SONETO ÉPICO
(à memória de Ansiães)
aquele ancião austero e valente
nas muralhas pelos céus recortadas,
erguia uma espada reluzente
das furiosas batalhas travadas
do sangue e das lágrimas derramadas,
escorrendo pelo chão duro e ardente,
restam ainda as memórias veladas
destes filhos que se tornaram gente!
agora somos pais e somos mães
e te amamos, adorado leito,
pela ilustre História que tens!
por te querermos, não nos deixes sós,
ó gloriosa terra de Ansiães,
pois das tuas entranhas, viemos nós!
Hélder Rodrigues
27 fevereiro 2009
25 fevereiro 2009
Previsões
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros,
casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne
insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência,
que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in «Das Kapital», 1867
(recebido por email)
casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne
insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência,
que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in «Das Kapital», 1867
(recebido por email)
23 fevereiro 2009
Em agenda
"Discute-se no próximo dia 5 de Março na Assembleia da República o Projecto de Resolução nº418/X do Grupo Parlamentar "Os Verdes" que recomenda ao Governo que desencadeie o processo de classificação da Linha Ferroviária do Tua como Património de Interessa Nacional.
Para "Os Verdes", a Linha do Tua é uma peça fundamental do património português, não só pelo papel essencial que desempenhou na História mas também pelo deslumbramento que proporciona a quem a utiliza. É uma obra-prima única e sem equivalente do nosso património ferroviário, ocupando um lugar relevante no Património Industrial que é cada vez mais valorizado a nível mundial.
(...)
Para "Os Verdes", a Linha do Tua é uma peça fundamental do património português, não só pelo papel essencial que desempenhou na História mas também pelo deslumbramento que proporciona a quem a utiliza. É uma obra-prima única e sem equivalente do nosso património ferroviário, ocupando um lugar relevante no Património Industrial que é cada vez mais valorizado a nível mundial.
(...)
Visita ao castelo de Ansiães
Entre aqui http://www.castelodeansiaes.com/
e viaje por um sítio encantado.
e viaje por um sítio encantado.
18 fevereiro 2009
Barragem - mais empregos
A barragem do Baixo Sabor, que está a ser construída em Torre de Moncorvo, é um investimento que vai ajudar a combater a crise. É a convicção do primeiro-ministro, José Sócrates, que ontem visitou o local.O chefe do Governo baseia-se em números: 300 pessoas e 42 empresas estão, neste momento, envolvidas nos trabalhos. A obra começou em Setembro de 2008, deve acabar em 2013, e no auge da empreitada estarão ali ocupadas 1700 pessoas e mais de 100 empresas. "Isto significa que esta barragem está a dar mais oportunidades de emprego", frisou Sócrates, acrescentando as "oportunidades de actividade para as empresas portuguesas". "É com estes investimentos que se combate a crise", rematou.
(...)
Pedido de empréstimo chumbado para Município de Carrazeda
Um total de 11 Câmaras viram chumbados pedidos de empréstimos do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas (PRED), um número para o qual contribui Viseu, autarquia presidida por Fernando Ruas, que lidera a Associação Nacional de Municípios Portugueses.Das 11 autarquias, seis são do PSD (Viseu, Celorico de Basto, Ferreira do Zêzere, Alfandega da Fé, Carrazeda de Ansiães e Ourém), quatro do PS (Paredes de Coura, Alandroal, Celorico da Beira e Ponte da Barca) e uma da CDU (Moura), disse à Lusa fonte ligada ao processo.
Segundo a Direcção-Geral do Tesouro, o montante global autorizado foi de 415 milhões de euros, ao invés dos 485 milhões solicitados pelo conjunto das autarquias.
(...)
16 fevereiro 2009
Poema de Esperança
"Rasgo no horizonte riscos que me inquietam...
Tento agarrar na neve que cobre
as fraldas dos montes
e não consigo...
Ardem-me as mãos, mas ainda bem, humedeço a cara
com o gelo esmagado.
Olho em volta e só vejo acenos
percorro veredas e não te encontro...
Mas procuro-te em todo o lado
e de repente da neve emerge a flor.
A primavera está a chegar, a medo,
assim como a medo, chego-me mais um pouco
ao pé de ti...
no fontanário dos meus sonhos!
A lua ilumina os meus passos
e retenho-me no teu olhar,
no teu sonho fico preso
e nada me consola a não ser
saber que sonhas e eu sonho!
Quem sabe um dia a rosa despontará
da roseira semeada no Outono!"
JMS
Tento agarrar na neve que cobre
as fraldas dos montes
e não consigo...
Ardem-me as mãos, mas ainda bem, humedeço a cara
com o gelo esmagado.
Olho em volta e só vejo acenos
percorro veredas e não te encontro...
