30 novembro 2006

Abriram hoje,

"de manhã, ao tráfego automóvel, mais 18,6 quilómetros de auto-estrada 24 (A24), que vão permitir ligar a A7, a partir de Guimarães, até à fronteira de Chaves.

Este troço, entre Vila Pouca de Aguiar (onde cruza a A7) e Pedras Salgadas, no distrito de Vila Real, é o penúltimo a ficar concluído, ligando o antigo Itinerário Principal 3 (IP3), desde Viseu à fronteira de Vila Verde da Raia, mais de 20 anos depois das primeiras promessas. "

no JN

Pensar dos leitores

O portugueses de Lisboa e , não só tudo nos roubam.....

A Trás os Montes e aos Transmontanos tudo
roubam..
Roubam as pessoas a quem oferecem grandes contrapartidas nas cidades... e, enganam-nas
Roubam o azeite , as batatas, as maças, que depois vendem com lucros fabulosos
Roubam o vinho que depois chamam do Porto
Roubam a água para produzir energia para os centros comerciais e para continuar a poluir e ter lucros fabulosos que vão gastar no estrangeiro..e, de férias..
Roubam-nos o ar puro pois, contaminam-no com as suas "porcarias"
Roubam tudo aquilo que os nossos pais conquistaram com tanto esforço e suor...
os hospitais, os correios, a polícia,as várias delegações
Impedem-nos de nascer .... mas, deixam-nos morrer...

e, agora querem roubar a linha que quasi destruiram mas, que nós, e os estrangeiros continuamos a utilizar apesar de sermos
tratados pior que animais...( a ofensa é para o que têm a mania de se considerarem racionais)
e querem-nos obrigar a pagar uma megolamania própria de um rei ou imperador qualquer cuja mulher andava de casaco de peles copm 40ºc e tinha a cabeça dos inimigos no frigorifico ... enquanto o seu povo "morria/vivia" na miséria...

Até quando .. transmontanos.. vamos aguentar isto????

O "nosso" presidente que já tirou o combóio de Mirandela a Bragança já avisou..
" Desenrrasquem-se ... têm os espanhóis aqui ao lado"

Por Trás os Montes e pelo respeito pelos nossos antepassados

(mario carvalho)
recebido por e-mail

29 novembro 2006

A urgência da reorganização territorial

Aprovadas as leis das Finanças Locais e Regionais, os vários analistas apontam a reorganização municipal como a nova grande reforma que se avizinha na administração pública portuguesa. Esta remodelação pressupõe a extinção de algumas freguesias, facto que trará muita polémica. Para atenuar este efeito que pode ser devastador, o Executivo parece que não se vai atrever a abolir ou fundir municípios. O primeiro sinal para tomar o pulso à Nação foi dado pelo ministro António Costa que, perante o ruído despoletado, já recuou na proposta da constituição de freguesias com base nos mil habitantes. A premissa tomada à letra extinguiria a quase totalidade das freguesias rurais. Foi claramente uma visão do governante que vê o país do Terreiro do Paço e se propõe reformar com régua e esquadro. Parece claro que o critério do número de eleitores não pode ser uniforme nem sequer determinante e que vai ser preciso ter em conta outros factores, como sejam as distâncias e as especificidades locais.

A grande maioria das freguesias do distrito tem uma média de cerca de duas a três centenas de habitantes e a tendência é para diminuírem muito mais a população e de uma forma que parece irreversível. Muitas aldeias estão condenadas a desaparecer, pois não dispõem de gente nem têm horizonte a médio ou longo prazo de crescimento populacional. Por mais investimento que se faça na região, bem preciso era, não vai ser possível inverter grandemente esta tendência. Assim não é possível a manutenção da actual organização territorial com esta perspectiva de desertificação humana. A reestruturação territorial levará inexoravelmente à extinção de muitas freguesias, pois não faz qualquer sentido a sua continuidade.

Parece-nos ser esta uma boa oportunidade para que se faça uma reorganização com vista a um desenvolvimento integrado e sustentado, que pode assim transformar-se numa boa âncora para organizar o território, racionalizar recursos e criar novas centralidades que possam potenciar os espaços rurais. Uma nova mentalidade terá de nascer (a reforma mais difícil) que não se compadece com bairrismos inúteis e argumentos provincianos, "capelinhas" sem crentes e “quintais” estéreis, mas que terá de pressupor projectos comuns, contratualizados e participados que se poderão consubstanciar na construção de equipamentos pensados para servir diversas aldeias, serviços ambulatórios, boa rede de ligações viárias e comunicacionais...

Por mais que nos doa, sabemos que não vai ser possível salvar todas as aldeias, por isso é importante apostar seriamente em revitalizar os núcleos rurais que têm possibilidade de sobreviverem ao despovoamento generalizado. O interior do país necessita de uma terapia forte que passa também pela reorganização das suas comunidades.

28 novembro 2006

Três comentários...

breves à visita do senhor Presidente da República (PR) ao distrito de Bragança.

O primeiro, é a constatação da mudança das razões pelas quais as altas individualidades do país visitam a região. Primeiro visitavam-nos para fazer inaugurações ou apresentar programas que, em teoria, serviriam para desenvolver a região, agora vêm visitar os idosos que vêm a tornar-se o grosso da população. Sinais dos tempos.

Segundo: o senhor presidente veio propor o reforço das competências dos autarcas para melhor poderem apoiar a população idosa. Perguntamos se os senhores presidentes de Câmara não estão já suficientemente sensibilizados para o fenómeno, isto é, os cuidados e preocupações com esta faixa etária, não são suficientes quando se promovem mega concentrações e jantares particularmente na véspera de eleições ou se implementam passeios diversos?

Terceiro: o PR veio também visitar os chamados “bons exemplos” dos concelhos mais desertificados do distrito. O nosso – Carrazeda – foi o que mais população perdeu, em termos percentuais, no último Censos e não teve honras de visita do mais alto magistrado da nação. Daqui só poder concluir-se que não haveria “bons exemplos” para mostrar.

Dá Deus água a quem não tem dentes

Julga-se que é por psicose, resultante do sofrimento do flagelo da seca, que o Zé Povo se dedica a visitar a barragem para ver quando ela enche ou se esvazia. Perante um Inverno chuvoso que para aí vai, estranhava-se que se não visse réstia de subida de cota, acreditando-se já, que por ali “houvesse mau-olhado”.
Requisitaram-se então os préstimos da vidente no activo. Convocados os espíritos, um mais afoito profetizou que a causa do problema estaria no rebentamento de conduta ali para os lados de Parambos. Detectado o problema foi este resolvido confirmando-se a partir daí que a barragem desde logo voltou ao enchimento.
E tudo ficaria na paz dos deuses se não tivessem surgido as interrogações que começam a ser costumeiras mas para as quais se não esperam respostas.
Afinal que quantidade de água assim terá sido perdida! Há quanto tempo a água estaria a ser vertida! Considerando que a água vertida terá sido filtrada e tratada, como foi possível não se reparar no exagero de tanto gasto? Por que preço terá ficado este desastre, sabendo-se ao preço a que nos fica a água tratada, que consumimos? Quem é o responsável pelo que aconteceu? A Câmara Municipal! A Empresa Águas de Carrazeda! Um acoisa já temos como certa. É que com seca ou com chuva, com psicose ou sem psicose “quem se cose” é o tal Zé Povo.

Hélder Carvalho

Um, dois, três, quatro

Quatro dias sem telefone e internet foi a "prenda" da PT nestes últimos dias. E não pensem que fiquei acomodado, calado, quieto, tudo fiz para que a toda poderosa e monopolista PT me resolvesse o problema. Ah! O mais curioso é que para me fazerem o respectivo e justo desconto na taxa de utilização mensal terei que o solicitar, pedir-lhes, por favor, para realizarem o respectivo e assim ser ressarcido na próxima facturação. Inacreditável.

24 novembro 2006

Douro: Especialista alerta para falta de soluções para deposição de resíduos

«Uma especialista da universidade de Vila Real alertou ontem para a falta de soluções para a deposição de resíduos de construções e demolições, que representam uma das “maiores dissonâncias ambientais” do Douro classificado pela UNESCO em 2001.
É urgente encontrarmos soluções. Não se coaduna termos uma paisagem classificada manchada por estas lixeiras clandestinas”, afirmou à Lusa Margarida Correia Marques, do Centro de Estudos Tecnológicos do Ambiente e da Vida da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
São inúmeras as zonas de despejo que actualmente se encontram pelas bermas das estradas e montes da região duriense, onde para além dos entulhos resultantes construções e demolições de há ainda os designados “monstros domésticos”, designadamente frigoríficos, fogões e mobiliário. A responsável salientou que estes resíduos causam “detrimento da qualidade ambiental e da paisagem com consequências na degradação geral do ambiente do território” e lembrou que Portugal ainda não tem legislação para os lixos de construções e demolições. E é para mostrar casos de sucesso de gestão de resíduos de construção e demolição a nível municipal e empresarial na Península Ibérica que a UTAD promove hoje o seminário ibérico de «Gestão de Entulhos e Sucatas». (...)
A responsável prevê que, em breve, se inicie esta primeira operação de remoção de lixeiras e resíduos no Douro, a qual deverá custar 1,6 milhões de euros. Aquela intervenção decorrerá nos concelhos de Lamego, Armamar, de Alijó, Mesão Frio, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Peso da Régua, Carrazeda de Ansiães, São João da Pesqueira e Tabuaço. (...)
Margarida Correia Marques diz ainda que os empreiteiros, logo que apresentam os projectos de construção ou demolições, deveriam ser obrigados a “dar um destino correcto” aos entulhos.E é precisamente isso que pretende a Câmara de Vila Real, que vai proceder a alterações ao Regulamento Municipal de Construções e Edificações de forma a “obrigar” os empreiteiros a depositarem os lixos naquele aterro. Outro bom exemplo chega de Montemor-o-Novo, onde a autarquia local implementou o Reagir - Reciclagem de Entulhos no âmbito da Gestão Integrada de Resíduos que tem uma duração de três anos e um orçamento de 1,3 milhões de euros. O Reagir vai apostar no desenvolvimento de um Regulamento Municipal para resíduos de construção e demolição e na instalação de uma unidade piloto de reciclagem.»

