28 junho 2011

Escultura Hélder Carvalho: caça (Bragança)




Escultura Paulo Moura: Ciclovia de Bragança





Paragem

As obras do túnel do Marão estão paradas, desde ontem, situação que se vai manter nos próximos três meses e afeta cerca de 1.400 trabalhadores.
O sindicato diz que é por falta de verbas, a construtora nega e diz que é uma decisão da concessionária. Ler aqui

Esta é uma notícia com pouca repercussão em termos informativos porque nisto de contenção e de poupança, a corda quebra sempre pela parte mais fraca. Uma situação destas numa ligação de regiões do litoral resultaria numa catadupa noticiosa e em várias acções de protesto. Teme-se que as obras estejam paradas durante bem mais tempo ou até indefinidamente. De forma realística, interessar-nos-á a construção do túnel? Se pararem o IP2 e o IC5 quem estranhará. Não é isso que merecemos!?

26 junho 2011

"Protesto": Carlos Fiúza

“Dizem que os meus romances são do tempo em que as constipações se curavam com cozimentos de passas e chá de flores de barragem e erva-cidreira. Este sincronismo tem uma profunda crítica disentérica. Para as constipações dos sábios, a veterinária não tem adiantado nada” (Camilo).

Em todos os tempos houve disciplina e indisciplina, brio nacional e extravagâncias estrangeiradas, respeito do que é sério e gracejos mais ou menos zombeteiros ao que se não compreende bem. De modo que não admira muito que hoje, como já no tempo de Camilo Castelo Branco, vernaculidade lembre caturrice, pingo de rapé.
Têm-se escrito páginas e páginas, não apenas de exaltação divinizante, mas também de detração achincalhante acerca de Camilo e do seu estilo.
Há exageros de parte a parte. Exageros e confusões.
Vai-se até mais longe neste último campo: não se faz a necessária destrinça entre a “matéria” da obra literária, as ideias ou os sentimentos que ela expressa, e a “forma”, quero dizer, o processo de expressão verbal dessas ideias ou desses sentimentos.
Agrada tanto ao homem a filosofia que até se faz mister o engendrar-se o conselho de “viver primeiro e filosofar depois”.
Não admira, assim, que haja por aí filósofos, poetas e mais pensadores em grande abundância.
Ora, a fala (e a escrita é a fala da arte literária) é importante manifestação de vida nas pessoas.
É injustíssima a acusação que constantemente impende sobre Camilo: o emprego acaso abusivo de termos raros, causadores de enleios a muita gente que, desprevenida ou desapercebida no campo vastíssimo da língua portuguesa, não atina, de pronto, com o significado de numerosos termos camilianos, realmente raros no falar das cidades, principalmente da capital.
Mas Camilo não rebuscava termos, contra o que muita gente pensa. Lançava-os naturalmente na frase. E deve perceber-se que a um homem que escrevia com a abundância com que ele o fazia não sobrava tempo, de certo, para rebuscar palavreado.
Um escritor digno deste nome não deve andar sempre agarrado ao dicionário. Mas pior será que escrevedores inexperientes, sem intuição literária, se imaginem artistas e, não se dando ao trabalho de recorrer ao léxico, desatem a escrever à toa… EXPURGANDO!
Se em Camilo, por exemplo, não lermos a expressão “de alcateia”, a significar o que mais correntemente se diz “à espera, à mira, à coca, à espreita, de atalaia, etc.” poderemos sorrir com Eça de Queiroz por o “grande homem do vocábulo” acumular muito do que “o génio nacional inventou para se exprimir”.
O escritor que só com meia dúzia de termos consegue dar brilho, vivacidade, variedade, beleza, arte, verdade, à expressão de uma ideia, ao subtil traduzir de um sentimento, poderá classificar-se de “escritor pobre”?
A verdadeira riqueza de uma escrita literária está na escolha e distribuição apropriada dos termos, e não no seu amontoado.
Variedade na unidade - eis o justo equilíbrio, de que resulta a arte no manejar do instrumento da expressão.

“Sentou-se à braseira e preparou um cigarro, vagarosamente, que acendeu na aresta chamejante de uma brasa. Com o cigarro ao canto dos lábios e um olho fechado pelo contacto agro do fumo, foi abrir uma das vidraças, e pôs a mão de fora a sondar a temperatura. Coxeava um pouco. Recolheu a mão com desagrado e fechou a janela” (De A Brasileira de Prazins).