Mas procuro-te em todo o lado
e de repente da neve emerge a flor.
A primavera está a chegar, a medo,
assim como a medo, chego-me mais um pouco
ao pé de ti...
no fontanário dos meus sonhos!
A lua ilumina os meus passos
e retenho-me no teu olhar,
no teu sonho fico preso
e nada me consola a não ser
saber que sonhas e eu sonho!
Quem sabe um dia a rosa despontará
da roseira semeada no Outono!"
JMS
15 fevereiro 2009
Discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua
O período de discussão pública do EIA da Barragem de Foz-Tua termina no próximo dia 18 de Fevereiro, às 24h.
Todos os interessados nesta temática e defensores da Linha do Tua devem participar nesta discussão pública, enviando uma carta, ou a ficha de participação disponibilizada abaixo, para a Agência Portuguesa do Ambiente.

Os documentos devem ser enviados por correio postal até às 24h do dia 18 de Fevereiro de 2009.
Director-Geral da Agência Portuguesa do Ambiente
Rua da Murgueira, 9/9A - Zambujal
Apartado 7585
2611-865 Amadora
Todos os interessados nesta temática e defensores da Linha do Tua devem participar nesta discussão pública, enviando uma carta, ou a ficha de participação disponibilizada abaixo, para a Agência Portuguesa do Ambiente.

Os documentos devem ser enviados por correio postal até às 24h do dia 18 de Fevereiro de 2009.
Director-Geral da Agência Portuguesa do Ambiente
Rua da Murgueira, 9/9A - Zambujal
Apartado 7585
2611-865 Amadora
12 fevereiro 2009
LITTERAE
POEMA
passo a passo
como um cego vagueando
pelo caminho sinuoso
da folha branca
por desflorar
sílaba a sílaba
- como num sorvo -
bebendo metáforas
com música celestial
palavra a palavra
como uma teia
pacientemente
se tece
pétala a pétala
como gota de orvalho
levemente dançando...
até que a flor
dentro de nós
C R E S C E
... e a POESIA
A M A N H E C E !
h. r.
passo a passo
como um cego vagueando
pelo caminho sinuoso
da folha branca
por desflorar
sílaba a sílaba
- como num sorvo -
bebendo metáforas
com música celestial
palavra a palavra
como uma teia
pacientemente
se tece
pétala a pétala
como gota de orvalho
levemente dançando...
até que a flor
dentro de nós
C R E S C E
... e a POESIA
A M A N H E C E !
h. r.
Evoluir
A teoria da evolução natural de Darwin faz hoje 150 anos.
O evolucionismo, afirma que as espécies animais e vegetais, existentes na Terra, não são imutáveis, contradizendo a teoria dita "criacionismo" baseada no livro do Génesis de que Deus criou o universo e a vida e assim se mantiveram ao longo dos séculos.
A sua teoria, bem actual, consiste grosso modo na luta pela existência, numa competição entre seres que vão desenvolvendo capacidades para melhor se adaptarem ao meio natural e são esses que deixam maior número de descendentes.
No seu livro "A origem das Espécies" concluiu que os animais tinham, originalmente, chegado às Ilhas Galápagos vindos do continente e, uma vez ali, tinham desenvolvido diferentes aptidões diferentes de ilha para ilha, de acordo com o seu novo habitat e também devido ao isolamento geográfico de umas ilhas em relação às outras.
Quanto mais mutações e o ambiente for difícil mais evolução sofrem os seres vivos para se adaptarem ao seu novo habitat.
A teoria com um pouco de esforço pode aplicar-se também ao devir das sociedades. É o caso das lideranças políticas. A permanência durante longos anos em cargos tem demonstrado acomodação e uma evolução pouco significativa, como provam as lideranças totalitárias. A mudança cria muitas vezes novas sinergias, isto é novas dinâmicas e uma transformação nos ambientes sociais que propiciam progresso e desenvolvimento.
O evolucionismo, afirma que as espécies animais e vegetais, existentes na Terra, não são imutáveis, contradizendo a teoria dita "criacionismo" baseada no livro do Génesis de que Deus criou o universo e a vida e assim se mantiveram ao longo dos séculos.
A sua teoria, bem actual, consiste grosso modo na luta pela existência, numa competição entre seres que vão desenvolvendo capacidades para melhor se adaptarem ao meio natural e são esses que deixam maior número de descendentes.
No seu livro "A origem das Espécies" concluiu que os animais tinham, originalmente, chegado às Ilhas Galápagos vindos do continente e, uma vez ali, tinham desenvolvido diferentes aptidões diferentes de ilha para ilha, de acordo com o seu novo habitat e também devido ao isolamento geográfico de umas ilhas em relação às outras.
