Público
31 outubro 2006
30 outubro 2006
Planificar o futuro
Sem qualquer presunção, antes deste tipo de organizações não seria importante diagnosticar e projectar o futuro com base em dados reais e objectivos. Assim:
Que estudos se fizeram quanto à evolução populacional?
Que projectos de instalação de empresas estão equacionados para os próximos anos?
Quais são as ideias para aumentar ou tão só fixar as populações?
Que acessibilidades são necessárias?
Como empenhar e lançar horizontes para a fixação dos jovens?
Como promover o investimento e a criação de empresas?
Quais as prioridades no investimento público?
Como fazer ao crescimento da população da 3 idade face à precariedade de condições de vida e afastamento dos filhos (a oferta de lares que não responde à crescente procura?
…
Um dos eventos realizou-se num horário de expediente a que apenas os reformados, desempregados ou convidados, que não necessitam de justificar faltas, puderam assistir. Uma outra com recurso a convites criteriosamente endereçados, quiçá para que não se provoquem muitas ondas, a que tive a honra de assistir mais que participar. Não fui convidado directamente e soube do evento por interposta pessoa. Meio a medo, um pouco acanhado e sem saber bem ao quê lá me dirigi ao Centro de Apoio Rural. Uma senhora simpática abordou-me: “Qual é a instituição que representa?” –perguntou-me de chofre - “Agora é que vai ser bom e bonito” - pensei, engoli em seco e respondi meio a gaguejar “eu apenas me inscrevi, não represento nada”. Putativamente, seria o único que ali estaria presente e nada representava, antevi pela expressão surpreendida da senhora. A iniciativa era organizada pela Universidade Católica e pelos Resíduos Nordeste, denominava-se "Nordeste xxi" e pretendia responder a uma pergunta - Como será Carrazeda em 2015? -, inventariar alguns constrangimentos e empecilhos ao progresso concelhio e, por último, apontar três propostas de investimento. Do resultado muitas poucas novidades, para além da aposta agrícola, do turismo, de lares de terceira idade, da fixação de jovens para não falar da badalada criação de uma marca "Carrazeda" (???), que (Santo Deus) ninguém sabe muito bem o que é (ver em baixo). Nos principais empecilhos ao desenvolvimento sobressaíram o despovoamento, o envelhecimento da população.
O meu, um dos quatro grupos, apontou para além daquelas a aposta na florestação, na cinegética, no turismo quiçá o de terceira idade e na inclusão de uma rede de excelência de espaços rurais com apostas no património ambiental, monumental e arqueológico, entre outras e apontou a falta de planeamento concelhio como uma das principais causas do hipotecamento do futuro. Estas e outras foram ridicularizadas por um dos presentes apelidando as propostas de filosóficas, abstractas e nada exequíveis. Contrapunha a exploração de gado bovino na Veiga e construção de um teleférico sobre a futura barragem da Veiga. Propostas bem mais concretas e exequíveis! Não há dúvida?… (continua)
Marca Carrazeda –
“Ó Santo Deus” o que será isto de marca “Carrazeda”? Alguém conhecedor desta operação milagrosa me pode explicar, ou melhor, digam a todos para salkvarmos de vez este concelho tão ostracisado, deprimido e carente de boas ideias para o seu progresso? Servirá esta expressão fantástica apenas de lenitivo para escamotear a impotência e a falta de ideias. Não é possível criar a marca Carrazeda, pura e simplesmente porque ela não tem fundamento. As marcas não existem porque nelas se pensam. Elas têm validade quando representam produtos com características próprias, Será uma marca para o vinho? O vinho é do Douro. Para a maçã? Já temos a golden, a starking, a royal galen… Do azeite? … O quê?
Oposição
Por onde andará a nossa oposição? Não se vislumbra em qualquer lado! Não dá sinais de vida! Não espicaça! Não levanta questões! Esperará melhor oportunidade? Sem dúvida perguntas pertinentes. Responda quem souber.
Mentiras piedosas de Novembro
- À semelhança do que tem acontecido em certos hospitais pediátricos as paredes interiores das salas e gabinetes dos nossos Paços do Concelho, vão ser decoradas com pinturas murais. A ideia pretende que, quando os funcionários estiverem a olhar para as paredes, estes não as verem brancas e ganharem coragem para trabalharem. A curiosidade agora está em antever a criatividade que terão de ter os pintores, por exemplo para decorar o gabinete dos chefes de departamento, dos secretários, dos técnicos de apoio social, do almoxarife, dos encarregados, dos auxiliares, dos auxiliares dos auxiliares e demais ajudantes e colaboradores.
- Foi um dia criticado o facto de a nossa C.M. não integrar nos seus quadros, gente com deficiências físicas, não impeditivas de produzirem determinados serviços. Para tirar as teimas o nosso Primeiro decidiu agora fazer um rastreio das principais doenças junto dos funcionários e gestores eleitos, a fim de se constatar ou não, se há verdadeiramente, deficientes integrados nos serviços. Assim a primeira doença a ser diagnosticada vai ser a “doença dos pezinhos”. Trata-se de uma doença impeditiva do andar. Por exemplo se o doente possui gabinete, a doença acaba por o impedir de levantar o rabinho da cadeira e ir para o terreno ver como se passam as coisas. Com o tempo o doente acaba mesmo colado à cadeira mas, como podemos deduzir, as consequências da doença são más para todos. Vamos esperar para ver os resultados.
- Foi aqui transcrita a história do cidadão de Marco de Canaveses que solicitou o automóvel oficial do Sr. Presidente da autarquia, para conduzir, no dia do casamento, a noiva de quem era o padrinho. Desconhece-se a resposta ao requerimento.
Também aqui já foi afirmada a utilidade do automóvel oficial do nosso Presidente, por exemplo, para conduzir concidadãos doentes e carenciados, vindos das nossas aldeias. A sugestão que se formula agora é a de, exclusivamente em período de não utilização oficial, o automóvel estacionar junto ao Centro de Saúde para acolher no Inverno, aqueles que de madrugada esperam ao frio a sua vez, para conseguirem entrar nos serviços e obterem “ uma consulta do dia”. Se para esta tarefa se conseguir uma camioneta de passageiros, também dá.
- A tradição dos “tapumes” e “estaleiros” é porventura, uma das instalações mais usadas pelos nossos construtores civis, por onde passam.
Fez agora anos que desapareceu, com muita saudade, um tapume que já era um dos principais ex.-libris da nossa vila. Tratava-se do tapume do Centro Cívico.
Há quem acredite que, se os empreiteiros pagassem as respectivas coimas para estes serviços, já teríamos perdido mais esta tradição. Assim daqui requeremos, às instâncias devidas, que se for preciso, revoguem a lei que devia obrigar a tal licença, a fim de que se mantenha entre nós, mais este hábito tradicional.
- Reina grande expectativa. Ao que parece a Oposição “vai tomar uma posição” até ao Natal. Uns acreditam que será a posição deitada. Outros pensam que será a posição de pé. Desta vez decidi fazer a minha previsão e acredito que virá a ser tomada a “posição de lótus”.
- Regista-se com agrado uma decisão política tomada a nível nacional que vai privilegiar alguns carrazedenses. Trata-se da decisão de permitir àqueles que querem ser espanhóis que o possam ser, se assim o entenderem eles e os espanhóis. De momento questiona-se se esta decisão irá contribuir para a diminuição do desemprego. È que há quem diga que os espanhóis só gostam dos que trabalham.
Hélder Carvalho
O Fenómeno
Conheço-o mal, por tal facto não sei se é um sobredotado ou um estudioso e super trabalhador.
O que eu sei é que é filho de gente honrada e humilde, gente que, com os recursos de que dispõe e sem apoios, pouco mais poderá ajudá-lo a perseguir desafios para os quais parece dotado. Sei que o João Carlos optou por se inscrever em Engenharia Informática no Inst. Polit. de Bragança. A pergunta que faço é esta! Até que ponto ele teria ou não optado por exemplo, por prosseguir estudos numa Universidade, no país ou no estrangeiro, com perspectivas de maior qualidade e qualificação!
Será que seria pedir demais á nação, que criasse mais condições e incentivos para que estes casos fossem melhor aproveitados!