Admiremos-lhe a fantasia, a inteligência, aqui nesta bela imagem, acolá naquela magistral figuração; escutemos a melodia, a harmonia, o ritmo na música da sua linguagem; observemos o colorido, o pitoresco desta frase ou daquele período; apreciemos a sua graça, a sua tão elegante malícia; não lhe neguemos plasticidade, maleabilidade no frasear.
Quando numa obra de arte os defeitos são afogados pelo esplendor das excelências e pelo deslumbramento dos belos efeitos, não haverá motivo para evidenciar fatais interpretações.
Quantos e quantos romancistas e novelistas portugueses não vão aprender às páginas magistrais de Camilo?
Como sincero admirador do glorioso Camilo Castelo Branco, faço ardentes votos para que todos os seus discípulos e admiradores não pervertam a lição real da sua arte, apreendendo o que ela tem de eternamente admirável, e não o que pode apresentar de ilusoriamente atrativo.

“A casa onde vivo rodeiam-na pinhais gementes, que sob qualquer lufada desferem suas harpas. Este incessante soído é a linguagem da noite, que me fala: parece-me que é voz de além-mundo, um como burburinho que referve longe, às portas da eternidade. Se eu não amasse de preferência o sossego do túmulo, amaria o rumor destas árvores, o murmúrio do córrego onde vou cada tarde ver a folhinha seca derivar na onda límpida; amaria o pobre presbitério, que há trezentos anos acolheu em seu seio de pedra benta as gerações pacíficas, ditosas e incultas destes selvagens felizes que tão iluminadamente amaram e serviram o seu Criador” (De Amor de Salvação).

Este trecho é belo, porquê? Porque o Mestre soube traduzir bem, com palavras naturalmente procuradas, o que pretendeu descrever,
Natural fluir do pensamento em palavra - eis o necessário para que a perfeição da forma possa constituir admirável representação das ideias.
E para se avaliar a prosa de Camilo não se pode estabelecer como bitola o pobre e deslavado vocabulário da literatice barata. Para se apreciar convenientemente a expressão magistral de Camilo tem de penetrar-se na alma da língua portuguesa. E a alma da língua portuguesa tem os seus recessos no vocabulário do Povo.

“A literatura desapareceu do ensino do português”.
(Nuno Júdice, Poeta, Professor Universitário de Literatura - Expresso, 25/06/2011)

“A relação com o leitor está reduzida ao mínimo em Portugal”.
(Idem)

“Ler só contemporâneos não faz sentido, porque se perde o que está por detrás, o fio condutor”.
(Ibidem)

“Nem a ciência deles nem os meus romances hão de acrescer ou diminuir o número dos parvos”.
“E apesar de esmagado, volto-me para estes verdugos, e digo-lhes que não façam das suas magras letras projécteis de lama que lhes ricochetam ao rafado carão. Cuidem das suas obrigações estipendiadas, estudem uns pronomes, conjuguem uns verbos.
E fiquem-se com a vanglória de me terem acalcanhado”.
(Camilo Castelo Branco)

Ad pompam et ostentationem!

Carlos Fiúza

25 junho 2011

Que os Santos Populares nos ajudem

AI OS SANTOS POPULARES!...
Portugal dizem os comentadores políticos e confirmam todos os políticos de todos os partidos, vive uma grande crise. O novo Governo de maioria PSD/CDS alerta os portugueses para as medidas urgentes e necessárias de apertar o cinto e não só. Vamos ter de aceitar um agravamento de impostos, por exemplo do Iva, cortes nas salários e pensões enfim um mar de problemas. Mas, enquanto as medidas chegam e não chegam, como diz o povo: - “Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas..”.
Assim se entende a devoção aos nossos Santos Populares. Lá vai Santo António que Lisboa, mais uma vez honrou com as festas da cidade e que festas?!!!Depois vem o São João e desta vez foi na Invicta, a capital do Norte – o Porto, carago fez festa rija e o santo merece e por fim o São Pedro desta feita em Macedo de Cavaleiros – porque a tradição de São Pedro em Carrazeda de Ansiães, já há muito que se perdeu.-
Porém, não fica o concelho de Carrazeda sem participar activamente nos festejos aos santos populares. São as Associações Recreativas e Culturais das aldeias e também as Juntas de Freguesia, que promovem passeios, que organizam jogos tradicionais e festivais com sardinha e porco no espeto como se este início de Verão, fosse o último Verão das suas vidas.
Assim é que nos dias 24,25 e 26 de Junho, difícil mas mesmo difícil é escolher a aldeia para entrar e participar na festa, tal é a variedade e a oferta. Também a Câmara do concelho deu uma ajuda com a realização da II Feira Medieval da Idade Média. Vamos recordar o passado?! Mas como assim se nós ainda não saímos desse passado!!... Carrazeda continua na mesma desde a década de 80, aqui nada, rigorosamente nada acontece.
A população diminuiu numa década em mais de 1.500 almas, emigraram e imigram jovens e menos jovens. Aqui vivem os que se resignam e aspiram ver um dia a conclusão do IC5 para melhor se deslocarem a outras localidades. Deixou de haver o festival da música medieval, para haver estas feiras onde o povo, não vai comprar porque não há nada para vender. Vendem-se ilusões e momentos de encanto com serpentes e outros animais, exibem-se dançarinas e ouve-se música de antigamente. Os habitantes da vila e do concelho, com outras vestes modernas, óculos de sol e chaves do carro nas mãos e telemóveis á cintura, procuram com sorrisos amarelos uma diferença que não existe. O aspecto exterior não é tudo, não é pela albarda que se conhecem os burros... Mas pela mentalidade, pelo pensamento e acções do presente que nos possam conduzir rumo ao futuro...
E, como irão dizer os nossos governantes. Portugal é diferente da Grécia, não se podem comparar. Mas não se podem esquecer que do Norte ao Sul de Portugal, há pessoas que não compreendem o que se passa e necessitam de ajuda para perceber o que se passa á sua volta.