Quanto mais mutações e o ambiente for difícil mais evolução sofrem os seres vivos para se adaptarem ao seu novo habitat.
A teoria com um pouco de esforço pode aplicar-se também ao devir das sociedades. É o caso das lideranças políticas. A permanência durante longos anos em cargos tem demonstrado acomodação e uma evolução pouco significativa, como provam as lideranças totalitárias. A mudança cria muitas vezes novas sinergias, isto é novas dinâmicas e uma transformação nos ambientes sociais que propiciam progresso e desenvolvimento.
10 fevereiro 2009
EFEMÉRIDE VII
Pareceu-me pertinente recordar mais uma deliberação de Câmara, datada de 11 de Setembro de 1998. Tomei recentemente conhecimento de que alguns bem intencionados tentarão brevemente enriquecer-nos com mais um museu e, quando por exemplo se sabe que o nosso município ao lado abriu concurso para um segundo museu no Distrito dedicado a nossa Pintora Graça Morais, achei que devia valer a pena recordar esta deliberação que também aguarda a sua vez.
“ Proposta de Musealização da Telheira de Carrazeda de Ansiães”.
1 – Introdução.
A tradição do fabrico artesanal da telha constitui uma das actividades que, ao longo dos tempos, se desenvolveram em Carrazeda de Ansiães, existindo ainda hoje muitos dos seus vestígios físicos, relevando-nos a importância que a mesma conheceu num passado ainda não muito distante. Com esta proposta pretende-se desenvolver um Projecto de criação de uma pequena estrutura museológica, aproveitando para o efeito uma das últimas telheiras que laborou em Carrazeda de Ansiães. Com a musealização da referida telheira pretende-se também sugerir a inexistência de um equipamento com estas características na região de Trás-os Montes, possibilitando ainda que o mesmo desenvolva actividades que não se confinem apenas à sua àrea específica - o estudo e a divulgação da industria artesanal da cerâmica - podendo também actuar nas vertentes pedagógica e turística.
2 – Justificação de proposta.
Para além do que foi anteriormente exposto, a Proposta de musealização da referida telheira pretende igualmente alcançar os seguintes objectivos:
- Contribuir para a consciencialização da população para os valores do património cultural e um melhor conhecimento da si própria;
- Salvaguardar e recuperar um elemento patrimonial característico da região e que desempenhou um significativo papel económico e social;
- Constituir um instrumento de dinamização cultural, promovendo acções de divulgação do património da região e do exterior;
- Representar um instrumento de apoio pedagógico, tendo em vista a ligação escola-meio;
- Desempenhar um complemento de atracção turística, nomeadamente no âmbito do turismo cultural e do turismo rural, diversificando a oferta turística de Carrazeda e reforçando a sua atractividade.;
- 3 – Metodologia de intervenção com vista a concretizarem-se os objectivos acima expostos. Propõe-se o desenvolvimento desta proposta de acordo com três etapas:
3.1- Aquisição das instalações da telheira e respectiva área circundante, por parte da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães. Só após este objectivo ter sido alcançado é que existe uma base concreta para o desenvolvimento do Projecto.
3.2 – Celebração de um protocolo de colaboração com a Associação Portuguesa para o Património Industrial tendo por objectivo a elaboração por parte desta, do Projecto definitivo de musealização da telheira;
3.3 – Candidatura do Projecto de musealização da telheira ao PRONORTE- SUB-PROGRAMA C (?).
A Câmara Municipal após análise e discussão do referido assunto deliberou por unanimidade de votos dos membros presentes, a aprovação da referida proposta.
NOTA:É justo referir que esta proposta foi estudada e apresentada pelo cidadão Dr. Vasco Manuel da Paz Seixas, natural de Luzelos , aldeia com forte tradição nesta industria. Esta foi uma das, muito poucas propostas, apresentadas em Reunião por cidadãos exteriores à Câmara. Daqui remeto ao Vasco Seixas o meu sincero reconhecimento.
Esfumados os vestígios que havia na altura, relativos a este património, tudo indica que estas ideias recentes de construir aqui museus, nesta altura do campeonato, deverá conduzir aos mesmos resultados da proposta citada.Da minha parte, como de costume, deixo a minha humilde opinião. Porque não vão visitar os Lares do nosso Concelho e recolher os vestígios que ainda existem lá, do património cultural vivo que é o nosso. Infelizmente é a definhar nos nossos Lares que temos os nossos melhores museus.
“ Proposta de Musealização da Telheira de Carrazeda de Ansiães”.
1 – Introdução.
