19 agosto 2008

Fixação de um irrealista na ficção (Parte I)

Quando decidi fazer umas férias burguesas na Aldeia Termal de S. Lourenço, recolhi as melhores referências na net, que classificavam o lugar como - de excelência. Procurava silêncio e sossego, águas cristalinas, clima ameno, boa comida e ausência de poluição. Em suma, qualidade de vida.
Parti de comboio do Porto apreciando a paisagem do Douro Inferior para depois entrar no Douro Vinhateiro, património da humanidade. O destino era a Estação Ferroviária do Tua onde cheguei pela tarde. Enquanto esperava pelo transporte fluvial que me levaria pelo Rio Tua acima, aproveitei para apreciar o Museu dos Caminhos de Ferro. Com aquelas máquinas antigas a vapor e aquelas carruagens que, fazem as delicias dos amantes dos comboios do antigamente, o museu relata a epopeia dos comboios das linhas de caminho de ferro do Douro e do Tua. O acesso ao barco que me levaria ao S. Lourenço, processa-se em carruagem de transporte até ao sopé da barragem do Tua onde um elevador nos coloca ao nível da água da albufeira. Actualmente esta parcela do rio Tua que ficou na sua natureza inicial, é uma pista de canoagem, aproveitada por muitos desportistas que aqui se deslocam pelas suas especiais particularidades. Encostado ao pontão estava o barco de transporte, concessionado do Hotel por mim escolhido para me alojar. A viagem fluvial até S. Lourenço foi mais uma experiência única. Com efeito, desde que existe a barragem é grande a modificação da paisagem. A sua leitura feita do rio, é agora ainda mais imponente e exuberante. Com aquele dia claro e luminoso pude registar com a máquina de fotografar, os diferentes ângulos da paisagem reflectida no lençol de água. Há tempo ainda para tomar um aperitivo no convés, antes que, no desfazer da curva do rio, se depare ao longe o casario de S. Lourenço. O cais aproxima-se a denunciar, pelas características dos barcos de recreio atracados na marina, o nível de vida dos residentes e forasteiros. A aldeia alcandorada sobre o rio, mostra-se organizada e planeada em declive, onde convivem em harmonia as reconstruções antigas e actuais. Ao casario moderno acresce normalmente um espaço verde e a piscina. Predomina uma vegetação luxuriante, misto de árvores autóctones e árvores exóticas como a palmeira e o cipreste. Estas começaram a ser plantadas na década de 80 altura em que se iniciou a urbanização da aldeia termal.O cais, ponto de partida e de chegada, assume alguma dimensão, sem destoar. Aqui vem desembocar a avenida que constitui a espinha dorsal da urbanização da aldeia. Sobressaem pela dimensão os hotéis, as zonas comerciais e de restauração. O complexo termal (Resort) situa-se na zona de encaixe das duas colinas e integra um Spa termal completo de que falarei mais tarde.
Feito este reconhecimento superficial era a altura de seguir para o Hotel. No cais esperava-me um automóvel descapotável, movido a energia eléctrica que me conduziria ao hotel. Era chegada a altura de me instalar. (Continua).

6 comentários:

Anónimo disse...

agora adivinhem quem é o gerente do
hotel

Anónimo disse...

Manuel Arrocho, Lisboa, Portugal
Eu nasci e vivo em Lisboa e penso o seguinte: viajem por este país, sobretudo pelo interior abandonado e vejam o desenvolvimento que as Barragens trouxeram à região onde estão implantadas: zero (0). Se alguém decide fazer uma barragem num dos poucos locais selvagens que restam no nosso país, destruindo todas as possibilidades de desenvolvimento de, por exemplo, um turismo diferente, baseado na qualidade e no respeito pela natureza, então exijam desses burucratas de Lisboa, que apenas estão interessados em pagar os favores que os construtores civis, edp's, iberdrolas, etc, lhes fizeram pagando as suas campanhas eleitorais, contrapartidas reais em géneros e não dinheiro (porque o dinheiro tende a desaparecer). Estou a falar de contrapartidas que fixem as pessoas como sejam comboios rápidos para trás os montes, universidades, cursos de medicina, hospitais, substituição das ambulâncias a fingir que são centros de saúde por centros de saude reais com médicos 24h/365, gás natural a ligar o Montesinho a Vila Real de Santo António, etc. Rejeitem as piscinas cobertas em cada Vila com 10 habitantes e rotundas ridiculas e gigantescas e exijam de quem decide em vosso nome!!!

PILOTO disse...

Quem escreve assim (Manuel Arrocho), só tenho uma coisa a dizer, lute por um país mais justo e nunca se cale amigo, e se é doutra doutrina escreveu muito bem, mas junte-se a nos trans-montanos nacionalistas junte-se ao PNR para acabar com as injustiças por Lisboa tambem.

Anónimo disse...

Ora então e em resposta ao seu texto já comparou o desenvolvimento que temos nas zonas onde não há barragens?
O Tua por exemplo!
Permita-me o pensamento do Governo ainda que de uma forma pouca ortodoxa; "Então se aqueles gajos não fazem nada por aquilo que têm e o país precisa de energia, vamos lá construir uma barragem, ponto final"!
O nosso atraso e o subdesenvolvimento de que todos os dias falamos tem responsáveis e os primeiros têm sido os nossos autarcas que começaram a casa pelo telhado com as obras de fachada onde foram gastos milhões de euros em vez de a começar pelos alicerces com investimentos que nos trouxessem riqueza e é tanto mais pena quando temos todos os recursos para tal.
Porque o resto viria depois...
Qualquer um de nós só depois de ter um emprego que nos garanta sutentabilidade financeira é que nos decidos comprar o carrinho, a casinha, etc. etc.
Será isto alguma invenção de ultima hora?

Ateu

Anónimo disse...

o que faz o Ateu?

Não acredita em nada não é?

Nem nos Transmontanos nem em si

Anónimo disse...

Ah ganda piloto. Só falta a cruz suastica e o braço esticado para a frente quando se batem os tacões das botas cardadas.

PNR (partido nacional reaccionário)

al.