31 outubro 2007

Ano Vintage

A Fladgate Partnership, proprietária das casas Taylor"s, Fonseca, Croft e Delaforce, considerou ontem "muito provável" que a colheita de 2007 na região do Douro venha a ser declarada Vintage. "Apesar de muitas regiões vitícolas europeias terem registado um ano difícil devido à elevada precipitação durante o Verão, a vindima na região do Douro apresenta resultados excepcionais, deixando antever uma declaração Vintage", refere o director-geral da empresa em comunicado.

29 outubro 2007

Mais uma promessa?

O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, afirmou em Vila Real que o projecto de execução do IC5 entre o IP4 (Murça) e o IP2 (Nozelos) deverá estar concluído no decorrer do próximo ano. Leia aqui.

Difícil

"Gostava de saber qual é o “artista” que, estacionado nos novos estacionamentos ( Rua Luís de Camões p.ex.) e tendo outro carro atrás, consegue sair sem subir o passeio. Estou para ver!" (recebido por correio electrónico)
Mourão e Vila Flor no final do mês emitem cartão do cidadão
O distrito de Évora, e Vila Flor, no distrito de Bragança, são os próximos concelhos a receber postos de emissão do Cartão de Cidadão, de que já há 12.375 portadores em Portugal, a maioria nos Açores.

JESUALDO ABRIU A ACADEMIA DE MACEDO DE CAVALEIROS
Jesualdo Ferreira ficou lisonjeado por ter sido um dos membros de honra da abertura oficial da Academia de Desporto, ontem à tarde, no Campus Académico de Macedo de Cavaleiros do Instituto Piaget.
O técnico do FC Porto regressou a Trás-os-Montes, ele que é natural de Mirandela, assumindo o papel de orador na cerimónia e reforçando todo o seu orgulho por ter sido convidado para a abertura de uma academia que pretende “despertar o interesse da comunidade académica para a prática do desporto”.

Acabo de ler um livro que te recomendo. Trata-se de “O Violino do Meu Pai” de Campos Gouveia. Foi editado pela Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães. É um pedaço de memória (memórias nossas) que sabe bem ler depois de jantar, noite adentro. Deixo-te um excerto:
“Ali todas as pedras lhe falavam ao coração, os dedos pequenos magoados nos caminhos que, no Verão, percorria, descalço, uma cabeça aberta num jogo de pedrada, os ninhos de rola e de melro, o arco e o pião, a primeira bola de borracha, o banho nos poços das hortas ou na ribeira, uma ambulância puxada por um homem para transportar doentes ao hospital, os caçadores com muitos cães, os tiros e as cinturas cheias de coelhos, lebres e perdizes, os enormes magustos com as castanhas apanhadas à socapa nos castanheiros do doutor, os uivos dos lobos no Inverno, a nascente de água que brotava das hortas para a estrada, ali bebera a água da montanha, da raiz dos pinheiros.”

Mirandela: Se não for para construir uma nova, então que se feche.
É a ultima posição de Sobrinho Teixeira face à Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Mirandela.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança reitera a situação, segundo ele, insustentável, daquela instituição de ensino.

Mota desafia autarcas a prescindir de IRS, Nunes diz que é demagogia
Mota Andrade desafia as câmaras do distrito de Bragança a prescindir de parte do IRS pago pelos contribuintes de forma a fixar as pessoas na região. Segundo o líder dos socialistas esta seria uma forma de seguir o exemplo do Governo que baixou em 10% o IRC para os empresários que queiram fixar-se no interior.

Em que é que ficamos?

Quando um dos objectivos é a fixação de pessoas nas aldeias, não se compreende que o Município faça deslocar os seus funcionários para apoio aos Pólos Escolares existentes nas freguesias do concelho. Recorda-se: no ano lectivo anterior eram pessoas residentes no local que asseguravam essa tarefa e agora não usufruem desse pecúlio para juntar ao orçamento familiar.
Carrazeda: A EDP deverá assumir os prejuízos causados ao município de Carrazeda de Ansiães pelo atraso na implementação no terreno do plano de pormenor das termas de S. Lourenço. O plano deixou de ser executado quando surgiram as primeiras notícias da construção de uma barragem junto à foz do rio Tua. A incógnita sobre a cota da albufeira emperrou novamente processo de recuperação da estância termal.


Agora que a barragem já foi dada como certa, mas mesmo sem se saber ainda quem vai ser a concessionária, o presidente da Câmara Municipal de Carrazeda, Eugénio de Castro, diz já ter garantias da EDP que assumirá os encargos com a actualização do plano de pormenor das termas. “Já havia um compromisso por parte da EDP em assumir os encargos com essa actualização” adianta o autarca para quem esta situação “é obvia, porque a realização da obra é que impede que aquele plano seja exequível”.

Apesar de ter atrasado a recuperação das termas de S. Lourenço, Eugénio de Castro continua empenhado em que a barragem do Tua se construa, pois acredita que os benefícios serão maiores que os prejuízos. O autarca revela ainda que está prevista também uma pequena barragem para a ribeira de Linhares, também no concelho de Carrazeda, mas que não trará grandes vantagens para o município. “O benefício será para o país porque será mais uma fonte de fornecimento de energia”.

Uma pequena barragem anunciada para a ribeira de Linhares, que não traz grandes benefícios para o concelho de Carrazeda, ao contrário dos esperados pelo autarca local com a construção da barragem do Tua.

na Brigantia

Aplausos

A ministra da Educação anunciou hoje que estão a ser criadas condições para que as escolas possam promover visitas de estudo aos museus e espaços culturais mais próximos. (dos jornais)

25 outubro 2007

Rankings das escolas

Os Rankings das escolas são a lista de resultados mais injusta das escolas portuguesas. Isto, porque elas só mostram os resultados finais, não mostram as limitações, o trabalho realizado e as diferenças de meios e de recursos. Depois, os rankings são sempre usados para um ataque à escola pública que usualmente perde em comparação; as escolas privadas seleccionam os alunos, sempre os melhores, que têm ainda mais recursos que todos os outros.
Os chamados rankings valem o que valem. Aqui se apresentam dois, de muitos outros que se podem encontrar na rede. Conforme os critérios utilizados, até poderíamos fazer um em que a nossa escola aparecesse em primeiro lugar, Apetece-nos citar a senhora ministra da educação - “há muita vida nas escolas que não se traduz nos resultados dos exames.”

O do JN
O do DN
(clique nas hiperligações e encontre a escola que deseja)

A região de luto

O escritor transmontano-duriense António Cabral faleceu ontem, aos 76 anos, em Vila Real, vítima de complicações cardíacas súbitas. O corpo encontra-se desde ontem em câmara ardente na igreja de Nossa Senhora da Conceição, naquela cidade, e o funeral realiza-se hoje de manhã para o cemitério da aldeia de Castedo do Douro, no concelho de Alijó, localidade onde o autor nasceu em 30 de Abril de 1931.

22 outubro 2007

Reciclar é preciso

Empresa Resíduos do Nordeste com novo plano de sensibilização ambiental para reduzir produção de lixo

A empresa Resíduos do Nordeste lançou, ontem, em Carrazeda de Ansiães, o Plano de Sensibilização Ambiental para 2008. Segundo dados avançados pelo responsável da empresa intermunicipal, Paulo Praça, a população do distrito está a produzir mais lixo que no ano passado, ano em que entraram 55 mil toneladas de resíduos em aterro.
O problema é preocupante e por isso a empresa pensou já formas de reduzir esses valores através da “prevenção da produção” e da reciclagem e reutilização. As crianças vão ser um meio privilegiado. A empresa espera atingir pelo menos cinco mil e através delas, conseguir um efeito multiplicador chegando aos professores e às famílias.