A tradição do fabrico artesanal da telha constitui uma das actividades que, ao longo dos tempos, se desenvolveram em Carrazeda de Ansiães, existindo ainda hoje muitos dos seus vestígios físicos, relevando-nos a importância que a mesma conheceu num passado ainda não muito distante. Com esta proposta pretende-se desenvolver um Projecto de criação de uma pequena estrutura museológica, aproveitando para o efeito uma das últimas telheiras que laborou em Carrazeda de Ansiães. Com a musealização da referida telheira pretende-se também sugerir a inexistência de um equipamento com estas características na região de Trás-os Montes, possibilitando ainda que o mesmo desenvolva actividades que não se confinem apenas à sua àrea específica - o estudo e a divulgação da industria artesanal da cerâmica - podendo também actuar nas vertentes pedagógica e turística.
2 – Justificação de proposta.
Para além do que foi anteriormente exposto, a Proposta de musealização da referida telheira pretende igualmente alcançar os seguintes objectivos:
- Contribuir para a consciencialização da população para os valores do património cultural e um melhor conhecimento da si própria;
- Salvaguardar e recuperar um elemento patrimonial característico da região e que desempenhou um significativo papel económico e social;
- Constituir um instrumento de dinamização cultural, promovendo acções de divulgação do património da região e do exterior;
- Representar um instrumento de apoio pedagógico, tendo em vista a ligação escola-meio;
- Desempenhar um complemento de atracção turística, nomeadamente no âmbito do turismo cultural e do turismo rural, diversificando a oferta turística de Carrazeda e reforçando a sua atractividade.;
- 3 – Metodologia de intervenção com vista a concretizarem-se os objectivos acima expostos. Propõe-se o desenvolvimento desta proposta de acordo com três etapas:
3.1- Aquisição das instalações da telheira e respectiva área circundante, por parte da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães. Só após este objectivo ter sido alcançado é que existe uma base concreta para o desenvolvimento do Projecto.
3.2 – Celebração de um protocolo de colaboração com a Associação Portuguesa para o Património Industrial tendo por objectivo a elaboração por parte desta, do Projecto definitivo de musealização da telheira;
3.3 – Candidatura do Projecto de musealização da telheira ao PRONORTE- SUB-PROGRAMA C (?).
A Câmara Municipal após análise e discussão do referido assunto deliberou por unanimidade de votos dos membros presentes, a aprovação da referida proposta.
NOTA:É justo referir que esta proposta foi estudada e apresentada pelo cidadão Dr. Vasco Manuel da Paz Seixas, natural de Luzelos , aldeia com forte tradição nesta industria. Esta foi uma das, muito poucas propostas, apresentadas em Reunião por cidadãos exteriores à Câmara. Daqui remeto ao Vasco Seixas o meu sincero reconhecimento.
Esfumados os vestígios que havia na altura, relativos a este património, tudo indica que estas ideias recentes de construir aqui museus, nesta altura do campeonato, deverá conduzir aos mesmos resultados da proposta citada.Da minha parte, como de costume, deixo a minha humilde opinião. Porque não vão visitar os Lares do nosso Concelho e recolher os vestígios que ainda existem lá, do património cultural vivo que é o nosso. Infelizmente é a definhar nos nossos Lares que temos os nossos melhores museus.
Linha férrea do Tua

A manutenção da linha do Tua ou a construção de um novo ramal ferroviário, se esta em parte for inundado pela nova barragem, passa a ser promessa de um membro do Governo.
"A ousadia de uma secretária de Estado" por Manuel Carvalho no PÚBLICO
"(...)Ana Paula Vitorino limitou-se a repetir o que dissera em Agosto.
Que a Linha do Tua é importante e, se a barragem a submergir, o seu concessionário, a EDP, terá de a reconstruir a uma cota mais elevada. Em Agosto, porém, no dia a seguir a mais um acidente fatal no percurso, as declarações da secretária de Estado soaram a palavras de circunstância destinadas a apaziguar o protesto público. Desta vez, a solenidade da sua declaração tem outro valor. Daqui para a frente, se a barragem de Foz Tua avançar e se a linha desaparecer, uma promessa formal do Governo ficará irremediavelmente incumprida. (...)
