17 março 2010

Pensar dos leitores

A paisagem do Vale do Douro, salvo melhor opinião, é uma das mais belas paisagens naturais que há em Portugal. Para mim, é mesmo a mais bela de todas elas. E disso, não tenho dúvidas.

Neste belíssimo quadro pictórico há uma enormíssima simbiose e osmose cuja singularidade é emergente da Mãe-natureza. Além disso, há também uma intervenção bastante aceitável do Homem que a vai modelando com o seu suor e lágrimas. É, talvez por isso que, dessa convergência de formas e valores emana um casamento artístico quase perfeito -- se é que a perfeição, algum dia existiu e/ou existirá --, em termos de paisagem natural.

É desta simbiose que o ilustríssimo escritor transmontano, Miguel Torga, nos faz referência em quase todo o enfoque educativo da sua Obra. Além disso, é de salientar também, o inconfundível contributo que a ilustre artista, Graça Morais, nos retribui com alguns quadros pictóricos deste espaço georeferencial, bem como os seus socalcos donde brota o inconfundível nectar do Deus Baco, dizendo que eles lhe parecem ser os degraus que nos dão, ou melhor, darão acesso ao Paraíso.

É por tudo isto (e não só!) que o Vale do Douro merece o nosso apoio e o nosso voto para ser eleita como a melhor das sete maravilhas naturais que há neste jardim à beira-mar plantado.

Cumprimentos,

LVS

8 comentários:

  1. Também concordo que o vale do Douro é uma maravilha. Mas veja lá, ó amigo LVS, se utiliza a adjectivação correctamente quando pretende falar "caro"... Um texto, quanto mais simples, melhor.
    TS

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  2. http://www.youtube.com/watch?v=_U6PletPYpY

    Carlos bartilotti:

    "Tua: Morte por concurso público"

    "...coisas terríveis que se fazem, com a justificação que são necessárias, não são realmente progresso...Mas simplesmente coisas terríveis." Russel Baker

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  3. Ó caríssimo "TS"! A adjectivação está mais que correcta. Está correctíssima em relação à substância do texto produzido. A diferença a verificar-se, acerca do conceito "caro", tem somente a ver, com a riqueza cultural de cada um. Não sei se será o caso presente. Se porventura for, seria talvez melhor, começar a ler o Jornal de Letras, Artes e Ideias e, ainda, a consultar a Nova Gramática do Português da autoria de Luís Filipe Lindley Cintra, uma das figuras principais da Linguística Portuguesa.

    Cumprimentos,

    LVS

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  4. Região do Douro: tão esquecida e tão inesquecível...

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  5. Caro LVS, a bibliografia que indica, estou eu farto de a estudar e a ensinar há vários anos. Por isso, reafirmo que, nos contextos semântico e sintático, a sua adjetivação é deficiente. Mas não leve isso a mal; tratou-se apenas de um pequeno preciosismo gramatical da minha parte, do qual lhe peço que me desculpe.
    TS

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  6. ´concordo com ts, ò professor. deixe lá os superlativos e abanone o pedestal de qwue nos fala sempre.
    C. Veiga

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  7. Está mesmo desculpado(a). Aliás, nem precisava de o referir, caro(a) "TS". Mas, está bem: revela bom senso, boa-fé e bom-tom.

    Em relação à obra e ao periódico que referi, tambem eu, sinto orgulho deles quando os utilizo para que possam ser úteis a quem deles precisa. Por isso, nunca diga que "estou farto de a utilizar". Sabe? Desculpe lá que lhe diga com toda a franqueza mas, não lhe fica bem isso!...

    Relativamente aos contextos semântico e sintáctico (e não [sintático], a não ser que seja face ao nosso (des)acordo ortográfico, mas isso é temática que nos levaria a outra análise), bem como à adjectivação, fica bem patente que o(a) caro(a) anónimo(a), revela pouca sensibilidade na utilização dos adjectivos no grau superlativo absoluto sintético. Daí que, pergunto: será que nutre maior admiração pelo emprego do superlativo absoluto analítico? Se a resposta é afirmativa, é uma questão de imputar relevância aos factos através da pedagogia de esculpir a palavra, como nos refere o poeta, Eugénio de Andrade no seu poema: "As palavras". Com efeito,

    São como um cristal,
    as palavras.
    Algumas, um punhal,
    um incêndio.
    Outras,
    orvalho apenas.

    Secretas vêm, cheias de memória.
    Inseguras navegam:
    barcos ou beijos,
    as águas estremecem.

    Desamparadas, inocentes,
    leves.
    Tecidas são de luz
    e são a noite.
    E mesmo pálidas
    verdes paraísos lembram ainda.

    Quem as escuta? Quem
    as recolhe, assim,
    cruéis, desfeitas,
    nas suas conchas puras?


    Neste caso, espero ter sido claro, objectivo e concreto, e dado a merecida resposta. Mais: parafraseando Fernando Pessoa, direi que, a nossa Língua é a nossa Pátria. A sua utilização correcta em termos de sintaxe, revela o nosso grau cultural. Por isso, já sinto prazer por ter alguém que comunga destes ideais. É que, a nossa Língua é o nosso maior património cultural! Não é verdade caro(a) anónimo(a)?!...

    Em jeito de conclusão, gostaria de exortar todos os leitores deste blogue (e não só!) para votarem nas 7 MARAVILHAS NATURAIS DE PORTUGAL, em especial no VALE DO DOURO, cujo telefone é o 760302718 (taxa a cobrar: 0,60 Eur. + IVA), para o elegermos como a melhor das zonas não marinhas existentes em Portugal. Portanto, mãos a isso. Vamos lá!...

    Cumprimentos,

    LVS

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  8. Já sinto saudades dos textos do Manuel Barreiras Pinto. Um carrazedense que se diz apaixonado pelo Douro, não entendo o seu silêncio sobre tal matéria em discussão.

    Um abraço do,

    Carrazedense atento

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