Aplausos

Cooperação entre Bragança e Zamora começa por roteiro patrimonial virtual

Projecto Douro Virtual propõe para já roteiros temáticos com o intuito de impulsionar o turismo na região
Quebrar as fronteiras mentais e conseguir promover o turismo cultural na província espanhola de Zamora e no distrito de Bragança como uma única região ibérica. Eis o grande objectivo do projecto Douro/Duero Virtual, financiado pelo programa de cooperação transfronteiriça Interreg III. Equipas de investigadores dos dois países fizeram um levantamento exaustivo do património arquitectónico e documental dos dois lados da fronteira e reuniram num só portal na Internet
www.dourovirtual.com toda essa informação

Ana Fragoso no Público

23 novembro 2006

Presidente no distrito

Hoje e amanhã, o presidente da República, Cavaco Silva, vai visitar o distrito de Bragança, no âmbito da do seu roteiro para a inclusão. A primeira paragem do chefe de Estado será hoje em Macedo de Cavaleiros, onde irá reunir com os autarcas do Nordeste Transmontano. A visita destina-se a auscultar os problemas que a região enfrenta, no sentido de se poderem encontrar os meios que permitam o desenvolvimento desta região periférica do país. A presença do chefe de Estado é também aproveitada para mais uma acção de sensibilização para o problema da exclusão social. É neste âmbito que se inscreve a inauguração das instalações da Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Macedo de Cavaleiros (CERCIMAC), no Bairro de S. Francisco. No sábado de manhã, Cavaco Silva vai estar em Vinhais, onde irá visitar a Santa Casa da Misericórdia. O almoço deverá, no entanto, ter lugar em Bragança, no Teatro Municipal. À tarde, o presidente da república seguirá para Vimioso, onde irá visitar a zona industrial. O encerramento da visita terminará com um magusto.

TV transmontana na net

A partir do dia 11 de Dezembro, Trás-os-Montes vai ter uma televisão na internet. Nesse dia vai ser apresentado o projecto e arrancam as emissões experimentais da Região Transmontana TV. Vai estar acessível em www.regiaotransmontana.com e a partir de 2 de Janeiro começam as emissões regulares.
(...)
A televisão vai ficar sedeada em Mirandela. Luis Costa Ribeiro, jornalista e director do canal, explica a opção pelo facto de uma zona daquela cidade estar servida por uma rede de fibra optica que vai permitir aos habitantes dessa área assistir às emissões pelo televisor lá de casa.

Na RBA

Mentiras piedosas de Novembro iiiii

- Conforme já anteriormente aconteceu, também desta vez a C.M. vai divulgar em carta personalizada a todos os residentes, com o valor de imposto autárquico que vai ser pago no próximo ano e, já aprovado em Assembleia Municipal. O Sr. Presidente aproveitará a oportunidade para enviar também o postal de Natal a desejar a todos Festas Felizes e Muita Prosperidade.

- Esta, foi-me pedido que não a contasse para ser segredo, pelo que se pede que não façam uso dela.
Relaciona-se com a prenda de Natal que vai ser oferecida ao Nosso Primeiro, pela Associação dos funcionários. Trata-se de um Skate para a prática de desportos radicais. A primeira ideia foi a de lhe oferecer uns óculos de sol bifocais mas desistiram, por se considerar um risco adquiri-los sem consulta oftalmológica do próprio.

- Um grupo de cidadãos envergonhados, mas bem intencionados, decidiu tentar influenciar os promotores deste Blog com o objectivo de os persuadir a retirar, tão breve quanto possível, os resultados embaraçados do último inquérito em que se responde sobre a avaliação do papel da oposição e da gestão actual, no primeiro ano de mandato.

- Ninguém escapa à crise. Por tal facto é já incontrolável a “doença do desespero”. Perante a hecatombe os médicos estão a aconselhar os doentes que vejam telenovelas e joguem no euro milhões.

- Eu nesta também não acredito. Andam a dizer que o Centro Cívico ainda não abriu porque decidiram fazê-lo de novo.

- Esta foi encontrada escrita junto ao urinol público e parece-me um pouco ambígua e diz: - “Só manipulando-a se escapa à banalidade”.

- Para acabar em, beleza informa-se que “a felicidade não é um mito”, alegrem-se.

Hélder Carvalho

22 novembro 2006

Nascimento de bebé no hospital dá queixa

«Os pais do bebé que nasceu no serviço de urgência do Hospital Distrital de Mirandela, na passada quarta-feira, vão avançar com uma exposição ao procurador da República, onde dão conta da sua revolta pelo facto de o seu filho ter nascido com uma insuficiência respiratória, devido à falta de condições na unidade para o parto.
A criança teve de ficar na unidade mirandelense, numa incubadora, até ficar estabilizada, enquanto a mãe foi transferida para a maternidade de Vila Real, separada do seu filho.
No entanto, fazem questão de isentar de qualquer responsabilidade os profissionais de saúde do hospital de Mirandela "Fizeram um excelente trabalho". Os pais atribuem culpas "a quem decidiu encerrar a maternidade de Mirandela", no passado dia 11 de Setembro.
Alexandre Carvalho, o pai, não tem dúvidas de que os problemas de saúde do bebé acontecerem "porque não houve tempo para mais nada a não ser efectuar o parto numa maca, no corredor da urgência, onde a temperatura não seria a ideal para o nascimento".
(...)
A administração do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano explica que o bebé está a ter melhoras significativas, encontra-se estabilizado e só não foi transferido para a maternidade de Vila Real no dia do parto porque não existem na região ambulâncias equipadas para transporte de recém-nascidos. Recorde-se que o caso aconteceu na passada quarta-feira, cerca das dez horas, quando a mãe, Vera Azevedo, residente no Cachão, deu entrada no serviço de urgência da unidade de saúde e já não houve tempo de ser transferida para uma das maternidade - Bragança ou Vila Real - sendo efectuado o parto por uma enfermeira com especialidade de obstetrícia.»

Queijarias artesanais são negócio para espanhóis

«Um grupo empresarial espanhol está a reanimar queijarias artesanais do concelho de Torre de Moncorvo, algumas das quais integraram um projecto associado à promoção e divulgação do queijo terrincho, que acabou por não se concretizar totalmente. Os espanhóis estão já a retirar dividendos e sustento de um negócio antigo na região.
O projecto anterior, apoiado por fundos comunitários, envolvia nove queijarias artesanais. A colocação do produto no mercado seria feita em conjunto através de uma associação detentora de marca própria. As queijarias foram construídas e entraram em laboração, mas o projecto total não se concretizou. "Faltou a associação", explicou Judite Martins (...)
Os empresários iniciaram a organização da comercialização e aumentou a produção. Quando começaram , trabalhavam com 500 litros de leite por dia. Actualmente laboram cerca de 1500. De três trabalhadores passaram para 12, distribuídos pelas unidades fabris de Cardanha e de Felgar. O leite é recolhido e fornecido por 30 pastores da região. O grosso da produção é escoado em Trás-os-Montes e no Grande Porto, mas a empresa já começou a penetrar na Beira Alta, tiveram uma proposta para colocar o produto no El Corte Inglés e uma encomenda para a Embaixada da Venezuela. O objectivo passa por expandir o negócio e alargar o mercado a nível nacional e internacional, aumentar a produção e ampliar as instalações. O filão do queijo está longe de se esgotar.(...)»

Barragem do Sabor...

agrava preço da energia.

Turismo

(...)
A Aquapura vai inaugurar o primeiro projecto turístico no Douro, no primeiro trimestre de 2007, um investimento de 21 milhões de euros.
in Jornal de Negocios

21 novembro 2006

Bem dito

O país todo - em geral mais pobre, e muito dele sem transportes colectivos sequer - paga colectivamente os transportes locais de Lisboa e do Porto.

Os serviços públicos de âmbito nacional devem ser financiados pelo Estado; os serviços públicos de âmbito local ou regional devem ser custeados pelas entidades locais ou regionais.

