30 junho 2007

Mais uma razão para se visitar a capital do distrito

O ministro da Ciência e da Tecnologia, Mariano Gago, inaugurou hoje o centro de Ciência Viva de Bragança, equipamento que custou 3, 5 milhões de euros e é o 14º de uma rede nacional. É constituído por dois edifícios, um antigo moinho recuperado para Casa da Seda e um novo criado a partir de uma antiga central hidroeléctrica, onde funcionará o centro de monitorização e interpretação ambiental.

O Centro está inserido no espaço Polis, junto ao rio Fervença, e o ambiente é o ponto de partida para as diferentes experiências interactivas.

O novo Centro de Ciência Viva pode ser visto no endereço http://www.braganca.cienciaviva.pt.

Ofertas

Portugal oferece Estádio a cidade da Palestina

O novo Estádio Internacional da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento (IPAD), vai ser inaugurado segunda-feira.

O recinto, uma oferta de Portugal aos desportistas palestinianos cuja construção custou dois milhões de dólares, tem capacidade para 6.000 espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de piso sintético e iluminação.

Nós... por cá continuaremos a jogar no pelado!

Terra Flor

A festa, uma feira dos produtos da terra em Vila Flor, decorre de 12 a 15 de Julho e no último dia da feira a entrada vai ser gratuita e o palco das festas fica por conta dos visitantes que queiram mostrar os seus dotes artísticos.
Duzentos expositores vão estar presentes naquela que é já a quinta edição da Terra Flor.
A feira aposta também na componente formativa e por isso promove seminários dedicados aos dois produtos âncora do município: o azeite e o vinho.
Este ano vão animar as noites em Vila Flor os Quinta do Bill, Quim Barreiros e Fernando Pereira. Está também prevista a passagem pelo certame do cachecol que está a ser feito em feiras de Portugal, Espanha e França para entrar para o Guiness. O objectivo é, com lã virgem, conseguir que o cachecol atinja os 36 quilómetros de comprimento. Em Portugal já foram feitos 12 quilómetros e mesmo os que não sabem fazer crochet podem aprender.
A 5ª edição da Terra Flor tem um orçamento de 200 mil euros e se repetir as bilheteiras anteriores deve atrair cerca de 20 mil pessoas.
Ao contrário de outros certames, assiste-se a uma feira/festa em crescimento a cada ano que passa.

História exemplar

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Receosos de sermos exonerados....

... mostra-se parte de entrevista do senhor ministro Correia de Campos que à altura considerámos inqualificável.
Se estiver a retemperar na sua terra natal e tiver um problema de saúde de noite vai ao Serviço de Atendimento Permanente do centro de saúde mais próximo ou aguenta até à manhã seguinte?
Vou directo à urgência do hospital ou a uma urgência qualificada como tal. Nunca vou a SAP, nem nunca irei!
A nenhum? Porquê?
Porque não têm condições de qualidade. Têm um médico e um enfermeiro e conferem uma falsa sensação de segurança. Nenhum deles devia funcionar assim!
Está a dizer-nos que a ideia é encerrá-los todos?
Não… não tire daqui nenhuma ideia… Não irei simplesmente porque não têm equipa suficiente, não têm meios de diagnóstico, não têm condições para resolver uma verdadeira urgência.
Passa essa mensagem aos seus pais, que ainda vivem em Viseu?
O meus pais nunca vão ao SAP. Vão às urgência do hospital. É um sítio garantido e seguro.

Aqui há mais pérolas

A nossa grande surpresa foi que ninguém tenha exonerado o senhor ministro...

Demagogia?

A4 traz «solidariedade e justiça» a Bragança, diz Sócrates.
Terei lido bem?

Regar

A pedido de várias famílias

As críticas foram abundantes, mas também houve muitas famílias que me pediram encarecidamente que desse continuidade á rubrica “mentiras piedosas”. Comentam que, encaram os assuntos pelo lado gracioso e que interiorizam neles aquilo que gostariam também de ter o ânimo de dizer. Concordam ainda que os temas não esgotam e que, pelo contrário, se trata de “um poço sem fundo”. Reconhecem contudo que “as mentiras” não têm tido nada de “piedosas”, considerando-se que, a haver piedade nos textos, esta deveria ser dirigida aqueles que são obrigados a sustentar “o sistema”. Este argumento foi decisivo para determinar agora modificar ligeiramente o nome da rubrica, com vista a atinar com mais sinceridade e franqueza naquilo que digo.
O objectivo mantém-se e passa pela procura de, ser o mais verdadeiro possível na busca da mentira, com a ajuda de todos.


Mentiras Verrinosas

- Aqui se tem falado da desertificação do concelho. È a desertificação de ideias, é a desertificação de quadros válidos, è a desertificação das aldeias, etc. A dúvida agora está em saber-se quais as causas principais. È que, com a percentagem de negativas nas notas dos nossos alunos do 6º ano, nos exames nacionais a Matemática e Português, já se julga que um foco importante de desertificação poderá estar na nossa EB 2/3. Sobre este assunto há mesmo quem discorde do Governo que obriga agora a trabalhar-se até aos 65. Considera-se que para estes professores não é necessário trabalhar muito mais tempo para que o deserto se instale completamente.

- Há quem diga que certos presidentes de Juntas de Freguesia nem “mal feito” fazem. Parabéns para eles que assim não podem ser responsabilizados de nada.

- Alguém soube quem foi o vencedor da corrida dos três “ topo de gama” da nossa C.M. que fizeram uma deslocação conjunta a Lisboa, recentemente!

- Regista-se a cidadania com que os nossos comerciantes estão a pagar, os impostos cobrados mais recentemente. Eles entendem que o objectivo é saudável. Depois das taxas dos reclames luminosos vai seguir-se a taxa dos toldes publicitários e das rampas de acesso às habitações. Parabéns aos responsáveis pelo sentido cumpridor que patenteiam.


- Diz quem experimentou que, são tenros os novos postes de electricidade da zona restaurada da vila. A este propósito, vão ser brevemente feitos testes á eficácia do traçado de algumas curvas, em ruas e cruzamentos agora delineados. Se a carroça em andamento não capotar nas curvas, será sinal que o traçado aprova.

- Foi considerada brilhante a participação dos nossos representantes na reunião da Associação de Municípios que decorreu nos Açores.
No final do ajuntamento e impressionados pelos exemplos expostos pelos nossos representantes, os conferencistas saíram, uns a mancar do lado esquerdo e outros a coçar as orelhas.

- Dizem alguns funcionários da nossa C.M. que o Mercado Municipal funciona.

- Reina a decepção com o programa feito sobre o Concelho, pelo Dr. José Hermano Saraiva que “jura dizer a verdade, só a verdade e nada mais que a verdade” e, acabou por da exemplos e falar só em abandono, desleixo, esquecimento e ruínas.