Carla A. Gonçalves no MB

21 outubro 2007

EDP já admitiu poder baixar a cota no Tua

Barragem não afectará vinhedos nem linha de comboio

Autarcas querem reduzir cota da barragem para viabilizar a linha ferroviária do Tua e desenvolver projectos turísticos na região vinhateira do Douro.

A Barragem de Foz Tua poderá reduzir a sua cota de forma reduzir os impactos nas zonas vinhateiras da região e permitir a circulação de comboios na ferrovia do Tua. "Tivemos uma reunião com a EDP onde a empresa admitiu no caso de ser a seleccionada para a construção da barragem reduzir a cota, disse ao Expresso José Artur Cascarejo, presidente de Câmara Municipal de Alijó.

A Barragem de Foz Tua está integrada no Plano Nacional de Barragens recentemente divulgado pelo Governo. A sua execução à cota máxima (196m) implicaria a submersão da linha do Tua onde já foram gastos cerca de 3 milhões de euros na sua recuperação e afectaria parte importante de vinhas, nomeadamente, da Adega Cooperativa de Murça. As termas de Carlão e São Lourenço (Alijó e Carrazeda de Ansiães) estariam igualmente condenadas.

José Cascarejo salientou ainda que as autarquias (Mirandela, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça e Vila Flor) querem que depois da construção a barragem se torne numa mais valia na região em termos e emprego e turismo: "Uma barragem não cria riqueza local. Depois de feita a zona fica um deserto. Queremos encontrar fórmulas para que esse investimento possa ser rentabilizado localmente e para isso contamos com quem vai construir a barragem".

Uma fonte de EDP, que solicitou anonimato, disse ao Expresso que a empresa "não revela a sua estratégia" para este projecto que irá a concurso público para a selecção da empresa responsável pela construção da barragem: "Apenas podemos dizer que trabalhamos com diversas cotas pelo que uma alteração na cota pode ser viável desde que a rentabilidade da barragem não seja posta em causa".


Mário de Carvalho no Expresso

Mentiras Verrinosas ( antecipando os magustos)

- O enredo de telenovela que nos entra pela casa adentro, leva a divertirmo-nos com o que dizem os personagens que caem em desgraça. Não raro, estes “põem a boca no trombone” e passam a criticar o que antes apoiavam. Nos episódios finais, está previsto que tudo acabará em casamentos e baptizados, com o “mau da fita”, caído em desgraça, a ser perdoado e convidado para padrinho.

- Depois de esforçada ascensão das escadas dos Paços do Concelho, estatelou-se desamparado e está agora no desemprego. Bem implorou à senhora dos Protegidos, mas desta já não foi ouvido.

A Associação de Caça e Pesca vai publicar as histórias de caçadores, contadas no primeiro dia de caça.

- Pelos vistos terá sido uma premonição descrita neste Blog, que admitia que Carrazeda se tornasse num deserto, o que motivou o Projectista a colocar rente à estrada, os candeeiros na recente zona de intervenção. Ao acreditar na premonição acreditou que os automóveis iriam deixar de circular e permitir que os candeeiros iluminassem apenas “o deserto”.

- A este propósito um dos passatempos usado, é agora o de fazer o “circuito de manutenção nocturno”pela área de intervenção, contando os postes de iluminação avariados. Já houve quem contasse 40 (quarenta).

- Exalta-se o Nosso Primeiro com as críticas de que não faz obra. Responde que está farto de obrar para a comunidade.

- Ainda sobre a gestão autárquica e atendendo à falta de espaço, foi decidido não admitir por agora mais pessoal, sem que antes se compre um empilhador.

- O Sr. Presidente foi visto com a fralda de fora. Ninguém queria acreditar.

- Regista-se pela primeira vez em reunião de Assembleia Municipal a comoção de censura aprovada, de crítica ao Nosso Primeiro por este ter adquirido, em tempos de contenção, um novo telemóvel. Refira-se ainda que foi penalizado com a apreensão do telemóvel, e o castigo de estar um mês sem sair, a obrigatoriedade de estudar 2 horas diárias, e a redução de crédito em despesas de pastelaria.

- Embora permaneça a ideia da transparência para com a comunidade, dos nossos serviços da. C. M., porque será que há um gabinete com letreiro na porta a dizer: _ “Bater antes de entrar”!

- Pelos vistos está para breve a cedência de licença de habitabilidade do novo cemitério da Vila.

20 outubro 2007

Uma questão de pesagem

A construção de uma barragem no rio Tua implica uma tomada de posição dos actores políticos, concelhios e nacionais, e também das populações locais, estranhamente cordatas e desinteressadas do assunto.
Portugal quer aproveitar o seu potencial hidroeléctrico face à necessidade crescente de energia e à perenidade dos recursos não renováveis, por outro lado, um empreendimento desta natureza tem necessariamente implicações ambientais. Se é normal a administração central ter tomado uma posição a favor da construção do empreendimento, não me parece de todo, o facto dos decisores autárquicos, representantes dos interesses das populações, apoiarem o empreendimento sem qualquer reserva e sem a reivindicação de contrapartidas claramente visíveis. Isto porque a obra se irá realizar numa região do país mais ostracizada e em que os índices de desenvolvimento são muito inferiores à média nacional, agravados com um elevado nível de despovoamento e envelhecimento da população.
A região já contribui com uma grande percentagem de energia hidroeléctrica e dois dos principais produtos geradores de riqueza nacional como são o vinho e a floresta, sem que aproveite directamente dos impostos obtidos. As grandes empresas, nomeadamente a EDP, empresas de vinificação e de celulose sedeadas nos grandes centros, aí declaram e pagam os seus impostos e mostram um desinteresse total pela região, limitando-se à exploração dos seus recursos naturais. A região detém ainda um potencial turístico consubstanciado em ambiente, termas, caminho de ferro e natureza que o investimento público em rodovias e incentivos fiscais tem adiado e que a reclusa pode comprometer.
Face ao lido e exposto e como se comparássemos massas numa balança e atendermos aos ganhos e as perdas, é tempo de fazermos um balanço:

Carrazeda de Ansiães poderá perder:
trinta quilómetros de via férrea que garantem aos Carrazedenses transporte para o Tua quer para Mirandela e depois daí para todo o lado;
uma linha férrea que é considerada uma das mais arrojadas obras de engenharia, com uma grande beleza, apreciada por portugueses e estrangeiros com alguns milhares de utentes por ano;
a possibilidade de impacto negativo nas termas de S. Lourenço, pois só com estudos a posteriori se poderá saber se as suas águas ficam ou não afectadas;
uma das maiores quintas do concelho que dá empregos e rendimentos a Carrazeda;
uma paisagem singular, com algumas potencialidades turísticas, algumas já exploradas e outras que o podem vir a ser.
vinhedos e olivais;
e muito mais, se pensarmos nas possíveis alterações climáticas e ambientais.

O que nos prometem: um espelho de água, como se não nos bastassem os existentes e sem qualquer benefício, depois coisas que por aí correm do domínio do sonho e mesmo do delírio, completamente irreais: rodovia e ou transporte fluvial para Mirandela, (para quem?), campos de golfe (onde?)…
Neste deve e haver, o saldo é, mais uma vez, claramente negativo e a construção da barragem não terá qualquer benefício e a minha resposta face a esta pesagem é claramente não.
A Câmara Municipal de Mirandela vai comemorar o 1º Centenário Miguel Torga com actividades diversificadas.

Os eventos decorrerão de 19 de Outubro a 10 de Novembro de 2007 e incluem exposições, teatro, concertos e apresentação de um livro.