Vital Moreira no PÚBLICO

Portugal vale a pena

Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados.
E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis.
E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.

(...)

artigo de Nicolau Santos, leia o resto aqui
recebido por e-mail

20 novembro 2006

Unidade de Internamento de Murça abre em Dezembro

«A Unidade de Internamento de Murça, inserida na Rede Nacional de Cuidados Continuados, abre em Dezembro no hospital da Misericórdia local, com 45 camas destinadas aos idosos e doentes dependentes, anunciou o provedor.
Belmiro Pereira, que falava no decorrer da assinatura em Vila Real de um protocolo entre a Santa Casa da Misericórdia de Murça e os ministérios da Saúde e Segurança Social, disse que a unidade de cuidados continuados abre as portas a 2 de Dezembro com 25 funcionários.
(...)
Belmiro Pereira frisou que esta unidade hospitalar representa um investimento de quatro milhões de euros, dos quais 449 mil euros foram comparticipados pelo programa Saúde 21.
Em Julho o Ministério da Saúde anunciou a criação, ainda neste ano, de 1.100 camas para apoiar doentes crónicos e dependentes, no âmbito das experiências-piloto da Rede de Cuidados Continuados Integrados. Estas camas estarão espalhadas por Unidades de Convalescença (388), Unidades de Internamento de Média Duração (283), Unidades de Internamento de Longa Duração (391) e Unidades de Cuidados Paliativos (38), em todos os distritos portugueses. A rede de cuidados continuados deverá ficar dotada até 2016 com mais de 16 mil novas camas em todo o país. O distrito de Vila Real vai dispor ainda de duas Unidades de Convalescença, em Vila Pouca de Aguiar e Valpaços, com 36 camas.
Para 2007 admite-se que possam surgir novas unidades em outros concelhos do distrito de Vila Real.

Em 20 anos o interior fica deserto

Especialistas reclamam verbas para fixar populações no interior

Especialistas em desertificação reclamaram este domingo mais verbas nos vários programas nacionais de desenvolvimento para fixar as populações no interior e combater aquele fenómeno, que já afecta um terço do território nacional.
«É necessário que os programas nacionais contemplem uma justa afectação de verbas para combater a desertificação e fixar as populações no interior, em especial nas zonas rurais», disse à agência Lusa o presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Eugénio Sequeira.
Esta é uma das conclusões das terceiras Jornadas Ambientais da LPN, que terminaram hoje, em Castro Verde, após quatro dias a «aprofundar o conhecimento público e científico sobre a desertificação», num encontro que juntou mais de 30 especialistas, nacionais e estrangeiros.
Apesar dos diferentes sinais de alerta lançados nos últimos anos, lamentou Eugénio Sequeira, «a verdade é que continuamos sem políticas nacionais, gerais e sectoriais para combater a desertificação».
«Se nada for feito nos próximos 20 anos, cerca de 66% do território pode ficar deserto e seco», acentuou, lembrando que, independentemente deste cenário futuro, cerca de um terço do território já sofre «uma grave desertificação». O fenómeno não está, contudo, confinado ao Sul do país, pois «todo o interior junto à fronteira com Espanha, do Algarve a Trás-os-Montes, está a ficar deserto», com a perda de potencial biológico dos solos e de população. «É preciso reivindicar medidas de discriminação positiva que possibilitem a fixação de população no interior, reduzindo a pressão sobre a orla costeira e resolvendo os problemas resultantes da litoralização da economia», afirmou.
Neste capítulo, Eugénio Sequeira defendeu a aposta nos Planos Zonais, que considerou «ferramentas de gestão do território essenciais para combater a desertificação».

19 novembro 2006

Exposição fotográfica

Durante este mês, o espaço comercial "Forum" de Bragança expõe mais de 150 fotografias resultantes do concurso que assinala os 100 anos da Linha do Tua
O COMBOIO – PASSADO, PRESENTE E FUTURO
O Forum Theatrum, em Bragança, já elegeu os três trabalhos vencedores do concurso de fotografia “O Comboio – Passado, Presente e Futuro”.
A iniciativa tem como objectivo assinalar o centenário da Linha do Tua – uma das obras do início do século XX que mais contribuíram para o desenvolvimento da região transmontana –, bem como os 150 anos da existência dos caminhos de ferro portugueses.
A acção contou com 21 inscrições, num total de 167 fotografias. Após a análise de todos os trabalhos, o júri nomeou Alberto de Sousa Aroso (1º), Artur Jorge da Costa Vieira (2º) e Orlando Pontes (3º) como vencedores do concurso. Importa registar que o prémio contempla a atribuição de um montante total de mil euros em material fotográfico, para os três melhores classificados.
Para além da atribuição de prémios às melhores fotografias, foram ainda galardoadas três obras com menções honrosas. Na sequência do concurso estarão expostos, até ao final do mês de Novembro, no piso 2 do Forum Theatrum, todos os trabalhos que participaram na iniciativa.

Este texto foi retirado da Edição de 14-11-2006 do Jornal Entre Vilas (www.entrevilas.com) e foi-nos enviado por mario carvalho.
Poderá encontrá-lo em
http://www.jornalnordeste.com/index.asp?idEdicao=145&id=5536&idSeccao=1323&Action=noticia

ouvir os especialistas

O publicitário Edson Athayde, director do departamento criativo da agência Ogilvy, defende que é difícil colocar o Douro na moda se a região não tiver infra-estruturas capazes de receber a exigência dos turistas. Como ponto de partida para uma campanha, usaria a aura de mistério do território.



"Uma das maneiras de colocar uma região na moda é justamente comunicá-la. Haverá, seguramente, aspectos únicos que a distinguem de outros lugares e que merecem ser divulgados.
(...)depois é preciso saber se existem infra-estruturas suficientes e de qualidade. Se não existem, é mais difícil cativar pessoas para lá. Uma região que quer estar na moda tem que ter infra-estruturas para receber os turistas, sobretudo os estrangeiros, que são habitualmente muito exigentes. Mesmo o Algarve, que está na moda há muitos anos, continua a trabalhar nesse sentido. "

NO JN

Prodígio de equilíbrio


Folgares

Mentiras Piedosas de Novembro IIII


- O autor deste título recebeu um inesperado apoio e incentivo, depois de alegadamente ter dado a entender que, estava desejoso por finalizar a rubrica. Alguém responsável lhe comunicou que “ pode-se ironizar à vontade sobre o apodrecimento”.

- Um bando de incongruências tem sido visto a nadar na Barragem da Fontelonga. Diz quem sabe que, estas são vistas desde que se procedeu à privatização das águas de Carrazeda. Pelos vistos têm-se multiplicado.

- Entretanto e com a chuva que tem caído constata-se que, estão viçosos os nabais plantados por aí.

- A tradicional campanha dos magustos iniciou-se com a festa da recepção dos professores que teve lugar no dia 8 de Novembro. Está a ser questionada a hipótese de se fazer também um magusto com “bilhós” e “jeropiga” na próxima Reunião de Assembleia, segundo se julga, com o objectivo de tentar trazer á reunião mais membros da assembleia do que os que têm aparecido.

- Como evento político recente, da maior importância na região, regista-se a inauguração pelo Sr. Ministro da Agricultura de uma exposição sobre a Seda, no Arquivo Distrital de Bragança. Este evento teve como objectivo celebrar os 120 anos da criação da Direcção Regional da Agricultura de Trás-os-Montes. Assim registou-se a presença do Sr. Ministro e seu staf; dos Governadores de Vila Real e Bragança e seus stafs; dos Nossos Deputados, Directores Regionais, Presidentes de Câmara, quadros superiores, intermédios e inferiores, Presidentes de Juntas de Freguesias e restante pessoal auxiliar. Estatísticas confirmam nunca se ter visto numa exposição sobre a Seda, um ajuntamento tão grande de Vips.

- A Professora perguntou ao menino Zequinha : - Onde é que fica o Equador? O menino Zequinha respondeu: - È onde está agora o Senhor Presidente. E com esta resposta ficou evidenciada a primeira grande consequência positiva, da ida do Presidente ao Equador.

- Não deixa de se registar contudo o gesto generoso do Nosso Primeiro que, na hora da decisão de se deslocar ao Equador, determinou convidar também o principal credor desta câmara par o acompanhar, a expensas da C.M. Este não tinha saldo no Visa para as despesas complementares, pelo que não pode aceitar o convite.

- Há quem diga que o nosso primeiro, foi só ao Equador comprar ilusões. Mesmo assim, diz-se também, que os nossos vereadores não lhe perdoam que não os tivesse levado também.

Pensar dos leitores

Eficiência energética
LPN diz que lâmpadas económicas são mais eficientes que barragem do Sabor
15.11.2006 - 00h02 Lusa

O presidente da Liga de Protecção da Natureza (LPN), Eugénio Sequeira, defendeu hoje que o Estado conseguiria mais eficiência energética com menos custos se em vez de construir a barragem do Sabor distribuísse lâmpadas económicas pelos cidadãos.
(…)
De acordo com os ambientalistas, a substituição de três lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas (alto rendimento) em cada lar, junto com outras acções como a instalação de sensores de presença nas empresas ou substituição de motores nas indústrias, consegue mais ganhos energéticos do que a produção de energia prevista na barragem.