Se no presente ainda vingasse aquela iniciativa da nossa C.M. de premiar os nossos melhores alunos, este teria sido um dos contemplados e talvez essa ajuda fosse mais um incentivo;
Se os investimentos que vemos em parques de recreio e diversão se dirigissem antes como incentivos económicos aos nossos estudantes carenciados, este seria mais uma vez um dos contemplados;
Se algumas excursões que se fazem fossem prioritariamente dirigidas ao estudo e saber e orientadas para as camadas jovens, este teria ganho já, mais conhecimento;
Se houvesse concursos e bolsas de estudo ou de investigação instituídas aqui, este também poderia ser um dos candidatos;
Se, para alem dos incentivos aos “jovens agricultores” também houvesse incentivos para os “jovens estudantes”, este também poderia ser um dos contemplados;
Se em vez do subsídio de “desemprego no café” houvesse o subsídio de “emprego na escola”, este poderia também concorrer.
Para tudo isto bastava que quem manda, não demonstrasse tanta falta de visão de futuro, sentido das prioridades e tacanhez nas decisões. O resultado traduz-se em atraso, adiamento, perda de oportunidades, miséria e ignorância.
Ao terminar queria sublinhar o papel importante que a Escola há-de ter tido no desenvolvimento deste nosso concidadão, apesar de todas as vicissitudes por que esta tem passado ao longo dos anos. Os meus sinceros parabéns, aos professores que o ajudaram a chegar até aqui.
São estes factos que me ajudam também, a mim, a sentir orgulho da minha terra.
Hélder Carvalho
29 outubro 2006
Douro vai ter rede de pequenos hotéis
O Governo aprovou um conjunto de investimentos, no valor aproximado de 86 milhões de euros, destinados a financiar uma rede de hotéis de pequena e média dimensão no Douro, com o objectivo de dotar a região de uma rede hoteleira de grande qualidade. Segundo o presidente da Região de Turismo do Douro Sul, Jorge Osório, os investimentos serão feitos no âmbito do Plano Integrado de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro (PIDTVD).
JN, 2006-10-29
Barragem "sempre" com efeitos negativos - JN
28 outubro 2006
26 outubro 2006
Bons exemplos
Segundo fonte do posto de turismo local, entre 1 de Janeiro e 30 de Setembro esta localidade do distrito da Guarda recebeu 22.064 turistas e 2.780 visitas guiadas.
(...)
No mapa alusivo ao centro histórico de Trancoso, que é entregue a todos os que se dirigem ao posto de turismo, aparecem sinalizados 23 locais de interesse, com especial destaque para o castelo e as muralhas, classificados como Monumento Nacional.
No Primeiro de Janeiro
25 outubro 2006
Bons exemplos
Amplificar queixas
A má drenagem das águas pluviais que desaguam num ribeiro que corre junto a algumas habitações pode igualmente voltar a causar estragos. O alerta foi deixado por Maria Bata, proprietária de um café. \"Tenho andado muito nervosa, já que chuva tem sido muita. Tenho medo que o café volte a ser inundado, já que a água vem toda para aqui. Avisei a Câmara, mas aqui ainda não foi feita nada para que a água tenha melhor escoamento. E a enxurrada já foi há um mês e meio\".
As críticas vão subindo de tom, uam vez que o governador civil de Bragança tinha anunciado ajudas para seis famílias afectadas e mais carenciadas, num universo de 21 casos identificados pela Segurança Social.
\"O pouco que vai ser atribuído pela Segurança Social, devia ser mais repartido. Estou a pagar o recheio da minha casa, que foi destruído ou danificado. Não tenho nada a agradecer ao Governo, ainda não vi ajuda nenhuma. As técnicas da Segurança Social nem por minha casa passaram\", lamenta Hirondina Monteiro.
Este foi um cenário que a comissão directiva da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) encontrou, ontem, em Freixo de Espada à Cinta, durante a visita que efectuou as zonas da vila mais assoladas pela intempérie.
No entanto, a ANMP decidiu reclamar junto do Governo a criação a criação de duas linhas de crédito bonificado, destinadas a ajudar à recuperação dos estragos causados pela enxurrada.
Segundo Fernando Ruas, presidente da ANMP, a reunião em Freixo de Espada à Cinta serviu para a ampliar a voz do presidente da Câmara e abrir portas para que a situação seja resolvida.
No JN
24 outubro 2006
Mais multas
A crise na Casa do Douro
Em 1995, a região Demarcada do Douro viu alterado o seu quadro institucional. Passou a estar dotada de um organismo interprofissional, - a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro (CIRDD), no qual tinham assento, em situação de absoluta paridade, os representantes da lavoura e do comércio, com o objectivo comum de disciplinar e controlar a produção e comercialização dos vinhos da região com direito a denominação de origem.
Este modelo veio a sofrer nova alteração em 2003, com a substituição da CIRDD por um Conselho Interprofissional integrado no Instituto dos Vinhos do Douro e Porto.
Em termos formais, e conforme estabelece a sua Lei Orgânica aprovada pelo, a missão do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) é a supervisão da viticultura duriense cabendo-lhe a certificação dos vinhos da Região Demarcada e a disciplina do sector na função fiscalizadora e sancionatória bem como, as responsabilidades de gestão e coordenação da vitivinicultura duriense. (Decreto-Lei 278/2003 de 6 de Novembro.
Actualmente a Casa Do Douro representa 40 mil viticultores está esvaziada das suas anteriores funções. A compra de 40% da Real Companhia Velha e sucessivas gestões ruinosas colocam a instituição duriense num beco sem saída. A dívida total da instituição atinge os 127 milhões de euros.
A perda de influência da estrutura associativa está também directamente relacionada com o aumento da concentração da produção do vinho do Porto. No presente cinco grandes grupos controlam cerca de três quartos (73 por cento) de um negócio que em 2005 se cifrou em 405 milhões de euros.
Os grandes grupos estão a assenhorear-se sobretudo de propriedades de alto valor, reforçando a produção própria dos vinhos destinados às categorias especiais (vintage, late bottled vintage e "porto" com indicação de idade, produtos que estão a ganhar um peso crescente nas vendas globais). Com excepção da novíssima Caixa Nova, com activos que já lhe garantem cerca de 10 por cento do negócio e o quinto lugar no "ranking", os quatro maiores estão todos ligados a famílias com tradição nos vinhos - os Symington e a Taylor"s têm ligações centenárias ao Douro; a família Guedes, da Sogrape, tem conhecidas e duradouras relações com o mundo dos vinhos; o grupo francês La Martiniquaise, que detém a Gran Cruz e é um grupo que nasceu e cresceu no negócio das bebidas.
Para as categorias especiais, os "grandes" recorrem cada vez mais à produção própria; e, para os vinhos "standard", prescindem da qualidade dos produtores-engarrafadores, comprando às cooperativas que acolhem as micro-produções de muitos dos cerca de 40 mil produtores durienses, a maior parte deles com colheitas inferiores a cinco pipas/ano (2500 litros). Daqui decorre um abaixamento dos preços pagos à produção (uma pipa de 550 litros está a ser vendida entre os 825 e os 900 euros, preços praticados há dez anos atrás).
Esta concentração do negócio é visível também na diminuição dos comerciantes com dimensão acima da média, de 61 em 1999, para apenas 46 no ano passado.
Muita da população a viver no Douro é proprietária de pequenas explorações e sempre tiveram o guarda-chuva da segurança enquanto associados numa estrutura forte como era a Casa do Douro. A reorganização do sector por parte da administração central não soube acautelar os interesses dos pequenos em detrimento dos grandes. O decréscimo da importância da instituição duriense e até o seu falado desaparecimento poderá agravar os condicionalismos que sofre a região.
A culpa é da cabra
O Museu Rural do Vilarinho da Castanheira (MRVC), em Carrazeda de Ansiães, ruiu em Dezembro do ano passado, mas as causas e os responsáveis continuam desconhecidos. A especulação inicial que apontava para erros de cálculo sobre a resistência das velhas paredes de granito ainda não foi desmentida ou aceite publicamente pela peritagem dos técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), ao qual o Município de Carrazeda solicitou a averiguação do incidente.

O MRVC vai ficar instalado num velho e nobre edifício daquela localidade. As aparentemente robustas paredes de granito terão inicialmente oferecido, aos técnicos responsáveis pela obra, garantias de que viriam a aguentar com as obras adicionais necessárias à adaptação para museu. Mas não aguentaram. No início de Dezembro do ano passado, as paredes do segundo corpo do edifício não resistiram ao peso da placa em betão e ruíram. Valeu que à hora do incidente, manhã cedo, ainda os trabalhadores não tinham iniciado a jornada, caso contrário poderia ter-se transformado numa tragédia.