Intervalo

A CMVM pergunta a Jardim Gonçalves se deu 12 milhões ao filho, ele responde:
OH PUIS DEI !

Cogumelos

Curso "Introdução à Identificação e Conservação de Cogumelos Silvestres"
A associação ALDEIA organiza, de 17 a 18 de Novembro a 4ª edição do Curso "Introdução à Identificação e Conservação de Cogumelos Silvestres", em Podence, Macedo de Cavaleiros.
A iniciativa inclui saídas de campo à Serra de Bornes para observação, identificação e recolha de espécies.

Contactos:

Telm: 91.945.79.84 ou 96.615.11.31

Email: aldeiamail@gmail.com

19 outubro 2007

Menos dinheiro

Em Novembro, 22 municípios irão receber menos dinheiro do Estado por terem ultrapassado o limite máximo do endividamento permitido em 2006. E em meados deste ano 36 câmaras já se tinham endividado mais do que podiam.

Os efeitos das novas regras sobre o endividamento municipal, ainda impostas pelo Orçamento de Estado de 2006, começam a fazer-se sentir sobre os municípios de Ansião, Carrazeda de Ansiães, Castelo de Paiva, Fornos de Algodres, Guarda, Lisboa, Lourinhã, Macedo de Cavaleiros, Mangualde, Mondim de Basto, Nazaré, Ourique, Penamacor, Santa Comba Dão, Santarém, São Pedro do Sul, Torres Novas, Trancoso, Vila Nova de Gaia, Vila Nova de Poiares, Vouzela e Vila Franca do Campo (Açores).

Estas câmaras, segundo revelou ontem o secretário de Estado adjunto e da Administração Local, num encontro informal com jornalistas, estão a ser notificadas da retenção de parte das transferências do OE.

De acordo com a legislação, o Ministério das Finanças reterá até 10% do duodécimo do Fundo de Equilíbrio Financeiro, relativo ao montante da dívida em excesso...
No Diário de Notícias
Agora que venham as explicações...

Acabem com isso

Metade dos concelhos do distrito de Bragança não têm verbas atribuídas no plano de investimentos do Estado, o que para alguns autarcas visados “é irrelevante, como o próprio PIDDAC”.

“Acabem com isso, o PIDDAC não serve para nada”, defenderam, em declarações à Lusa, os presidentes das câmaras de Vila Flor e Carrazeda de Ansiães, o socialista Artur Pimentel e o social-democrata Eugénio de Castro.
Estes concelhos, e mais quatro dos 12 do distrito de Bragança, não têm qualquer dotação orçamental no PIDDAC para 2008. O concelho de Vila Flor está nesta situação pelo segundo ano consecutivo, mas o autarca local garante que “nem por isso deixa de ter obra”. “Já no ano passado não tinha verbas no PIDDAC e Vila Flor tem três obras financiadas pelo Estado”, disse Artur Pimentel.
As obras a que o autarca socialista se refere são a remodelação do centro de saúde, no valor de um milhão de euros, a conservação de 11 quilómetros de uma estrada e um campo de futebol. O autarca social-democrata da Câmara de Carrazeda de Ansiães dá outro exemplo que considera “caricato”, o do centro de saúde daquele concelho que ficou conhecido por a obra se arrastar durante largos anos. Eugénio de Castro lembrou que durante anos o centro de saúde teve “largas dezenas de milhares de contos em PIDDAC e que foi feito justamente quando só lá tinha uns 20 mil euros atribuídos”. “Esta é uma prova prática da relevância do PIDDAC”, afirmou o autarca. Por isso, sustentou, “este documento do Orçamento de Estado não faz nenhum sentido e não se justifica”.
Os dois autarcas transmontanos sustentam que existem programas alternativos para obras de maior relevância e frisam, pela sua experiência de vários anos à frente das autarquias, que “constar do PIDDAC não é sinónimo de concretização”. “O PIDDAC é só uma arma de arremesso político”, considerou o socialista Artur Pimentel.
no PJ

Não seria melhor, que os programas estatais reflectissem mesmo os reais investimentos. Se não acabe-se com o PIDDAC, o FEF, os impostos, o organização do estado... Viva a anarquia.

Preocupações

"O Partido Socialista local está preocupado por ver a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros na lista das autarquias mais endividadas do país. O vereador Rui Vaz considera que o 16º lugar a nível do país é uma situação “pouco honrosa”, só ultrapassada no distrito de Bragança pela Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães."
No Semanário Transmontano

E por aqui, ninguém se sente preocupado!?

18 outubro 2007

Ipsis verbis

"O país vai ter uma faixa de 30 km de costa e o resto fica para as montadas ao javali"
- Eurico Nogueira - arcebispo emérito de Braga.

15 outubro 2007

Gritos

Grito e apenas o vento me toca...
E os grilos afastam as vozes dos silêncios...
Uma gata preta e branca acariciou-me a perna esquerda!
Senti-me útil!
Amanhã será de novo dia
E talvez sorrirei ao amanhecer!

JMS

Gente do distrito no Congresso do PSD


Com a vitória de Luís Filipe Menezes, a regionalização está na agenda do Bloco Central, o melhor é colocarem-se na grelha de partida...
(recebidas por MMS)

14 outubro 2007

Construção da barrabem impede manutenção da Linha do Tua - Público

A decisão do Governo de avançar para a construção de uma barragem no rio Tua parece encerrar definitivamente a discussão sobre a viabilidade e futuro da linha férrea, estrutura que tem sido utilizada pelo metro de Mirandela, numa extensão de 54 quilómetros. Grande parte desse troço ficará submerso pela albufeira, apesar de ainda não se saber qual a sua cota máxima. O que leva, mesmo assim, o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, a manifestar-se contra o empreendimento.
"Sou contra porque ainda não foi apresentada nenhuma medida de impacto positivo regional", afirma o autarca, numa altura em que praticamente se encontra isolado neste protesto. A barragem vai afectar também os concelhos de Murça, Alijó, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor. Com excepção de Silvano, os restantes autarcas são favoráveis à obra, apesar da sua construção implicar a submersão de uma linha férrea que ainda atrai cerca de 20 mil visitantes por ano. O vale do Tua é de extrema beleza, a linha está cravada ao longo de abruptas ravinas, que nalguns pontos chegam a ter mais de 200 metros de altura. A locomotiva parece por vezes suspensa sobre o rio. Eugénio de Castro, presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, que sempre foi favorável à construção da barragem, reconhece a beleza impar do local, mas não hesita em fazer uma opção: "Se não for possível compatibilizar as duas coisas temos de defender um empreendimento que tem interesse nacional e vai contribuir para o aumento de produção de energia no país", sustenta.
A decisão de avançar com o empreendimento eléctrico veio atrasar, pelo menos em dois anos, o projecto de exploração das termas de São Lourenço, neste concelho. "A barragem veio atrasar os nossos planos mas acreditamos que as próprias termas vão sair a ganhar", refere, idealizando já o potencial aproveitamento turístico que pode advir da subida do leito do rio: "desportos náuticos, desportos radicais, turismo de montanha", exemplifica. José Silvano não partilha desta visão: "Quem conhece aquelas escarpas sabe que é impossível criar acessos à albufeira e muito menos criar hotéis ou campos de golfe".
Já a posição da autarquia de Vila Flor é "negociável", adianta Fernando Barros, vice-presidente deste município. Na óptica deste autarca os municípios abrangidos pela barragem e a empresa que ganhar o concurso de construção e exploração devem constituir uma empresa para onde deve ser canalizada parte da facturação do empreendimento: "E essas verbas devem ser aplicadas no desenvolvimento da região", defende.
Apesar de ser a favor da construção da barragem, o autarca de Carrazeda de Ansiães defende que sejam criadas algumas contrapartidas: "Desde logo condições de navegabilidade no Tua, com ligação ao Douro, e, depois, condições de acessibilidade, que substituam com vantagens a linha férrea", adianta. Também José Silvano admite que poderia mudar de "posição", se fosse garantida a navegabilidade até Mirandela e a ligação ao Douro. "Aí, sim, poderíamos retirar vantagens do turismo que já está associado ao Douro", argumenta.