Os ambientalistas entendem ainda que "a barragem vai encarecer a energia, porque quem vai pagar os custos da construção e funcionamento serão os consumidores"

no Público
Posted by mjsccarvalho to pensar ansiães at 11/18/2006 06:49:20 PM

18 novembro 2006

O estado da nação

Segundo os estudos de audiência, a entrevista de 5.ª feira de Santana Lopes na RTP1 teve mais espectadores do que a de Cavaco Silva na mesma hora e no mesmo dia na SIC. As personalidades são conhecidas e têm a importância inerente: um é o actual presidente da República, o outro foi um dos piores chefes do Governo do Portugal democrático; um ganhou a sua eleição com maioria absoluta, o outro proporcionou ao seu partido a pior derrota depois de Abril; um estará morto politicamente, o outro continuará a ser uma das personalidades que mais influenciará a vida dos portugueses nos próximos anos. Os temas abordados não têm também comparação: numa falar-se-ia em ajuste de contas com os fantasmas de um anterior primeiro-ministro que se acha incompreendido por todos e por todo é atacado; na outra abordar-se-iam os grandes temas do país e aguardava-se a opinião do mais alto magistrado da nação sobre os temas mais polémicos da actualidade e despoletados pelas chamadas reformas do governo de Sócrates. Com o decorrer dos debates, as audiências mantiveram-se mais ou menos estáveis, mostrando que a maior parte dos telespectadores considerou a conversa de Santana mais importante que a de Cavaco. Aquele num discurso previsível, esgrimiu argumentos inverosímeis, porque inacreditáveis, de perseguições pessoais, incompreensões injustas, ameaçando voltar à política, qual ufano D. Quixote, liderando exércitos imaginários de indefectíveis para assim consertar de vez um país aos bocados. Cavaco Silva sancionou com o apoio mais que explícito a dita praxis reformista do executivo do PS, arrostando contra a base de apoio que o elegeu e situada na actual oposição.

O que motivou, primordialmente, a vitória de Santana no espectro televisivo foi a matriz de que é feito o nosso quotidiano, isto é, a prevalência das emoções mais primárias: a intriga, a maledicência, a novela ligeira, a futilidade que prevalecem sobre a reflexão e os temas concretos que a todos deveriam interessar. Nada me espantará um eventual regresso do “pequeno guerreiro” que numa primeira fase regressará às revistas da especialidade para depois ser protagonista de um enredo cor-de-rosa virtual e, no final, mais uma vez, acordaremos com a triste realidade feita de oportunidades perdidas. E eis um verdadeiro retrato deste país, no final ganhou a novela da TVI.

17 novembro 2006

Recordar é viver


TÍTULO: O COMBOIO DO TUA
INTÉRPRETE: FLORÊNCIA
MÚSICA: MANUEL JOSÉ SOARES
LETRA: MÁRIO CONTUMÉLIAS
ORQUESTRAÇÃO: SHEGUNDO GALARZA

OLHA O COMBOIO QUE SOBE O TUA
TRÁS EMIGRANTES, TRÁS EMIGRANTES
E NO COMBOIO QUE SOBE O TUA
VELHOS SOLDADOS E ESTUDANTES
VÃO DE VIAGEM P'RA TRÁS-OS-MONTES
E O COMBOIO QUE SOBE O TUA
FAZ POUCA TERRA A MUITA TERRA
ATÉ AO FILHO QUE ANDA NA RUA
E HÁ NAMORADOS P'R'ALÉM DO TUA
LENÇOS BORDADOS ROUPAS DE CAMA
BRINCAM CRIANÇAS SOLTAS NA RUA
POR ENTRE AS PEDRAS NO MEIO DA LAMA
E O COMBOIO QUE SOBE O TUA
OS NAMORADOS LEVAM UM BEIJO
ANTIGO SONHO DE MULHER NUA
SOFRIDO EM FRANÇA SEMPRE UM DESEJO
OLHA O COMBOIO QUE SOBE O TUA
TRÁS VIAJANTES, TRÁS VIAJANTES
E O RIO À ESPERA ESPELHO DA LUA
LAVA SAUDADES DOS EMIGRANTES
E EM TRÁS-OS-MONTES, POR TRÁS-OS-MONTES
UMA ENXADA DA CHARRUA
DE SOL A SOL TAL COMO DANTES
ESPERA O COMBOIO QUE SOBE O TUA
EM TRÁS-OS-MONTES, POR TRÁS-OS-MONTES
UMA ENXADA DA CHARRUA
DE SOL A SOL TAL COMO DANTES
ESPERA O COMBOIO QUE SOBE O TUA
OLHA O COMBOIO QUE SOBE O TUA
OLHA O COMBOIO QUE SOBE O TUA
OLHA O COMBOIO QUE SOBE O TUA
OLHA O COMBOIO QUE SOBE O TUA
OLHA O COMBOIO QUE SOBE O TUA

Subsídio de 65 cêntimos

Presidente da República vem a Bragança

O desencravamento económico do interior, é o tema da visita que o Presidente da Republica, Cavaco Silva, vai fazer no fim-de-semana de 25 e 26 de Novembro a Bragança.
O Chefe de Estado vem ao interior chamar a atenção para a necessidade de promover a coesão nacional alertando para os problemas que persistem no nordeste.
Durante a Campanha eleitoral para as presidenciais Cavaco prometeu que se fosse eleito iria erguer a sua voz contra o esquecimento a que a região tem sido votada. “Não permitirei que nenhum concelho fique esquecido”, disse.
Recordamos que foi precisamente no distrito de Bragança que Cavaco conseguiu a votação mais expressiva do todo o país. Veja aqui os resultados

Bons exemplos

Cerca de 400 pessoas reuniram-se, anteontem, em Freixiel, no concelho de Vila Flor, para assistir à celebração do Crisma e inauguração e bênção do novo Centro Paroquial Santa Maria Madalena.

(...)

Esta obra, que orça em cerca de 200 mil euros, contou com o apoio da Câmara Municipal de Vila Flor (CMVF), que doou 30 mil euros, mas não teria sido possível sem a ajuda de diversos paroquianos, em particular de duas antigas professoras, Olímpia Coelho e Isolina Ramos, que legaram 50 mil euros cada uma.
Em contraste...
Carrazeda nem uma Igreja digna desse nome possui. A incapacidade da comunidade católica, nomeadamente as Comissões Fabriqueiras, tem sido bem patente. Numa região tradicionalmente católica, as construções para o culto, leia-se as igrejas, mostravam a importância das aldeias. Assim as maiores localidades detinham também as edificações mais importantes. Carrazeda dispõe de uma Igreja diminuta (a menor de todas as sedes de freguesia) porque era também a aldeia mais pequena do concelho; mesmo com a anexação da Samorinha pouco modificou essa relidade. Actualmente, esta vila não dispõe de infra-estruturas capazes para uma dinâmica religiosa apropriada aos novos tempos e necessita com urgência de um espaço capaz...

Pensar dos leitores

Nota Prévia
Eu mjsccarvalho sou a favor de Tras os Montes e dos transmontanos e da preservação das suas riquezas
e uma delas é a LINHA DO TUA

Quanto às grandes barragens sou a favor duma grande na foz do Tejo.


Interesse das grandes barragens no rio douro e afluentes..

Produção de energia electrica
Regulação dos caudais
Diminuição das emissões poluentes
(Quioto)

Quais os benefícios que as grandes barragens do Douro trouxeram para as populações locais?
Combateram ou aumentaram a desertificação?
Quais os benefícios da regulação dos caudais para as populações locais?
Em que percentagem contribuem as populações locais para emissão de co2?

...............
Para que se possam construir e iluminar mais centros comerciais
no Porto e grandes cidades e para que não sejam alagados na altura das cheias e, se possa poluir ainda mais, constroem-se megabarragens que alagam terrenos de alta qualidade afogando vinhas , oliveiras , linhas de caminho de ferro Aguas termais antiquíssimas poluindo com charcos zonas onde ainda se pode respirar o ar puro.

Bem, isto tiram mas o que dão?

Sugiro que se faça um estudo dos benefícios / prejuizos de empreendimentos anteriores..já que experiencia não falta e quem cai à quinta ou sexta já nem burro é..
Recordo-me da construção da ponte da Brunheda... A empresa Soares da Costa trouxe os trabalhadores, os materiais de construção, a cozinha , os cozinheiros, a alimentação , os dormitórios e a unica coisa que deixou na zona foi lixo e "problemas"...
Quantos operários de Carrazeda vão trabalhar, quanto vão ganhar e,por quanto tempo, quais os materiais a adquirir em carrazeda e por quanto e,por quanto tempo ,quantas dormidas, refeições, quanto vai receber Carrazeda e durante quantos anos...quando vão estar prontas todas as infraestruras destruidas e como vao as pessoas ser indemnizadas por esses transtornos...
Onde vão oe expropriados invetir
a esmola que lhes vão dar.. (espero que seja em Carrazeda e não num opel corsa qualquer que espatifem na primeira curva ou na entrada para um T0 nas amoreiras)
Se a Camara já tiver resposta a estas questões e outras já colocadas ,devo felicitá-la pois está a trabalhar como a Edp cujo estudo sócio económico vai ao pormenor de saber quantas pessoas são transportadas na linha do Tua
(mesmo que façam bluff os outros nem se preocuparam em saber onde fica a linha)

Meus amigos ... a História julgará mais uma vez os homens e as suas atitudes Tras os Montes será aquilo que nós quisermos...