- Afinal depressa foi encerrada a Piscina Municipal aquecida. Dizem que havia muitos que já estavam a ficar viciados.

HÉLDER CARVALHO

22 junho 2007

Notas breves

A Cooperativa Rádio Ansiães,C.R.L. com sede em Carrazeda de Ansiães, enviou aos seus associados uma convocatória para a Assembleia Geral Ordinária, no dia 21 de Junho de 2006 pelas 20,00 horas no Auditório do Centro de Apoio Rural.
Decorreu com a normalidade do costume, foram aprovadas as contas do exercício do ano 2006 que apresentaram um saldo positivo de 3.950,04 €.
Foram eleitos e reeleitos os corpos gerentes para o biénio 2007/2008 com 13 votos a favor e um voto em branco.
A fraca afluência dos sócios e o aparente desinteresse pela instituição tem causas, que devem ser conhecidas, tu que és sócio da Rádio, queres deixar aqui o teu testemunho?!...

Ficamos a saber que os Carrazedenses, já não são amigos do Futebol como há uns anos atrás, e que neste momento além das dificuldades inerentes à actividade, mesmo a nível de Directores há um défice de elementos. Foram 6 que estiveram numa Assembleia Geral do Futebol Clube de Carrazeda, acha isto normal? O que está a acontecer às nossas Instituições?! Será assim por todo o lado? Será pela crise financeira que o País atravessa? Diga –nos o que pensa sobre isto.

Manuel Pinto

21 junho 2007

O melhor para viver

Viseu, Castelo Branco, Aveiro, Bragança, Viana do Castelo e Braga são as melhores cidades para viver, enquanto Setúbal, Lisboa e Porto são as piores, segundo um inquérito da associação de defesa dos consumidores (DECO), hoje divulgado.
(...)
No ranking total, o melhor lugar de uma cidade portuguesa foi para Viseu que ficou em 17º e o pior para Setúbal, colocado 74º, precedido apenas por Nápoles e Palermo, em Itália.
Mais razões para emigrar?

NOVO INQUÉRITO

Novo inquérito sobre o abastecimento de água concelhio está já a decorrer aqui ao lado. Participe!

Fim de inquérito

Foi prometido um campo relvado para Carrazeda. Onde deve ser colocado?


Selection
Votes
No velho campo de jogos do Carrazeda. 12%11
Num novo complexo desportivo. 39%37
Não passa de uma promessa. 49%46
94 votes total

Chegou ao fim este inquérito. Cerca de metade dos participantes não acreditam na construção de um campo relvado, para eles não passa de mais uma promessa. De qualquer modo, a preferência vai para a construção de um novo complexo desportivo. Não será difícil perceber o porquê?

Bons exemplos

(maçãs da Frucar)

Solstício

na freguesia de Chãs em Foz-Côa.
O momento evocativo do solstício do Verão acontecerá pelas 20:40, num local onde existe um antigo altar de pedra e um megalítico [construção pré-histórica de significado desconhecido, feita de grandes pedras] com três metros de diâmetro que se assemelha a uma enorme réplica da esfera terrestre.
Cinco minutos depois acontecerá o pôr-do-sol e o "alinhamento sagrado", altura em que os participantes poderão testemunhar a passagem dos raios solares sobre o eixo da Pedra do Solstício,

A evolução da população de Carrazeda

População do concelho de Carrazeda de Ansiães (1801 – 2004)

1801

1849

1900

1930

1960

1981

1991

2001

2004

6330

7706

13605

13559

14340

11420

9235

7642

7220

Fonte Wikipédia

19 junho 2007

A saber

A24 inaugurada no próximo sábado
Feira de S. Pedro com muita animação e negócios à mistura arranca no próximo sábado.

prémios

Nas bocas do mundo

A não perder a primeira página, edição norte, do JN e o desenvolvimento nas páginas interiores
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A ler

18 junho 2007

Piscinas

Nota prévia: Este tema das piscinas carrazedenses está na minha agenda há uns tempos para ser tratado e não tem havido oportunidade. Não se trata dum trabalho jornalístico, será apenas um desabafo, fruto das minhas vivências e percepções e também condicionado pelo habitual secretismo que este concelho cultiva.

Um destes dias desloquei-me às ditas piscinas cobertas e como se diz "bati com o nariz na porta". Estavam fechadas. Não vi um aviso, uma informação, qualquer explicação, mas a culpa deve ser minha que ando sempre muito distraído ou, então ninguém precisará de saber nada.
Mais tarde, em conversa informal com uma funcionária municipal, soube que o motivo do encerramento se devia à putativa abertura da outra, a descoberta, ou a chamada "da Fontelonga".

Sou frequentador das novas piscinas e é com especial prazer que o faço, porque considero o espaço recentemente inaugurado muito bom e um lugar privilegiado para aliviar o stress, praticar desporto e até confraternizar.
Não tenho qualquer termo de comparação com qualquer empreendimento vizinho, pois nunca visitei nenhum deles. Contaram-me que se organizavam deslocações colectivas e regulares para usufruir das valências desses equipamentos, antes de dispormos de um semelhante. Não duvido que alguns daqueles que se deslocavam, agora não frequentem assiduamente a piscina local.
Mais do que uma vez, no local, comentei com amigos a pouca afluência de utentes. Alguém me disse "se não temos há muitos a criticar, se temos nada fazemos para usufruir. A piscina coberta pela fraca frequência que observei, parece-me ter sido feita para cerca de uma dúzia de privilegiados.

Valorizo a importância do empreendimento para a comunidade escolar, bem como a dinamização pedagógica em curso. Mais de trezentas crianças do 1.º Ciclo e Pré-Escolar tiveram aulas de natação. Aplaudo a perspectivação futura de várias actividades lúdicas para dinamizar o espaço. Relevo a simpatia dos funcionários no atendimento e nas solicitações que fiz. Compreendo o encerramento na base de que na falta de recursos humanos ou até financeiros, seja preciso optar. Exercer o poder é isso, porém as opções devem ser transparentes e devidamente explicadas.

Se este é um espaço que, penso, terá uma manutenção de custos elevados, dinheiro de todos nós, é também um equipamento público, por isso ao serviço de toda a população e deverá ser nesse sentido que a sua utilização deve ser orientada. Não pode ser utilizado, fora a participação escolar, exclusivamente por pouco mais de uma dúzia de pessoas. Por isso, terão de ser encontradas formas de que todas as camadas da população o frequentem: crianças, jovens, idosos, habitantes da vila e aldeãos. Se não valia mais, e ficava com certeza mais barato, financiar-se umas quantas piscinas privadas.

Conta-me como foi...