Os sublinhados são nossos
No PÚBLICO

13 outubro 2007

Rei morto Rei posto (revisto)

Não consegui criar uma opinião fundamentada sobre o resultado do trabalho da nossa Vereadora -Dra. Fernanda Natália Lopes Pereira, no período em que esteve a tempo inteiro na nossa C.M.
Quando assumiu funções, ainda acreditei que, no âmbito em que era especialista e tinha habilitações, que era o âmbito da Arqueologia e História, esta concretizasse trabalho profícuo, tratando-se de uma área em que temos tanto para fazer, preservar e promover. Infelizmente não me chegou ao conhecimento se tão pouco, terão sido definidos projectos ou planos de acção dirigidos para esta área de actuação.
O que me chegava eram notícias sobre o seu voluntarismo e a sua vontade de tudo resolver, para alem da sua capacidade física.
Quem tenha alguma ideia da bagunça, do improviso e da incompetência que reina, conseguirá fazer uma ideia daquilo por que se passará, se, se quiser fazer alguma coisa na área da cultura e intervenção social, nossa C.M.
Este esforço de assumir, mesmo o que não era da sua competência, teria de resultar mal.
Estou convencido de que se a Dra. Fernanda tivesse ocupado o tempo a pavonear-se, a cortejar e a fazer demagogia, o seu lugar na mesa de reuniões e a fotografia no próximo Boletim Municipal, ainda seriam seus.
Faltou-lhe o apoio de quem lho deveria ter dado. Com serviços estruturados e planeados, com responsabilidades definidas e devidamente assumidas, acredito que “outro galo teria cantado”.
Assim acabou triturada pelo sistema.
Do que foi dito se depreende e se explica também com afinal é possível podermos subsistir sem precisar de Vereadores a tempo inteiro, para a cultura e serviço social.
Como cidadão sinto que devo, apesar de tudo, manifestar o meu reconhecimento á Dra. Fernanda, pelo esforço e abnegação com que lutou, acredito que com a melhor das intenções, para melhorar aquilo que para muitos de nós, é o que deve comandar a actividade de uma Câmara Municipal.
Votos de completo restabelecimento para ela.

12 outubro 2007

Ser piadético

O tempo que aqui disponibilizamos é para muitos de nós resultado de algum esforço que, pessoalmente compenso com o regozijo de intervir e de exercer obrigações de cidadania. Trata-se de pensar Ansiães e esta tem sido a minha primeira preocupação. Evidentemente que alguns poderão pensar que me estou a divertir á custa de outros. São aqueles que não conseguem ver para alem das palavras. Na ordem de prioridades da minha ocupação de tempo aqui, não está infelizmente o divertimento, estará porventura antes o sofrimento e a perturbação. Como geralmente trato opiniões sobre a ética e a crítica institucional bom seria que surgisse o contraditório e que este me ajudasse a reformular ideias e opiniões. Infelizmente o Freud não resolve, para meu desgosto.
Apesar de tudo, o género de escrita que uso nas “Mentiras”, parece ser o que mais cativa. Será porque a maioria pensa que estou a gozar?
Afinal o que é imperativo é a razão e a verdade. Questões que eu gostaria de ver postas em causa, em concreto.
Que Fernando Pessoa me ajude a explicar-me.

SURSUM CORDA
Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidades eu tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora,
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora dele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Álvaro de Campos

10 outubro 2007

Barragem, talvez...

Quanto a esta questão da barragem do Tua e para eventuais esclarecimento não tenho uma posição intransigente. O que defendo é uma discussão pública sobre o assunto a que os transmontanos deverão ser chamados; se pesem os prós e os contras, que os autarcas saibam decidir em benefício das populações e, se for executada, saibamos exigir as contrapartidas que nos são devidas. Recordo o que aqui escrevi:

Comparativamente, as vantagens da construção de barragens no rio Douro para o país são hoje quase unânimes. Os empreendimentos contribuíram em 40% para a produção nacional de energia hidroeléctrica, tornaram o rio navegável e consequentemente possibilitaram o fluxo turístico, domesticaram a impetuosidade invernosa do rio diminuindo as cheias na Régua e Porto e durante muitos anos possibilitaram a energia mais barata na cidade Invicta. Isto é, somos contribuintes para um bem nacional, que é a energia eléctrica e o turismo, mas o investimento e as mais valias em termos locais foram pouco mais que zero. A electricidade tem o mesmo preço do resto do país com a agravante de possuirmos uma das piores redes de distribuição com cortes constantes. Em termos de projectos turísticos pouco mais se executou que um ou outro cais e assistimos impávidos e serenos à passagem de mais cem mil turistas por ano sem que mais valias fiquem na área geográfica (alguém disse "apenas lixo) . O Douro contribui para a riqueza nacional com, entre outros, três produtos excepcionais: vinho, turismo, energia continua a ser a região do país com piores índices de desenvolvimento.
Por outro lado, a história demonstra que a EDP sempre explorou o mais que pôde, utilizando a violência do Estado para expropriar de qualquer maneira a preços ridículos e dar pouco em contrapartidas.

O Governo português tem como objectivos sufragados e comummente aceites diminuir a nossa dependência energética apostando em recursos renováveis e é também por aí que passa o futuro do planeta. No programa de Governo, no capítulo da política energética, propunha-se a "promoção de aproveitamentos hidroeléctricos de fins múltiplos, para produção de energia e aproveitamento da água", por outro lado e no mesmo capítulo destaca-se o apoio às mini-hídricas. Elas podem ser uma solução para o rio Tua no sentido de preservar a linha do Tua e as caldas de Carlão e do S. Lourenço. Porque é que não se estuda essa hipótese? É estranho.
O governo português propõe-se ainda no seu programa, reforçar a justiça social e garantir a igualdade vdos portugueses e compromete-se à dinamização e criação de pólos de desenvolvimento local e regional, privilegiando as áreas do interior mais desfavorecidas, de modo a impedir e a inverter as tendências para a desertificação e empobrecimento e a sazonalidade recorrente nessas áreas e é muito claro quando escreve no referido Programa de Governo que tudo fará para um desenvolvimento ordenado do espaço rural, concluindo o processo de infraestruturação básica do território e apoiando a modernização das acessibilidades e a instalação de actividades que impeçam a sua descaracterização cultural e ambiental. O que se assiste é precisamente ao contrário. As regiões do interior estão cada vez mais desertificadas, mais pobres e menos desenvolvidas. O fosso com o litoral, em todos os indicadores económicos, agrava-se em vez de se atenuar. A infraestruturação básica e a modernização das acessibilidades aparecem numa prioridade menor se comparada. O interior continua a ser esquecido e ostracisado. A solidariedade deve ter sempre dois sentidos. ao contribuirmos para a riqueza do país só queremos o que nos é devido.

Pensar dos leitores: Conselhos

Está disponível desde ontem na Biblioteca Digital Nacional um site dedicado a Miguel Torga - http://purl.pt/13860/1/

Teresa Nascimento

09 outubro 2007

Mentiras Verrinosas Outonais

-Dados estatísticos de Agosto confirmam que 330% da população está contente com o uso que é dado ao dinheiro do seu imposto autárquico ( IMI) que, como sabemos, tem sido o imposto máximo admitido todos os anos, e que este ano será menor, mas ninguém sabe como vai ser possível sem aumentarem os outros.