Nos dias seguintes, a oposição socialista da câmara de Carrazeda exigiu explicações sobre o sucedido e pediu que fossem apontados os responsáveis; o presidente social-democrata recusou emitir opiniões para não especular, solicitando depois ao LNEC uma investigação à obra.
O Museu Rural do Vilarinho da Castanheira é um investimento de cerca de 250 mil e euros e destina-se a acolher um conjunto de artefactos ligados à actividade rural do concelho de Carrazeda de Ansiães, de modo a preservá-los no tempo."
Escrito por Eduardo Pinto no Informativo
Segunda, 23 Outubro 2006
23 outubro 2006
Barragem do sabor
http://www.saborcombarragem.org/mailings/2/w2.asp?email=!*EMAIL*
veja o site:
http://www.saborcombarragem.org/
ou participe no fórum:
http://www.saborcombarragem.org/forum.asp
22 outubro 2006
Bons exemplos
«A procura de passeios fluviais no Douro Internacional no troço que liga a praia Fluvial da Congida, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, ao cais de El Code, junto à Aldeia de Ávila (Espanha) teve um acréscimo de cerca de 50% no período compreendido entre os meses de Abril e Setembro.
20 outubro 2006
Mentiras piedosas - Fim de Outubro
- Esta é ainda para os “jovens empresários da pastorícia”.
Foi decidido por unanimidade propor, nesta época do ano, em que os lobos mais têm atacado as ovelhas dos rebanhos dos nossos pastores, que os gimnodesportivos sejam transformados durante a noite em currais para resguardo dos rebanhos. Fica assim mais garantida a segurança dos animais e ainda restará o estrume no dia seguinte, para se estrumarem as couves e os tomates. A reutilização destas infra-estruturas desportivas levam agora as freguesias que ainda não a têm, a reivindicá-la também.
- A Assembleia Municipal preocupada com o resultados negativos das sondagens, feitas à gestão autárquica, decidiram na introdução da proposta, agradecer os êxitos da democracia, a liberdade de decidir e escolher entre vários partidos, o progresso que temos tido e, depois na essência, propor para agora, o modelo autárquico de gestão corrente de expediente na nossa C.M. O objectivo é o de minorar os estragos que ainda estão para vir.
_ A propósito de partidos e para amenizar, a mentira reaccionária que se segue mantêm o piedoso mas, pode ter sido verdadeira. É aquela do optimista que, chegado a casa informou a mulher:
-Maria, já tenho um Partido.
Responde ela: - Agora vê se tens cuidado para não partires o outro.
- Foi pequeno o espaço de banquete disponível para tantos convidados no acto de inauguração do Lar de Idosos da Freguesia de Pombal. O que vale é que “para comer não há braço curto”. O problema era conseguir de pé, segurar o prato, os talheres e o copo. E assim, uns passaram fome e outros, sede.
- Já não florescem as flores dos canteiros suspensos na balaustrada dos florescentes Paços do Concelho.
Há quem diga que a culpa é da falta de tempo para se dedicar á causa do Eng. Florestal do município, preocupado com a reflorestação dos passeios da vila.
Chama-se á atenção para a importância destes elementos florais que, como devemos estar recordados, se influenciaram nos célebres “jardins suspensos da Babilónia”, uma das dez maravilhas do mundo antigo.
- Foi precisamente a utilização aqui expressa do ditado popular “ Os cães ladram e a caravana passa” que determinou a decisão municipal de construir finalmente um Canil em Carrazeda de Ansiães. Deste modo se espera que a breve trecho “os cães deixem de prosseguir a caravanas dos nossos pioneiros”.
Pretende-se que a infra-estrutura seja de luxo já que a nossa burguesia assim o exige. Deste modo fica adiada a construção prometida do Hotel em Carrazeda.
Reina a expectativa sobre quem será o arquitecto a elaborar o projecto.
- Mais um ditado popular para justificar esta mentira desapiedada. “Os amigos são para as ocasiões”. Com este pretexto está a ser criada no concelho uma “Associação de Apoio ao Amigo Alberto João”. No momento em que este é tão atacado pelos “cubanos” nada melhor para lhe provar fidelidade e amizade do que uma campanha no “contnente” de angariação de fundos e adeptos que comunguem das causas e preocupações deste.
Como resultado da primeira cotização já feita, foi-lhe comprado um “lenço dos namorados” para ele limpar a baba. O lenço leva bordado o seguinte verso: -
Segue encomenda boando
no vico do passarinho
condo bires o tiranete
dale um abraço e um veijinho
Carrazeda voltou a ser notícia
Também eu, só quando “senti na pele” o resultado do excesso de zelo, ou talvez antes, a incongruência e arbitrariedade, é que procurei informação sobre o estado em que as coisas vinham sendo tratadas. Soube então também que, poucos escapavam à tarefa inquisidora da nossa GNR. Soube por exemplo que as multas mensalmente, triplicavam em relação, por exemplo às que eram passadas em Vila Flor. Soube que os nossos agentes tinham por prática esquivar-se a dar a cara no acto de multar, preferindo remeter multas em carta registada. Soube de gente idosa que ficou sem a reforma mensal para pagar multas ridículas. Soube de gente simples que, na abordagem foi tratada com prepotência. Soube dos modos opressivos com que alguns agentes exibiam o seu poder.
Tratou-se assim de mais uma notícia que não provocou estranheza, sobre a nossa triste condição.
Em circunstâncias normais valeria a pena reflectir sobre o caso. Valia a pena estudar-se a razão destes procedimentos e depois tirar conclusões.
Julgo que haveria pelo menos duas ou três conclusões a tirar. Ou a prática estaria certa e, nesse caso, haveria que implementá-la como exemplo, por todo o país e não somente neste concelho de gente humilde e pobre. Ou a prática pecaria por excessiva e incorrecta e, nesse caso, deveria conhecer-se a sua razão de ser e proceder-se em conformidade para com abusadores. Haveria talvez uma causa a provar primeiramente, que teria a ver com a verificação de que, em vez de se estar a lidar com uma população honesta e cumpridora, se estava a lidar com uma população de malfeitores que vivem à margem da lei.
Como carrazedense aquilo que mais me entristeceu neste caso, foi contudo, verificar a submissão com que se consentiu o despropósito. Poucos usaram o direito a defender-se e a contestar o que se passava. Poucos tiveram a coragem de usar a liberdade para denunciar a intolerância e prepotência que se manifestou.
Será este o verdadeiro estado de espírito das gentes da minha terra?
Sabe-se que a prática actual do comando da nossa GNR mudou. Reconhece-se que existe neste momento outra actuação mais tolerante e pedagógica. Faço votos de que o novo Comandante que temos, consiga manter a sensatez na actuação do seu comando e seja recíproco o respeito, e reverência perante a lei. Estou certo de que, seremos capazes de saber esquecer e saber recuperar a dignidade mútua que todos merecemos.
Hélder Carvalho
UTAD poderá absorver IPB
no JN
19 outubro 2006
O interior esquecido
(fonte Adão Silva)
OE (4)
PARTICIPAÇÃO DAS FREGUESIAS NOS IMPOSTOS DO ESTADO – 2007
Amedo 23 024
Beira Grande 22 320
Belver 23 024
Carrazeda de Ansiães 32 517
Castanheiro 24 732
Fonte Longa 23 024
Lavandeira 21 041
Linhares 32 642
Marzagão 23 548
Mogo de Malta 17 488
Parambos 23 024
Pereiros 23 024
Pinhal do Norte 23 806
Pombal 24 667
Ribalonga 15 228
Seixo de Ansiães 27 832
Selores 17 563
Vilarinho da Castanheira 38 601
Zedes 23 024
CARRAZEDA DE ANSIÃES (Total município) 460 129
OE (2)
ALFÂNDEGA DA FÉ 294 140
BRAGANÇA 15 503 163 (+ de 10 000 000 é para a ponte internacional de Quintanilha)
CARRAZEDA DE ANSIÃES 887 898
FREIXO DE ESPADA À CINTA 4 354 415
MACEDO DE CAVALEIROS 489 222
MIRANDA DO DOURO 84 000
MIRANDELA 1 176 071
MOGADOURO 1 335 637
TORRE DE MONCORVO 240 000
VILA FLOR
VIMIOSO 1 826 120
VINHAIS 85 500
valores em euros
A maioria das verbas é para estradas e centros escolares. A verba de Carrazeda de Ansiães é para a beneficiação EN 214 entre o limite do concelho de Alijo e Castanheiro do Norte.