A primeira vez que vi televisão foi em 20 de Junho de 1969 (com pouco mais de 9 anos de idade). O padre abriu-nos as portas de sua casa para vermos no seu televisor, o primeiro da minha aldeia, o que muitos julgavam impensável: Neil Armstrong a caminhar na Lua.
Sentados no chão e de boca aberta, porque como as imagens, aquela janela era uma maravilha…
Alguns dias depois recordo a conversa sobre a viagem à Lua com um habitante da aldeia que perante a minha insistência e explicações, me olhou incrédulo, reprovador e de forma decisiva pôs fim às minhas explicações: “Cala-te lá rapaz! É lá possível?! Não querem ver o fedelho, parece que é doido!”

Conta-me como foi


Ao ver a série televisiva da RTP1, “Conta-me como foi” (aos domingos), espanta-me como conseguimos sobreviver nas décadas de sessenta e setenta…

Bebíamos água dos poços, das nascentes e não da rede pública ou da garrafa e sabia bem.
Comíamos carne gorda, manteiga de porco, pão com manteiga, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso. Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "à prova de crianças", nem íamos ao médico ao mínimo sinal de febre, as mezinhas da mãe, a “reza” da entendida, tudo curavam.

Saímos de casa de manhã, brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa logo depois do “bater das trindades”. Ficávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Jogávamos ao pião, ao pino e a bola, quando a havia, até doía!
Criávamos jogos e fabricávamos os nossos brinquedos: do pau do sabugueiro, fazíamos as nossas armas. Da cortiça as rodas dos carros, de um pau apropriado a bilharda…
Brincávamos na terra suja, não lavávamos as mãos antes de comer e só tomávamos banho, às vezes numa bacia de plástico.

De Verão andávamos descalços, de Inverno, calcávamos socos e não tínhamos os pés rasos.
Quando andávamos de bicicleta, objecto demasiado raro, não usávamos capacetes.
Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.

Não tínhamos PlayStation, X Box. Nem televisão a cores. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.

Acreditem ou não, íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, eles estavam do lado da lei. Se a professora nos repreendia ou castigava, eles davam-nos a dobrar.

Tínhamos liberdade e normas para cumprir; fracassos e sucessos; responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo. Hoje os nossos jovens não conseguem imaginar a vida sem computadores. Não acreditam que houve televisão a preto e branco. Porém, fomos felizes e… sobrevivemos.

17 junho 2007

Vive sonhando… vive pensando.

O pensar é um acto responsável e salutar, faz bem ao cérebro e desenvolve a capacidade de raciocínio. Somos convidados a pensar e para isso temos à nossa disposição não um, mas dois meios que a tecnologia colocou ao nosso serviço.
Vamos pensar que está com ideias de viver no interior, na sua terra, e gostaria que esta tivesse, um Centro de Saúde, -onde possa recorrer em caso de necessidade- uma boa Biblioteca para recriar o espírito – um posto da GNR para dar segurança e estar atento aos estacionamentos proibidos – comércio e serviços vários para as necessidades do dia a dia e finalmente os Bombeiros, sempre úteis para apagar os incêndios de ânimos mais inflamados.
Pensou nisto tudo que aqui ficou dito? Ah! Pensar? Pensar! Pensou mas ainda não se decidiu, continua a achar imensa falta ao IC5 – aquele pequeno troço de estrada que no futuro vai dar acesso directo ao IP4, que nos liga ao Grande Porto em 60 minutos, e será uma promessa eleitoral dos nossos deputados à Assembleia da República em 2009.
O poeta disse um dia: - “Não há machado que corte a raíz ao pensamento, porque é livre como o vento, porque é livre” – Decartes disse: Penso. Logo existo.
O pensamento é livre e quantas vezes, gostaria de adivinhar o que pensas, quando falo contigo e com aquele sorriso de político gasto, dizes que sim, que concordas e está tudo muito bem , quando na realidade estás a pensar assim: -
“Grande safado –ou coisa pior- anda este gajo a escrever porcarias a meu respeito e agora quer isto e aquilo, é preciso ter lata, digo mais vergonha, até no pedir.”
Por outro lado eu também dou comigo a pensar. – Fácil demais, dizes que sim, que vais estudar, ver a coisa e não me surpreenderia que nada fizesses, bom já não era esta a primeira vez, sim senhor, sim senhor, mas depois nada, jamais, c`est la vie.
E porque o pensamento é livre, livremente exprimam o vosso pensamento sobre as mais diversas coisas,como por exemplo: - O que temos e é sempre bom saber o que há.
O que não temos e gostaríamos de ter.
Porque havemos de ser diferentes dos outros e estar sempre a protestar ou com ideias menos correctas, que comprometam a democracia e a maioria dos que foram eleitos legítimos representantes do nosso concelho?
Pensar assim não é bom, utiliza o pensamento para outras formas mais suaves, curvas bem delineadas , medidas exactas que sejam um paraíso visual de sonho e prazer. Uma vez que és livre de pensar, que o teu pensamento não seja a prisão das tuas ideias e aqui jaz o convite para participar e dar a conhecer aos outros o que pensas de tudo isto.
Manuel Pinto

16 junho 2007

DO FUNDO DA ARCA

Esta é uma nova rubrica que pretendemos participada, para a qual se apela à memória e a documentos guardados que possam ser divulgados.

Inauguração da Piscina Municipal de Carrazeda de Ansiães
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do "boletim municipal - outubro de 93"

Ideias

Agora, os bombeiros da Cruz Branca de Vila Real para chamar os seus homens em caso de urgência, em vez de accionar a tradicional sirene, o comando envia mensagens de telemóvel para os elementos do activo que são considerados necessários para a intervenção a efectuar.

Intervalo


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Cuidado com o calor

A sub-região de saúde de Bragança está a insistir junto das instituições do distrito que acolhem idosos e crianças com menos de cinco anos para que adquiram equipamentos que permitam fazer baixar as elevadas temperaturas de Verão. "Verificámos no ano passado que todos os lares de idosos têm aquecimento para o Inverno, mas muito poucos tem climatização para baixar as temperaturas no Verão", revelou Berta Nunes, coordenadora da sub-região de saúde.

A autoridade de saúde preparou um Plano de Contingência para fazer face às ondas de calor e, após um primeiro contacto com as instituições, o delegado de saúde, Victor Lourenço, diz que a receptividade foi boa: "Acreditamos que quando o calor chegar vamos estar preparados", diz.

No Plano de Contingência foi acautelada também uma possível intervenção junto de doentes crónicos, que são mais de nove mil, e dos idosos isolados, mais de sete mil. "Esses casos estão referenciados e vão ser acompanhados de perto", garante aquele responsável.
A sub-região de saúde pretende este ano registar todos os casos de atendimento nos centros de saúde e hospitais da região que resultem do aumento das temperaturas.
Ana Fragoso no PÚBLICO

Até as viagens de avião

O Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) retirou a licença de transporte aéreo à companhia ATA Aerocondor e concedeu à transportadora uma licença temporária de seis meses, ao longo dos quais a autoridade do sector irá avaliar, mês a mês, a situação económico-financeira da empresa, que terá de apresentar relatórios de progresso.