- Apareceu uma Garça-real. Sendo um bicho considerado em vias de extinção por aqui, a ave tem sido muito acarinhada junto das outras. Espera-se agora a sua melhor adaptação e que cante bem.

- Está a ser criada uma “Associação de Apoio aos Postes de Iluminação Pública”. O objectivo é o de sensibilizar as populações para a importância destes darem luz e para a sua preservação. O promotor da ideia é o projectista do arranjo urbanístico do centro da Vila.

- Ainda sobre o mesmo assunto e pelos vistos, os postes de iluminação pública dos mais recentes arranjos urbanísticos, foram colocados daquele modo nos passeios, a título experimental. Depois de se confirmar na prática o resultado, aguarda-se agora novo orçamento par os colocar em “su sítio” apropriado que é o jardim da Praça D. Lopo.

- Ainda a propósito de urbanismo, teve-se conhecimento de que, vai ser pintada uma passagem para peões no fundo da Vila com a tinta que sobrou das pinturas de passadeiras feitas recentemente. Esta pintura servirá para demonstrara que a nossa autarquia não se esquece do Fundo da Vila.

- Sobre o cemitério novo, a única informação que se conhece é a de que “está de pousio” para melhor enriquecimento das terras.

- Quando recentemente aqui se admitiu, que pudesse ter sido um dinossauro o causador da fractura do piso da Praça do Centro Cívico, não se fazia ideia de que os paleontólogos aparecessem á procura dos vestígios. Foram encaminhados para a nossa Câmara Municipal. Mais tarde surgiu a suposição de que poderia ter sido um Super Tiranosauros Rex o causador de tal prejuízo.

- Contaram-me que nas últimas jornadas sobre interioridade e desenvolvimento do interior o bouquet de flores do centro da mesa estava muito bonito. Parabéns à florista.

- Das intervenções dos nossos deputados presentes nestas jornadas regista-se a opinião de um deles que terá dito que, não são os partos em ambulância que o preocupam do Distrito. Poderá deduzir-se que está contente com a eficácia dos serviços e que irá apresentar proposta em Assembleia a sugerir estes métodos também no litoral! Aguarda-se resposta.

- Pavaroti acabou por morrer sem actuar em Carrazeda. Esta ideia era um sonho que se desejava ver concretizado na inauguração do Centro Cívico. O objectivo era o de dar sequência ao cosmopolitismo que a nossa Autarquia vem demonstrando em acções culturais.

- A este propósito informa-se que o plano de acção cultural está a ser cumprido.

- Já agora, vai mais um emprestimosinho! É urgente pedir emprestado felicidade.

08 outubro 2007

Os comboios não sabem nadar

(recebida por correio electrónico)
Barragem do Tua: “O Governo ainda não sabe do que são capazes os transmontanos zangados, mas vai sabê-lo em breve”. A afirmação, de um popular de Mirandela, de 60 anos, retrata o sentimento da esmagadora maioria da população dos cinco concelhos – Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Murça e Alijó – onde vão chegar as águas da futura barragem de Foz Tua, uma albufeira que deixará submersos cerca de 30 quilómetros de uma das mais belas linhas ferroviárias de montanha de toda a Europa.

A grande reprimenda

Partindo do pressuposto que a principal causa do nosso atraso colectivo é a educação, os sucessivos governos têm-na colocado na mais alta prioridade. Reformas sucessivas desembocaram em outras tantas frustrações criando desestabilização nas escolas e nos actores educativos, não atenuando o fosso dos indicadores de qualidade na educação dos outros membros comunitários. Os novos países recentemente admitidos tendo já atingido altos e generalizados níveis de formação, mais contribuíram para a urgência de um processo que sucessivamente temos adiado. O actual governo repetiu a receita dos anteriores e empenhou-se numa ampla e obsessiva produção legislativa, normativa e regulamentador (estatuto do professor, concursos, avaliação de desempenho, aposentações, escola a tempo inteiro, formação contínua) acompanhadas de um conjunto de medidas muitas delas mais para encher o olho que verdadeiramente eficazes (computadores, ligação de banda larga, programa novas oportunidades, encerramento de escolas, novos programas curriculares, inglês no 1.º ciclo, substituição de professores, concursos a três anos…) cujos objectivos serão melhorar a qualidade de ensino, diminuir o insucesso, travar o abandono e inovar procedimentos. O “modus operandi,” primeiramente muito aplaudido, tem nos últimos tempos sido apelidado, por uns de pura propaganda e por outros de arrogante. Os resultados ainda não completamente visíveis, podem ser, mais uma vez, insatisfatórios. O discurso do senhor Presidente da República a 5 de Outubro veio declarar ao país a impotência da administração pública, isto é do governo português, para operar as mudanças desejadas no sector e fez um apelo à sociedade civil. Primeiro aos encarregados de educação que não podem continuar a ver as escolas como depósitos e "fábricas de ensino", e exortou-os “a envolverem-se de forma mais activa na qualidade do ensino". Depois defendeu a descentralização dos actos de gestão da escola que “deve ser gradualmente entregue às suas comunidades", isto é retirados da dependência da”Cinco de Outubro”. Por último, se nos lembrarmos dos ataques incisivos e continuados à classe docente pela Senhora ministra e seus Secretários de Estado, Cavaco Silva deu-lhes uma das maiores reprimendas ao referir no seu discurso, o óbvio, qualquer sucesso das políticas educativas passa pela figura do professor que "deve ser prestigiada e acarinhada” e que a dignidade da profissão depende do "respeito e admiração que os professores são capazes de suscitar na comunidade educativa, junto dos colegas, dos pais e dos alunos". O senhor Presidente da República deixou-se de “paninhos quentes” e pegou na palmatória.

07 outubro 2007

Carrazeda: A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães vai baixar a taxa do IMI – o Imposto Municipal sobre Imóveis.
Até agora era o concelho do distrito de Bragança com a taxa mais elevada, 0,8% para prédios urbanos, descendo agora um ponto percentual.
Desde que foi implementado o IMI, a Câmara de Carrazeda praticou sempre a taxa máxima e acaba agora por descer o imposto sem ter possibilidades para o fazer. “A câmara não tem possibilidade de baixar e a minha convicção é que não deveria baixar” afirma o presidente do município.
Eugénio de Castro acrescenta que “esta era a maior fonte de receita do concelho” mas acabou por ser “sensível” ao problema, acabando por reduzi-lo. Apesar de não ter possibilidades de baixar o IMI em Carrazeda, a Câmara acabou por reduzir o imposto para 0,7 por cento.
Miranda do Douro: A partir de Janeiro de 2008 os mirandeses vão pagar menos IRS. A assembleia municipal de Miranda do Douro aprovou por unanimidade uma proposta que visa abdicar de parte das verbas de IRS que o Governo vai transferir para os municípios. Dos cinco por cento que a câmara tem direito, a instituição renuncia de dois por cento a favor dos munícipes.
“A assembleia municipal concordou em dividir esses 5%, ficando 3 para o município e os outros dois revertam a favor dos munícipes” explica o presidente da câmara. “A verba não é significativa mas é um sinal que queremos dar ao Governo para que proceda da mesma maneira” refere Manuel Rodrigo, de forma a assumir uma discriminação positiva.
Ainda assim o autarca considera que esta medida não é suficiente para atingir esse objectivo, falando também na descida do IRC e do IVA, como medidas para combater o despovoamento do interior. href="http://www.brigantia.net/index.php?option=com_content&task=view&id=3322&Itemid=1">Bragança: O Governo não põe de parte a exploração de energia eólica no parque Natural de Montesinho, apesar de a actual versão do Plano de Ordenamento da área protegida não o permitir. O Ministro do Ambiente manifestou-se favorável a essa possibilidade, contrariando assim a proposta apresentada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.
Bragança: A região espanhola da Galiza quer fazer parte da Lusofonia e participar nos acordos sobre a língua portuguesa, através de uma academia que será formalizada no próximo ano.
Região: Seis homens e uma mulher foram ontem detidos pela GNR em quatro localidades de Trás-os-Montes, acusados do cultivo de cannabis e posse de armas, disse à Lusa fonte policial. Segundo a fonte, a operação decorreu de manhã em Montalegre, Chaves e Vila Pouca de Aguiar, em que foram feitas cinco detenções. No final da tarde decorreu uma quarta busca, perto da Régua, de que resultaram mais dois detidos.

