurança e os encargos para o resolver são insolúveis e impeditivos a um maior lucro.
Já agora bem hajam pelos esclarecimentos e felicitações pela clarividência para os negócios...
18 agosto 2011
CORREIO - o que foi e já (quase) não é… (Carlos Fiúza)
Não sei se já repararam no poder desta palavra vulgaríssima -
Correio.
É que esta palavra “correio” pode ser mensageiro de um mundo
de venturas, de ansiedades, de ilusões, de esperanças, de sonhos, de
sobressaltos, e também de receados aborrecimentos, angústias e infelicidades.
- Já passou o correio?
- O correio não trouxe nada?
E tantas, tantas outras interrogações em que essa palavrinha
poderosa impera, qual despótico deus de destinos das vidas…
- Leva alguma carta para mim?
- Hoje não há nada.
E “ela” fica triste, porque “ele” não lhe escreveu…
Figurando todo esse pluriforme, e omnídono, e ubíquo poder da
palavra “correio”, convido quem me atende a considerar o que este assunto nos
possa manifestar de interesse cultural e linguístico.
Podemos começar, precisamente, por ver o que seja isto de
“correio”.
Não é difícil que ao falar-se no “correio” alguém se lembre
de relacionar essa palavra com a parónima “correia”.
A correia que segurava as malas da correspondência seria a
causa de se chamar “correio” ao homem das cartas?
Há quem defenda que esta hipótese não é de aceitar, se entrarmos
no campo da comparação interlinguística, isto é, se formos ver o que há por
outras línguas.
Investigando assim, somos levados a concluir que “correio” se
relaciona com a ideia de “correr”, com a ideia de levar as notícias a “correr”,
para comunicar depressa qualquer nova, boa ou má.
O “correio” era, pois, o portador rápido da correspondência.
Se não levam à conta de exagero, eu chamo a depor a própria
mitologia.
Quem era o deus mensageiro dos outros deuses? Era o Mercúrio,
senhor do comércio e emissário de Júpiter.
Ora, esse sujeito mitológico, o Mercúrio, tinha asas pegadas
na cabeça, para que pudesse com presteza executar as ordens de Júpiter
principalmente.
Mercúrio era, assim, uma espécie de “correio” dos deuses. E a
rapidez o caracterizava!
Mas havia outro fulano mitológico, também empregado no
serviço dos “Correios do Olimpo”.
Era o Tritão, deus marinho, filho de Neptuno, está claro.
Pois este senhor Tritão era correio de seu pai, e andava sempre montado num
cavalo marinho.
Aqui temos, portanto, as mesmas ideias de “correio” e de
“correr” bem relacionadas.
Creio, assim, que realmente o vocábulo “correio” nasceu de
“correr”, porque os portadores de notícias, de cartas, etc. tinham de prestar o
seu serviço acudindo depressa aos pontos do destino.
Eu não resisto a fazer reviver aqui a velha definição de
“correio” dada pelo mais antigo dicionarista português: Morais e Silva.
Registou ele isto:
“Corrêo ou correio (ou antes correyo), s. m. Homem, que se
despede à pressa, e pela posta com despachos”.
Veja-se bem - homem que se despede à pressa.
Cá temos a ideia de “correio” ligado à pressa e, por
consequência, a “correr”.
O “correio” começou por ser, assim, o homem que levava as
notícias. Depois, foi-se alargando a aplicação do termo: passou a ser a própria
casa onde se deitavam as cartas, a carruagem das malas, e até o navio que
levava a correspondência para chegarmos aos tempos de hoje e já termos o
correio aéreo.
Os aviões são, deste modo, os mercúrios da nossa época.
Se a história se repete, igualmente a mitologia parece
reviver.
A amplitude da palavra “correio” chegou ao ponto de com ela
expressarmos até aquilo que se manda ou recebe.
E hoje até dizemos… “e-mail”!
E quem fala em “correio”, fala em “carta”.
Palavra mais vulgar do que a palavra “carta” dificilmente se
encontra.
Como nasceu a “carta”?
Foi o latim que nos legou a carta. A “charta” latina era
folha de papiro, era a folha escrita, era o papel “charter”. A “charta” latina
proveio do grego “khartés”, a folha de papiro, e foi por via eclesiástica que
se espalhou o termo “carta”.