(...)das quatro aeronaves que a ATA Aerocondor tinha incluídas no respectivo certificado de operador aéreo (COA), duas foram retiradas pela autoridade aeronáutica, "uma vez que a empresa não procedeu à instalação de determinados equipamentos (obrigatórios por lei)"


A empresa faz as viagens aéreas de Lisboa-Vila Real-Bragança-Lisboa e agora só o pode fazer de dia e com boas condições de visibilidade nas aterragens

Radar

Até final do ano, António Mexia, presidente da EDP disse esperar construir duas novas barragens )veja o Público) e uma delas pode ser a da Foz do Tua. Em perspectiva a adjudicação da barragem do Baixo Sabor, que aguarda uma decisão de Bruxelas. A Comissão Europeia ainda não tomou decisão sobre a queixa apresentada pela plataforma ecologista Sabor Livre quanto ao impacte ambiental do projecto. Esta barragem tem um investimento estimado de mais de 300 milhões de euros, mas António Mexia voltou ontem a garantir que a eléctrica portuguesa está disposta a avançar com a construção mesmo sem fundos comunitários. A construção na Foz do Tua, pode tornar-se irreversível com o impacto ambiental previsível. A avaliação das vantagens e desvantagens do empreendimento pode ser muito difícil, mas uma coisa é certa, autarcas e população devem estar bem atentos para defesa dos seus interesses que, não tenho qualquer dúvida, não são os mesmos que os da eléctrica nacional.

História exemplar

A partir de segunda-feira, o bloco operatório do Hospital de Mirandela vai encerrar da meia-noite às 8h00, por falta de entendimento entre os seis cirurgiões que ali trabalham e a administração do Centro Hospitalar do Nordeste (CHN).
Actualmente o serviço funciona naquele período com um médico em presença física e outro em prevenção. Devido ao reduzido número de episódios de urgência cirúrgica entre a meia-noite e as 8h00, uma média de 0,6 casos diários, o CHN entende que não há necessidade de manter um cirurgião em presença física, propondo que fiquem dois médicos em prevenção. Em termos financeiros, isso significa que o valor das horas extras seria reduzido em 50 por cento.

Cinco dos seis cirurgiões já assinaram um documento, que enviaram para o conselho de administração do hospital, a dizer que não aceitam a proposta. "Deparamo-nos com uma recusa dos médicos ao regime de prevenção, nós não podemos obrigá-los a aceitar, o que significa que naquele período o bloco fica parado por falta de médicos", disse António Marçoa, vogal do conselho de administração. Alguns dos médicos em causa chegavam a receber 13 mil euros mensais em horas extras, um valor que pode ser bastante reduzido se essas horas extras forem prestadas em regime de prevenção. Marçoa afiança que o CHN "não vai voltar atrás".
"As urgências cirúrgicas funcionam normalmente das 8h00 às 24h00; no restante período os doentes serão encaminhados para Bragança", diz. Em Mirandela mantêm-se especialistas que podem acompanhar os casos urgentes até à capital de distrito.
O bloco operatório do Hospital de Mirandela vai encerrar entre as 24h00 e as 8h00 por falta de entendimento

No PÚBLICO

14 junho 2007

A ler

  1. Mais uma vez as indefinições quanto à construção do IC5 num trabalho do JN
  2. A maioria dos lares no distrito não dispõem de sistemas de climatização. O risco de morte é ,maior na RBA
  3. Feira de S. Pedro já tem programa e a aposta é outra vez na animação. Há quem diga que se privilegia o "PIMBA" que é sinónimo de sucesso garantido

Despacho de acusação de Fernando Charrua


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13 junho 2007

Mais mimos

Os lideres socialistas que criticaram a actuação do presidente da câmara de Bragança são também agora criticados pelo autarca do PSD.



A coisa promete...

Preocupações

A Diocese de Bragança receia que possa estar a surgir uma vaga de furtos de arte sacra depois de dois assaltos em que desapareceu a imagem de um dos mais emblemáticos padroeiros da região. Os devotos de Santo Antão da Barca, em Alfândega da Fé, deram pela falta da imagem do padroeiro na última sexta-feira. Ninguém sabe ao certo quando terá ocorrido o assalto em que desapareceram também uma outra imagem, castiçais e pequenas peças religiosas.
Este é o segundo assalto, em pouco mais de um mês, a santuários isolados na Terra Quente Transmontana. O primeiro ocorreu em Grijó, Macedo de Cavaleiros, segundo disse o presidente da Comissão Episcopal de Arte Sacra da Diocese de Bragança, Delfim Gomes. "Preocupa-nos que esteja a começar na nossa diocese o que se passou há uns anos no Alentejo", frisou.
Os dois assaltos estão a ser investigados pela Polícia Judiciária, que é parceira da diocese num processo de levantamento e inventariação de todo o património religioso. O processo começou este ano e vai prolongar-se por oito anos, segundo o responsável. De acordo com Delfim Gomes, nos dois concelhos onde ocorreram os furtos o processo já está em fase adiantada, concluído em Macedo de Cavaleiros e em fase de conclusão em Alfândega da Fé. As peças roubadas, algumas centenárias, como a imagem de Santo Antão, do século XVIII, estão devidamente fotografadas e documentadas.

Lusa

Boas estatísticas

Nem todas as estatísticas nos são desfavoráveis.

Desde o início do ano morreram em acidentes de viação nas estradas do Continente 347 pessoas, mais três do que em igual período do ano passado, de acordo com os dados reunidos pela Direcção-Geral de Viação (DGV).
Por distritos, o Porto foi onde se registaram mais mortes ao longo do ano (44), seguido de Lisboa (41), Setúbal (34), Santarém (30) e Faro (27).
No fundo da tabela surgem os distritos da Guarda, Beja, Castelo Branco e Bragança, com seis mortos cada um.

Muitas das mortes na estrada são incompreensíveis. Parece-me que a insensibilidade para este tipo de catástrofe cresce na mesma proporção da incapacidade de suster esta tragédia nacional.

