30 setembro 2006
Parabéns ao FCP
Após todo o processo legal e logístico a Casa do FCP de Mirandela a número 99, abre ao público em geral e aos seus adeptos e sócios em particular.
29 setembro 2006
Coisas do Pensar
Pouco tempo depois de fazermos dois anos (1 de Setembro), altura para um breve balanço recorrendo também ao sitemeter que é o nosso contador de visitas.Foram mais de 38 mil visitas, o que é mais de cinco vezes a população do concelho. Equivale ainda a uma média de 52 visitas por dia e onde cada visitante lê uma média de cinco páginas.
O mês de Setembro de 2005 foi de todos o mais visitado, ultrapassando a centena de utilizadores diária. A partir daí, o "Pensar Ansiães" criou raízes e estabilizou a sua audiência, cifrando-se, actualmente, nas oito dezenas diárias, como média.
Um blogue que quis estimular a reflexão sobre o nosso concelho, promover o debate de ideias, apontar vias de desenvolvimento. Apesar da múltiplas imcompreensões, o "Pensar Ansiães não quer ser asséptico, quer incomodar quando for preciso e aplaudir quando for o caso. Já iniciámos um terceiro ano de vivência, a linha está traçada e nela traçaremos o futuro."
Para nós, ontem como hoje,
Novos termos gramaticais chegam às salas de aula
(...)
Com a nova terminologia, a palavra substantivo é definitivamente substituída pelo nome, a oração dá lugar à frase e o complemento circunstancial passa a chamar-se modificador, entre outras alterações."
Lusa
Centro Escolar em Freixo de Espada à Cinta
"Vamos remodelar as instalações existentes e criar um novo pólo com mais quatro salas, para além de cantina e todos os espaços necessários para dotar o espaço de todas as condições", adiantou o presidente da câmara, José Santos.
A empreitada está orçada em 400 mil euros e até à data "não existe qualquer garantia de financiamento por parte da DREN", refere o autarca, acrescentando que aquele organismo continua a exigir a aprovação da carta educativa do município, que só deve estar concluída em Dezembro deste ano."
No PÚBLICO
28 setembro 2006
NOVOS Inquéritos
Participe nos inquéritos aqui ao lado.
FIM de Inquérito
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Foi participado este inquérito que considerámos muito importante.
O sim pela construção da barragem do rio Tua foi claramente maoioritário. Se juntarmos o sim sem qualquer condicionalismo ao outro sim que pressupunha uma quota determinada, obtemos uma percentagem superior aos 50%. É também notória a percentagem daqueles que dizem NÃO à barragem, cerca de 30%! Este é, sem dúvida, um processo que está no seu início e que precisa de mais esclarecimentos!
Tractor - uma máquina perigosa
O Governo Civil de Bragança introduziu imagens de choque no verso dos impressos do subsídio do gasóleo agrícola, imagens de um acidente com um tractor do qual resultou a morte do condutor. Trata-se de uma acção de sensibilização agressiva com o objectivo de consciencializar os agricultores para os perigos de manobrar uma máquina agrícola.(...)
Nesses mesmos impressos foi introduzida uma frase também bastante expressiva: “O tractor é uma ferramenta de trabalho, não a transforme numa ferramenta de morte”, lê-se no verso dos impressos.
(...)
Os números não param de crescer, este ano são já dez as vítimas mortais com tractores agrícolas na região. O ultimo caso aconteceu anteontem à noite na aldeia de Bouça, concelho de Mirandela, um homem de 50 anos morreu na sequência de um acidente com o seu tractor agrícola.
Na BRIGANTIA
26 setembro 2006
Pensar dos leitores
Paradoxalmente, quem mais precisa é quem menos tem. Não obstante pagarmos os mesmo impostos para termos os mesmos (in)direitos que os concidadãos do Litoral.
(rádio Ansiães, notícia de última hora)
Muitos que fazem amor são visitados por Eros. Para a jurisprudência que os vê, num buraco de fechadura, trata-se da mais pura pornografia.
Alberto Pimenta
Mais do que as Mentiras Piedosas, lugar ficcional por excelência do cidadão Hélder de Carvalho, na qual veia escarninha se põe a nu o Próprio e o Outro (pois toda a Crítica inscreve nela a própria Crítica),
o livro do fotógrafo Roberto Santandreu, em que o escritor Pires Cabral, além do Prefácio, (onde tanta carraça fecundava a Carraceda... Que muita refuta, agora, _ _ cara azeda), se ‘limita’ a legendar... Ilustrar um texto que as fotos cumprem, nesse mundo ao contrário -documento infinito das imagens por que, como disse João Lopes de Matos, Carrazeda se vê claramente vista, e_
levando a problema essa monografia de Cristiano Morais, antes de se olhar à luz do dia: se
uma imagem (não) valerá mais _ _ que mil palavras?
vitorino almeida ventura
25 setembro 2006
Custos da interioridade
Como compreender:
A desautorização do médico em serviço no Centro de Saúde de Carrazeda?