18 outubro 2006
Orçamento de Estado
FEF FINAL
ALFÂNDEGA DA FÉ 5 271 410
BRAGANÇA 13 461 770
CARRAZEDA DE ANSIÃES 5 736 527
FREIXO DE ESPADA À CINTA 4 574 976
MACEDO DE CAVALEIROS 9 508 529
MIRANDA DO DOURO 6 435 896
MIRANDELA 10 021 432
MOGADOURO 549 8 537 487
TORRE DE MONCORVO 6 952 384
VILA FLOR 5 424 579
VIMIOSO 5 789 543
VINHAIS 8 570 804
TOTAL 90 285 337
Alguém explica
"O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, António Castro Guerra, afirmou hoje que a culpa do aumento de 15,7 por cento no preço da electricidade em 2007 é dos consumidores, porque "este défice tem de ser pago por quem o gerou".
Até este ano, a lei impedia uma actualização dos preços acima da inflação, o que deu origem a um défice tarifário que, na opinião de Castro Guerra, "só pode ser imputado aos consumidores".
"São os consumidores que devem este dinheiro. Não é mais ninguém", declarou o governante à rádio TSF. "Este défice tem de ser pago por quem o gerou"…
no Público
17 outubro 2006
Bons exemplos
(...)
Estes dois empresários justificam esta aposta em Alfândega da Fé com a vontade de internacionalização da empresa, com o interesse e apoio manifestados pelo presidente da câmara local e ainda com a possibilidade de aumento da competitividade no mercado, uma vez que em Portugal a mão-de-obra é mais barata.
na Brigantia
16 outubro 2006
Um país cada vez mais desigual
Em 1999, o salário mínimo português era 59 euros mais baixo do que em Espanha e 148 do que na Grécia.
Hoje, é 246 euros mais baixo do que em Espanha e 283 euros mais baixo do que na Grécia.
“PRODUZIR E VENDER EIS A QUESTÃO”
A contabilidade era rudimentar, a contabilidade dos Proveitos e dos Custos era inexistente. Sabia-se que na hora certa do arranque das batatas e estas na loja, lá aparecia o intermediário de Belver, dos Mogos ou de outras aldeias para levar os Kilos de batata produzidos e que eram destinados à venda. A batata assim adquirida, seguia depois em vagões do Caminho de Ferro para Lisboa e no cais da Estação do Tua eram às toneladas, que o comboio transportava, a batata saía e o dinheiro entrava e quantas vezes eu assisti aos telefonemas para um grande armazenista e comerciante de Setúbal, e de lá vinham ordens para comprar a batata a x preço, já incluída a percentagem para o angariador, pagar o trabalho de ensacar, despachar e localizar os vendedores.
Quando a procura superava a oferta, aqui o preço disparava e quem não queria vender, até vendia porque não era mau negócio.
Neste clima vivíamos e eis senão quando na procura de cultivar novos produtos, quiçá mais rentáveis, apareceu a possibilidade de cultivar a maçã em grandes áreas, apoiados com novas técnicas de espaçosas “Charcas ou poços “ – e regadio de gota a gota, que alimentavam as árvores e ajudavam na formação dos frutos. As primeiras experiências no concelho, foram um enorme êxito e os novos proprietários – exprimiam o seu contentamento – sorriam à quantia do cheque recebido pela produção.
Estes produtores –lavradores- faziam o que sempre fizeram os outros, noutros tempos, ou seja – trabalhavam a terra – e produziam, a terra nunca negou colaborar com o proprietário que a trata com carinho, a alimenta e rega, depois a Mãe Natureza faz o resto, o Sol, a Chuva na época própria.
Garantida a produção, como era feita a comercialização?! – Agora vinham da cidade do Porto e de outras cidades, os comerciantes, levavam a maçã e o suor de quem trabalhava todo o ano na terra para agora ver o produto do seu trabalho, à mercê destes comerciantes sem escrúpulos, que compravam a metade do preço que iriam receber, quando a vendem no Mercado Abastecedor do Porto ou noutros mercados, onde têm as suas lojas de venda. Explorados os produtores, mesmo assim viviam felizes e contentes, fazendo o que sempre fizeram, cultivar e produzir. Infelizmente com o passar do tempo, a entrada para a União Europeia e a troca da moeda de escudos para o euro, os comerciantes da cidade, deixaram de vir, os produtores ficaram hipotecados com a rentabilidade do produto e órfãos de soluções, procurando cada um solucionar individualmente o seu problema e alguns grandes produtores até se uniram e nasceu uma empresa privada com fundos estatais, para comercializar directamente a sua produção, para os outros mais pequenos foi a morte anunciada.
As regras do jogo são simples e praticadas desde sempre, não há novidades. Quando o agricultor produz e comercializa, tem enormes possibilidades de ver bons resultados no seu trabalho. Exemplo: - As Quintas dos Ingleses do Douro – O vinho Generoso que engarrafam e vendem na Europa, Ásia, América e África.
Há produtores e engarrafadores que estão a entrar no mercado com os seus produtos, única forma de contabilizar os custos – proveitos, numa exploração moderna e saber os resultados do trabalho feito. Os mais pequenos aqui continuam dependentes da boa vontade, desta casa ou daquele comerciante em adquirir as uvas que as suas vinhas produziram e neste calvário que se agudiza de ano para ano, nem as Cooperativas dão resposta adequada à compra da colheita.
Dizia o Presidente da Cooperativa de Vila Flor : - Se tivesse o poder de transformar o vinho em dinheiro, com a quantidade de vinho que temos, fazíamos dinheiro para pagar a todos os Lavradores, que estão sem receber há 3 anos o produto das suas colheitas. Quem pode produzir, sem receber há 3 anos?! Ou é rico, ou maníaco, ou então foi à Caixa Agrícola, mas hipotecar a vinha não é solução para obter bom vinho.
Oh, Senhor Altino - Presidente da Cooperativa de Vila Flor – Já tentou vender o nosso vinho aos Palop – Países Africanos de Língua Portuguesa? Recentemente foram a Macau a uma Feira que lá houve, várias Empresas de Portugal a tentar vender à China e neste mercado os seus produtos, e nestas algumas eram “Adegas Cooperativas da Região do Alentejo – Infelizmente de Trás Os Montes, dos distritos de Bragança e Vila Real, não apareceu nenhuma Empresa a integrar aquela Delegação. E lá diz o povo e o velho ditado: - Quando o mar bate na rocha, quem se f... é o mexilhão.
Manuel Barreiras Pinto
Aplausos
Uma decisão que deixa satisfeito o presidente da câmara José Silvano. Em declarações à Brigantia, o autarca considera que se trata da medida mais importante dos últimos 20 anos, tomada pelo Governo, para benefício do seu concelho.
As 229 zonas agrárias dão lugar a 28 delegações, as duas instituições financeiras são unificadas, a investigação é agrupada num único organismo, as auditorias são integradas em outros departamentos e há direcções gerais que acabam, passando as suas atribuições a outros. No entanto, está igualmente prevista uma redução de efectivos.
No meio de tantos encerramentos e do desprezo continuado manifestado pelo interior, uma excelente e corajosa decisão.
Mentiras Piedosas de meados do mês
O espelho responde que sim e a bruxa irritada decide partir o espelho e, procurar quem fazia frente à sua beleza….
- Depois de uma consulta a toda a família, inclusos os afilhados, foi já decidido pôr um nome ao nosso Centro Cívico a inaugurar brevemente. Vai chamar-se “O Grande Ignoro”. Digam se gostam.
- Entretanto, procura-se quem não seja supersticioso para se proceder também à inauguração do novo cemitério na Vila. Ainda sobre o novo cemitério, que já foi dado como pronto, à semelhança das Águas de Carrazeda, encara-se agora a possibilidade da privatização dos seus serviços e função, caso haja interessados. Já foram seleccionados os funcionários da C.M. que se deslocalizarão para a futura empresa particular.
- Para quem não sabe, o nosso concelho é atravessado por uma rota de passagem de aviões. Julga-se que, entre esses aviões passam os que fazem as carreiras regulares de Bragança / Lisboa. È nestas viagens que se deslocam os nossos Deputados Regionais a caminho de mais uma Reunião na Assembleia da República.
Em dias de céu aberto, é mesmo possível ver com facilidade os aviões onde, supostamente eles seguem a caminho do seu trabalho.
Podemos pois afirmar que temos uma relação de proximidade com os nossos Deputados de que poucos se podem gabar na Região.