08 fevereiro 2009
Interioridade e desistência - serviços de saúde
A última cimeira Luso-Espanhola pariu um acordo de cooperação ao nível dos cuidados de saúde que visa melhorar o acesso aos serviços de urgência das populações das zonas raianas. Assim, os utentes dos dois serviços de saúde podem optar pelo mais próximo ou indicado dos dois lados da fronteira. O acordo visto sem um conhecimento da nossa realidade parecerá um avanço civilizacional e merecerá dos mais distraídos estridentes aplausos, porém vejamos: as localidades da fronteira portuguesa estão grosso modo desprovidas de unidades de assistência à saúde com a qualidade e apetrechamento que os cidadãos mereceriam, ao contrário das existentes em Espanha. Conhecidas as realidades fronteiriças dos dois países depressa se concluirá que a cooperação será de quase sentido único e os cidadãos portugueses dessas localidades irão sair beneficiados. De acordo. Porém este "negócio" irá mais uma vez servir para o que Adriano Moreira chamou de "desistência" do interior.A racionalização que tem servido de base ao encerramento de serviços públicos, à falta de investimento público e de uma discriminação positiva parece pressupor uma desistência face a uma parte do território. Não nos devemos conformar porque todas as pessoas têm direito à sua dignidade e os valores éticos não permitem aceitar estas lógicas. O Estado não pode adiar ou suspender a sua responsabilidade perante todos os portugueses, mormente a distância e custo/utente numa lógica pura de "racionalização". Citando uma vez mais Adriano Moreira “a racionalização cobre a desistência, porém a resistência deve prevalecer sobre a desistência”.
Rodovia ou ferrovia?
No Público de 6.ª feira: A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, mantém a posição defendida a 22 de Agosto de 2008 sobre a manutenção da Linha do Tua. Numa resposta enviada ontem ao PÚBLICO, a governante reafirma que, "se for considerado imprescindível o encerramento do troço em causa [por causa da construção da nova barragem da EDP], deverão ser garantidas, pela concessionária, condições para a criação de uma variante ferroviária". Ou seja, a alternativa rodoviária proposta pela EDP não é solução.
"Nem pensar", foi a resposta dada por Ana Paula Vitorino naquele mesmo dia, poucas horas depois do último acidente ferroviário na Linha do Tua, quando confrontada com a possibilidade de o comboio deixar de circular entre esta estação e Mirandela. Na altura, a secretária de Estado afirmou que o comboio "é muito importante para a mobilidade da região"
O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) também se congratula com a posição de Ana Paula Vitorino e faz votos para que, "como prometido, e em Março a Linha do Tua esteja finalmente operacional, em conformidade com a segurança e modernização que se exige". O MCLT questiona e condena veementemente a desunião das autarquias de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça, Vila Flor, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, cuja consequência "é a destruição do património cultural e industrial ferroviário de Trás-os-Montes".
Para diminuir os danos provocados pela futura barragem e aproveitar a nova albufeira, é sugerida a criação de um Programa de Desenvolvimento Turístico para o vale do Tua e de um programa para a criação de oportunidades de auto-emprego.
A EDP não reage publicamente à posição assumida ontem, ao PÚBLICO, pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que exige uma alternativa ferroviária à submersão da linha do Tua pela futura barragem da eléctrica nacional. Mas a empresa tem uma posição clara sobre o assunto. A EDP não se importa de construir uma nova linha férrea, desde que o seu custo seja suportado pelo Governo. Caso o Executivo lhe impute esse investimento, então a empresa desiste da barragem, uma vez que esta se torna economicamente inviável.
A estratégia da EDP é deixar que o processo de avaliação de impacte ambiental faça o seu caminho e esperar que o empenhamento pessoal de José Sócrates na concretização Plano Nacional de Barragens e os compromissos já assumidos sejam suficientes para contornar todos os entraves ao empreendimento. Para poder construir a barragem de Foz-Tua, a EDP já pagou 56 milhões de euros, mas a licença obtida é apenas provisória.
A EDP tem a seu favor o facto de o caderno de encargos do Governo não contemplar qualquer alternativa ferroviária à submersão da linha. A proposta sugerida contempla apenas uma alternativa rodoviária. Mas Ana Paula Vitorino não aceita esta solução e reafirma que, "se for considerado imprescindível o encerramento do troço em causa [por causa da construção da nova barragem), deverão ser garantidas, pela concessionária, condições para a criação de uma variante ferroviária".
Segundo o "Público", a EDP propõe-se igualmente construir diversos cais para embarcações (vai depender da cota) para estimular o turismo fluvial e um núcleo museológico interpretativo da memória do Vale do Tua.
A ideia, de acordo com o EIA, é "ajudar a revitalizar a região e potenciar um novo tipo de turismo", de futuro assente no núcleo museológico, nas termas locais [São Lourenço e Caldas de Carlão] e albufeira.
"Nem pensar", foi a resposta dada por Ana Paula Vitorino naquele mesmo dia, poucas horas depois do último acidente ferroviário na Linha do Tua, quando confrontada com a possibilidade de o comboio deixar de circular entre esta estação e Mirandela. Na altura, a secretária de Estado afirmou que o comboio "é muito importante para a mobilidade da região"
O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) também se congratula com a posição de Ana Paula Vitorino e faz votos para que, "como prometido, e em Março a Linha do Tua esteja finalmente operacional, em conformidade com a segurança e modernização que se exige". O MCLT questiona e condena veementemente a desunião das autarquias de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça, Vila Flor, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, cuja consequência "é a destruição do património cultural e industrial ferroviário de Trás-os-Montes".