Que alguém ainda tenha coragem de ter filhos no interior do país?
Intolerável!!!
24 setembro 2006
Mentiras Piedosas do final de Setembro
- Aproveita-se para recordar que se tem febre alta, indisposição e falta de apetite, pode bem ter sido mordida por carraça. Marque consulta e aguarde.
- No âmbito das actividades das acções de incentivo que a C.M. promove junto dos Jovens Agricultores está previsto a realização de um “Concurso de Marmeladas”. Trata-se promover os genuínos sabores regionais e a sua manufactura.
- Diz quem viu que é lindo o projecto que a C.M. possui para a reintegração dos ciganos do nosso concelho. Enquanto os projectos de luta contra a pobreza não avançam, aos necessitados vai sendo distribuída poesia, nas audiências.
- Já vais para a co – incineradora! Pergunta um aluno ao colega.
Pelos vistos já ganharam outro nome, algumas cátedras que são usadas na queima das massas cinzentas e derivados, no concelho?
- Nem de propósito vale recordar a preciosidade dos materiais de revestimento que possui a nossa C+S . Talvez seja essa a causa de alguns derrames cerebrais que por lá se têm dado.
- Apagados, há muitos, mas ontem não foi ninguém a enterrar.
- Foram criadas equipas de apoio psicológico para apoiar os moradores da zona do Centro da Vila, que está em obras. A ordem é para se tentar convencer as pessoas de que as obras hão-de acabar.
- Foi precisamente nesta zona da Vila que mais se fez sentir o Furacão “Gordon” que desbastou árvores, arrasou terras, destruiu estradas passeios e acessos.
- A brigada anti bombas foi chamada a investigar em Carrazeda de Ansiães. Ao que parece não encontraram terroristas. Apenas constataram a existência de depósitos de gás doméstico, instalados em zonas habitacionais.
- Fecharam finalmente os urinóis da praça. À porta está agora um letreiro que diz:- “Faça aqui e diga que está a fazer uma obra de arte”.
- Está a ser criada uma comissão para angariação de fundos que patrocinem o restauro dos repuxos. A água já está garantida, agora que recomeçou a chover.
O Exemplo da Avestruz
Parto sempre da realidade que, vista por mim, confirma a discriminação a que somos votados mas da qual só nós temos culpa. Efectivamente as politicas votadas para o interior que temos consentido, desde sempre preteriram o investimento equitativo em infra estruturas, equipamentos sociais, saúde e educação. Muitos de nós o sentiram e sentem na pele quando verificamos o quanto é difícil singrar partindo com os “handicaps” com que partimos para a vida, daqui. Mas justifica perguntarmo-nos sobre o que temos feito para coarctar esta realidade.
O caso recente da extinção da maternidade de Mirandela é o exemplo mais recente não só de mais uma decisão do poder central que nos retira direitos que julgávamos merecer como confirma a incompetência e incapacidade de reacção de quem é responsável aqui, pela garantia dos nossos direitos. A este propósito vale a pena recordar passagens de um texto do Ministro da Saúde de 22 de Setembro no Jornal Publico. Este começa por dizer que não foram políticas economicistas que ditaram o encerramento das maternidades. O curioso no seu texto é que este acaba por sugerir precisamente, o que nos cumpria regatear, sobretudo a nós, descriminados em relação a todos os outros.
Diz: “ Não é por haver maternidade na terra que os adultos jovens ou menos jovens desatam a procriar. Os factores do actual declínio da natalidade têm a ver com um conjunto alargado de motivos, sendo o mais importante a dificuldade em assegurar maternidade e paternidade responsáveis. Um jovem casal condiciona a sua descendência aos apoios que tenha para cuidar dos filhos., não à existência de maternidade na terra…temos de facultar mais condições a jovens mães e pais para continuarem a exercer a sua função laboral e social: apoios de guarda de crianças, …adequado apoio á amamentação…universidades e bibliotecas … reforço do pré-escolar…, apoio financeiro ao segundo e terceiro filhos.”. Etc.
Com jeito o ministro tinha definido um outro programa de governo.