Já que estou divagando a respeito dos correios e cartas,
aproveito o ensejo para duas notas sobre correio e carteiro.
Cá pela cidade há muito o costume de chamar “correio” ao
distribuidor da correspondência, e está certo, porque assim tem sido há muito
tempo na nossa língua. Mas tenho notado que as pessoas da província usam mais o
termo “carteiro”, derivado de “carta” + sufixo “eiro”.
É óbvio que ambas as formas são de escorreito emprego, mas a
subtil diferença está nisto: “correio” é palavra genérica; pode empregar-se ao
distribuídor de cartas, de postal, de impresso, ou até de telegrama. “Carteiro”
é um termo que precisa de alargamento semântico para se utilizar nestas
generalizantes aceções.
Um ponto sobressai, entretanto: embora o progresso modifique
processos, a marca do passado fica a atestar as formas antigas.
Assim, por exemplo, hoje a correspondência é transportada em
sacos. Noutros tempos, predominava a “mala”. Por isso, ainda atualmente falamos
em “malas postais”.
Que distância entre a velha “posta” e a expedição de notícias
pelos fios (ou sem eles)!
A vida é isto - mudança, progresso, mas sempre a voz do
passado a ecoar no presente.
Fono, de “phoné”, é som. O som a voar por esses ares vencendo
toda a ligeireza do Mercúrio mitológico!
Se é som (fono) também é postal (fonopostal), e então lá
estamos na velha ideia da “posta” ou muda de cavalos no antigo transporte de
cartas e outra correspondência.
No meio disto tudo, uma coisa me entristece: é lembrar-me de
que o Mercúrio do Olimpo deve de estar a estas horas na situação de reformado
dos correios, muito aborrecido, a bocejar cheio de reumático, e a dizer de si
consigo:
- Bons tempos aqueles em que a “asa” vencia distâncias!
- Mas o meu parente Marte está-me a vingar, pondo a cabeça à
roda aos bípedes implumes com essa misteriosa aldrabice dos “discos voadores”.
E daí, quem sabe… talvez os “discos que voam” sejam CARTAS DE
AMOR do planeta Marte à doidivanas da Terra!
Se assim for…
Talvez “Garcia” possa (ainda) vir a receber a sua carta.
Carlos Fiúza
P. S. Será que o paulatino encerramento de dezenas de “pequenas
estações” não prenuncia já o andar por aí um outro qualquer “DEUS” (não mitológico)
a querer chamar a si a “espinhosa” missão de ser CORREIO?
Nem que, para “correr”,
tenha de montar uma tartaruga?
17 agosto 2011
Sangue a viajar
Amostras de sangue viajam 41 Km no IP4
O fecho do laboratório de patologia clínica do Hospital de Macedo de Cavaleiros às 20h00, fins-de-semana e feriados, impede que se façam análises clínicas aos doentes internados.
A falta de um controlo imediato da circulação sanguínea pode colocar em risco a vida de um doente, por exemplo, se estiver a sofrer um enfarte.
Sempre que é necessário fazer análises nos períodos nocturnos, fins-de-semana ou feriados, as amostras de sangue são colhidas e enviadas, pelo IP4, para o laboratório do Hospital de Bragança, que a 41 quilómetros, apesar de o laboratório do Hospital de Mirandela ficar 15 quilómetros mais perto. O alerta é feito ao Correio da Manhã pela candidata à Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, que tomou conhecimento deste facto nas visitas que efectuou às unidades de saúde. Ana Rita Cavaco sublinha que "sai mais barato pagar a um técnico de laboratório que trabalhe das 20h00 às 08h00 do que pagar motoristas, gasóleo e portagens". (...) ler mais aqui
A racionalização, princípio que tudo explica no encerramento de serviços do interior, não pode servir o esvaziamento de valências de unidades de serviço público em detrimento de macrocefalias regionais. A interioridade não é desistência. O Hospital de Mirandela e também o de Macedo, unidades com uma boa localização geográfica para servir a população de todo o distrito, têm vindo a ser desqualificados em favor do brigantino. A população do centro, sul , este e oeste do distrito é fortemente penalizada em clara vantagem da capital distrital. Lembram-se do que aconteceu com a Maternidade? Mirandela fazia mais partos, tinha melhores condições e a decisão foi localizá-la em Bragança.