- Logo após a conclusão do Curso intensivo de Agricultura Biológica a nossa Escola Técnico Profissional lançará como complemento o Curso de Optimismo Biológico.
- Para os jovens lavradores segue mais uma sugestão do Seringador. Com o aproximar do frio, é a altura de escolher e guardar os ovos mais sadios, a fim de “os deitar a chocar” com a primeira galinha a ficar “choca”.
- Desapareceu de circulação a norma para a requisição de licenças para instalação de toldos, reclamos, tapumes e rampas de passeios. Por tal facto se torna impossível formular hoje tais requerimentos em sede própria. Desta inépcia resultam prejuízos incalculáveis para o erário e imagem públicos pelo que se espera para breve a definitiva revogação de tais normas por parte da nossa querida Assembleia Municipal.
- Chegada a época de caça parece que, só por milagre se encontra algum espécime da nossa cinegética. Conscientes da importância económica que já teve na região este desporto, a Associação de Caçadores, a Associação de Comerciantes de Restauração, a Associação de Hoteleiros e a Associação dos Amigos dos Animais, decidiram propor a “caça aos perdigotos” pois de momento é esta espécie que mais tem sido usada no povoamento das zonas de caça da região.
- Ao que parece, terá sido a excessiva mediatização que se tem dado nesta rubrica ao nosso amigo Aragão, que determinou que os Técnicos de Assistência Social se tenham reunido na esquina, para estudar o seu caso e propor soluções.
- Notícias recentes da Cabra dão conta do seu contentamento para com o discurso do Sr. Presidente da Republica no dia 5 de Outubro em que falou da urgência em se combater a corrupção e convidou os autarcas a darem prioridade a essa luta.
- Agora deve dizer-se “carrazedenses”, “carraços”ou “carrapatos”?! E no feminino!?
Hélder Carvalho
15 outubro 2006
Uma dívida prometida a Foz-Côa há mais de uma década e que tarda em ser paga
Uma dívida prometida a Foz-Côa há mais de uma década e que tarda em ser paga.
A caridade é posta em causa
A metáfora contida no provérbio chinês “se vires um homem com fome não lhe dês um peixe, ensina-o pescar” fica assim complementada e reformulada. Para além do aspecto educativo, torna-se indispensável emprestar algum dinheiro para adquirir a cana de pesca ou, no mínimo, facultar o acesso a uns metros de fio de pesca e a um anzol. Não será assim tão fundamental “ensinar a pescar”, o homem acabará por encontrar um pau comprido onde aplicar o fio e o anzol e a necessidade se encarregará de lhe aguçar o engenho; ou seja, a arte da pesca acabará por aprendê-la com a prática.
Este sociedade condicionada pelo neoliberalismo baseada na competitividade feroz, em que o acesso aos instrumentos de criação de riqueza e promoção do emprego (é o caso da obtenção de crédito) assenta cada vez mais em rígidos procedimentos e com acesso limitado a oligarquias ou sectores bem padronizados e em consequência cria nichos sociais de marginalização é um modelo social posto em causa.
A postura de um “banqueiro” que foge do establishment e aos cânones da sociedades ditas modernas é uma fresta de esperança para a construção de uma sociedade que acredita na iniciativa e capacidade individual, desde que disponibilizados os meios, tornando-se em consequência melhor, mais humana e evoluída.
Uma região desenvolvida para um país mais ordenado
O despovoamento cresce a um, ritmo implacável, podendo registar-se até 2020 uma redução de cerca de 20% de uma população que se situa actualmente em 445 mil habitantes (o desejável seria não descer muito abaixo dos 430 mil habitantes, isto é pouco mais de 3%).
A riqueza produzida é 2,7% do PIB nacional (devia ser o dobro). O emprego no sector primário (agricultura) tem ainda um peso entre três e quatro vezes a média do País.
A economia do Douro e Trás-os-Montes tem uma grande dependência dos serviços colectivos (escolas, equipamentos de saúde e segurança social) e da Administração, (leia-se funcionalismo público e autárquico).
Esta é a descrição catastrófica do Programa Nacional da Política e do Ordenamento do Território (http://www.territorioportugal.pt/) encomendado pelo governo e agora em discussão pública, que pressupõe o grande objectivo estratégico – “um país bem ordenado”. Contudo, descansem os leitores, as soluções são também apresentadas.
Os cenários de desenvolvimento apontam para que a agricultura, a silvicultura e a pecuária que vão manter um peso decisivo na estrutura económica da região. Para além destes, as apostas centrais de desenvolvimento terão de focalizar-se no turismo e na dinamização desencadeada por esta actividade nos restantes serviços. Os nichos turísticos a potenciar serão: patrimónios mundiais (Douro Vinhateiro e Arte Rupestre em Foz Côa), rio Douro, quintas, solares, paisagens, identidade cultural das aldeias e pequenas cidades, termalismo e produtos de qualidade.
As grandes opções do desenvolvimento do interior passam por potenciar as cidades nos eixos do IP3 (Lamego, Régua, Vila Real e Chaves) e no IP4 (Vila Real, Mirandela e Bragança). A importância estratégica da região deverá permitir reforçar a cooperação transfronteiriça de modo a explorar outros mercados. Organizar uma “rede de excelência” de espaços rurais de molde a certificar bons e genuínos produtos locais, se possível com denominação de origem que ofereçam ainda qualidade de ambiente e património, Ordenar as zonas protegidas e potenciá-las para o desenvolvimento.
A concretização das medidas é feita através de planos sectoriais, especiais, regionais, intermunicipais e municipais que criará ou reformulará novas coordenações hierarquizadas, burocráticas e complexas, quando o ideal seria estruturas de coordenação ligeiras e ágeis perto das populações e com elas interagindo.
Nada de novo, dirão os pessimistas, mais planos e burocracia. Agora, conhecidas as causas do nosso insucesso colectivo e estabelecidas as linhas de desenvolvimento, falta o essencial, um verdadeiro choque de discriminação positiva em euros. Foi assim que na Madeira e nos Açores se conseguiu.
efeméride
Um acontecimento que terá tendência para repetitr-se em muitas aldeias.
14 outubro 2006
Consensos e barragens
(...)
Entre os autarcas da região, falta consenso com divisão de opiniões sobre as vantagens do projecto. Mirandela e Murça são dois locais onde a polémica existe.
Máquinas retro-escavadoras abriram já dois acessos ao local onde se supõe vir a localizar-se o paredão da represa um junto à ponte perto da foz do rio e outro desde a Estrada Nacional 212 que liga o Tua a Alijó. Entretanto, equipas de técnicos estão a fazer o levantamento dos interesses das populações que verão inundadas propriedades agrícolas se a barragem vier a ser construída.
Contrapartidas pedidas
O presidente da Câmara de Alijó (...) Artur Cascarejo sustenta que com uma grande instalação automatizada, como aquela que já foi anunciada, poucos impostos directos ou indirectos poderão reverter a favor da autarquia. Daí que seja necessário \"garantir outro tipo de contrapartidas\", já colocadas na mesa de negociações. É que entende que a barragem \"não deve ser apenas benéfica para o país, mas também para as populações locais\".
Opinião semelhante tem o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães. Eugénio de Castro não tem dúvidas que a barragem \"será mesmo executada\", até porque os prazos inicialmente previstos estão a ser cumpridos. Ou seja, se não houver contratempos as obras no terreno poderão começar em 2009.
\"A compensação pelos prejuízos provocados às populações serão negociados com a EDP\", afirma Eugénio de Castro, que vai reunir, na próxima semana, com aquela instituição. Sobre a mesa serão lançadas também questões relacionadas com as Termas de S. Lourenço e com a linha ferroviária do Tua. Ambos os equipamentos serão afectados pela construção da barragem.
No caso das termas, o projecto de requalificação está parado à espera de saber até que cota subirá a água da albufeira. \"Atrasou-nos o processo, inutilizou-nos os estudos existentes, dados que serão tidos em conta na negociação com a EDP\", adianta o autarca de Carrazeda.
Se a barragem avançar é mais que certo que a linha do Tua deverá ser submergida, constituíndo a machadada final numa via que muitos dizem ser fundamental para fins turísticos, pois comercialmente dá prejuízo."
Eduardo Pinto in JN, 2006-10-14 (sublinhado nosso)
Protestos contra moinhos de vento?
"José Silvano, presidente da Câmara de Mirandela, foi um dos autarcas que já se manifestou contra a barragem, sobretudo porque desactivará a linha ferroviária do Tua.