De facto o importante é mesmo ser prático a reivindicar e exigir, acreditando num futuro realista. Não é com previdências cautelares nem com a manipulação de ignorantes que lá vamos. Sim porque tomando por exemplo o caso concreto, se quisermos ser pragmáticos, basta apenas reivindicar a garantia de se ter um meio de transporte rápido (helicóptero) para a deslocação rápida de doentes e parturientes e, teríamos mais garantias de sucesso no seu restabelecimento do que a garantia de instalações de saúde sem especialistas á altura. E para aqueles que dissessem que será caro, dou o exemplo do modo como se gasta dinheiro a apagar incêndios.Numa antevisão do que é escrito, haverá como sempre aqueles que dirão que me estou a divertir e a realizar nas minhas dissertações. São aqueles que fazem como a avestruz quando vê chegar o perigo.
Hélder Carvalho
23 setembro 2006
Mal na fotografia
70 autarquias perdem capacidade de endividamento
Governo revela lista de câmaras
O Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) estão em guerra aberta devido à nova Lei das Finanças Locais. Depois de as autarquias ameaçarem cortar os apoios aos serviços do Estado, o Governo decidiu divulgar a lista das 70 câmaras que ficarão impedidas de recorrer aos créditos, contrariando os dados avançados pela associação presidida por Fernando Ruas.
(...)
A ANMP acusa o Governo de querer barrar o acesso ao crédito a 205 municípios até 2014, no entanto, o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, assegurou que são apenas 70 (entre elas Carrazeda de Ansiães, pois claro!)
MUNICÍPIOS (Percentagem utilizada do limite proposto)
ALPIARÇA, 157%
AMARES, 171%
ANSIÃO, 112%
ARMAMAR, 170%
AVEIRO, 216%
BARREIRO, 117%
CALHETA (São Jorge), 196%
CARRAZEDA DE ANSIÃES, 169%
CASTANHEIRA DE PÊRA, 181%
CASTELO DE PAIVA, 195%
CELORICO DA BEIRA, 181%
CHAMUSCA, 109%
CONDEIXA-A-NOVA, 108%
COVILHÃ, 227%
ESPINHO, 101%
FARO, 101%
FIGUEIRA DA FOZ, 147%
FORNOS DE ALGODRES, 137%
FUNDÃO, 168%
GOUVEIA, 161%
GUARDA, 136%
LAJES DAS FLORES, 205%
LISBOA, 158%
MACHICO, 198%
MAIA, 180%
MANTEIGAS, 120%
MARCO DE CANAVESES, 267%
MESÃO FRIO, 104%
MOIMENTA DA BEIRA, 104%
MONÇÃO, 124%
MONCHIQUE, 117%
MONDIM DE BASTO, 175%
MONTEMOR-O-VELHO, 173%
MOURÃO, 177%
MURÇA, 120%
NAZARÉ, 107%
ODIVELAS, 157%
OLIVEIRA DE AZEMÉIS, 133%
OLIVEIRA DE FRADES, 107%
OURÉM, 110%
OURIQUE, 178%
OVAR, 101%
PAREDES DE COURA, 122%
PORTALEGRE, 115%
PORTO MONIZ, 113%
POVOAÇÃO, 107%
REGUENGOS DE MONSARAZ, 119%
RIBEIRA GRANDE, 116%
RIO MAIOR, 125%
SANTA COMBA DÃO, 150%
SANTARÉM, 159%
SÃO PEDRO DO SUL, 194%
SÁTÃO, 127%
SEIA, 164%
SEIXAL, 121%
SESIMBRA, 130%
SETÚBAL, 131%
SINES, 192%
SOURE, 112%
TAROUCA, 102%
TORRE DE MONCORVO, 114%
TORRES NOVAS, 144%
TRANCOSO, 124%
VALE DE CAMBRA, 185%
VELAS, 180%
VILA DA PRAIA DA VITÓRIA, 131%
VILA DO CONDE, 164%
VILA FRANCA DO CAMPO, 194%
VILA NOVA DE POIARES, 172%
VOUZELA, 147%
É caso para se questionar, que se fez a mais do que os nossos vizinhos? Não dá para notar, antes pelo contrário! E o futuro não estará cada vez mais hipotecado?
21 setembro 2006
Empresa pede indemnização à EDP
Aquela empresa com sede em Benlhevai, Vila Flor, pretende ainda 25 mil euros de indemnização por danos não patrimoniais, mais os respectivos juros desde a data da ocorrência.
O julgamento do processo começa hoje no Tribunal de Vila Flor, depois de seis anos de espera e de contactos junto da EDP para tentar resolver o assunto de forma amigável .
O incidente invocado pela empresa no tribunal ocorreu no dia 10 de Novembro de 2000, quando um corte de energia, que durou das 3.45 até às 15 horas, destruiu perto de 60 toneladas de cogumelos que se encontravam em incubação e correspondiam à produção de uma semana.