O distrito e a sua sede foram definidos pelo poder central em 1835. A sua função regional era nula ou praticamente inexistente na origem. Havia vilas e até aldeias com população quase igual ou superior. Atente-se à vila de Carrazeda. Nos anos 70 e 80, para não recuar mais, a sede do concelho era menos populosa que algumas aldeias.Foi a presença de novos organismos públicos: quartéis, escolas, universidades, hospitais... que estimularam a sua actividade e crescimento.
Esta situação do "sangue a viajar" é mais um exemplo do desprezo das populações limítrofes dos centros administrativos. Teoricamente a sua defesa passa pelo desagrado sob as formas que se conhecem, mas também pela tomada de posição dos autarcas, primeiros defensores do povo que representam. Os nossos presidentes de câmara, nesta como noutras situações, não tomam qualquer posição pública na defesa dos seus eleitos e isso é muito lamentável...
O fecho do laboratório de patologia clínica do Hospital de Macedo de Cavaleiros às 20h00, fins-de-semana e feriados, impede que se façam análises clínicas aos doentes internados.
A falta de um controlo imediato da circulação sanguínea pode colocar em risco a vida de um doente, por exemplo, se estiver a sofrer um enfarte.
Sempre que é necessário fazer análises nos períodos nocturnos, fins-de-semana ou feriados, as amostras de sangue são colhidas e enviadas, pelo IP4, para o laboratório do Hospital de Bragança, que a 41 quilómetros, apesar de o laboratório do Hospital de Mirandela ficar 15 quilómetros mais perto. O alerta é feito ao Correio da Manhã pela candidata à Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, que tomou conhecimento deste facto nas visitas que efectuou às unidades de saúde. Ana Rita Cavaco sublinha que "sai mais barato pagar a um técnico de laboratório que trabalhe das 20h00 às 08h00 do que pagar motoristas, gasóleo e portagens". (...) ler mais aqui
A racionalização, princípio que tudo explica no encerramento de serviços do interior, não pode servir o esvaziamento de valências de unidades de serviço público em detrimento de macrocefalias regionais. A interioridade não é desistência. O Hospital de Mirandela e também o de Macedo, unidades com uma boa localização geográfica para servir a população de todo o distrito, têm vindo a ser desqualificados em favor do brigantino. A população do centro, sul , este e oeste do distrito é fortemente penalizada em clara vantagem da capital distrital. Lembram-se do que aconteceu com a Maternidade? Mirandela fazia mais partos, tinha melhores condições e a decisão foi localizá-la em Bragança.
O distrito e a sua sede foram definidos pelo poder central em 1835. A sua função regional era nula ou praticamente inexistente na origem. Havia vilas e até aldeias com população quase igual ou superior. Atente-se à vila de Carrazeda. Nos anos 70 e 80, para não recuar mais, a sede do concelho era menos populosa que algumas aldeias.Foi a presença de novos organismos públicos: quartéis, escolas, universidades, hospitais... que estimularam a sua actividade e crescimento.
Esta situação do "sangue a viajar" é mais um exemplo do desprezo das populações limítrofes dos centros administrativos. Teoricamente a sua defesa passa pelo desagrado sob as formas que se conhecem, mas também pela tomada de posição dos autarcas, primeiros defensores do povo que representam. Os nossos presidentes de câmara, nesta como noutras situações, não tomam qualquer posição pública na defesa dos seus eleitos e isso é muito lamentável...
16 agosto 2011
Indiscrições em dia de caça
Dia de caça, num parque de merendas, ao fechar a tarde, naquele espaço do dia mais apetecível para desfrutar do petisco e dos amigos, ou tão só se procura a solidão da natureza e a frescura vespertina, uma conversa de telemóvel choca com o nosso exercício diário.
- Quantas mataste?
- ...
- Também nós!
. ...
. Eu estou aqui por Carrazeda. E tu?
- ...
- Ah!
- ...
- Arranja aí uma mão cheia de figos!
- ...
- Olha, também dois cachos de uvas...é para uma amiga que está grávida...
- Quantas mataste?
- ...
- Também nós!
. ...
. Eu estou aqui por Carrazeda. E tu?
- ...
- Ah!
- ...
- Arranja aí uma mão cheia de figos!
- ...
- Olha, também dois cachos de uvas...é para uma amiga que está grávida...
