
O Tribunal de Carrazeda anula eleições da Cooperativa Agrícola. Apesar de o tribunal de Carrazeda de Ansiães ter já anulado as eleições para os órgãos sociais da Cooperativa Agrícola realizadas em Março do ano passado, a direcção eleita está decidida a recorrer da decisão.
A Cooperativa Agrícola, herdeira do antigo Grémio da Lavoura, nunca teve a importância no “pós 25 de Abril” que outras conseguiram. Foi durante largos anos um mero entreposto de comercialização de factores de produção e a liberalização do comércio retirou-lhe muito do protagonismo obtido. Durante muito tempo não soube responder à necessidade de também comercializar os produtos agrícolas do concelho, como a maçã, o vinho e o azeite a exemplo de outras congéneres. Conhecida, mas ainda nada esclarecida, a tentativa de produzir e comercializar vinho com marca própria não passou de uma grande frustração. No que respeita à maçã nunca agregou vontades para promover e comercializar a fruta do concelho. Recentemente construiu um lagar de azeite umas bombas de abastecimento público de gasóleo. A modo de envergonhada tenta dar alguns passos para o desenvolvimento da agricultura concelhia, quiçá já nem seja uma das chaves do seu desenvolvimento por que a actividade se empresalizou. O que não deve é desviar-se dos seus objectivos e ser lugar para as guerras políticas concelhias. Não deve ser um instrumento que sirva outros interesses que não a lavoura local.
4 comentários:
Cooperativa, que cooperativa?
Nos dias que correm não tem qualquer razão de existir pois compete com todos os parceiros em iguais circunstâncias pois já nem sequer consegue beneficiar os seus associados na venda dos seus artigos. Salvar-se-á o lagar de azeite sem o subsidio prometido por Eugénio de Castro?
Estamos para ver!
Existiam grémios na organização corporativa.Tendo desaparecido esta,era preciso substituir os grémios por outra coisa,tendo-se escolhido neste caso as cooperativas.Os grémios tinham muitos funcionários e estes não podiam ser despedidos sem mais.Mas as cooperativas devem,para serem genuínas,ser criadas pelos interessados com a sua consciente vontade e devem funcionar com a participação permanente dos associados.
Nada disto se passou neste caso.
Por outro lado,o espírito cooperativista já teve melhores dias.
Acabados que sejam os subsídios que pretendiam ajudar a transformação de grémios em cooperativas e não conseguindo estas persistir com as suas regras e meios próprios,é natural que desapareçam.
JLM
Cooperativa habitacional e não agrícola, fez casa a muita gente!!!
Ora bem, bem!
Então as pessoas não deviam receber pelo seu trabalho?
Mesmo hoje, não me parecem assim tão ricas?!
Alias, há quem roube bem mais e não sofrem este tipo de perseguição!
Vejam-se altos carros e vários dos mesmos...
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