Para diminuir os danos provocados pela futura barragem e aproveitar a nova albufeira, é sugerida a criação de um Programa de Desenvolvimento Turístico para o vale do Tua e de um programa para a criação de oportunidades de auto-emprego.
A EDP não reage publicamente à posição assumida ontem, ao PÚBLICO, pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que exige uma alternativa ferroviária à submersão da linha do Tua pela futura barragem da eléctrica nacional. Mas a empresa tem uma posição clara sobre o assunto. A EDP não se importa de construir uma nova linha férrea, desde que o seu custo seja suportado pelo Governo. Caso o Executivo lhe impute esse investimento, então a empresa desiste da barragem, uma vez que esta se torna economicamente inviável.
A estratégia da EDP é deixar que o processo de avaliação de impacte ambiental faça o seu caminho e esperar que o empenhamento pessoal de José Sócrates na concretização Plano Nacional de Barragens e os compromissos já assumidos sejam suficientes para contornar todos os entraves ao empreendimento. Para poder construir a barragem de Foz-Tua, a EDP já pagou 56 milhões de euros, mas a licença obtida é apenas provisória.
A EDP tem a seu favor o facto de o caderno de encargos do Governo não contemplar qualquer alternativa ferroviária à submersão da linha. A proposta sugerida contempla apenas uma alternativa rodoviária. Mas Ana Paula Vitorino não aceita esta solução e reafirma que, "se for considerado imprescindível o encerramento do troço em causa [por causa da construção da nova barragem), deverão ser garantidas, pela concessionária, condições para a criação de uma variante ferroviária".
Segundo o "Público", a EDP propõe-se igualmente construir diversos cais para embarcações (vai depender da cota) para estimular o turismo fluvial e um núcleo museológico interpretativo da memória do Vale do Tua.
A ideia, de acordo com o EIA, é "ajudar a revitalizar a região e potenciar um novo tipo de turismo", de futuro assente no núcleo museológico, nas termas locais [São Lourenço e Caldas de Carlão] e albufeira.
Pensar dos leitores - concursos
Alem dos direitos adquiridos há situações chocantes no nosso pais , um conjunto de cidadãos organizados em partidos , utilizando o estado para seu proveito .
No Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008:
EXEMPLO 1
No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.
para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento anda à volta de 3.500 EUR
(700 contos). Na alínea 7:...
" Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na ... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
EXEMPLO 2
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso
externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de
450EUR (90 contos) mensais. "...
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a
duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças; 3. - Estatuto Disciplinar
dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,
exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.....
....
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato
(Anónimo)
No Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008:
EXEMPLO 1
No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.
para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento anda à volta de 3.500 EUR
(700 contos). Na alínea 7:...
" Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na ... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
EXEMPLO 2
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso
externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de
450EUR (90 contos) mensais. "...
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a
duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças; 3. - Estatuto Disciplinar
dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,
exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.....
....
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato
(Anónimo)
05 fevereiro 2009
Pensar dos leitores
Meus amigos, a Terra dos "esfola gatos e mata cães" deixará de ser concelho, assim como Vila Flor, Vizela, Tabuaço, Castro Daire, Penamacor, Mação, Gavião, Barrancos, Alcoutim e muitas outras.
Para isso basta que não haja gente suficiente que justifique a manutenção dos lugares políticos locais, insignificantes aos olhos dos membros do poder central(qualquer que seja a sua cor, mesmo a vermelha ou a formada por blocos).
Sendo assim, aos actuais pensadores locais só resta tentar arranjar um lugar nos futuros órgãos de poder que resultarão das mudanças inevitáveis, de forma a defender o que restar do Castelo de Ansiães e arredores...
JM70
Para isso basta que não haja gente suficiente que justifique a manutenção dos lugares políticos locais, insignificantes aos olhos dos membros do poder central(qualquer que seja a sua cor, mesmo a vermelha ou a formada por blocos).
Sendo assim, aos actuais pensadores locais só resta tentar arranjar um lugar nos futuros órgãos de poder que resultarão das mudanças inevitáveis, de forma a defender o que restar do Castelo de Ansiães e arredores...
JM70
litterae
poema para um rufião
olha a vida pelos óculos
ginga na cadência
às vezes
veste cabedal que é napa preta
entra na pele do animal
que o torna agressivo:
reputação ideal...
tosse
não do catarro
mas da imagem reflectida
no vidro de uma montra
enquanto compõe
o nó da gravata emprestada
que o torna lascivo:
reputação ideal?
reputação animal...
h. r.
olha a vida pelos óculos
ginga na cadência
às vezes
veste cabedal que é napa preta
entra na pele do animal
que o torna agressivo:
reputação ideal...
tosse
não do catarro
mas da imagem reflectida
no vidro de uma montra
enquanto compõe
o nó da gravata emprestada
que o torna lascivo:
reputação ideal?
reputação animal...
h. r.