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Posted by mjsccarvalho to pensar ansiães at 11/18/2006 06:20:58 PM

16 novembro 2006

Barragens, sim ou não?

Decorreu quase um ano desde que a Direcção-Geral de Geologia e Energia deu "luz verde" à EDP para construir duas novas barragens na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Se a da Foz do Tua é um processo iniciado há pouco tempo e ainda em fase de estudos geológicos preparatórios, a do Baixo Sabor encontra-se num processo mais avançado de decisão.

Como sempre acontece em empreendimentos do género estão formadas duas barricadas na defesa intransigente dos projectos ou na sua inflexível condenação. Os ambientalistas da Plataforma Sabor Livre, que congrega várias associações de defesa do ambiente, tentam inviabilizar o financiamento comunitário da barragem do Baixo Sabor com base no que consideram «a destruição iminente de património de interesse europeu, incluindo uma área proposta na Rede Natura 2000 e uma Zona de Protecção Especial no âmbito da Directiva Aves». Os autarcas dos municípios ribeirinhos ao rio Sabor são unânimes na avaliação das virtualidades de execução do projecto e recentemente reforçaram a apologia ao encomendar uma sondagem que mostra que 80% da população dos concelhos afectados – Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé e Moncorvo – são a favor da sua construção, sendo apenas 6,5% os que se lhe opõem. Do seu lado posicionam-se os eurodeputados portugueses no Parlamento Europeu que pediram ao comissário do Ambiente um parecer favorável (julgo que imprescindível) da Comissão Europeia sobre a construção da obra.

No que respeita à barragem projectada para a Foz do Tua, do lado da contestação, além de alguns ambientalistas ainda não totalmente organizados, surge uma cisão evidente dos autarcas dos concelhos limítrofes – Carrazeda, Alijó, Murça, Vila Flor e Mirandela. O presidente do Município de Murça, João Teixeira e o de Mirandela, José Silvano têm liderado a oposição ao projecto e apontam danos irreparáveis para a região se for erigida a obra: dezenas de hectares de vinhas e olivais serão submersas bem como a linha de caminho-de-ferro do Tua, acresce ao referido a possível destruição ambiental de um dos últimos rios selvagens do mundo. Os benefícios locais putativamente retirados do investimento serão sobretudo turísticos.

Comparativamente, as vantagens da construção de barragens no rio Douro para o país são hoje quase unânimes. Os empreendimentos contribuíram em 40% para a produção nacional de energia hidroeléctrica, tornaram o rio navegável e consequentemente possibilitaram o fluxo turístico, domesticaram a impetuosidade invernosa do rio diminuindo as cheias na Régua e Porto e durante muitos anos possibilitaram a energia mais barata na cidade Invicta. Isto é, somos contribuintes para um bem nacional, que é a energia eléctrica e o turismo, mas o investimento e as mais valias em termos locais foram pouco mais que zero. A electricidade tem o mesmo preço do resto do país com a agravante de possuirmos uma das piores redes de distribuição com cortes constantes. Em termos de projectos turísticos pouco mais se executou que um ou outro cais e assistimos impávidos e serenos à passagem de mais cem mil turistas por ano sem que mais valias fiquem na área geográfica. O Douro continua a ser a região do país com piores índices de desenvolvimento.

Por outro lado, a história demonstra que a EDP sempre explorou o mais que pôde, utilizando a violência do Estado para expropriar de qualquer maneira a preços ridículos e dar pouco em contrapartidas.

Este é parte do meu texto na próxima edição do INFORMATIVO.
Veja aqui outras participações na MEMÓRIA DO PENSAR

Douro precisa de barragens em todos os afluentes

«Mais seis estruturas
Um especialista da Faculdade de Engenharia da UP defendeu ontem a construção de barragens em todos os afluentes do rio Douro como única forma de controlar o caudal deste rio e evitar a ocorrência de cheias. O responsável disse ainda que a barragem de Foz Côa devia avançar.
O professor António Machado e Moura, especialista da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, disse à agência Lusa que a bacia hidrográfica do Douro “só poderá ser controlada com a construção de obras hidráulicas” em todos os afluentes deste rio, desde o Corgo, ao Pinhão, Tua, Sabor, Paiva e Côa. “Este ponto estratégico para a gestão do Douro representa ainda uma importante reserva de água para a região e uma fonte de energia limpa”, frisou Machado e Moura.
(...)
Segundo o docente, a extensão do Douro que atravessa território nacional é de apenas 20 por cento do seu total, gerando, no entanto, quase 35 por cento do caudal. Isto porque - salientou - o território nacional “é mais beneficiado em termos de precipitação”. “É um recurso endógeno de que dispomos mas não temos na bacia do Douro obras hidráulicas que permitam armazenar e gerir esta água”, disse. Machado e Moura defendeu a construção de obras hidráulicas que “permitam reter a água e a impeçam de chegar ao leito do rio Douro”.
Referiu que, por exemplo, só no dia 27 de Dezembro de 2002 o rio Tua entregou ao Douro 170 hectómetros cúbicos de água, quando o leito do rio comporta apenas 70 hectómetros cúbicos de água.
Depois da decisão de não construir a barragem do Baixo Côa por causa das gravuras rupestres e, enquanto se espera por uma resolução quanto ao Baixo Sabor, a EDP quer avançar com a construção do Aproveitamento Hidroeléctrico Foz/Tua. Esta barragem será construída a 1.250 metros da foz do rio Tua, representa um investimento de 237 milhões de euros e uma produção de 350 gigawatts de energia por hora, ou seja o equivalente ao consumo médio de uma cidade com 80 mil habitantes.
Poderá armazenar até 215 milhões de metros cúbicos de água e inundará uma área de 791 hectares que se estende ao longo de 37 quilómetros dos concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça, Mirandela e Vila Flor, e as obras poderão começar já em 2007.
Uma só barragem não resolve tudo”, salientou. Defendeu ainda que o projecto para a construção da barragem de Foz Côa devia ser retomado uma vez que “passada uma década da suspensão não são sentidas na região mais valias resultantes da não construção daquele empreendimento. No entanto, o docente considera que as populações afectadas pela construção destes empreendimentos devem ser “justamente indemnizadas”.
Autarcas contra e a favor
Autarcas e populares das áreas afectadas pela futura barragem no rio Tua estão divididos quanto às vantagens e desvantagens do projecto, havendo quem condene a destruição das vinhas e quem aplauda o eventual desenvolvimento da região.
Artur Cascarejo, presidente da Câmara de Alijó, já disse que “à partida” não é contra a construção da barragem mas ressalvou a necessidade de compensar as populações afectadas. “A construção da barragem tem que ser fundamentada em estudos que digam exactamente o que vamos ganhar, como por exemplo o valor das indemnizações”, frisou.
Defendeu que é “necessário que haja incentivos que ajudem a que as pessoas possam mudar de actividade, para que possam ter vida económica para além da barragem”. Contra o empreendimento está o autarca de Murça, João Teixeira, porque diz que este vai submergir 60 por cento das vinhas das aldeias de Sobreira e Porrais. “São 12 as famílias da Sobreira que vão ficar sem vinha, o seu única sustento neste momento”, frisou.
Diário de Trás os Montes

15 novembro 2006

Abandonados

São bem visíveis os cães de caça a deambular pelas estradas e caminhos da região que são abandonados pelos caçadores nesta época do ano. Para além da fome que os mitiga, arrepia o desespero que transparece no seu olhar. Muitos deles aparecem atropelados, outros tornam-se vadios ou são recolhidos pelos canis municipais. Este é um acto sem piedade que revela profunda desumanidade e se vai repetindo todos os anos.

Coleja


13 novembro 2006

Mentiras Piedosas

- Chegou o Inverno e com ele, a aspiração sentida e a vontade expressa do rubricador desta rubrica, deixar de ter pretexto para continuar a rubricá-la.

- Venho testemunhar uma visão ocorrida no dia 1 de Novembro no cemitério municipal em uso. Com efeito, tal como recentemente certifiquei a aparição de tabuletas em muitas campas, com o dizer “Abandonada”, pude agora constatar o descaminho destas para em seu lugar aparecerem ramos de flores.