O autarca de Murça, João Teixeira, também se mantém contra o empreendimento, alegando que a construção \"submergirá 60% da área de vinha e olival da zona da Sobreira\". Mais \"As Caldas de Santa Maria Madalena, a ponte da Brunheda e a ferrovia do Tua ficarão debaixo de água\". Mesmo assim, João Teixeira afirma que terá de ponderar bem todo o processo, pois admite que a barragem também poderá trazer dividendos, lamentando, no entanto, os autarcas vizinhos, sem querer especificar nomes, não assumam luta semelhante contra a barragem.
João Teixeira adianta que, em breve, promoverá um encontro na ponte da Brunheda, que liga Murça a Carrazeda, para dar a conhecer publicamente a posição de Murça. O encontro será aberto à população e o autarca diz já a contar com residentes em Carlão, Brunheda, Pinhal do Norte, Sobreira, Porrais, Abreiro e Vieiro nos protestos contra o empreendimento.
Eugénio de Castro, de Carrazeda de Ansiães, respeita a opinião do homólogo de Murça, mas não concorda com ele. \"Não vale a pena lutar contra moinhos de vento\", justifica."
BARRAGEM DO SABOR
"O ministro do ambiente, Nunes Correia, invocou o interesse público para avançar com a construção da barragem do Baixo Sabor. Os autarcas transmontanos interessados na execução do aproveitamento hidroeléctrico aplaudem a iniciativa do governante.
A Quercus, membro da Plataforma Sabor Livre, tem confiança em que o interesse ambiental vai prevalecer.
A construção da barragem do Baixo Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, marca passo desde que o movimento ambientalista Sabor Livre apresentou uma queixa na Comissão Europeia contra o empreendimento, por colocar em causa a sobrevivência de diversos ecossistemas.
Ontem, em declarações à Antena 1, o ministro do Ambiente anunciou que \"este governo entendeu reassumir o reconhecimento de interesse público da barragem\". Nunes Correia baseia-se em estudos recentes para reconhecer o mérito da albufeira. \"Pode fazer duplicar o valor da energia produzida pela eólica\", disse, admitindo que há problemas ambientais que \"podem ser mitigados e compensados\".
A posição do ministro foi bem acolhida pela Associação dos Municípios do Baixo Sabor. O autarca de Moncorvo, Aires Ferreira, sublinha que se trata de uma \"posição firme do Governo, que vem de encontro à ambição de ver construída a barragem\". \"Penso que a questão da queixa na Comissão Europeia será ultrapassada\", frisa. Satisfeito está, também, o autarca de Alfândega da Fé, João Carlos Figueiredo. \"É uma postura correcta do Governo, dada a relevância do projecto para a região\", opina, desejando que a declaração de utilidade pública \"contribua decisivamente para acelerar o processo\".
(...)
Eduardo Pinto in JN, 2006-10-13
Dois projectos. De um lado a unanimidade no acordo dos autarcas, do outro a divisão. Sinais.
Para cada conveniência seu ditado popular.
Sobre mordeduras também temos o ditado que diz: “Não devemos morder a mão de quem nos dá de comer”. A propósito de dar, há outro ditado ainda que diz: “Dá Deus nozes a quem não tem dentes”. E porque estamos em Outubro vale a pena recordar aquele que diz:- “Em Outubro pega tudo”.
Em conclusão e para baralhar as mentes, podemos também explicar que “ o cão é o melhor amigo do Homem”.
E porque o meu engenho não chega para mais, terminava destinando uma poesia, por mim seleccionada, a todos os cães perdidos deste mundo (ainda agora encontrei alguns, perdidos pela IP4, á procura dos seus donos).
Por cima, a imagem dum mundo feito de olhares
afirma-se como verdade, a cada instante.
Por vezes, embora secretamente, algo
pousa diante dele, quando por essa imagem
se insinua, pronto a assumir um ser
distinto, não excluído, nem incluído.
E assim, levado pela dúvida, troca
a sua realidade pela imagem que esquece.
Sem que, no entanto, cesse de lhe oferecer
o rosto, como numa prece,
perto de compreender e consentir
e renunciando: porque deixaria de ser.
Rainer Maria Rilke
( trad. Jorge Sousa Braga)
Hélder Carvalho
13 outubro 2006
12 outubro 2006
E esta?
No semanário transmontano
Bons exemplos
Bons exemplos
Linha SOS Professor - 200 chamadas em apenas um mês
Bons exemplos
11 outubro 2006
10 outubro 2006
Digam-me se devo rir ou chorar
Respostas para estas dúvidas são difíceis de encontrar. Efectivamente não se sabe com rigor até onde levam as opiniões que aqui veiculamos. Sabemos contudo da liberdade e da tolerância de que dispomos para opinar e isso faz-nos sentir gratos.
É por isso que eu sou dos que acreditam que não há manipulação nas sondagens que aqui vão sendo feitas. E contudo parece-me que não seria muito difícil tal manipulação.
A mais recente sondagem sobre “ como avaliamos este mandato autárquico e o papel da oposição”, já serve para formular uma opinião.
O que se me depara deixa-me boquiaberto. Afinal será realmente assim tão má a opinião que os votantes têm da gestão do nosso município! Numa altura em que se observa o início de obras, se vê a conclusão de outras, se perspectiva a aparição à luz do dia, de projectos antigos, deparam-se-nos estas opiniões tão cépticas e derrotistas.
E eu que julgava, ser tido como pessimista-mor, vejo-me agora na eminência de aparecer acompanhado de tantos seguidores. Fica-me assim já pouca margem para ainda acreditar que o meu desconhecimento e ignorância pudessem constituir justificativo pessoal para tanto pessimismo. Tenho ainda que reformular a ideia, com que ficava após as eleições, de que, acomodados e risonhos, os meus concidadãos acreditavam “ nos amanhãs que cantam”. Pelos vistos não será já tanto assim e tenho pena por eles, porque esta é uma altura já difícil e dolorosa para desacreditar.
Falta então confiar que surja uma “terapia de choque”que ajude a mudar a nossa realidade. Sim porque há sempre quem acredite em milagres.
Nota: Esta apreciação foi escrita antes de ler a relação dos compromissos de campanha feitos pelo candidato que venceu novamente as eleições Eu até pensava que não havia promessas feitas. Mas também sou dos que acreditam que algumas se cumpram, se não for para a frente a nova lei das finanças locais.
Hélder Carvalho
Deputado socialista dixit
A proposta do Governo impõe novos limites no endividamento dos municípios, a criação de um revisor de contas para controlar as contas municipais: “E isso parece-me correcto”, argumenta o parlamentar, acrescentando que todos conhecemos “bons investimentos municipais”, mas também “há muitos projectos faraónicos que forma feitos e que o único contributo que dão é despesas”, remata.
Bons exemplos
(...)
A presença de Alain de Muyser resultou de um convite feito pela Junta de Fiolhoso e pela Câmara de Murça.
A dívida ...
Desde ontem, a conta ecológica da Terra entrou em saldo negativo. Por outras palavras, a partir de agora e até ao fim de 2006, os seres humanos estarão a explorar mais recursos naturais do que aqueles que podem ser renovados num ano civil.
(...)
A New Economics Foundation (NEF) (...) passou a determinar o dia exacto em que o salário ecológico anual da Terra termina. E "o dia em que a humanidade começa a comer a Terra", como define um comunicado da NEF, ocorre cada vez mais cedo. Em 1987, o "dinheiro" acabou em 19 de Dezembro. Em 1995, a data estava já em 21 de Novembro. E este ano a conta entrou no vermelho ontem, 9 de Outubro.
"A humanidade está a viver do cartão de crédito ecológico e só o pode fazer liquidando os recursos naturais do planeta"...
Quem pagará a factura serão os nossos filhos...
09 outubro 2006
Promessas de há um ano
"PATRIMÓNIO, URBANISMO, TURISMO
• Lançamento e construção do primeiro Hotel da Vila;
• Concluir o sonho antigo da reabilitação das Termas de S. Lourenço;
• Requalificação do Mercado Municipal;
• Reabilitação do Fundo da Vila;
• Melhoramento das estradas que ligam o cruzamento de Zedes ao Moinho de Vento, bem como da estrada que liga Luzelos ao Bairro da Telheira, com a criação de passeios e nova iluminação;
• Correcção do traçado que une a Vila às Piscinas Municipais;
• Construção de um Parque de Campismo moderno junto das Piscinas Municipais;
CULTURA E EDUCAÇÃO
. Apoiar logisticamente as escolas nos seus projectos educativos;
• Criação do Centro Escolar;
DESPORTO
• Pavilhão Polidesportivo
NOVAS TECNOLOGIAS
• INTERNET SEM FIOS BANDA LARGA DE FORMA TOTALMENTE GRATUITA.