15 agosto 2011
Contrabando/trabalho na quinta
Por aqui, ainda havia o contrabando. Por cá, era o trabalho "no Douro" que dava para arranjar uns trocos. Mas não para todos, pois tinha de levar-se o pão para a semana, conquanto só lhes calhava o caldo, não poucas vezes bem temperado da "bicharia" do feijão. As jeiras pagavam-se a 2 escudos e cinquenta centavos, (por extenso porque no teclado do computador já retiraram o cifrão. Quem se lembra dele?) pouco mais de 10 cêntimos por dia. Há ainda quem queira o regresso desses tempos. Irra!
14 agosto 2011
Efeméride. criação das misericórdias
Com D.Manuel I ausente em Castela, a regente D. Leonor, sua irmã e 3.ª descendente ao trono, cria em 15 de Agosto de 1498 as Misericórdias portuguesas.
Tratava-se de uma confraria em moldes de Irmandade, em que um grupo de pessoas de boa formação cristã, tomando por modelo o Evangelho de S. Mateus e o princípio de solidariedade expresso por S.Paulo - "trabalhai e suportai as cargas uns pelos outros" - se propunha cumprir os 14 preceitos da Misericórdia Divina.
São sete corporais: curar os doentes, visitar os presos, dar de comer aos famintos e de beber a quem tem sede, vestir os nus, abrigar os pobres e viajantes, enterrar os mortos;
e sete espirituais: dar bom conselho, ser benevolente para os pecadores, consolar os infelizes, perdoar a quem errou, ter paciência para as injúrias, ensinar os ignorantes e rogar a Deus pelos vivos e os mortos.
Os irmãos devem ser escolhidos nos vários estratos da população.
Se a primeira Misericórdia a ser fundada foi a de Lisboa, das mais antigas do país são a de Mirandela (1518, ainda vivia D. Leonor)); e a de S. João da Pesqueira (1569), tais factos devem-se à influencia dos Távoras na Corte, que eram donatários das vilas referidas.
A Misericórdia de Carrazeda nasce em 6 de Setembro de 1939 e tem, segundo o seu sítio, 178 irmãos.
Tratava-se de uma confraria em moldes de Irmandade, em que um grupo de pessoas de boa formação cristã, tomando por modelo o Evangelho de S. Mateus e o princípio de solidariedade expresso por S.Paulo - "trabalhai e suportai as cargas uns pelos outros" - se propunha cumprir os 14 preceitos da Misericórdia Divina.
São sete corporais: curar os doentes, visitar os presos, dar de comer aos famintos e de beber a quem tem sede, vestir os nus, abrigar os pobres e viajantes, enterrar os mortos;
e sete espirituais: dar bom conselho, ser benevolente para os pecadores, consolar os infelizes, perdoar a quem errou, ter paciência para as injúrias, ensinar os ignorantes e rogar a Deus pelos vivos e os mortos.
Os irmãos devem ser escolhidos nos vários estratos da população.
Se a primeira Misericórdia a ser fundada foi a de Lisboa, das mais antigas do país são a de Mirandela (1518, ainda vivia D. Leonor)); e a de S. João da Pesqueira (1569), tais factos devem-se à influencia dos Távoras na Corte, que eram donatários das vilas referidas.
A Misericórdia de Carrazeda nasce em 6 de Setembro de 1939 e tem, segundo o seu sítio, 178 irmãos.
13 agosto 2011
Desmitificar o novo acordo ortográfico
Da espuma das polémicas ficam duas ideias fundamentais.
Primeira: perante a assinatura do Acordo e a actual decisão da adopção da nova ortografia nas escolas em Outubro de 2012 para uma aplicação plena em 2014, todas as opiniões críticas se tornarão secundárias, pois os profissionais do ensino, investidos da função de funcionários públicos, têm o dever de aplicá-lo.
Segunda: avessos à mudança estivemos a olhar para o lado, esperando que ninguém mais o lembrasse e assim o deixaríamos ad aeternum no limbo do esquecimento. Porém, a realidade veio ultrapassar a vontade do comodismo e o que resta, é aplicá-lo com o menor custo possível..
O novo acordo ortográfico, datado de 1990, desmitificou o conceito de ortografia como “entidade religiosa” ao admitir o princípio do critério fonético e a admissão de duplas grafias.