-Entretanto e aqui não há milagres, o preço dos enterros “está pela hora da morte”. Não bastava já o aumento de imposto para a compra das tumbas e vem agora a inflação, cair sobe o preço das exéquias e das flores.
Estou como diz o outro (Expresso/ Actual, p. 57 de 14/10/06) “ A morte, não nos fica nada bem. No entanto, há quem morra porque sim e há quem morra porque enfim …”.
Só nos resta a consolação de ver um dia, os que vivem deste expediente, desertarem também para paragens onde ainda haja gente para morrer.

-Quem havia de dizer que a colecção de Agendas Culturais que alguns coleccionaram, é agora de um valor incalculável! Com efeito, atendendo a que deixaram de ser fabricadas, este produto é hoje transaccionado entre os coleccionadores, por valores incalculáveis. O interessante é que os próprios fazedores desta publicação recordam com saudade, épocas em que se esforçavam com denodo a trabalhar para encher as páginas da edição.

- As previsões apontam para que, num futuro próximo, haja mais gente que automóveis em Carrazeda de Ansiães. Por tal facto decidiu-se aumentar os passeios, em detrimento do espaço antes destinado para automóveis.

- Foi encontrada e levada para a urgência, uma estratégia, em estado lastimável de conservação. Ao que parece a dita destinava-se a garantir a subsistência do vereador a tempo inteiro com o pelouro do desporto na nossa C.M. Aguardam-se para breve resultados da sua eventual recuperação. Um dos indicadores pode estar, em verificar-se se, o vereador virá a rescindir o contrato de emprego.

- Ia sendo enterrado vivo um natural quando foi encontrado sentado, muito quieto e acomodado junto à Rua de Lá. O cangalheiro, autor da acção argumentou que, tinha lido algo que dizia: - Se nada nos incomoda, é porque estamos mortos” e terá sido esta a razão porque pensou que entre muitos acomodados, aquele lhe parecia já morto.

- Vão ser comemoradas, com pompa e circunstâncias as “Bodas de Prata” que abençoam o enlace entre a nossa Escola Secundária e o seu Presidente. Daqui seguem os parabéns.

- Afinal não foi possível obterem-se imagens da inauguração das retretes públicas do Parque de Merendas, pelo simples facto da sua inauguração ter sido privada.

--Antes que arrefeçam, vão ser apregoados aos quatro ventos, os prognósticos, gnósticos e diagnosticados para a nossa querida terra até ao ano 2015.
Entre agnósticos e não agnósticos, prógnatos e não prógnatos, afectados e não afetados, abertos e fechados, criativos e broncos, cultos e ignorantes, meditativos e espontâneos, pensadores e obtusos, filósofos e espíritas, foi profetizado o que vai ser apregoado. Admite-se pois que não seja por falta de sentença que se verifique a insolvência.

Hélder Carvalho

NA TERRA DO GRANITO

Foi em 1982, reparem há muito tempo, ou nem tanto quanto isso, são 24 anos passados.
Talvez o leitor atento e visita assídua deste espaço, que definitivamente já entrou no quotidiano de todos nós, pois no dia em que alguns o não podem visitar, lamentam-se à mesa do Café. È um vício salutar e que faz bem ao nosso ego, é como tomar o Café ou comprar o Jornal, só que aqui é tudo em primeira mão e à borla.
Foi constituída a Liga dos Amigos da Anta, há 24 anos e recentemente, promoveu entre os Fundadores um Encontro – Tertúlia, para analisar, aprofundar e reanimar a actividade da Liga dos Amigos da Anta.
Agora que o calhau, e o Granito estão na moda, vamos dar um pequeno aperitivo das boas intenções daquela Liga. Assim, a “Anta de Zêdes” tão desprezada pelas autoridades municipais, quer pela Junta de Freguesia de Zêdes, como por outros naturais dessa freguesia, com elevadas responsabilidades autárquicas e que por aquele monumento nada fizeram, vamos colocar a “Anta de Zêdes na mapa dos Monumentos Megalíticos”
É nossa intenção trazer a este espaço, depoimentos da EDP, dos Presidentes das Câmaras de Mirandela, Murça, Alijó, Vila Flor e de Carrazeda de Ansiães porque não?
Sobre a intrigante questão da “Barragem do Rio Tua”. A saber: - “Quem boicotou a hipótese de se construírem “Quatro Mini – hídricas sobre o Rio Tua”- neste caso, respeitando a linha férrea do Tua – Mirandela e muitos hectares de vinha, que existem no Vale do Tua. Saíam todos beneficiados, a Empresa EDP e os autarcas acima referidos. Quem tramou esta hipótese?!... Que diligências se fizeram ou omitiram? A quem pedir responsabilidades?!!!!!....
Sabe-se que a solução actualmente em vigor os seja a “Construção de uma Barragem sobre o Tua” – vai acabar com a histórica linha férrea de via única que liga o Tua a Mirandela, com paisagens espectaculares ao gosto dos Turistas, e ainda com milhares de hectares de Vinha que vão ficar submersos. Vantagens?! O dinheiro amigos, não paga nada e os lavradores do concelho de Murça assim o entendem. Vamos saber mais desta história e aguardem as cenas dos próximos capítulos.
LAA
MBP

Reparos e Elogios de São Martinho

A ordem dos factores é arbitrária, mas iniciemos o nosso trabalho pelos Elogios:
Aqui vão os Parabéns para os Serviços Sociais da Câmara Municipal de Carrazeda, pela forma exemplar como organizou o tradicional “Magusto”no dia 11/11/2006. Pelo trabalho desenvolvido, pela variedade de carne confeccionada, tudo regado a preceito com vinho da região e “Quentinhas e boas” as castanhas a saltar da brasa, foram notadas algumas ausências, mas os presentes foram suficientes para fazer a festa.
Aqui segue o Reparo:
Em dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho. Entendeu a Confraria dos Amigos de Coleja, que no Sábado a seguir ao dia de S. Martinho, naquela localidade os lavradores, abriam o pipo e davam a provar o vinho aos convidados e Amigos de Coleja. Foi assim no primeiro ano do evento, testemunhado pela Comunicação Social e pelas Televisões. No ano seguinte ainda houve festa, se bem me lembro já com cisões a nível Organizativo. E houve um ano em que participei com outros amigos na Festa e gostei, aderi de alma e coração. Este ano porque pelo calendário o dia de S. Martinho até foi no Sábado, fiz todas as diligências para ir à festa, mas não houve Festa.
Por favor boa gente de Coleja, unam esforços e vontades e para 2007, organizem-se, ponham de lado as pequenas querelas, e façam justiça ao bom nome da vossa terra hospitaleira no dizer do John Gibbons, nesse excelente retrato da aldeia que tão bem descreve no Livro “Não Criei Musgo”. À comunidade dos pequenos proprietários que em Coleja têm as suas propriedades que visitam com regularidade aos fins de semana, pois exercem a sua profissão na cidade do Porto, o meu apelo para que pelo vosso exemplo, possam em 2007, fazer renascer a tradição. O povão agradece.

Manuel Barreiras Pinto

12 novembro 2006

Relativo ao “Tudo é relativo”

“Analisar-mos os factos pelo prisma da sua subjectividade pode ajudar-nos a ver o mundo com mais optimismo e resignação” ( ?).

Temos tido sorte com a chegada do Inverno, com temperaturas amenas. Não podemos contudo esquecer o rigor que não tardará e com ele aquele atrofiamento físico e mental que, não mata mas corrói. Havia quem dizia que “por aqui ou se morre de pasmo ou de cirrose”. Pelos vistos parece já não ocorrer morrer-se de fome física, só anímica. Eu acrescento que talvez a morte por cirrose seja para já a única opção individual a aceitar-se como passível. Isto enquanto não for proibido beber.
Com efeito, se a dinâmica do calor do Verão com os seus dias de sol, nos trás alguma luz e optimismo, em contrapartida o Inverno, remete para o atrofiamento e a estagnação. A máquina montada parece que no Inverno se sente mais perfeitamente. O marasmo que transporta parece contribuir, com o frio, para estupidificar, ainda mais lentamente, o correr do tempo. Parece que para se usar a nossa condição de seres pensantes se exige ainda mais esforço e vitalidade. Com nada de válido acontece ao redor, repercute-se com mais nitidez no colectivo, a pobreza e monotonia dos gestos e ideias feitas. Perante a falência pública, cultural e cívica, apenas ficam réstias de sinais de descontentamento que rapidamente se dissolvem na invernia. Valha-nos o futebol e a expectativa, todas as semanas acrescentada, da hipótese da saída do Totoloto.
Congelados pelo frio e rigor dos tempos, percorrer-se-á mais um Inverno como que hipnotizados e cegos pela diminuição da luz.
E assim o povo aceita com mais docilidade a ilusão que lhe é pregada do ideário dominante.
O que prevalece é exactamente a estratégia de organizar ordeiramente o tédio e a futilidade colectivos. Importa perdurar o reinado com a certeza de que entre a gleba sobressaem os que aceitam com naturalidade a imbecilidade.