11 junho 2007

Mimos

História exemplar

“Apartados”

A minha mãe fala-me muitas vezes dos meninos que tinham de ser apartados Durante três a quatro semanas, as crianças eram separadas da mãe e iam viver com uma mulher amiga que se disponibilizava para tal. Durante esses dias os filhos nunca viam as mães. As mães sim, à noite iam espreitá-los com imensa ternura, às escondidas. Não podiam deixar-se ver, se não o ritual quebrar-se-ia. "Quando tu foste apartado", a mim calharam-me dezoito dias, a tua apartadeira trazia-te sempre um brinquinho”, pelos vistos muito bem tratado, “nunca lhe pagarei” e sempre me ficou um grande carinho pela “apartadeira”. Mas qual era a necessidade de deixar os filhos longe das mães tantos dias? “Era para tirar o sentido à teta”… “depois, as crianças comiam muito melhor”. Isto acontecia por volta de um ano de idade, por alturas de se darem os primeiros passos e em que a mudança dos hábitos alimentares auspiciava um golpe rude, do delicioso leite materno passava-se abruptamente para o caldo e as batatas, assim a condescendente mãe demorava a”tirar o sentido à teta”, em prejuízo da sua saúde e até da criança e por isso precisava de ajuda. Mas só as pessoas que tinham vida para isso é que apartavam. No fim nada se pagava e esse grande gesto ficava em dívida para toda a vida.

Graçolas

"Fernando Charrua, o professor suspenso pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) por alegadamente ter gracejado acerca da licenciatura do primeiro-ministro, afirmou ontem ter provas de que a directora regional, Margarida Moreira, também brincou com o diploma de José Sócrates.
Numa nota enviada à Lusa, Fernando Charrua assegura que Margarida Moreira proferiu "várias graçolas dirigidas ao primeiro-ministro e ao seu diploma", num jantar realizado a 27 de Abril na Escola EB 2/3 do Cerco do Porto. "Estão a brincar com o nosso primeiro-ministro, mas agora com o (programa) Novas Oportunidades ele resolve o assunto, pois fica logo certificado!", terá afirmado a directora regional, segundo Fernando Charrua."
Por aqui se vê que há muito tipo de graças!

Audiência de S.S., o Papa aos jovens de Carrazeda

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vídeo

10 junho 2007

A Vida está para os Coveiros

No momento em que escrevo estará a decorrer em Carrazeda mais um encontro de confraternização entre carrazedenses, residentes e vindos de Lisboa e arredores.
Daqui partem os meus votos de que dessa confraternização ao menos resulte para os mais entusiastas, uma boa bebedeira que lhes dê folga e os ajude a esquecer momentaneamente, a realidade da vida e a triste miséria de se viver longe das raízes.
Para mim o que mais me envergonha é constatar que a minha terra não dá condições de vida a quem nela nasce. Um dia fui convidado a fazer uma medalha alusiva ao meu concelho. Depois de apresentada, fui muito criticado por nela incluir uma alusão, considerada excessiva, ao emigrante. Há realidades históricas que tendemos a procurar esquecer mas, que seria de nós se a nossa gente não emigrasse à procura de sustento!
E contudo sou dos que acreditam que poderia ser diferente se soubéssemos gerir e potenciar bem as nossas sinergias.
Factos recentes corroboram as minhas interrogações e cepticismos sobre a pobre realidade que vivemos e, pior ainda, perspectivam o triste fado que provirá.
Os grandes investimentos na terra têm sido obras de fachada previstas para recreio e lazer, não se sabe bem de quem, dado que se constata a continuada debandada de residentes. A quem se destinarão estas obras de fachada se não houver gente a viver por aqui! Quem será que no futuro sustentará estes investimentos e pagará os juros! Ficará alguma coisa que se aproveite que ajude a rejuvenescer o concelho?
Recordemos o modo humilhante como deixamos fechar a urgência do nosso Centro de Saúde, sem garantir contrapartidas de melhores serviços, para quem vive descentralizado. Recordemos como temos deixado que sejam preteridos a nosso favor investimentos centrais, por exemplo em infra-estruturas várias. Recordemos como têm sido desactivados organismos como a loja da EDP, a Casa do Douro, os serviços da agricultura, etc.
Recentemente tive conhecimento de que se teria já decidido superiormente retirar a Comarca ao concelho de Carrazeda de Ansiães, passando o julgado a pertencer a Vila Flor.
Este direito foi sempre considerado motivo de orgulho e elevação, prova de poder conferido e justificado, até pela história e valor dos nossos antepassados. Qualquer carrazedense, orgulhoso da sua terra, teria reagido a tal humilhação e teria pelo menos perguntado, quais os fundamentos de tal decisão e que contrapartidas melhores, dai viriam a resultar. Não me consta que nas instâncias que nos administram alguém se tenha sentido na obrigação de obter respostas para tal.
Afinal, bem vistas as coisas talvez merecemos o que nos dão. E se o que nos derem continuar a ser, vinho e circo, talvez ajude a queimar os neurónios que ainda persistem e teimam em manter a cabeça de alguns, racional.

Hélder Carvalho

Maravilhas de Ansiães

Estamos muito perto de dar início a este concurso/inquérito. Hoje propomos mais uma nomeação:
Casa Senhorial de Alganhafres, capela de S. António...

QUALIDADE DE VIDA? SIM!... HÁ QUALIDADE DE VIDA.

No sul do Distrito de Bragança, há uma pequeno povoado, que resiste ao tempo e às invasões denominado Carrazeda de Ansiães.

Aquilo é um deserto, dizem os políticos, não há Escolas, não há Hospitais, não há Hoteis, não há Aeroporto – mas já tivemos campo de aviação- Não há Tribunais, nem Gabinete de Zona Agrária ou Centro de Saúde, a trabalhar a tempo inteiro, não há Turistas mas temos posto de Turismo, não há estas coisas, mas há outras.

Nem tudo é mau e triste, não senhor e para afirmar o que digo aqui ficam duas ideias que vos deixo:

A Feira da Maçã e do Vinho este ano de 2007, pela 1ª vez vai realizar-se este certame com o objectivo bem defenido, ou seja é uma feira da maçã e do vinho, onde se pode adquirir aquele apreciado fruto,- a maçã - produzido em terras de Ansiães e o vinho que os produtores engarrafadores ou outros das aldeias deste concelho, como Pombal de Ansiães, Ribalonga, Beira Grande e outras, onde se produz o melhor vinho de denominação de origem controlada – Douro de Portugal. Os preços? Bom, eu sugeria que fossem acessiveis à bolsa mais modesta, pois só assim se contibui para a sua divulgação – veja-se o recente exemplo da feira da cereja de Alfândega da Fé, vendiam boa cereja- sem bicho - a 2€ o kilo. – Ah, um outro promenor, a estrada nacional 215 até tem um bom tapete de cirulação rodoviária, outras terras.

A segunda ideia vai para o activo e dinâmico Presidente da Junta da minha Freguesia Carrazeda de Ansiães que anualmente promove os “Passeios Pedestres” que este ano já vai na sua IV edição, participei e gostei, vale a pena, quer pelo convivio,c omo pelo exercício físico assistido que só dá saúde, foi muito mas muito bom.