Principais alterações: o alfabeto passa a acolher três novas letras: k, w e y. As consoantes mudas (c, p, b, g, m, e t) como iniciais de grupo consonântico conservam-se quando são pronunciadas em todo o espaço geográfico do acordo; suprimem-se quando são mudas e legitima-se a dupla grafia conforme se pronuncie ou não. É ainda o critério da pronúncia que conduz à manutenção da dupla acentuação gráfica do tipo económico e econômico, ou ainda bebé e bebê, ou metro e metrô, etc. São suprimidos os acentos gráficos em certas palavras agudas e graves do tipo para e pára, evoluindo para a forma única não acentuada. Uma outra alteração é o do emprego do hífen que é simplificado e substancialmente reduzido. A utilização das maiúsculas também é minimizada. Não é permitida a dupla grafia num mesmo país, ela só é possível se comparada com realidades nacionais diferentes.
Há três verdades muito evidentes.
Primeira. O português europeu não possui norma fonética, logo é difícil assentar a norma gráfica numa pronúncia que é variável. Não poucas vezes confunde-se a norma culta ou dita "a correcta" com o padrão dos media sedeado em Lisboa. Assim acorda-se a primazia do “critério fonético (ou da pronúncia) sobre o etimológico”, prevendo-se a grafia dupla ou a dupla acentuação gráfica. Atenção que não é permitida a dupla grafia num mesmo país, ela só é possível se comparada com realidades nacionais diferentes.
Segunda. A ortografia e a língua não se confundem. Por isso, as mudanças na ortografia não são transferidas para a oralidade. Não vamos mudar a maneira de nos exprimirmos oralmente É necessário compreender que surge essencialmente para beneficiar a diplomacia, pois tornava-se incompreensível que a assinatura de acordos internacionais necessitasse de dois registos diferentes, numa denominada mesma língua. O Acordo Ortográfico apenas estabelece normas ortográficas, isto é muda a grafia de certos vocábulos. Não introduz uma completa uniformização na grafia das palavras, mas é feito um esforço de redução das diferenças ao mínimo possível . Resumindo: não altera a pronúncia de qualquer palavra, não cria nem elimina palavras, não estabelece regras de sintaxe, não interfere com a coexistência ou com as regras de normas linguísticas regionais.
Terceira. Durante a aprendizagem de uma língua, o papel da memória e da repetição são fundamentais e reconhecemos as palavras como imagens. Conclui-se, o que nos parece difícil e até aberrante dada a gravação mental gráfica, para as crianças em fase de aprendizagem, não o é. As alterações, que afectam sobretudo o desaparecimento das consoantes mudas ou não articuladas, simplificam o sistema de acentuação gráfica e a hifenização, tornam óbvia a maior facilidade de aprendizagem da ortografia.
“Somos uma pequena geografia onde o mundo inteiro se pode encontrar”, afirma o bispo do Porto, Prémio Pessoa 2010 e é neste encontro que se torna rica a nossa língua, com matriz latina, mas influenciada por toda a espécie da linguagem universal. Nos tempos modernos, de forte aculturação da globalização, da universalidade da língua inglesa ditado pelo mercado global, a Língua Portuguesa vai continuar a revelar o extraordinário dinamismo que lhe deu José Saramago com a conquista do Nobel de Literatura, que lhe dá também a genialidade de vultos como Jorge Amado, Mia Couto e Pepetela. A língua de culturas, que é o português, deverá ter, com este Acordo, um novo alento no concerto das nações e a importância devida de 4.ª língua mais falada no mundo depois do mandarim, do inglês e do espanhol.
Com certeza, como conclui o pastor portuense, “seremos um Portugal à altura de si mesmo na largueza do mundo”.
Segunda: avessos à mudança estivemos a olhar para o lado, esperando que ninguém mais o lembrasse e assim o deixaríamos ad aeternum no limbo do esquecimento. Porém, a realidade veio ultrapassar a vontade do comodismo e o que resta, é aplicá-lo com o menor custo possível..
O novo acordo ortográfico, datado de 1990, desmitificou o conceito de ortografia como “entidade religiosa” ao admitir o princípio do critério fonético e a admissão de duplas grafias.