Publicidades


Primeiro-ministro apoia projecto ambientalmente contestado. Uma grande pescaria em publicidade para a Pescanova - "o bom sai bem"

DO FUNDO DA ARCA


Durão Barroso fala contra o ensino burguês e de medidas anti-operárias

Bola

Domingo 7/10/2007
Associação de Futebol de Bragança – Divisão de Honra – 2.ª Jornada – Mirandês-Mãe d’Água; Rebordelo-Minas Argoselo; Lamas-Alfandeguense; Carrazeda Ansães-Águia; Freixo Espada Cinta-Talhas; Mogadourense-Vinhais; Carcão-Sendim. Jogos às 15h00.

05 outubro 2007

Tiros

Assim que o sol raiar, calcula-se que cerca de 180 mil armas estarão dispostas a cuspir chumbo.
Campos que deixaram de produzir cereais rendem hoje fortunas depois de arrendados a caçadores. Viveiros de caça de pena já são 200 no país, escreve-se no Público. O negócio da caça tem todas as condições para florescer no nosso concelho, porém não deixa de dar passos pouco mais que insignificantes.

No interior aumentam as falências

O número de falências, declaradas pelo Tribunal, no distrito de Bragança, aumentou. De acordo com um relatório da Coface, os sectores mais problemáticos são o do comércio e o da construção. Uma situação que, segundo o presidente do Núcleo Empresarial de Bragança (Nerba), Rui Vaz, se deve às próprias condições da região, cada vez mais desertificada.
“Num distrito onde faltam acessibilidades, onde os factores de produção são mais elevados, as matérias-primas vêm de fora, não há recursos humanos e não há gente....tudo isto conjugado leva a que continuemos a assistir a situações de falência, pois sem gente não há negócios”, considerou.

No Mensageiro de Bragança
Melhorias no IP4 não evitam a liderança na mortalidade

Mil milhões de euros para novas barragens hidroeléctricas

Foi através do mecenato que o Igespar (Instituto de Gestão do Património Arqueológico e Arquitectónico) conseguiu co-financiamento para a necessária recuperação da Domus Municipalis de Bragança, um edifício classificado como monumento nacional desde 1910, integrado na cidadela de Bragança. O imóvel aguardava obra há vários anos, adiadas sucessivamente por falta de recursos financeiros por parte do Ippar (Instituto Português do Património Arquitectónico), organismo integrado no Igespar. A Caja Duero, uma instituição bancária espanhola, através dos seus dirigentes no balcão de Bragança, teve conhecimento da situação e disponibilizou 15 mil euros, para co-financiar a recuperação.

04 outubro 2007

Bola

No Campeonato Distrital da Divisão de Honra da AF Bragança, já houve uma desistência, mesmo antes da 1.ª Jornada. O Freixo não respeitou as normas e prazos de inscrição da AF Bragança, deixando, assim, o Distrital com 13 equipas. O sorteio não se alterou, por isso, folgará sempre uma equipa em cada jornada. Não obstante a desistência, o “Regional” começou em bom ritmo, com as formações a quererem assumir, desde logo, os seus papéis no campeonato. Se por um lado, os “Rookies” entraram com o pé esquerdo, o grande favorito, Mãe D’ Água, deu meia-dúzia. Também o Talhas, a equipa das goleadas da época passada, regressa com o mesmo espírito, depois de esmagar por 6-0 os estreantes de Carrazeda de Ansiães. Vimioso e Mogadouro venceram e lideram, também, a classificação. Num dos jogos entre candidatos, Alfandeguense e Rebordelo hipotecaram, para já, as esperanças de chegarem ao topo da tabela, após o empate a uma bola.


No Nordeste

Autarcas protestam

Barragem de Foz Tua gera apreensão em Mirandela e Murça por causa da ferrovia e das vinhas
O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano (PSD), sustentou hoje que a decisão do Governo de construir a barragem de Foz Tua vai acabar com o que resta do caminho-de-ferro no Nordeste Transmontano considera "incompreensível" que o Governo decida avançar com esta barragem, que vai submergir parte da linha do Tua, tornando aquela ferrovia inútil.
O presidente socialista da Câmara de Murça afirmou por seu lado estar "apreensivo" com a construção da barragem do Tua porque ela vai afectar vinhas durienses no concelho. O autarca reconhece, no entanto, que a barragem também poderá "trazer maior riqueza à região".

A barragem do Foz Tua, localizada na foz do rio Tua, que integra o Plano Nacional de Barragens hoje apresentado pelo ministro da Economia, representa um investimento de 177 milhões de euros e tem uma capacidade instalada de 234 megawatts (MW).

Os cerca de 60 quilómetros que restam da linha do Tua, que liga Mirandela ao local com o mesmo nome do rio, são a única ligação ferroviária do Nordeste Transmontano. Esta linha liga a região ao litoral, no Porto, ao cruzar-se no Tua com a linha do Douro.
(LUSA)

Bons exemplos: Polémicas

AJS disse...

Caro Manuel Pinto,
li a tua crónica, mas não te dou os PARABÉNS! Relativamente ao papel da oposição, vejo que não aprendeste nada durante o tempo em que estiveste na Assembleia.Das tuas intervenções mais inflamadas, que conseguiste ? Mudaste o rumo das coisas? Penso que não, pois os resultados estão à vista.Essa ideia de que a oposição é que tem de fazer o trabalho de quem está no poder, é além de caricato, subverter totalmente a democracia. O partido no poder é que teve os votos, os autarcas desse partido é que recebem os honorários correspondentes (e não são tão baixos como isso), é a eles que compete portanto "trabalhar" para o bem dos munícipes. Não basta já às oposições perderem, como terem ainda de ouvir acusações que têm de fazer isto ou aquilo. Então e eles? Os dos Partido vencedor? não têm de fazer nada? Dizes tu que "os políticos não questionam o executivo camarário". Não é isso que diz a Rádio Ansiães nas suas notícias de hoje, nem a Brigantia, nem a TVI que deslocou cá uma equipa para,in loco, averiguar das verdades que na Assembleia foram levantadas por um Deputado da oposição relativamente às obras. Para outra vez tens de estar mais atento, Manel! Mudando de assunto e relativamente às vias de comunicação, também não ouviste bem o deputado do PS dizer que o IP4, o IP2 e o IC5 são obras "prioritárias". Repito "prioritárias", ou não sabes o que este termo quer dizer. Não podes portanto dizer "que não se vê luz ao fundo do túnel". Se o trabalho de base, medições, expropriações, projectos,... estão a ser feitos e decorrem dentro da normalidade como tem acontecido com qualquer outra obra, porquê dizer o contrário? E então antes desta decisão estava melhor? Quando em 2005, nada havia, é que era bom ? Pois, por muito que custe aos cépticos e maldizentes, o IC5 arrancará em 2008 e será uma realidade em 2012/2013. Cá estaremos para a inauguração se "Deus nos der vida e saúde",como dizem os velhinhos! A propósito, onde estavas tu quando na campanha autárquica de 1997 lançámos o desafio ao Governo da altura (António Guterres) para colocar o IC5 no Plano Rodoviário Nacional, o que veio a acontecer em 2000 ?