Apelo ao Presidente da Junta para promover a “semana dos séniores” rapaziada com mais de 50 anos- onde me incluo- para aproveitar as potencialidades que a Piscina Municipal com àgua quente oferece. Com o devido acompanhamento de monitores especializados, iriam dar aulas de ginástica, e outros exercícios aquáticos à Turma dos Reformados , para que no futuro os mais velhos, vivam mais e se aguentam cá no sítio, porque os outros os mais novos, imigram para o Porto, Braga, Coimbra e Faro.

Os velhos gostam de sopas e de descanso e ficam por cá, na esperança de que lhes dêem o que precisam – muitos como eu – não sabem nadar. Òh Sr. Presidente da Junta, não me decepcione e não só cria mais um posto de trabalho, como a malta dos 60 agradece e eu sei que o Município vai dar o apoio necessário às suas ideias, para que não digam que vivemos num deserto, e num deserto de ideias…

Ainda não temos a certeza de que estas ideias serão aceites ou que passem no funil das promessas, como ainda nos resta a esperança de viver até ao dia em que seja inaugurado o troço da IC5, que passa aqui perto e é uma passagem para a outra estrada o famoso IP 4, este eixo fundamental que vai do Porto a Quintanilha, onde está a ser concluída a famosa ponte que liga Portugal a Espanha.

Termino com um aviso importante. A nossa padroeira e mártir santa Àgueda, aceita a ideia de que o povo de Carrazeda, lhe preste a homenagem que bem merece, fazendo a habitual festa com música, alegria e participação de todos os santos das freguesias do concelho, que costumam aqui vír para a solene procissão.

Como é hábito por estas terras, há uma Comissão de Festas presidida pelos elementos da Junta de Freguesia, Associação Comercial e outros que elaboram o respectivo programa.

Manuel Barreiras Pinto

09 junho 2007

Bons exemplos

Rota da Terra Fria oferece 400 km para descobrir

A Rota da Terra Fria, ou Viagem à Natureza como também é conhecida, foi lançada ontem. Percorre 400 quilómetros por quatro municípios de Bragança e, no total, oferece nove percursos para descobrir nos concelhos de Bragança, Miranda do Douro, Vimioso e Vinhais, calculados para um período mínimo de três noites para viajantes que possuam viatura própria. Em destaque estão as paisagens, o ambiente, os aspectos culturais, a gastronomia e uma forte presença de turismo activo: de montanha, ecoturismo, rural, cinegético e de aventura. Todos os trilhos estão assinalados, mas é possível reunir informação sobre os circuitos antes de uma viagem em www.rotaterrafria.com, onde também se podem encontrar dados sobre a hotelaria e restaurantes nos quatro concelhos.

no Público

07 junho 2007

Faltam padres

A diocese de Bragança-Miranda necessita de mais 20 padres para poder reforçar o serviço paroquial e dinamizar os movimentos cristãos. A diminuição do número de seminaristas tem contribuído para o envelhecimento dos membros do Clero, uma vez que há cada vez menos jovens com vocação para seguirem o caminho religioso.
Este é um problema global que se estende também ao nosso distrito.
A realidade é que ser padre hoje apresenta novos desafios e as respostas terão de ser outras. Os seminários até determinado momento constituíram a única opção para muitos jovens estudarem. Havia a partir daí a possibilidade de seleccionar muitas chamadas vocações. A Igreja tinha uma importância na sociedade que a própria estrutura política vigente lhe conferia.
Penso que toda a equipa sacerdotal do concelho foi renovada nos últimos anos e ainda é cedo para fazer um balanço. A capacidade da dinamização dos jovens é fulcral. Para isso terá de haver empenhamento e infraestruturas e o que se vê é muito pouco.

Corpo de Deus

em Zedes


recebidas por correio electrónico

06 junho 2007

VAMOS LOUVAR – APLAUDIR

Recebo na Caixa do Correio, como muitos Carrazedenses, uma mensagem séria, e que foi oferta da Empresa Resíduos do Nordeste, EIM – com sede em Mirandela.

Após leitura atenta, veio-me à memória aquela vizinha que todas as noites vai passear a cadela de estimação - que está habituada a fazer o cócó no passeio, e a poucos metros de casa, deixando aquele presente . Muitas são as pessoas que pela fresca da noite passeiam naquele trajecto, ao fundo da Avenida Nª Sª de Fátima e na Rua Luis de Camões no sentido dos Bombeiros.

Faço votos para que leia a mensagem referida e contribua para melhorar o ambiente ou seja apanhar o dejecto do seu animal e colocá-lo no contentor, o ambiente agradece.

- Do mesmo modo e porque as pessoas são simplesmente simpáticas, não queria deixar fugir a oportunidade de contar o seguinte:

- Aldeia de Tralhariz, 7 horas de um dia de Verão, aproxima-se uma senhora idosa, com um saco de detritos domésticos e outros de vidro e latas. Após a saudação matinal de bom dia.

- A senhora para onde vai com esse saco de lixo?

- Vou ali para o meu prédio e lá queimo-o.

Fiquei a pensar na oportunidade do Município esclarecer estas pessoas de como devem tratar os seus resíduos sólidos, fazendo reciclagem, e promovendo acções de formação.

Só não fui mais longe na minha intenção e seu eu a informar como devem fazer, porque aí ficariam a pensar que afinal no meu Quintal, que tem servido de contentor de resíduos, da povoação sobretudo de Plásticos e diria a senhora: - O que este quer é que coloque lá o meu saco, como outros o têm feito?´

Manuel Barreiras Pinto

Nas bocas do mundo

Três cães de caça atacam mulher em Carrazeda
"Uma sexagenária de Carrazeda de Ansiães foi ontem atacada por três cães de caça que, supostamente, furaram a rede do canil onde estavam fechados e fugiram. Pouco depois das 6h30, Alice Jácome, residente nas imediações de Carrazeda de Ansiães, dirigia-se a pé para a vila quando, na berma da estrada, foi atacada pelos cães. A sexagenária acabou por ser socorrida por um camionista que passava pela estrada. "Se não aparecesse ninguém, os cães matavam-na", afirmou o marido da vítima, Manuel Pinto, acrescentando que a mulher, "do pescoço para baixo, não tinha um palmo de corpo que não estivesse mordido". A sobrinha. Alice Neves, conta que a tia sentiu "que estava a ser comida por cães esfaimados", de acordo com os relatos feitos pela vítima, que não chegou a perder a consciência. A mulher acabou por ser transportada para o centro de saúde local e daí seguiu para o Hospital de Mirandela. Foi sujeita a uma intervenção cirúrgica para suturar as perfurações, com especial incidência nos braços, pernas, na zona da cervical e ainda no couro cabeludo. Ontem, ao final do dia, continuava internada, em observações, mas livre de perigo."
No PÚBLICO

Numa visita recente ao Canil Intermunicipal foi-nos afirmado que o Município de Carrazeda de Ansiães é dos que recolhe mais cães abandonados.