FIXAÇÂO DE JOVENS
• Criar um “Ninho de Empresas” e também criar espaços e instalações adequadas para contemplar o exercício, por parte dos jovens licenciados, das mais diversas actividades. "
retiradas do programa eleitoral (copy/paste)
Aniversário
É tempo de balanço, de parar para pensar. Confronte o que foi prometido com o que está a ser realizado aqui
Governo corta dinheiro para limpeza da floresta
08 outubro 2006
Abrir a porta do desenvolvimento por fora
Os senhores presidentes da Câmara querem assim atrair empresas que produzam investimentos nos concelhos abrangidos e criem riqueza, fomentem o emprego e potenciam o desenvolvimento do interior.
Parece-me errada esta posição paternalista e burocrática de tentar abrir a porta do desenvolvimento por fora. As verdadeiras empresas que interessarão não são aquelas que procuram uma compensação imediata, mas cujos investimentos assentem em bases duradouras e em projectos sólidos e estáveis. São muitos os casos exemplares da falência e deslocalização de empresas no país e também na região que receberam fortes incentivos do poder central ou local.
A união de esforços deve visar a reivindicação dos investimentos públicos necessários da administração central que tardam em concretizar-se e congregar vontades com as instituições de ensino superior para privilegiar a dimensão imaterial do investimento com uma forte aposta em formação e inovação. Por último há que contar definitivamente com as potencialidades próprias, pois o desenvolvimento do interior depende essencialmente dos seus habitantes.
07 outubro 2006
Mentiras Piedosas de Outubro
- Conhecida a percentagem de endividamento do município que veio a público, recolheu-se a opinião do nosso Primeiro que garantiu que envidará esforços no sentido de vir a conseguir que o município alcance o primeiro lugar na lista dos mais endividados do distrito. Afinal, diz ele, o que importa não é o que se deve, mas a obra que daí resulta e o investimento que se faz para que, os que ficarem, venham a ter um futuro risonho.
- Para a inauguração do Centro Cívico que foi previsto fazer-se para comemorar a passagem do milénio, foram já contratados A Floribela e Os Tarantolas de Valadares. Ao que parece também se admitiu convidar a Banda do Vilarinho mas esta não cabe no palco. Pelos vistos, parece provar-se que a programação será dirigida para o povo em geral.
- Segundo informação recolhida junto de casas de venda de electrodomésticos, ultimamente tem-se registado um aumento da venda de aspiradores. Por sua vez as Farmácias queixam-se da quebra de vendas de pó de arroz e pó de talco. Acredita-se que com a chegada das chuvas tudo volte ao normal.
- Ainda a propósito do ar que alguns aspiram, recordemos os “aspirantes” que são aqueles que aspiram a ocupar o lugar daqueles que acabam por expirar.
- Falando em chuvas e directamente para os Jovens Agricultores, segundo O Seringador, é o momento mais oportuno para semear favas, tremoços, espinafres, alfaces, salsa, rabanetes e chicória.
- Na última entrevista feita ao nosso amigo Aragão e referente à sua opinião sobre o desenvolvimento do nosso concelho, houve duas questões que não obtiveram resposta pronta. Assim e para já apenas se registam as perguntas:
- Pelas notícias recentes conclui-se que não tem faltado dinheiro à nossa autarquia para governar. Diga-nos se, com idênticas condições, julgaria ser capaz de assumir também a presidência da nossa Câmara!
Na resposta Aragão disse que iria pensar. Afinal tratava-se também de uma grande mudança de hábitos para ele.
- Perante a situação de débito, a actual a C.M. encara como estratégia válida para angariar fundos, a hipótese de contratar “paletes” de mendigos para actuarem, pedindo no município, a fim de depois se requerer de imposto, uma percentagem do lucro. No seu caso pessoal também será atingido. Como vai reagir?
Em resposta considerou que as tradições já não são o que eram mas, devem manter-se. Sobre o assunto concreto, nada disse.
Hélder Carvalho
06 outubro 2006
Os bens públicos ao serviço do povo
Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses
Joaquim Manuel Coutinho Ribeiro, eleitor nº 6 da freguesia de Soalhães, vem expor e requerer a V. Excia o seguinte:
1. Na reunião da Assembleia Municipal do passado dia 29, ouvi V. afirmar que, a partir desta semana, iria passar a dispor de um Audi a6.
2. E percebi, das suas palavras, que não se tratava de um acto de vaidade pessoal, mas uma forma de melhorar a imagem do município, pois que a viatura estaria ao serviço do município e não do seu presidente.
3. Reflectindo sobre o assunto, lembrei-me de que o Audi do município poderá resolver-me um problema logístico que tenho em mãos.
4. No próximo dia 13, é o casamento da minha prima Ester (jovem médica) com o David (jovem médico).
5. Pediu-me a minha prima que a transportasse à Igreja, ao que eu anuí.
6. Lembrei-me, depois, que o meu carro só tem duas portas o que, convenhámos, não é muito operacional para o efeito, sobretudo para entradas e saídas, já que o vestido poderá ficar agarrado e eventualmente rasgar-se.
7. Foi desta forma que me lembrei que, sendo eu munícipe do Marco, e estando o Audi ao serviço do município, seria um acto da maior justiça que eu pudesse transportar a minha prima ao casamento no A6.
8. Ainda pensei que talvez pudesse requerer a utilização do jeep Toyota, mas temo que os convidados possam gozar a noiva por se deslocar em em tal veículo.
9. Opto, pois, pelo Audi, com a promessa de que o entregarei lavado e com o combustível reposto.
10. Dispenso o motorista.
Face ao exposto, requeiro a V. Excia se digne emprestar o A6 para utilização deste modesto munícipe no próximo dia 13, durante todo o dia.
Pede deferimento
Joaquim Manuel Coutinho Ribeiro
recebida por email
O Grande Ignoro
A importância de rapidamente se conseguirem públicos que adiram aos eventos que se realizarem nesta Casa será decisiva, para a melhor persecução dos objectivos a que esta se destina e, como sempre, à custa do dinheiro que é de todos.
E assim, brevemente teremos a inversão do fenómeno que nos descrevia o amigo Manuel Barreiras Pinto quando nos falava das suas idas a Alijó “beber cultura”.
Hélder Carvalho
04 outubro 2006
Encerra ou não encerra?
(...)
Mota Andrade afirmou ter «a garantia, resultante de contactos com a tutela, de que a urgência do hospital de Macedo de Cavaleiros não vai encerrar».
Assegurou ainda que «em todos os concelhos do Distrito de Bragança haverá atendimento 24 horas por dia», referindo-se aos receios locais de que a reestruturação na saúde implique a extinção dos serviços de atendimento permanente em alguns centros de saúde.
O dirigente socialista adiantou ter a confirmação de que o ministro da Saúde, Correia de Campos, irá deslocar-se ao Nordeste Transmontano dentro de um mês, para discutir com os autarcas e outros intervenientes os cuidados de saúde em geral na região.
No Diário de Trás-os-Montes
02 outubro 2006
Bons exemplos
Bons exemplos
Bons exemplos
A vergonha também se gasta
Vem mais uma vez a propósito falar das Termas de S. Lourenço, às quais fui uma última vez já em período baixo de frequência. Na realidade deparei com uma povoação completamente deserta e abandonada. Dez ou doze candeeiros públicos iluminavam o vazio. Apenas o barulho da água, que brotava incessantemente do tanque velho, me fazia lembrar a razão de existência daquela povoação. Fiz então um apanhado de memória dos projectos e promessas que para ali foram apalavrados. Recordei os investimentos em canalização, saneamento, a compostura da Estação de Caminho de Ferro, a associação criada para a promoção do lugar, as maquetas e projectos comprados não sei por que preço, os investimentos feitos por particulares a pensar na viabilização das Termas, etc. Julguei então que poderia haver alguém a quem pedir contas sobre todo este imbróglio. Pela leitura do comunicado espetado na parede pude ler que “ A Junta de Freguesia de Pombal, Concelho de C. de Ansiães, vem por este meio comunicar a todos os utentes dos Banhos nas Termas de S. Lourenço que, não se responsabiliza por qualquer dano pessoal ou alteração de saúde que ocorra durante a utilização dos mesmos”. Fiquei assim a saber que deve ser outra a entidade a responsabilizar-se pois a Junta, apesar de manter abertas as instalações de banhos, se cobrar de dinheiro para os mesmos sem que por tal apresente recibo e organiza os horários, não quer ser a responsável de nada. Afinal quem será o responsável? Será o Delegado de Saúde? Será a autarquia em geral? Será apenas o Chefe de Divisão Administrativa? Qual será a opinião deste sobre o movimento de verbas não contabilizadas com rigor, numa Junta de Freguesia?