Principais alterações: o alfabeto passa a acolher três novas letras: k, w e y. As consoantes mudas (c, p, b, g, m, e t) como iniciais de grupo consonântico conservam-se quando são pronunciadas em todo o espaço geográfico do acordo; suprimem-se quando são mudas e legitima-se a dupla grafia conforme se pronuncie ou não. É ainda o critério da pronúncia que conduz à manutenção da dupla acentuação gráfica do tipo económico e econômico, ou ainda bebé e bebê, ou metro e metrô, etc. São suprimidos os acentos gráficos em certas palavras agudas e graves do tipo para e pára, evoluindo para a forma única não acentuada. Uma outra alteração é o do emprego do hífen que é simplificado e substancialmente reduzido. A utilização das maiúsculas também é minimizada. Não é permitida a dupla grafia num mesmo país, ela só é possível se comparada com realidades nacionais diferentes.
Há três verdades muito evidentes.
Primeira. O português europeu não possui norma fonética, logo é difícil assentar a norma gráfica numa pronúncia que é variável. Não poucas vezes confunde-se a norma culta ou dita "a correcta" com o padrão dos media sedeado em Lisboa. Assim acorda-se a primazia do “critério fonético (ou da pronúncia) sobre o etimológico”, prevendo-se a grafia dupla ou a dupla acentuação gráfica. Atenção que não é permitida a dupla grafia num mesmo país, ela só é possível se comparada com realidades nacionais diferentes.
Segunda. A ortografia e a língua não se confundem. Por isso, as mudanças na ortografia não são transferidas para a oralidade. Não vamos mudar a maneira de nos exprimirmos oralmente É necessário compreender que surge essencialmente para beneficiar a diplomacia, pois tornava-se incompreensível que a assinatura de acordos internacionais necessitasse de dois registos diferentes, numa denominada mesma língua. O Acordo Ortográfico apenas estabelece normas ortográficas, isto é muda a grafia de certos vocábulos. Não introduz uma completa uniformização na grafia das palavras, mas é feito um esforço de redução das diferenças ao mínimo possível . Resumindo: não altera a pronúncia de qualquer palavra, não cria nem elimina palavras, não estabelece regras de sintaxe, não interfere com a coexistência ou com as regras de normas linguísticas regionais.
Terceira. Durante a aprendizagem de uma língua, o papel da memória e da repetição são fundamentais e reconhecemos as palavras como imagens. Conclui-se, o que nos parece difícil e até aberrante dada a gravação mental gráfica, para as crianças em fase de aprendizagem, não o é. As alterações, que afectam sobretudo o desaparecimento das consoantes mudas ou não articuladas, simplificam o sistema de acentuação gráfica e a hifenização, tornam óbvia a maior facilidade de aprendizagem da ortografia.
“Somos uma pequena geografia onde o mundo inteiro se pode encontrar”, afirma o bispo do Porto, Prémio Pessoa 2010 e é neste encontro que se torna rica a nossa língua, com matriz latina, mas influenciada por toda a espécie da linguagem universal. Nos tempos modernos, de forte aculturação da globalização, da universalidade da língua inglesa ditado pelo mercado global, a Língua Portuguesa vai continuar a revelar o extraordinário dinamismo que lhe deu José Saramago com a conquista do Nobel de Literatura, que lhe dá também a genialidade de vultos como Jorge Amado, Mia Couto e Pepetela. A língua de culturas, que é o português, deverá ter, com este Acordo, um novo alento no concerto das nações e a importância devida de 4.ª língua mais falada no mundo depois do mandarim, do inglês e do espanhol.
Com certeza, como conclui o pastor portuense, “seremos um Portugal à altura de si mesmo na largueza do mundo”.
12 agosto 2011
11 agosto 2011
10 agosto 2011
Autoestrada Transmontana: Lamares-Justes abre hoje
A «Auto-estradas XXI» prevê a abertura na quinta-feira do troço Lamares/Justes, em Vila Real, que corresponde aos primeiros sete quilómetros da Autoestrada Transmontana com ligação a Bragança, disse hoje à Lusa o diretor geral da concessionária.
Esta abertura far-se-á ainda de forma condicionada e apenas com uma faixa de rodagem para cada sentido devido à necessidade de ultimar alguns trabalhos.
