A paisagem, tal como a conhecemos hoje, acabou. Restam alguns dias, antes que as máquinas esventrem tudo, para se observar a excelência do vale, depois será matéria documental. Até podem dizer-nos que o espelho de água criado pela albufeira será de uma beleza extraordinária, capaz de potenciar o turismo, de captar investimento e por aí fora. Mas jamais será paisagem única, património da humanidade.
A barragem do Tua, um investimento de 305 milhões de euros, criará, de acordo com dados do Governo, quatro mil postos de trabalho, mil dos quais directos. Tal como aconteceu noutros locais, estes postos de trabalho existem enquanto a barragem estiver em construção. Depois, a história será idêntica ao que acontece em todos os locais onde foram construídas barragens.
Que benefícios retirou a população de Vieira do Minho das inúmeras barragens construídas no concelho? Nenhum. E em Trás-os -Montes? Se o nível de emprego e de desenvolvimento fosse proporcional aos empreendimentos hidroeléctricos, a região do Douro estaria na linha da frente, e não está.
A barragem do Tua, um investimento de 305 milhões de euros, criará, de acordo com dados do Governo, quatro mil postos de trabalho, mil dos quais directos. Tal como aconteceu noutros locais, estes postos de trabalho existem enquanto a barragem estiver em construção. Depois, a história será idêntica ao que acontece em todos os locais onde foram construídas barragens.
Que benefícios retirou a população de Vieira do Minho das inúmeras barragens construídas no concelho? Nenhum. E em Trás-os -Montes? Se o nível de emprego e de desenvolvimento fosse proporcional aos empreendimentos hidroeléctricos, a região do Douro estaria na linha da frente, e não está.
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Paula Ferreira no JN