Sugestão

Esta pode ser uma sugestão de fim-de-semana:

"A região do Douro vai abrir as suas portas gratuitamente a todos os visitantes, e durante todo o dia, no próximo fim-de-semana (dias 9 e 10). Ao todo, 30 quintas, a maioria das quais associadas da Rota do Vinho do Porto (RVP), oferecem visitas às casas, aos respectivos espaços museológicos, capelas, lagares, garrafeiras ou adegas; às vinhas e aos jardins. As ofertas passam, também, e sobretudo por provas de vinhos, de espumantes e de azeite, mas nalguns casos, até de chás e scones e outros doces."
(No Jornal de Notícias)

Veja aqui a rota do Vinho do Porto

05 junho 2007

E esta!?

Bons exemplos

Imaginem uma banda, com mais de 40 integrantes, todos com mais de 90 anos de idade, cantando "My Generation", clássico dos The Who, cuja letra tem partes como "I hope I die before I get old" (espero morrer antes de ficar velho).

Pois bem, esta banda existe chama-se The Zimmers! A ideia da banda surgiu de Tim Samuels, que fez um documentário para chamar a atenção sobre o drama de milhões de aposentados britânicos que vivem hoje solitários e abandonados.
"Eu quis fazer um documentário que mostrasse como nós tratamos os nossos idosos neste país. Se você julgasse uma sociedade pela forma como ela trata os seus idosos, estaríamos em apuros", disse Tim. Ele viajou pela Inglaterra procurando alguns bons velhinhos que aceitassem gravar a música. A maioria achava ridículo, mas acabou por aceitar sem imaginar que estava a um passo do estrelato internacional.
Tim conseguiu ajuda de nada menos que Mike Hedges, produtor dos U2, Dido e The Cure, para produzir a música, só para citar alguns. E para a gravação, conseguiu apenas o Abbey Road, aquele estúdio lendário onde os Beatles gravaram.
É, no mínimo, uma maneira verdadeiramente bonita para se chamar a atenção sobre o drama dos idosos.
Agora cliquem no vídeo e... LET'S ROCK!


recebido por correio electrónico

Galegos

"Trabalhar como um galego" é uma das expressões que me habituei ouvir para aquele que se esforçava demais e trabalhava de sol, tal qual os imigrados vindos da Galiza. Os "galegos" emigraram para todo o mundo, derivado das dificuldades da vida e muitos deles vieram para o Norte e para o nosso Douro, onde eram ainda mais "miseráveis" que os humildes trabalhadores lusitanos (um dos descendentes mais ilustres é próprio Fidel...Castro). Até se diz que grande parte dos muros que sustentam as velhas vinhas do vale do Douro foram feitas por eles. Agora é assim: "o salário médio galego já vai nos 1240 euros, o dobro da Região Norte, que se fica pelos 635 euros. A taxa de desemprego da Galiza desceu para o nível mais baixo dos últimos 25 anos, enquanto no Norte continua a subir e a bater recordes pela negativa." (JN).
Sinais dos tempos.

Insegurança

Foto do PÚBLICO
A tentativa de assalto a uma carrinha de transporte de valores esta madrugada no IP4 perpetrada de uma forma violenta e com contornos pouco usuais arrepia. Três automóveis ligeiros atravessaram-se à frente do carrinha de transporte de valores e após disparos, intimidação de transeuntes e violência gratuita, os bandidos puseram-se em fuga. Isto não foi no Brasil. É numa via que frequentamos, a escassos cem quilómetros de distância. É muito preocupante!

03 junho 2007

Quem nos (des)protege o ambiente?

gravura retirada do site do ICN do Parque Natural de Montesinho que se aconselha a visitar

Protecção da Natureza

A recente polémica entre a administração central e as autarquias locais sob o controlo das áreas protegidas merece uma reflexão. A questão do afastamento total das autarquias das decisões a tomar nas áreas protegidas levou os autarcas dos municípios com território classificado a ameaçar recorrer aos tribunais. Esta medida insere-se mais uma vez na filosofia de centralização de serviços que este governo advoga, cujo único objectivo será o economicista, isto é poupar com medidas que penalizam particularmente as regiões limítrofes. Porém, se à primeira vista, a medida poderá parecer aceitável, depressa se pode também concluir que nada terá validade na área do ambiente sem a colaboração das populações locais.

Nesta problemática do controlo ou da influência da administração central no ordenamento da natureza no interior, para além de outros, que haverá, permitam-me ângulos de análise.

Primeira: a relação do homem com a Natureza foi sendo pautada por um certo equilíbrio e este foi desfeito sempre que factores externos se intrometeram. Deu brado a introdução do pinheiro bravo nas regiões transmontanas e beirãs no início do século passado, face a uma posição hostil das populações autóctones que viam na medida a diminuição dos pastos, essenciais a uma agricultura de subsistência. Os incêndios florestais e o desaparecimento de árvores autóctones foram as duas maiores consequências nos tempos de hoje, Mais tarde a mudança do paradigma de agricultura familiar para a dita empresarial introduziu novas formas de cultura, como sejam as frutícolas que tiveram de recorrer a herbicidas e pesticidas que subverteram todo o equilíbrio ecológico, cujo impacto ainda hoje está por avaliar de uma forma exaustiva.

Segunda: A política dos sucessivos governos tem levado ao despovoamento do interior. Por parte da administração central e regional ainda não houve respostas capazes para a partir desta realidade se fazer um reordenamento florestal e ambiental sério do território.

Por último a transformação como se pretende do interior numa grande reserva terá de ter compensações para os que ficam. Quem por cá "resiste" terá de ser “compensado” pelo conjunto de “impossibilidades” que lhe são impostas face à necessidade de preservação do espaço em que vivem. A protecção dos ecossistemas é vital ao futuro da humanidade, contudo os que não os preservaram (regiões mais humanizadas e povoadas) terão de contribuir a quem exigem uma atenção ecológica.

Nesta questão ambiental começa a crescer a minha susceptibilidade, até mesmo irritabilidade ao radicalismo ecológico, pois o meio ambiente só terá sentido se o homem tiver possibilidade de o fruir. Não faz sentido criar espaços onde ninguém possa entrar para além de meia dúzia de privilegiados.

Dizem que é uma espécie...