Ter Out 02, 09:12:00 PM

Anónimo disse...

Bravo Sr. AJS.
Já agora diga-nos alguma coisa sobre o encerramento das urgências, os tribunais e finanças que se aproxima.

Se bem ouvi o Sr. Deputado o que ele disse foi o seguinte:
1º Prioridade A4
2º Prioridade IP2
Quanto ao IC5 é a última prioridade.

Manuel Pinto

Qua Out 03, 09:05:00 AM

Anónimo disse...

Sr. AJS:
Pelo seu escrito quem recebe ( executivo ) e não sendo nada pouco é que tem que trabalhar.
Deixou a ideia que à oposição apenas cabe o papel de alguma vigilância e pouco mais.
Não concordo.
Acho que a oposição deve, devia apresentar as propostas que julgasse melhores para o concelho no sentido de se mostrar como uma alternativa credível ao poder e não estar á espera que o executivo faça (mal) para depois lhe carregar.
Não ganha o concelho nem o seu PS.
Relativamente aos IP'S e IC'S já ontem era tarde e tanto faz que seja PS como PSD. Na hora certa viram-nos as costas e de tempos a tempos lá vem uma esmola.

M. Pinto:
Acha que a urgência dos centros de saúde resolvem alguma coisa?
Não se lembra de ouvir que «ia à urgência e não lhe faziam nada»!
Efectivamente eram e são um engano por mais que queiramos usar o facto para iludir o cidadão.
É preferível uma VMER com transporte directo a uma paragem no Centro de Saúde. O Optimo era haver um bloco operatório com todos os meios de diagonóstico, laboratório etc. etc em cada Centro de Saúde mas como não pode ser ...
Sobre o Tribunal:
O pouco movimento que tem não o justifica. É de resto um serviço pouco utilizado - bom sinal - . Mesmo em caso de litigio o cidadão poucas vezes lá vai. O advogado faz todo o trabalho... Um registo criminal ? Em muitos poucos processos é exigido nos dias que correm.
Finanças:
Quem lhe disse que as finanças vão fechar???????????? Onde leu ?
Esta das finanças é um bom exemplo da descredibilização propositada do Governo... porque é mentira nem nunca foi equacionado tal!

Contribuinte

Qua Out 03, 09:36:00 AM

Anónimo disse...

Meu caro amigo o estudo do Tribunal está feito e entregue, a remodelação dos repartições de finaças já fui assumida pelo ministro das finanças, por isso que poderemos nós esperar.
Com certeza que os prometidos 150 mil postos de trabalho, não serão para Carrazeda de Ansiães.

Manuel Pinto

Qua Out 03, 12:19:00 PM

Anónimo disse...

Lojas do Cidadão em todos os concelhos.
Não lhe diz nada?????

Qua Out 03, 04:29:00 PM

AJS disse...

Caro Manuel Pinto,
Que se saiba, não estão previstos, para já, quaisquer encerramento de urgências, nem de tribunais nem de finanças. Há sim estudos variados, de entidades independentes e também estudos encomendados pelo Governo. Mas uma coisa são estudos e pareceres, outra são decisões. E quanto a isso não há nada. Depois também há os "falsos" encerramentos. Então acha que fechou a urgência em Carrazeda? Em Carrazeda não havia nem nunca houve urgência, mas sim um SAP, Serviço de Atendimento Permanente. Mudam os horários? Certo, mas não encerram. Fechou a maternidade em Mirandela ? Não. Aquilo não era maternidade nenhuma, mas sim uma Sala de Partos, onde muitas vezes eram as empregadas da limpeza que assistiam aos partos. Vêja-se o caso com desenlace recente da criança que ficou paraplégica. Ainda sobre os IP's e IC's, caro Manuel o Deputado Eng. Luis Vaz disse que todos eram prioritários, sendo 1ª o IP4, 2ª IP2 e 3ª IC5.Mas como disse, os três são"prioritários". Ele não disse secundários! Quanto ao papel da oposição eu não disse que a oposição não deveria estar quieta, bem pelo contrário, já demonstrei várias vezes as propostas que temos vindo a fazer, umas com sucessos, outras menos sucedidas. O que eu quis frizar é que a oposição não tem que fazer o que compete ao poder. Porque já aqui vi muita gente exigir à oposiçáo que faça, mas não os vi com o mesmo empenho exigir ao poder que faça. Mas na hora de dar o voto ou dar a força necessária à oposição para poder fazer aquilo que se quer, não! Aí, o voto é para o poder. Enfim, critérios. Por isso eu pergunto, que fazer com esta gente?

Qua Out 03, 08:46:00 PM

Anónimo disse...

Sr. AJS não seja irónico, espero que durante uma noite destas não tenha nenhuma dor de barriga ou precise de dois ou três pontos para fechra uma ferida, já imaginou os nossos idosos para uma simples consulta por causa de uma constipação terem de se deslocar a Mirandela ou Bragança, às 2 ou 3 da manhã.
Vamos lá ser razoáveis, é claro queo o SAP em Carrazeda de Ansiães não resolvia situações graves, mas sempre dava para algumas consultas mais urgentes, e resolver certas situações.
Os SAP fechram por causa de um estudo que o Governo mandou fazer, os Tribunais têm o estudo pronto, como bem sabe foi o Gabinete de Engenharia da Universidade de Coimbra que efectuou esse estudo, será que não vai ser concretizado, esperamos para ver.
Quanto às finanças o Ministro já assumiu que o estudo está encomendado, e é para cumprir, o que espera?
Penso que neste momento o (Des)Governo do Sr. Sócrates pode mandar fazer uma placa para colocar na entrada do Nordeste Transmonatno com a seguinte designção.
"Reserva Nacional - em vias de extinção".
Finalmente, quanto aos votos V. Ex.ªs nunca deram oportunidade a outras pessoas, será que não está na hora de mudar, de pessoas e ideias!
Quanto à Câmara Municipal não valerá a pena comentar.

Um abraço,

Manuel Pinto

Máquinas de calcular

A proposta para o reajustamento do programa da disciplina de Matemática, cuja discussão pública termina amanhã, estipula que, "ao longo de todos os ciclos, os alunos devem usar calculadoras e computadores na realização de cálculos, na representação de informação e na representação de objectos geométricos".
As alterações ao programa de Matemática do Ensino Básico prevêem o uso das calculadoras desde o 1.º ciclo, porém a questão não é consensual entre professores e especialistas.
Este é um assunto que parece merecer a atenção da opinião pública portuguesa e demasiados aprecem comungar dos malefícios deste instrumento e ser a causa dos males das nossas crianças perante os baixos resultados no aproveitamento da disciplina e recordam que "no seu tempo é que era bom".
Permitam-me, entre muitas outras possíveis, fazer os seguintes comentários:
  • A possibilidade de utilizar esta ferramenta no 1.º ciclo do ensino básico está nos prevista nos programas desde 1991. A sua utilização está perfeitamente enquadrada na dinâmica escolar.
  • A calculadora é uma ferramenta auxiliar do ensino como muitas outras.Tudo na sua conta e medida.
  • Esta mentalidade "do meu tempo é que era bom", pois tínhamos de efectuar cálculos complicados, mas não tinham qualquer propósito e utilidade.
  • Não há-de tardar que a utilização do computador pelas crianças comece a ser posto em causa pelos "velhos do restelo", pois também hã-de prejudicar o desempenho dos alunos.
Mais lhe direi que, a nível nacional, os melhores resultados escolares são conseguidos no 1.º Ciclo (95% de sucesso). No nosso concelho e no que respeita às provas aferidas em Matemática de 4.º ano, os resultados são excelentes e ultrapassam os 97% de sucesso. São muito superiores à média nacional (80,3%) Quase metade dos alunos obteve o Bom – 45,24%.