Glória Lopes no JN
Sociedade de municípios para cativar investimento
No JN
Zangados com a vida
Há factos que propiciam este clamor colectivo eufórico ou depressivo em espaços muito curtos e cíclicos. Muitos apontam a causa: as janelas abertas e envidraçadas da comunicação que se tornam rapidamente responsáveis pela propagação das desgraças e benesses que caem sobre o povo. E cada dia tem a dimensão do dia do fim do mundo ou do arraial ébrio com vapores de dissipação rápida.
Onde o ponto de equilíbrio e rotura neste barco multimilenar em que todos somos remadores e todos fazemos ondas? Vamos ser honestos: o mundo mudou e não para pior. Os amargurados que tudo consideram perdido com o dogma de "no meu tempo não era assim", como lembram a escravatura, o desprezo legal pelos pobres, a exploração silenciada dos trabalhadores, a fé envolta em medo, as crianças com trabalho obrigatório, a ciência e o desenvolvimento olhados como obra do diabo? Onde está a memória histórica e não muito distante do quanto não éramos e do muito que ganhámos em dimensão de vida, de cultura e fé? Mesmo no nosso país, porquê desprezar o caminho que se já percorreu, apenas pela verbosidade sensual da crítica corrosiva a todas as coisas? Criticar é preciso e sempre fez falta. Mas o farisaísmo maldizente a nada conduz, ou melhor, diverte e realiza quem o faz, por não saber fazer outra coisa.
Dartaga
19 setembro 2006
Exortação
Evidentemente que corro o risco de, não sendo jovem nem agricultor, poder ser criticado por não saber do que se trata. Haverá também aqueles que, duvidando da lisura com que a questão é apresentada pela C.M. se limitarão a passar à frente. O facto é que este espaço de reflexão, permite-me pensar e, até onde é possível, provar que é realizável evoluirmos. Assim os responsáveis o permitam e todos nós queiramos.
Ter-se-á pois concluído que a agricultura é finalmente uma prioridade para os jovens. Será então que se muda o paradigma! Os investimentos deixarão de ser de fachada?
Pelo que consta, tudo indica que será construída o IC 5 que, atravessando o concelho, nos dará finalmente o melhor acesso aos grandes centros comerciais e industriais de escoamento de produtos do país.
A primeira sugestão que eu faço vai no sentido de, nas variantes de acesso no concelho a esse IC, se adquiram terrenos que permitam a criação de mais pólos industriais de transformação e entrepostos comerciais, para o melhor escoamento dos nossos produtos agrícolas.
Um outro investimento que contribuirá sobremaneira no apoio aos agricultores será, a implementação de ramais de electricidade nas zonas de melhor qualidade agrícola, que permitam aos interessados a requisição de contadores de electricidade mais próximos dos seus investimentos agrícolas. No que respeita particularmente à energia recordo proposta feita em 2000 onde se sugeria o estudo e instalação de gás natural que viesse a servir as indústrias e serviços. A melhoria de acessos nas zonas de mais investimento agrícola também é uma responsabilidade da C.M.
O concelho possui algumas ribeiras com bom caudal de água no Inverno. A sugestão é a de se apoiar a criação de barragens de media dimensão, com canais de irrigação e melhorar a impermeabilização dos ribeiros que existem. A promoção e marketing dos produtos da região, desde que bem planeados são de conveniência para todos. Aqui lembro sugestões já anteriormente feitas em sede própria, tendo por base a dinamização do Mercado Municipal.
Neste particular recordo ainda, por exemplo o caso da Feira da Maça que, integrada nas Festas do Concelho, foi o único evento onde os expositores tiveram que pagar, em vez de lhes terem pago a sua participação nas festas, como fizeram em todo o restante programa incluindo o religioso.
O apoio e promoção de estudos, concursos, eventos, visitas de estudo, apoios concretos a projectos inovadores, será sempre bem-vindo.
A criação de protocolos por exemplo com Escolas Agrícolas será uma iniciativa que poderá trazer inovação e renovação, por exemplo na aposta em novas culturas. A Escola Profissional pode dar o exemplo.
Exigir e assumir a quota parte de responsabilidade da C.M. na gestão do Complexo Agro-Pecuário de Cachão é mais uma iniciativa a louvar-se.
As próprias instalações e serviços da C.M. podem dar contributos importantes no apoio á criação de empresas, na disponibilização de serviços e meios técnicos em determinadas fases de planeamento. A redução de taxas e impostos municipais em imóveis agrícolas ou industriais é outra decisão que deve ser aprovada.