Dizem-nos que é "uma espécie de "preservativo gigante" em Carrazeda de Ansiães contra a taxa de reclame luminoso."

recebida por email


Sugestão


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01 junho 2007

Choque tecnológico


O senhor primeiro-ministro anunciou ao país computadores e banda larga quase grátis para meio milhão de portugueses. A medida vai contemplar estudantes, professores e outros trabalhadores da área da educação. Os objectivos são o de generalizar as novas tecnologias, particularmente às famílias mais carenciadas. O Governo de José Sócrates desejará que a Internet e a banda larga sejam “um bem público essencial, de acesso universal, tal como o foram no século passado a luz e o telefone".

O que se teme é que, como no passado, as regiões do interior do país sejam também preteridas no acesso a estes bens, ditos essenciais. Não custa o mesmo aceder à banda larga, ou se navega com igual velocidade, numa vila ou aldeia do interior e no litoral do país. Por estes lados o acesso é quase um monopólio da linha fixa da PT que exige para além do custo da ADSL o pagamento da taxa de telefone e fornece serviços inferiores ao resto do país. Se as oportunidades não são iguais deviam também ser corrigidas. Em tempo de encerramentos de serviços públicos, Portugal torna-se um país muito centralizado e concentrado e as novas tecnologias de informação e comunicação podiam contribuir sobremaneira para atenuar essa situação. Elas seriam essenciais para ultrapassar muitos dos estrangulamentos da interioridade, melhorar e simplificar procedimentos com a administração pública e aproximar-nos dos centros de decisão. E se as ditas transportam múltiplas vantagens para que as regiões limítrofes atenuem distâncias e constrangimentos, então seria também necessário um “choque tecnológico” no interior do país.

Aplausos

Mais de meio milhão de estudantes, professores e outros trabalhadores vão receber um computador e uma ligação Internet de banda larga a preços "significativamente" mais baixos que o mercado ou mesmo gratuitos, a partir de Setembro. A medida foi ontem anunciada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, no Parlamento.
(...)
De acordo com o primeiro-ministro, haverá dois escalões que terão acesso a computadores portáteis gratuitos. Serão os alunos beneficiários da acção social escolar e os que, não recorrendo a este mecanismo de apoio, tenham agregados de baixo rendimento. Os primeiros terão acesso à banda larga pagando cinco euros por mês durante três anos. Os segundos pagarão uma mensalidade pelo acesso à Internet de 15 euros também por três anos. Os restantes alunos terão acesso a um portátil pelo valor de 150 euros e acesso à Internet por uma mensalidade cinco euros inferior ao preço de mercado, durante três anos.
No grupo dos professores, são abrangidos todos os do ensino básico e secundário. Pagarão 150 euros pelo computador portátil com uma mensalidade para acesso à Internet que o primeiro-ministro garante será também cinco euros inferior ao preço do mercado. Trata-se de uma opção para José Sócrates "pelo contributo que os professores podem dar para a difusão e para o sucesso de uma economia baseada no conhecimento".
Para os trabalhadores em formação, inscritos no Programa Novas Oportunidades - actualmente conta com 250 mil trabalhadores -, está prevista a atribuição de um computador portátil pelo valor de 150 euros, e a mensalidade para acesso à Internet em banda larga, pelo período de um ano, cinco euros abaixo do valor de mercado.

do PÚBLICO

Quem sabe?!

- Jamais saberei quais as responsabilidades que terei tido com o “sisma” que “neste espaço” terá acontecido recentemente. E no entanto bem desejaria de saber.
Agora que o projecto parece voltar a assumir “nova vida” sobre uma maior responsabilidade do Sr. Professor José Alegre gostaria de voltar a participar, visto que os objectivos do Blog “Pensar Ansiães” se mantêm.
Pretendia assim começar por dizer que entendo, que a minha participação, num projecto que não me pertence, esteja condicionada aos objectivos que este persegue e dependa da aceitação do seu proprietário. Mas pretendo sobretudo deixar vincado que sendo a minha participação livre será também sempre assumida inteiramente por mim, em tudo o que de consequente esta participação trouxer. Servirá pois a presente para notificar sobre a minha inteira responsabilização por tudo que eu aqui venha a expressar.

Sei bem o quanto custa lutar para se ser livre e igual. Evidentemente que sempre estamos sujeitos a errar e eu também erro. Mas o que aqui se reivindica é a assumpção da responsabilização sobre os erros que se cometem. Possivelmente e no que respeita ao papel que aqui assumi, se esta premissa fosse assumida, reduziria drasticamente os temas que gosto de tratar.
Faltará talvez arranjar uma justificação suplementar para, fundamentar a minha participação junto daqueles que julgarão que estou com segundas intenções. A justificação pode ser a de que por princípio, estou sempre ao lado dos pobres, dos fracos e dos desprotegidos.

Para dar o mote da minha participação decidi apoiar-me em citações do livro “Ecce Homo” de F. Nietzsche que na pag. 5, se refere aqueles que… “À semelhança de quem nunca viveu entre os seus iguais e para quem o conceito “ retribuição” é tão inacessível como, por exemplo o de “ igualdade de direitos”…O meu tipo de retribuição consiste em enviar contra a manifestação de estupidez, o mais depressa possível, uma manifestação de sagacidade: desse modo, posso, talvez, superá-la. Recorrendo a umas metáforas: envio um boião de compota para me livrar de uma situação azeda… Penso também que a palavra mais rude, a carta mais agressiva são mais amáveis, mais honestas do que o silêncio. Quem guarda silêncio quase sempre carece de subtileza e de delicadeza de coração; o silêncio constitui uma objecção e engolir em seco produz necessariamente, um mau carácter - até afecta o estômago. Todos os que se refugiam no silêncio são dispépticos. Não pretendo, como se verifica, que se menospreze a impertinência, pois é a forma mais humana de contradição e, no meio de nossa pusilanimidade moderna, uma das virtudes mais notáveis….”

Hélder Carvalho

aumento do tráfego de ambulâncias e "calinadas"

"Quem anda na estrada decerto já notou que a quantidade de ambulâncias que por lá circulam diariamente aumentou consideravelmente desde que este Governo decidiu optimizar a política de saúde. Em alguns troços, nomeadamente os que ligam o interior do país ao litoral, o aglomerado destes veículos é completamente despropositado. Visitei há pouco, em visita a um amigo, uma urgência de um hospital. Enquanto esperava, uma ambulância de uma empresa privada estacionava. A porta de trás abriu-se para retirar o doente, um velho. O interior, de cor imprecisa, estava sujo e degradante, tal como o motorista que era ao mesmo tempo camareiro e sei lá mais o quê. Retirou o doente da carrinha (ambulância), sem farda, vociferando ao mesmo tempo umas vergonhosas calinadas gramaticais. O velho - o doente - nada dizia: ouvia. Só espero que não tenham sido essas as últimas palavras que ouviu."
J. Ricardo
Torre de Moncorvo no PÚBLICO.