No meu casulo sinto-me então um privilegiado. Sei do passado e dá-me prazer recordá-lo. Recordar o tempo vivido a crescer observando com curiosidade as coisas simples e singelas da minha terra. Recordar as relações que criei e as experiências que tive. Essa experiência ensinou-me, noutras circunstâncias, a saber tirar partido dos sentido e a valorizar na sua amplitude a audição, a vista, o tacto e o olfacto. Ainda hoje me consigo deixar-me absorver pela contemplação de uma noite estrelada, pela observação do voo de uma ave, pelo cheiro da terra em inicio de trovoada, pelo barulho da chuva nos beirais, pela fragrância das flores do jardim, pelo pôr do sol recortado na montanha. É esta a felicidade que ainda encontro na minha terra. Não é a riqueza nem o reconhecimento que aqui me traz fortuna ou contentamento. Gostaria de partilhar com outros este meu contentamento, esta liberdade e perfeição mas, não sendo possível que exista ao menos para mim.

Pouco ligo por isso ao chamado “ bom tempo”, pois qualquer tempo é bom e agradável, quando se sabe abrir os olhos e a alma.
Tenho para mim contudo que apesar de tudo, ninguém é tão pobre espiritualmente que não possa pelo menos uma vez ao dia, “olhar o céu e ter uma ideia viva e boa, elevada e construtiva”. O passo seguinte será o de saber e gostar de a partilhar com todos.

Hélder Carvalho

«Vastus I»

11 novembro 2006

Em defesa da variante

As obras que decorrem no centro da vila condicionam (e de que maneira!) o trânsito e para os pesados de mercadorias é uma verdadeira dor de cabeça atravessar Carrazeda. Temo até que os poucos motoristas já tenham passado "palavra" que passar em Carrazeda é um verdadeiro inferno. Grande parte da circulação é desviada para a Zona Escolar com os prejuízos inerentes.
A variante, para além de muitas outras e óbvias vantagens seria uma boa alternativa! Os detractores da variante defendiam (erradamente) que os "passantes" não parariam na vila se encaminhados pela dita cuja. Estavam e estão errados. Só para quem quer ou quem necessita de parar em Carrazeda é que o faz com ou sem variante. Ninguém parará apenas porque é desviado para o centro. Pelo contrário, o tempo que perde pensará recuperá-lo o mais rapidamente possível.
Assim se reafirma que a não finalização da obra foi um grave erro eo presente mais razão nos dá. Defendemos que mais tarde ou mais cedo ela tem de ser construída. É uma obra estruturante para a vila, pois delimita, organiza e potencia espaços de expansão e acima de tudo descongestiona o trânsito.
A sede de concelho é caótica, não pela quantidade, mas pela desorganização de posturas, sinais e regras de trânsito. O visto neste campo é um sinal de subdesenvolvimento e atraso estrutural. Para os que nos visitam é até ridículo, pode até ser candidata ao livro de recordes por deter uma rua onde se pode estacionar, ao mesmo tempo, à direita e à esquerda. Muitas comissões municipais de trânsito depois, nada se fez. Saúda-se o esforço da nova definição de passeios e ruas que está em execução nas ditas obras. Nada ainda se mostrou à população, nem o projecto, nem as intenções dos governantes. Temo até que não haja uma ideia bem clara e definida. As obras parecem mostrar uma nova concepção para a circulação que a todos beneficiará.
No entanto, sem a conclusão rápida da variante nada terá sentido.


Variante de Carrazeda.
Aqui se mostra a degradação de uma obra que nasceu "torta e tarda em endireitar-se". Tanto dinheiro desbaratado e tão necessário ao nosso desenvolvimento colectivo.

Uma grande descoberta

um frade e uma castanha

Apanhando castanhas

Acidentes IP4

Mais de 20 pessoas perderam a vida anualmente no IP4 entre 1996 e 2003 devido principalmente à velocidade excessiva e não às deficiências desta via rápida, entretanto rectificadas, concluiu um estudo local.
As conclusões são de um estudo do comandante da PSP de Bragança, Amândio Correia, que revela ainda que a maioria das vítimas tinha entre os 18 e os 34 anos e que a maior parte dos 859 acidentes registados naqueles sete anos se deu com bom tempo.

No Marão ONLINE

80% DA POPULAÇÃO É A FAVOR

Barragem do Baixo Sabor

Segundo uma sondagem realizada pela empresa do ramo “Eurosondagem”, muito conhecida pelas sondagens que costuma fazer nos períodos pré-eleitorais, 80% da população dos concelhos afectados pela Barragem do Baixo Sabor – Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé e Moncorvo - são a favor da sua construção, sendo apenas 6,5% os que se lhe opõem. Foram efectuadas 680 tentativas de entrevista, mas 169 recusaram qualquer resposta, pelo que foram validadas apenas 511.
A nível nacional os cidadãos a favor da Barragem representam 55,2%, enquanto que os opositores atingem a cifra de 11,8%. Esta sondagem foi realizada de 30 de Outubro a 1 de Novembro, por telefone, tendo sido abordadas 1258 pessoas que tinham telefone fixo em casa. Destas 1258, houve 248 que não quiseram responder, pelo que foram aproveitadas apenas 1010 entrevistas.

Na VOZ DO NORDESTE






08 novembro 2006

DECLARAÇÃO DE AMOR À MINISTRA DA EDUCAÇÃO

(pelo José)


Estou apaixonado pelo primeiro-ministro
Por todos os primeiros-ministros
E pelos segundos
E pelos terceiros

(...) quero vê-lo(s) num filme porno.

A. Pedro Ribeiro, in Manifestos do Partido Surrealista Situacionista Libertário


Afinal, o José não é o único. O A. Pedro Ribeiro também morre de amores pelo nosso primeiro, e pela nossa ministra. Como é mais puritano,
José não gostaria de os ver num filme hardcore, 1º escalão, a fazerem amor com o défice, nem como Otelo, aos tempos em que nos fora cavaleiro tauromáquico lhes projectando (a baba, a raiva, o ranho) ao Campo Pequeno. Não,
José apenas os quer na RTP Memória, ao filme em que se pensam cowboys, a preto e branco, num duelo ao amanhecer. E sob a capa de não haver mais cêntimos, José pensa que o primeiro, o segundo, mesmo os terceiros são os bons que vão promover o mérito, quando, afinal, promoverão mas toda a gerontocracia de macacos velhos, por cinzentos. E entre estes, só os piores: amigos do sistema, que ocuparam cargos de gestão - mesmo sem haverem dado aulas, e haverá sempre alguns numa Escola perto de Si -, que ocuparão claramente os lugares de supervisão, não fossem eles Super-Homens, de tanto sonharem com a (sua, não esta) reforma. Até porque são os únicos que faltando, numa turma que às vezes vão tendo,
os outros funcionários lhes não marcam falta! E este passa a ser um critério de relevar a sua omnipresença - justamente diferenciador dos Deuses e dos simples mortais.

Estava a ler um notável poema de Fernando de Castro Branco, nessa parte em que tocava Lorca, intitulado "Na morte de José Augusto Seabra",

Como habitualmente, talvez não chegues
às cinco em ponto da tarde, que o teu relógio
é o rasto do sol, o outono das sombras.
Mas nós, os teus alunos, esperar-te-emos algum tempo,
escondidos nesta paisagem sem Natal, lá fora.

Sabemos que não vais faltar.

e pensava eu como fosse vivo e no Ensino Básico ou Secundário, José Augusto Seabra, anti_
normativo e convencional... Jamais faria parte dos futuros professores titulares. Se a reforma é em nome do Cêntimo, substituindo um passado pardo, em que quase todos os professores eram iguais, com classificação Suficiente — por um futuro em que só dos pardos rezará a história

o José não vê que a Escola pública será cada vez mais lugar de marginalização (só lá ficarão professores, digo: funcionários públicos que piquem o ponto: 8 horas, não é?, sem condições de prepararem aulas e alunos que não queiram prosseguir estudos). Que
quem quiser ensino de qualidade que o pague!, num Colégio privado, (à imagem de 99% dos deputados e 100% dos ministros), que é onde têm os filhos. Sem saber nem sonhar que a conta do Guarda-Roupa (banal, neste Carnaval...) lhe virá em breve, olhando a máscara de Zorro, ao feminino... Ah, diz o José, como eu morro de amores pela linda capa da Ministra da Educação!

vitorino almeida ventura

Maus-tratos a idosos preocupam

«Os maus-tratos a idosos foram ontem apontados pelas autoridades do distrito de Bragança como «a dimensão da violência doméstica mais difícil de tratar, com contornos ainda mais complicados do que a violência conjugal».
A directora regional da Segurança Social, Teresa Barreira, que falava na abertura do primeiro núcleo de atendimento às vítimas de violência doméstica a funcionar num Governo Civil, o de Bragança, defendeu que vai ser muito difícil “tocar, desmontar e acompanhar” este problema, porque há um silêncio ainda mais cúmplice em relação aos agressores”.
(...)
No entanto, segundo foi divulgado na abertura do novo gabinete de atendimento, a violência doméstica deixou de ser um exclusivo conjugal e os maus-tratos a idosos constituem um desafio para as autoridades, que admitem “dificuldades” em combater esta vertente do problema.
Os idosos não se queixam e as denúncias que chegam à Segurança Social, iniciativa de terceiros, raramente têm seguimento porque as vítimas se recusam a testemunhar.
Não querem colocar em risco o apoio, mesmo que precário, mesmo que sob a forma de violência. Precisam, estão de pendentes e, portanto não denunciam para proteger essa retaguarda ainda que débil e violenta”, disse a directora distrital da segurança Social.
De acordo com Teresa Barreira, os casos “tornam-se ainda mais difíceis quando os idosos estão institucionalizados, porque mesmo que as famílias possam ter conhecimento, também não denunciam porque precisam das instituições”.“É uma realidade de facto muito difícil e pode ser a dimensão da violência mais difícil de tratar”, declarou.
DN
Público