03 outubro 2007

O seu a seu dono

Esclarecimento
No trabalho aqui publicado sobre a sessão da Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães, do dia 28/09/2007. Ao referir que “..Ficamos a saber que as taxas do I.M.I, são para este ano, à semelhança dos anos anteriores as máximas” dever-se-ìa ter dito que: - Foram os vereadores do PS que negociaram com o Presidente da Câmara a redução para este ano das taxas do I.M.I. que são de 0,7 para os imóveis não avaliados e 0,5, para os outros. Sendo que esta proposta foi votada favorávelmente na dita Assembleia com os votos favoráveis do PSD e CDS e com a abstenção dos deputados do PS.
Aqui fica o reparo à solicitação do interessado, eu estive presente naquela Assembleia e deixo o aviso de que pela minha parte jamais voltará a haver cedência a rectificar escritos.

01 outubro 2007

Bons Exemplos

PARABÉNS… PARABÉNS…
A Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães, realizou no dia 28/10/2007, uma sessão cujos trabalhos decorreram no Centro de Apoio Rural. Fui assistir à mesma, levado pela curiosidade de conhecer os nossos deputados municipais e recordar outro tempo, em que exerci aquelas funções.
Foi uma sessão normal, abalada pela notícia de que o Município tinha sido assaltado e ainda não estavam apurados os estragos que tinham causado, claro que as autoridades competentes foram chamadas e esperamos elementos da oposição e munícipes, que desta vez, seja esclarecido o caso, pois este já é o segundo caso, a primeira vez foi há uns anos atrás, desconhecendo-se os autores da proeza. Ficamos a saber que as taxas do I.M.I. são para este ano, à semelhança dos anos anteriores, as máximas. No período de antes da ordem do dia, às poucas perguntas foram dados os esclarecimentos vagos, que não mereceram contestação e no fim de uma sessão morna, ficamos a conhecer melhor a oposição que temos e me deixou numa grande confusão de ideias. Então se os políticos não questionam o Executivo Camarário, não querem saber da conclusão de obras em curso, não se incomodam com este estado de coisas e para eles tudo está bem. Que direito têm os outros de andarem a fazer perguntas ou comentários incómodos?! O direito de munícipe que não tem orgulho nos políticos da terra, sabe a pouco, e neste vazio remetemo-nos à tranquilidade de viver em harmonia e paz.
No dia seguinte 29/10/2007 damos os Parabéns à Assembleia Municipal, que realizou as III Jornadas sobre interioridade e desenvolvimento sustentado. Foram convidados os deputados do distrito de Bragança de todos os partidos representados na Assembleia da Republica.
Foi digno de se ouvir aquela gente, gente que sente os problemas da sua terra, do seu distrito e que infelizmente é incapaz de por si só resolver. Ficamos esclarecidos que os sucessivos Governos do PSD e do PS, não são receptivos no que respeita a obras que se prolongam no tempo e não têm conclusão à vista, foi dado o exemplo da cidade de Macedo de Cavaleiros, com um “emplastro” de uma via de ligação rodoviária à Zona Industrial e no passado recente o exemplo do nosso Centro de Saúde, como estagnou durante uns anos e a história da sua libertação. De tudo o que ouvi concluo que, finalmente a imagem do nosso Presidente da Câmara foi absolvida e limpa, finalmente resultou a ideia de que somos poucos e de interesse nulo, para o Governo da República resta-nos a consolação de manter uma paisagem imaculada, o ar puro, uma agricultura biológica feita à custa de muito suor e com problemas de escoamento dos nossos produtos.
Sem falsas demagogias, foi-nos dada a esperança de que não é tão cêdo, que se vê a luz no fundo do túnel, e o início da construção do IC-5. Vamos continuar por alguns bons anos neste isolamento, sem turistas barulhentos, e sem posssibilidade de fugir rapidamente para o litoral.
Desde que a saúde nos acompanhe no dia a dia, a reforma caia na nossa conta bancária, a menina do café nos presenteie com aquele sorriso, o Sol venha animar o nosso quotidiano e a chuva venha alimentar as nossas plantas, tudo o mais é treta e ilusão. Sabemos que para o ano há festa , quando chega o Verão e todos os problemas têm uma solução.

Ruins Defuntos

A propósito da notícia do endividamento da Autarquia e da notificação do Governo sobre a violação do artigo 33 da Lei do Orçamento de Estado de 2006.

Noutras circunstâncias e noutro lugar, esta questão do endividamento do nosso Município seria porventura, o tema central de debate e de crítica, pois que é decisivo e condicionante, para o futuro de todos os que ainda apostam na nossa terra. Incluo naturalmente também, todos aqueles que, sustentando o sistema até aqui, ainda não arranjaram meios de fugir e assim escapar á tarefa que os espera no futuro.
Poderia ser curiosos assistir a uma próxima Reunião de Assembleia, para nos inebriarmos com as argumentações, sobre o tema, se ele aparecesse.
Uns talvez recordassem a coragem e abnegação que têm sido necessárias para chegar até aqui: Outros lembrariam as infra-estruturas recreativas que foi possível construir. Outros ainda dariam o exemplo da vila e, de como ela está bonita agora. Haveria quem recordasse como foram formosas as Festa do Concelho, que naturalmente teriam de ser pagas. Haveria quem fizesse o elogio e dissesse que se tivesse para lá ido outros, não fariam melhor. Haveria quem dissesse que não temos desemprego, etc, etc, etc. Como sempre os argumentos mais criativos seriam os do Nosso Primeiro.
A reunião há-de fazer-se, pois não tem sido por falta de quórum que elas não têm resultado.
Lembrei-me de transcrever um poema do eminente poeta Alberto Pimenta e que, no meu entendimento, poderia ajudar alguns a arranjar argumentos para o caso de, o tal tema aparecer.
Aqui vai:

Fastidiosos

Para JÚLIO DAS NEVES nada pode deixar de ser tão grato, para ACÚRSIO DA NATIVIDADE a acção é meritória. SEBASTIÃO DA COSTA apoia calorosamente. MANUEL COHEN está inteiramente de acordo. SOUSA DIAS, pelo que lhe toca, faz votos por que seja sempre assim, ARTUR DAMIÃO vê nisso o mais límpido significado. CARLOS PERES acha que nunca é de mais o louvor que se possa tributar. NUNO GRACIA apoia vivamente. ADALBERTO VIEIRA acha que este não é dos serviços menos prestimosos. AUGUSTO DE SAMPAIO renova o seu modesto apoio e o seu vibrante aplauso. LUIS MACEDO acha a todos os títulos louvável e digno dos mais rasgados encómios. IVO MOITA entende que é com efeito de grande projecção e envergadura. AGUIAR SILVA tem a honra de declarar que apoia sem reservas e aplaude de alma e coração. VÍTOR BELO concorda, concorda simplesmente. Victor Belo é suspeito. Vítor Belo já várias vezes deu nas vistas por concordar simplesmente. é preciso cuidado com este VÍTOR, é um belo vítor. Eu por mim até o escreveria com letras pequenas: assim : vítor.

E com esta me não livrarei de ouvir amigos a dizerem-me …” ainda te preocupas com ruins defuntos!”