22 junho 2011

José Saramago: Carta para Josefa, minha avó

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira – sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.

Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-me tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrijada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos – e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti – e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.

Não teremos realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas – e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!”.
É isto que eu não entendo – mas a culpa não é tua.

José Saramago, in “Deste Mundo e do Outro

21 junho 2011

Parabéns


Pela primeira vez, uma mulher é a segunda figura do Estado português, a seguir ao Presidente da República e antes do primeiro-ministro.
Maria da Assunção Esteves é natural de Valpaços do distrito de Vila Real e tem uma grande história na vida política e jurídica deste país.
O largo sorriso quando alguém fez referência à sua origem transmontana marca a sua tomada de posse. Não comungo dos seus ideais políticos, porém sinto-me honrado e orgulhoso por esta escolha. Por ser mulher, pelo seu discurso, pelo seu sorriso, Portugal deu um passo em frente...

Demissões

Governador Civil de Bragança pediu demissão e celeridade no processo



Porque não vai haver nomeações de novos governos civis (informou o senhor primeiro ministro), para quê a demissão do cargo? É claro que só se quer complicar. E para que são necessários estes cargos? A coordenação dos Bombeiros e outros meios de protecção civil pode ser facilmente transferida para outras entidades.

20 junho 2011

Escultura: Paulo Moura

Execução e implantação do trabalho de escultura para a ciclovia de Bragança da autoria de Paulo Moura




19 junho 2011

Oferta de trabalho

Aqui.

Sondagem

Uma sondagem que talvez valha a pena participar, aqui.

Parquímetros

Os comerciantes da Avenida das Amoreiras, em Mirandela, queixam-se da falta de parquímetros. Dizem que já se sente a falta de clientes devido à enorme dificuldade em encontrar lugar para estacionar os carros e fazer compras nesta avenida, que é uma das mais movimentadas de Mirandela.

Há comerciantes que se queixam da existência porque assim não podem estacionar junto do seu estabelecimento,

No mínimo caricato, o tempo, cerca de ano e meio, em que estiveram desactivados os nossos. Se foi para manutenção penalize-se a empresa contratada. Se obedeceu a qualquer tipo de pressão de interesse corporativo ou pessoal, lastima-se. Se foi apenas para mostrar que se é diferente, nada adiantou.
Passados ano e meio tudo voltou a ser como dantes, apenas deu a sensação de ser diferente. É este o nosso destino da gestão autárquica. Tudo na mesma, isto é, igual ou pior. Os exemplos são variados. Voltaremos ao tema.

15 junho 2011

Citações ao sabor da crise: Camões - Esparsa sua ao desconcerto do mundo

Esparsa sua ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos;
e, pera mais me espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
o bem tão mal ordenado,
fui mau; mas fui castigado.
Assim que só pera mim
anda o mundo concertado.


Luís Vaz de Camões

10 junho 2011

Contas da junta

Os depósitos cresceram de cerca de 26 000 euros (aqui) para mais de 40 000 euros (aqui),em cerca de ano e meio de executivo da novel junta de freguesia de Carrazeda de Ansiães..., apesar de um campo de futebol ter importado em 2500 euros em honorários de advogado (aqui). Também curiosa, no mínimo, é a tomada de conhecimento do depósito numa conta bancária do valor de € 23,37 (aqui). Depois da confirmação "in loco" do facto "foi deliberado por unanimidade, dar entrada como receita da importância de € 23,37(vinte e três euros e trinta e sete cêntimos) (..) para que conste das contas . A história não termina assim porque se "a Freguesia de Carrazeda de Ansiães tem conta aberta em duas das três instituições financeiras existentes na Vila e Sede do Concelho (...)o Órgão Executivo, deliberou por unanimidade, proceder à abertura de uma conta" no único balcão que faltava. (aqui)

07 junho 2011

“The Day After”: Carlos Fiúza

“The Day After”
E o Mundo afinal é um “trânsito” constante…
Que é “trânsito” em latim?
É a ação de passar, a passagem: trans (para além de) + eo (ir). Ir para além é, pois, transitar.