03 fevereiro 2009
A LIGA DOS AMIGOS DA ANTA
Foram convocados para o dia 31 de Janeiro do corrente ano os elementos fundadores da Liga dos Amigos da Anta, para um almoço queteve lugar, num dos Restaurantes da nossa terra. O objectivo foi “Comemorar a existência de 25 anos “ daquela Associação.
Está viva, de boa saúde e recomenda-se. Da reunião a quatro saiu a vontade férrea de dar vida e continuidade à “Liga dos Amigos da Anta, que vai realizar no próximo dia 6 de Março pelas 21 horas, na sede da Junta de Freguesia de Zêdes, a Assembleia Geral.
02 fevereiro 2009
Conselhos para Justificar Concelhos
Do que realmente se trata é de justificar o nosso concelho. Haverá realmente valor que justifique no futuro, o nosso concelho!?
E no passado, terá havido justificações aceitáveis para se ter construído aquele castelo!? Terão sido loucos aqueles que decidiram a nossa história ao longo destes 800 anos!? E aqueles que pugnaram pela defesa das regalias e direitos alcançados ao longo da história!? E aquela ideia de construir a linha do Tua ou o “campo de aviação”!? E aqueles que lutaram lá fora e quiseram depois voltar!? E os que aqui decidiram investir as suas vidas em trabalho honesto e aqui decidiram ficar!? Não teriam conseguido arrumar lugar mais hospitaleiro!? Terão sido loucos os que desbravaram as encostas do Douro e do Tua!?
Tenho alguns dados que me permitem fazer uma comparação entre o nosso concelho e o de Valpaços.
Valpaços tem conseguido impor-se como cidade mesmo que muito próxima de duas outras grandes cidades, a de Chaves e a de Mirandela. É verdade que tem muito melhores acessos que nós. Mas será que o seu concelho é mais rico que o nosso!? Terá o concelho de Valpaços mais potencialidades agrícolas, turísticas, naturais, maior dimensão ou potencial humano!? Investirá este concelho mais remessas dos seus emigrantes!?
Falei recentemente com o Presidente do Município de Valpaços, deu-me o exemplo de que, um dos investimentos feitos a pensar no futuro, foi na criação de energia eólica e hídrica. Disse-me que recebe por ano o valor de 2 milhões de contos em resultante deste investimento e que esse valor será a herança complementar com que pode contar quem o venha substituir. Este exemplo diz muito sobre a perspectiva com que se gere um município.
Enumerem-se então apenas algumas das nossas potencialidades naturais e conclua-se sobre como será, se formos capazes de as saber aproveitar.
Águas de S. Lourenço; Exploração de granitos; Exploração dos recursos hídricos e eólicos; Potencialidades do turismo – natural e património construído; Gastronomia; Agricultura biológica; Floresta; Cinegética; Produção animal.
Em conclusão direi que chegamos aqui por nossa culpa e depende da nossa capacidade a viabilização do futuro. A alternativa pode ser delegar noutros, esse futuro o que, também há-de ter as suas conveniências, sobretudo para os que valorizam a subserviência e desconhecem a sua identidade.
E no passado, terá havido justificações aceitáveis para se ter construído aquele castelo!? Terão sido loucos aqueles que decidiram a nossa história ao longo destes 800 anos!? E aqueles que pugnaram pela defesa das regalias e direitos alcançados ao longo da história!? E aquela ideia de construir a linha do Tua ou o “campo de aviação”!? E aqueles que lutaram lá fora e quiseram depois voltar!? E os que aqui decidiram investir as suas vidas em trabalho honesto e aqui decidiram ficar!? Não teriam conseguido arrumar lugar mais hospitaleiro!? Terão sido loucos os que desbravaram as encostas do Douro e do Tua!?
Tenho alguns dados que me permitem fazer uma comparação entre o nosso concelho e o de Valpaços.
Valpaços tem conseguido impor-se como cidade mesmo que muito próxima de duas outras grandes cidades, a de Chaves e a de Mirandela. É verdade que tem muito melhores acessos que nós. Mas será que o seu concelho é mais rico que o nosso!? Terá o concelho de Valpaços mais potencialidades agrícolas, turísticas, naturais, maior dimensão ou potencial humano!? Investirá este concelho mais remessas dos seus emigrantes!?
Falei recentemente com o Presidente do Município de Valpaços, deu-me o exemplo de que, um dos investimentos feitos a pensar no futuro, foi na criação de energia eólica e hídrica. Disse-me que recebe por ano o valor de 2 milhões de contos em resultante deste investimento e que esse valor será a herança complementar com que pode contar quem o venha substituir. Este exemplo diz muito sobre a perspectiva com que se gere um município.