Para quem trabalha e paga impostos era motivador vir um dia a conhecer os responsáveis de todos estes enredos. E, se não se encontrarem responsáveis na Terra que ao menos o S. Lourenço lhes não perdoe no Céu.
Hélder Carvalho
Lendo os jornais
No JN
O aeródromo municipal de Bragança está a preparar-se para passar a ter um movimento fora do normal. Tudo porque uma empresa de Braga vai instalar em Bragança hangares para recolha e manutenção de aeronaves. Espera-se que o projecto crie 60 postos de trabalho.
No PJ
O Grupo Desportivo Macedense inicia no mês de Outubro os treinos de captação para os diversos escalões de formação, quer masculinos quer femininos.
Após a captação, nos treinos agendados, os primeiros 30 minutos serão para os atletas cumprirem os seus deveres escolares na sala de estudo do clube sendo orientados por treinadores habilitados com licenciatura em Educação Física e experiência em futsal.
Esta colectividade desportiva vai também abrir aulas de natação, Hidroginástica e Aeróbica. Tal como no caso anterior os monitores estarão habilitados com licenciatura em Educação Física e com formação e experiência em cada área específica.
Notícias do Nordeste
01 outubro 2006
Saberes Regionais
Sabia que “O velhinho relógio da hora legal, que durante 87 anos mostrou a hora legal aos lisboetas não será reparado por ser muito caro” Situado no Cais do Sodré é um exemplar de 1914 e foi retirado no ano de 2001. Apesar de um cartaz informar que o relógio está “ em manutenção” na realidade está na Gare Marítima e a reparação posta de parte. Aqui se vêem as artimanhas do País.
Sabe porque aqui foi divulgado a propósito do velho Relógio ex-libris de Carrazeda, que ornamenta a torre do Edifício Nobre dos Paços do concelho, que o nosso relógio não tem conserto, porque é caro, e não há verbas disponíveis para tal.
Sabe que as instalações das Piscinas Municipais estão prontas, só não se sabe a data da inauguração, entretanto em Alijó vão abrir dia 2 de Outubro as piscinas e com aulas de Hidrogisnástica, - esta é uma boa noticia para os jovens da 3ª idade – e em Alijó foi lançada a construção da Pousada para a Juventude, como comentava o outro: - e nós a vê-los passar.
Sabia que “ Câmaras Municipais ainda usam a Internet apenas como “cartão de visita”... A Internet é um meio que pode ser usado para facilitar e resolver os problemas das pessoas. De pouco interessa ter um fórum onde se possa dizer mal do presidente da câmara, se depois não houver acesso ao pagamento de taxas e licenças, ao preenchimento de formulários ou à consulta de processos. A comunidade espera que a sua câmara lhe dê resposta. As visitas à página da Câmara Municipal desde Março de 2004 até esta data, 30/09/2006 foram de 7.250. Quer experimentar e ver o que por lá se diz? Vá a WWW.espaçointernet.pt/ei/Carrazeda-de-Ansiães.
Sabia que “Suicídio passa cada vez mais pela Internet” – estão online e activos 900 a 20 mil sites que ensinam ou incitam ao suicídio. Não caia na tentação de visitar estes locais, além do perigo que representam, é triste saber que a taxa anual de suicídios “ mais do que duplicou”.
Sabia que a Espanha é o segundo país do Mundo com capacidade instalada na área energética e os parques eólicos produzem 10 027 megawates de energia. Em Portugal e quando da atribuição de licenças para a instalação de Parques eólicos, nos distritos de VILA REAL E DE BRAGANÇA, não apareceram interessados a concorrerem à atribuição da dita licença. E esta hem!??. Temos serras, e até a Natureza nos favorece com ventos de alguma intensidade, qual será a razão de tal ter acontecido? A pobreza e o isolamento, também um pouco de desunião entre concelhos.
Sabia que anda um criminoso à solta e que com a benção dos serviços competentes, vai assassinando as pequenas e grandes árvores, poucas ou muitas que existiam na Avenida da Igreja e, mesmo à volta desta. Este procedimento fez-me recordar a Revolta das Tílias na Avenida Nª Sª de Fátima e, na altura identificado o autor de tal ordem, foi exemplarmente exonerado de funções.
Faço uma pergunta pertinente: - Pediram uma opinião, sobre o que iam fazer às árvores e ao arranjo urbanístico do Largo da Igreja à senhora D. Maria da Purificação Moura – carinhosamente D, Puri – é que ela é única proprietária da casa que fica em frente ao Largo e às ditas árvores, devia ser auscultada sobre este problema, e digo eu seria um trabalho limpo e transparente.
Ficamos a saber algumas coisas e dá para pensar noutras.
Manuel Barreiras Pinto
Mentiras Piedosas Outonais
Esta época do ano, com a chegada da chuva e do frio, é muito propícia a crises existenciais. Poderá desta vez, ser esta a causa do estado meditabundo e depressivo, do autor do que fica escrito. Por tal facto se pede algum desconto e compreensão caso tal se detecte.
- Notícias da cabra.
Está a ser estudado um guião para um filme de ficção em que a cabra será a principal protagonista. O enredo do filme conta a história e antecipa o seu destino final. Neste, a cabra tem o fim triste de morrer no arquivo, afogada em burocracia, incompetência e desleixo.
- Os papás carrazedenses decidem agora, mal a nova criança nasce, informá-la dos débitos do município a saldar no futuro. Deste modo os seus rebentos, conscientes das responsabilidades futuras, ficam desde logo conhecedores do que os espera caso fiquem por cá.
- Também é comum, já com os filhos mais crescidos, perguntarem-lhes o que querem ser quando forem grandes. Pelos vistos a resposta mais frequente é esta : - Quero ser funcionário autárquico, reformado compulsivamente antes de tempo.
- Entretanto a C.M., com o objectivo da obtenção legal de novos acessos ao crédito a que vai ser impedida, decidiu por unanimidade tentar saldar débitos, pondo no mercado para venda, gimno-desportivos, centros culturais, juntas de freguesia, uma piscina coberta em vias de conclusão e um parque radical também em vias de conclusão.
- Sobre a piscina coberta por acabar, regista-se aqui o incómodo manifestado pelas funcionárias especializadas contratadas, que só trabalham no fim do mês, altura em que vão receber o ordenado. Dizem que estão a perder aptidões e faculdades e que depois, é mais difícil readquiri-las novamente, com prejuízo final para os futuros utentes da piscina.
- Está a ser criado um movimento de tendência anarquizante que tem em vista obrigar o nosso timoneiro a manter o lugar até cumprir todas as promessas feitas e ainda não cumpridas. O movimento é encabeçado pelo Sr. Presidente da Junta do Pombal, que terá tentado solver o seu acordo de sangue e, proposto sair do barco. Tal não lhe foi consentido embora, no caso, tenha argumentado que já tinha cumprido todas as promessas. Vamos ver no que isto dá.
- Com o início do ano lectivo em Carrazeda, este Blog decidiu cooperar na resolução do “cancaro” e, promete divulgar brevemente a tabela dos preços a praticar este ano, pelos explicadores de matemática.
- Para mais tarde recordar.
Concretizou-se mais uma excursão a S. Tiago de Compostela organizada pela C.M. Contrariamente á dúvida inicial, ninguém ficou por lá. Todos quiseram voltar demonstrando assim todo o patriotismo e amor a sua terra. Ficou também prometido que, na próxima excursão, já podem inscrever-se os jovens agricultores. Assim se concretiza mais uma iniciativa que pretende estimular os jovens empresários e provar que o dinheiro é gasto ao serviço das populações.
- Ainda no âmbito dos incentivos a jovens agricultores foi já decidido pela C.M. reeditar a revista “ O Seringador” devidamente acompanhada de fotografias realizadas pelo fotógrafo do regime. O objectivo é distribuir a referida revista por todos os empresários agrícolas da região.
Hélder Carvalho