07 agosto 2011
06 agosto 2011
Primeira auto-estrada em Bragança abre na próxima semana (JN)
O
primeiro troço de auto-estrada do distrito de Bragança abre no final da
próxima semana e vai ter desde logo portagens com o mesmo sistema
electrónico das ex-SCUT, segundo disse o director geral da
concessionária.
| foto Eduardo Pinto |
![]() |
| O sistema de cobrança será electrónico |
Mas para a população local poder experimentar a nova via vai ter de pagar porque o primeiro troço a ficar concluído será portajado com preços que variam entre sessenta e cinco cêntimos (veículos ligeiros) e um euro e sessenta e cinco cêntimos (pesados), de acordo com Rodrigues de Castro.
O director geral da concessionária, a auto-estradas XXI, explicou à Lusa que o troço em causa são os nove quilómetros da Auto-estrada Transmontana correspondentes à nova variante sul de Bragança, que o contrato de concessão já previa portajados por terem como alternativa o actual IP4.
Segundo disse, este troço da nova auto-estrada, que ligará Vila Real e Bragança, e a variante sul de Vila Real, ainda em construção, continuam a ser os únicos portajados no contrato entre as Estradas de Portugal e a concessionária.
Rodrigues de Castro garantiu que "ainda não houve qualquer alteração ao contrato", pelo que, até ao momento, "não estão contempladas mais portagens nesta autoestrada, apesar de o anterior primeiro-ministro, José Sócrates, já ter anunciado a sua introdução.
daqui
Pardaus: Sá de Miranda
Pardaus
A António Pereira, Senhor de Basto,
quando se partiu para a Corte co’a casa toda
Como eu vi correr pardaus
Por Cabeceiras de Basto,
Crecerem cercas e o gasto,
Vi, por caminhos tão maus,
Tal trilha e tamanho rasto,
Logo os meus olhos ergui
À casa antiga e à torre,
E disse comigo assi:
Se Deus nos não val aqui,
Perigoso imigo corre.
Não me temo de Castela,
Donde inda guerra não soa,
Mas temo-me de Lisboa
Que, ao cheiro desta canela,
O Reino nos despovoa.
(...)
ler mais aqui na memória do pensar
05 agosto 2011
UM DIA, ISTO TINHA DE ACONTECER - Mia Couto
UM DIA, ISTO TINHA DE ACONTECER - Mia Couto
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
(...) ler mais na memória do pensar.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
(...) ler mais na memória do pensar.
04 agosto 2011
FARPA 2011 - 1.º dia
Três sugestões para o 1.º dia (4 de Agosto) da FARPA:
- Inauguração da exposição de fotografia de Aníbal Gonçalves
- Música de Zeca Afonso com "Outros Tons"
- Teatro infantil
- Inauguração da exposição de fotografia de Aníbal Gonçalves
- Música de Zeca Afonso com "Outros Tons"
- Teatro infantil
02 agosto 2011
Divulgação - FARPA 2011
FESTIVAL DE ARTES DE POMBAL DE ANSIÃES
Nota de Imprensa
No meio do escuro, ouve-se uma voz:
“SENHORAS E SENHORES, VAI DAR-SE INÍCIO AO ESPECTÁCULO” …
O silêncio invade a plateia… a tosse musicada instala-se por entre o público... é a expectativa, a ansiedade...
é o início do espectáculo, da paixão, da desconfiança, é o momento do momento!
É do nada que a luz rompe a escuridão e uma voz longínqua e abafada chora, ri, e dita as palavras que anunciam um novo FARPA, o Festival de Artes de Pombal de Ansiães que Trás Montes de emoções!
É já entre os próximos dias 4 e 9 de Agosto que a Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães (ARCPA) programa a décima quarta edição do festival.
As diversas disciplinas artísticas são o mote de um festival que se quer, hoje e amanhã, um manifesto universal e multidisciplinar, contando com dezenas de actividades, entre espectáculos de teatro, concertos de música, exposições, workshops, cinema, distribuídos por diversos espaços da Freguesia de Pombal de Ansiães, num ambiente informal e repleto de utopias.
Terminamos esta primeira nota, com as palavras do escritor António Cabral:
Trás-os-Montes de onda alta
De Portugal em vai-e-vem
Aqui termina, é verdade
Mas principia também.
A Organização
uma farpa que trás montes de emoções!
Subscrever:
Mensagens (Atom)