Enumerem-se então apenas algumas das nossas potencialidades naturais e conclua-se sobre como será, se formos capazes de as saber aproveitar.
Águas de S. Lourenço; Exploração de granitos; Exploração dos recursos hídricos e eólicos; Potencialidades do turismo – natural e património construído; Gastronomia; Agricultura biológica; Floresta; Cinegética; Produção animal.
Em conclusão direi que chegamos aqui por nossa culpa e depende da nossa capacidade a viabilização do futuro. A alternativa pode ser delegar noutros, esse futuro o que, também há-de ter as suas conveniências, sobretudo para os que valorizam a subserviência e desconhecem a sua identidade.
01 fevereiro 2009
Perguntas de "os verdes"
O Deputado do Grupo Parlamentar "Os Verdes", Francisco Madeira Lopes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, sobre a possibilidade de estarem já a decorrer obras para a construção da Barragem da Foz do Tua, com trabalhos na Linha do Tua.
Foi noticiada ontem, no Jornal de Notícias on-line, na secção "Cidadão Repórter", uma denúncia de um cidadão, acompanhada de uma fotografia, revelando que terão sido recentemente "arrancadas linhas na Estação do Tua" e "No seu lugar foi construído um estradão de terra batida ao longo da parte de via estreita, ou seja, na Linha do Tua".
Aventa este cidadão a hipótese de se estar a "preparar o corredor rodoviário para o início da construção da barragem".
A confirmarem-se tais factos e propósitos tal seria extremamente grave já que a Barragem da Foz do Tua ainda se encontra em fase de consulta pública do respectivo Estudo de Impacto Ambiental, não existindo ainda qualquer decisão, favorável ou desfavorável, em relação à sua construção. 1. Confirma o Ministério a retirada de carris e / ou de travessas da Linha do Tua, designadamente junto à Estação do Tua? Em caso afirmativo, que entidade está a proceder a tal obra?
(...)
2. Confirma o Ministério a construção de um estradão de terra batida no lugar da linha ou no seu aterro? Em caso afirmativo qual o fim do mesmo?
3. Em que fase se encontram as obras de reparação da linha do Tua com a vista à sua reabertura?
Foi noticiada ontem, no Jornal de Notícias on-line, na secção "Cidadão Repórter", uma denúncia de um cidadão, acompanhada de uma fotografia, revelando que terão sido recentemente "arrancadas linhas na Estação do Tua" e "No seu lugar foi construído um estradão de terra batida ao longo da parte de via estreita, ou seja, na Linha do Tua".
Aventa este cidadão a hipótese de se estar a "preparar o corredor rodoviário para o início da construção da barragem".
A confirmarem-se tais factos e propósitos tal seria extremamente grave já que a Barragem da Foz do Tua ainda se encontra em fase de consulta pública do respectivo Estudo de Impacto Ambiental, não existindo ainda qualquer decisão, favorável ou desfavorável, em relação à sua construção. 1. Confirma o Ministério a retirada de carris e / ou de travessas da Linha do Tua, designadamente junto à Estação do Tua? Em caso afirmativo, que entidade está a proceder a tal obra?
(...)
2. Confirma o Ministério a construção de um estradão de terra batida no lugar da linha ou no seu aterro? Em caso afirmativo qual o fim do mesmo?
3. Em que fase se encontram as obras de reparação da linha do Tua com a vista à sua reabertura?
Recado
(...)
Os meus contemporâneos dizem quase sempre
que não são moralistas, e é por isso
que forçam toda a gente, mesmo quem não quer,
a ser livre, saudável e feliz:
proíbem o tabaco e o açúcar
e se por vezes sofrem, tomam comprimidos
porque a alegria é uma questão de química
e convém tê-la a horas certas, como
o prazer vigiado por preservativos
e outros sempre obrigatórios cintos
de segurança, pra que um dia possam
sentir que morrem cheios de saúde.
(...)
(Fernando Pinto do Amaral in Poesia Reunida, 1990-2000), todo o poema aqui
Os meus contemporâneos dizem quase sempre
que não são moralistas, e é por isso
que forçam toda a gente, mesmo quem não quer,
a ser livre, saudável e feliz:
proíbem o tabaco e o açúcar
e se por vezes sofrem, tomam comprimidos
porque a alegria é uma questão de química
e convém tê-la a horas certas, como
o prazer vigiado por preservativos
e outros sempre obrigatórios cintos
de segurança, pra que um dia possam
sentir que morrem cheios de saúde.
(...)
(Fernando Pinto do Amaral in Poesia Reunida, 1990-2000), todo o poema aqui
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