Eurodeputados pedem barragem no Baixo Sabor

«Os eurodeputados portugueses no Parlamento Europeu pediram ao comissário do Ambiente um parecer favorável da Comissão Europeia sobre a construção da barragem do Baixo Sabor, que abrange quatro concelhos transmontanos (Alfândega da Fé, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros e Torre de Moncorvo).
Os eurodeputados haviam feito um primeiro pedido no ano passado, reiterado há uma semana por 17 dos 24 eurodeputados, que numa carta dirigida ao comissário Stavros Dimas, consideram que a barragem tem uma importância estratégica para o país

06 novembro 2006

Mentiras Piedosas de Novembro III

- Esta mentira tem graça.
Sabe-se que estão a ser envidados todos os esforços para se garantir rapidamente a execução da A25 que vem de Alijó e passa por aqui. O objectivo mais premente é o de facilitar o acesso mais rápido e cómodo à Escola da Professora de Português, para que esta não falte tanto.

- A próxima publicação contratualizada pela nossa C.M. vai ser, a da monografia da monografia de Carrazeda de Ansiães a sair brevemente. Nela constará o estudo e descrição da raiz, das peripécias por que passou ao longo dos tempos a sua feitura, da sua gestação e nascimento retardado. Acredita-se que tal publicação criará tanta ou mais curiosidade quanto a que lhe dá origem.

- Recomendações de adjectivos para quando em dias de insónia, decidir “ pensar Ansiães”:
- Abstinência; indigência; opulência; abstinência; indulgência; eloquência; excrescência; insolvência; pertinência; sobrevivência; carência; ausência….

- Os novos fatos de treino da Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães vão ser concebidos na Linha de design e estilo “Floribela”.

- Vão ser propostos mais dois cursos de formação profissional que se espera tenham muitas inscrições atendendo á pertinência dos seus objectivos. Trata-se de um curso de “ Organizadores de Tédio”e outro de “ Vendedores de Ilusões”.

- Depois da última indigestão a Comissão de gestão do Lar de Terceira Idade tem dúvidas se deve contratar mais uma cozinheira, se optar antes, por agenciar um animador habilitado.

- Está prestes a ser concluído o inventário dos burros do concelho. Deste modo se ficará a saber brevemente se esta espécie ainda abunda entre nós. Recorda-se que existem fortes incentivos, que têm sido aplicados, para a preservação da casta. Há quem admire sobremaneira o ar de imbecil e a docilidade destes animais.

- Com o rigor do Inverno desaparecem por uns tempos as incomodas “Moscas Varejeiras”. Como sabemos a proliferação de Varejeiras está na razão directa da “Caca” que se faz por esse concelho fora. Daqui se pode concluir que o rigor do Inverno é imprescindível para um determinado sossego temporário.

-Quem não é para comer, não é para trabalhar”. Partindo deste ditado popular foi decidido distribuir-se remédios para se ganhar apetite junto da população desempregada ou abstinente de trabalho.

Hélder Carvalho

A culpa volta a ser da cabra

O facto de se ter verificado entre nós mais uma tragédia com o assassinato de dois inocentes, ocorrido concretamente em Codeçais, leva-me a tecer alguns comentários suplementares a outros que aqui já foram abordados pela rama.
Perante o que constou nas notícias, o sucedido era mais ou menos previsível atendendo a que terá havido várias queixas do indivíduo criminoso, a denunciar junto das autoridades, o seu estado alucinado e provocador.
A pergunta que me faço é a de saber se as autoridades terão sido suficientemente diligentes, na parte que lhes tocava, na resolução deste problema?! Assim e perante o rigor punitivo com que temos sido tratados pela nossa GNR pergunto-me se estes casos ou semelhantes, terão idêntico tratamento de rigor e punição! Evidentemente que todos sabemos até que ponto é difícil proceder à resolução de casos destes. Contudo para quem demonstra tanta exigência e competência em actos puníveis mas de menor importância ou consequência, parece-me correcto exigir então em circunstâncias como a que vinha ocorrendo em Codeçais ou noutras paragens com casos similares, uma postura com resultados positivos. E deste modo se ganharia a confiança e consideração de todos, pelo trabalho que cumpre à nossa GNR.
Será ainda pertinente questionar-se o trabalho de reintegração a que os nossos presos são submetidos, nos serviços prisionais. A julgar pela confissão que terá feito o assassino de Codeçais, este terá morto para voltar para a prisão. A ser verdade o que foi dito não é preciso acrescentar mais nada para se entender a pedagogia de reintegração que é seguida.
Em conclusão direi que num país mais civilizado estes acontecimentos não teriam passado sem que se procedesse a um inquérito cujas conclusões a todos esclareciam

Hélder Carvalho

03 novembro 2006

Barragem no Tua

A possibilidade de construção de uma barragem junto à foz do rio Tua foi o mote para uma concentração de cerca de meia centena de agricultores, ontem à tarde, na ponte da Brunheda.

No JN

Mortos

sem saber porquê
no JN
"Suposto Homicida diz que “matou por desejo de regressar à cadeia”

O suspeito da autoria de um duplo homicídio que anteontem à noite aconteceu em Codeçais, Carrazeda de Ansiães, terá dito no primeiro interrogatório judicial que matou por desejo de regressar à cadeia. O Indivíduo com 47 anos, já cumpriu 19 anos de prisão, condenado primeiro por homicídio, depois por agressão a um guarda prisional e mais tarde por tentativa de homicídio.

Ontem recolheu novamente à cadeia em prisão preventiva enquanto aguarda o julgamento pelo duplo homicídio de dois septuagenários que estavam tranquilamente a ver a telenovela na associação de Codeçais, quando o suposto agressor os abordou e os agrediu com um punhal, aplicando-lhes golpes fatais.

Na aldeia a população vivia debaixo de ameaças constantes, o próprio suspeito dizia que tinha uma lista de pessoas que havia de matar. Há poucos dias tinha agredido o tesoureiro da junta."


Escrito por Brigantia
Sexta, 03 Novembro 2006

02 novembro 2006

Dia de Finados

Desde os tempos mais remotos, a principal característica que diferenciou os homens dos restantes animais foi o culto dos mortos. A homenagem que os vivos prestam aos que partem teve diferentes cambiantes de acordo com as especificidades culturais, os momentos históricos e, particularmente, a religiosidade das populações. Desde as antas ou dólmenes que se pensa que seriam lugares de veneração dos mortos, passando pelas múmias egípcias; às catacumbas cristãs até às cremações modernas, a morte teve uma evolução enorme no modo como é encarada pelos vivos.
Recorda-se que há 160 anos (1846) ocorreu em Portugal uma revolução, a Maria da Fonte, em que uma das causas imediatas da revolta foi a proibição dos enterramentos feitos dentro das igrejas pelo governo de Costa Cabral. Surgiram os cemitérios e todos hoje reconhecem a vantagem destes espaços em detrimento das igrejas. No entanto, estas necrópoles tornarem-se lugares deprimentes e lúgubres, alardeando bronzes, plásticos, mármores, granitos, capelinhas, jazigos, em que o mau gosto impera ma maioria das vezes. O culto merecido aos mortos é amiudadamente feito de forma ostensiva, triste, sem gosto.
Os países anglo saxónicos fazem-no de uma forma mais singela e harmoniosa. Os espaços onde sepultam os seus defuntos são locais naturalmente embelezados e por isso aprazíveis. São constituídos por belos jardins, em que é um gosto passear e lembrar quem partiu…
Pensar que a minha eternidade se passará num dos cemitérios actuais não me é particularmente atraente. Pensar que poderei passar o resto dos meus dias num lugar húmido, desconfortável,, inestético e descampado como é o novo cemitério de Carrazeda causa-me arrepios. Patetices! Nada contará! As condições para o merecido culto aos mortos feito pelos vivos é que não melhorou, pelo contrário.

Os carrazedenses

foram surpreendidos esta manhã pelo assassinato de duas pessoas na aldeia de Codeçais. O acto foi perpetrado por um "tresloucado" na noite de ontem. A notícia da rádio local referia que teria havido por parte de uma moradora a notificação ao Senhor Governador Civil de Bragança para a necessidade de tomar medidas urgentes dada a perigosidade do indivíduo. Outras teriam alertado as autoridades. Nada foi feito! A tragédia aconteceu! Podia ter-se sido evitado duas mortes se houvesse prevenção?...

Túnel do Marão outra vez atrasado