Que tudo transita ou passa já o diz há muito a sabedoria das nações, quer em conceitos sublimes, quer em aforismos, quer em páginas de arte literária.

Sic transit gloria mundi - A glória do mundo assim se vai - lá diz a sequência da Igreja.

Ninguém sabe, e pouco interessa, quem inventou a roda.
Porém interessa observar que a roda foi das maiores invenções do Planeta, porque a roda para sempre impôs no mundo esta possibilidade de o homem andar a pé ou de carripana, qualquer que ela seja.
Mas para fazer andar a roda era preciso força, humana ou outra.
Essa outra já o homem a utilizava, pelo simples aproveitar do dorso dos animais domesticáveis.

O homem procura sempre andar mais depressa.
Nem admira - a sede do movimento é consequência da causalidade que regula o Mundo.
Tudo o que existe está em movimento. Acelerar o movimento é desejo do homem que anda, das águas que descem da montanha ou da gotinha que cai do beiral do telhado.
No mar, as ondas o que querem é correr, deslizar. No ar, o vento não está quedo.

Ma… o movimento precisa de espaço.
E assim compreende-se que em todos os tempos se alargassem vias estreitas.
Caminhos largos e caminhos estreitos houve e haverá sempre em todos os tempos.

Que quer dizer RUA?
Rua veio-nos do francês “rue”. Ora “rue”, por seu turno, tem por origem imediata o latim “ruga”, que vemos na nossa palavra ruga, e é sinónima de “prega”.
Uma rua é de facto uma prega no solo. Quem se alteie a uma colina e domine qualquer cidade verá as RUAS como “rugas” que são.
E é nas cívicas formigas que devemos presenciar a utilidade da ordem nas fileiras do formigueiro humano.
….
O povo português ama o trabalho e até o canta.
Lembremos, a propósito, aquelas palavras de Eça de Queiroz, que escreveu um dia:
“De madrugada os galos cantam, a quinta acorda, os cães de fila são acorrentados, a moça vai mugir a vaca, o pegureiro atira o seu cajado ao ombro, a fila dos jornaleiros mete-se às terras - e o trabalho principia e a festa sempre incansável, porque é toda feita a cantar”.

Estas palavras de Eça contraponho-as à opinião de quem nota em Portugal uma tendência para se envolver o trabalho numa constante ideia de tristeza, manifestada em ditos como - trabalhar como um negro, ser um mouro de trabalho, escravo do trabalho, etc.

Se quisermos exemplo de canto que traduza nostalgia do rude labutar, evocaremos com mais propriedade o doloroso significado dos “Barqueiros do Volga”.

Não, em Portugal não é assim!

O mesmíssimo Eça de Queiroz dá-me reforço. Ele também escreveu isto:
“As vozes vêm desgarradas, no fino silêncio, dalém, dentre os trigos, ou do campo em sacha, conde alvejam as camisas de linho cru, e os lenços de longas franjas vermelhejam mais que papoulas. E não há neste labor nem dureza nem arranque. Todo ele é feito com a mansidão com que o pão amadurece ao sol”.

E isto porque,

…quando a MENTE “canta,” a RUA se “alisa”,

…E O PÃO LÁ “AVANÇA”!


Carlos Fiúza

06 junho 2011

Novo Governo em Portugal

O PSD CONSEGUIU UMA VITÓRIA ESMAGADORA NO DISTRITO DE BRAGANÇA.

A nova cor do País é laranja. Nós transmontanos vamos aguardar e esperar que as obras publicas a decorrer no distrito cheguem a bom termo, ou seja ao fim.
Soube Passos Coelho, falar com verdade ao coração dos portugueses. Este transmontano vai certamente levar Portugal ao lugar que lhe pertence um país justo, honesto e com barras de ouro em reserva no Banco de Portugal.

02 junho 2011

União para promover

Um conjunto de sete organizações responsáveis por 30 produtos regionais transmontanos de qualidade decidiram juntar-se para promover em conjunto o que de melhor se produz numa das regiões com o maior número de produtos certificados do país (...)