Finalmente justifica-se lembrar o papel que junto das instituições adequadas, sobretudo junto do poder central, cumpre à C. M. de promover e pugnar pela defesa e implementação de investimentos na nossa agricultura mais lucrativa.
Dadas ou vendidas, ideias não faltam. Aguardemos pois para já a criação de mais um departamento com o respectivo chefe e gabinete de trabalho. Depois veremos no que isto vai dar.
Hélder Carvalho
Sinais de preocupação
A Escola Superior de Saúde viu todas as vagas ocupadas já nesta primeira fase, cenário diferente se verificou nas restantes quatro escolas. Por exemplo na Escola Superior Agrária, no curso de Engenharia Agronómica não ingressou nem um aluno. Este foi o único curso do IPB que ficou sem alunos mas há mais exemplos de licenciaturas com apenas um aluno, é o caso de Informática e Comunicação na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Mirandela e ainda Tecnologias e Sistemas de Informação da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança.
Com dois alunos colocados ficaram os cursos de professores do Ensino Básico área de Educação Musical e também Engenharia Florestal.
Analisando os dados por escola vemos que na Escola Superior Agrária havia disponíveis 253 vagas ficaram preenchidas 99.
Na Escola Superior de Educação das 640 vagas abertas foram ocupadas 218.
Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança das 570 vagas abertas apenas foram ocupadas 98.
Em Mirandela, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, das 310 vagas disponíveis 143 estão já ocupadas.
A excepção é mesmo a escola Superior de Saúde, que abriu 220 vagas repartidas por seis licenciaturas e nesta altura estão todas preenchidas.
Na Brigantia
Lendo os jornais
18 setembro 2006
A festa da Santa Eufémia (texto revisitado)
A Santa Eufémia, mártir dos primeiros tempos da igreja cristã, agregou à sua volta um grande e popular fervor religioso. A história do seu martírio, no antigo circo romano, ao conseguir suster miraculosamente os leões esfomeados, colocados em destaque no altar e em seu redor com uma mansidão de cordeiros, provocou no povo uma admiração e um culto que ultrapassou as fronteiras concelhias. A procissão espelhava essa devoção religiosa, na sumptuosidade e grandiosidade da armação dos andores, nas bandas de música contratadas, nos figurantes e multidões que a acompanhavam.
A irmandade surgida da sua veneração estende-se por vários concelhos e agrega centenas de irmãos que para ela contribuem monetariamente em troca de bem-aventuranças e de missas celebradas pelo sufrágio das almas. Todos os anos, a Comissão Fabriqueira percorre variadas aldeias para recolha de fundos. Estas irmandades são ainda lembrança de outras já só memória que se perde no tempo. Constituíram-se como instituições fortíssimas em rendimentos que construíram templos e executaram múltiplas acções piedosas nas aldeias.
À “milagrosa Santa Eufémia” (como o povo lhe chama) roga-se em momentos de grande aflição – as doenças próprias ou de familiares, a “parição” das crias, a defesa das colheitas das intempéries… e fazem-se promessas pagas em dinheiro ou também em azeite, cereal, cera e muitas vezes em esforço físico - de joelhos, de rastos... Quantos sacrifícios e promessas a santa escutou das mães, cujos filhos foram mobilizados para a Guerra Colonial de África.
Para além da componente religiosa acresce a parte pagã (uma e outra têm uma importância muito igual), que vai buscar raízes ao suíno, símbolo de fertilidade e objecto de diversos cultos na pré-história de que resultaram diversos exemplares em pedra executados e semeados, quais menires do Obelix, um pouco pela região.
A carne de porco era o principal “peguilho” das nossas gentes do campo. Em todas as casas se matava o "requinho", com grande importância na dieta rural, cujo tamanho era directamente proporcional às posses de cada um.
A festa constituía uma ocasião muito especial - as salgadeiras já estavam esgotadas há muito e só a Páscoa trazia um pouco de cabrito, as ceifas e malhadas um pedaço de ovelha e cabra, intervalada com uma ou outra galinha caseira. Depois do jejum de vários meses de carne fresca do bácoro, pois desde a matança do Inverno, ela raramente subia ás mesas, era chegado o momento da grande festa da carne – a marrã da Lavandeira.
A força da “gula” da carne saborosa do marrão atraía todas as camadas sociais. Os mais endinheirados distribuíam-se por diversas casas particulares, que se abriam ao negócio em marcações prévias. Aí saboreavam os autênticos prazeres da carne em lautas "comezainas". Os mais parcos de recursos e de volume da carteira, mais numerosos, degustavam a delícia no arraial, misturando a carne e o pão com o pó e o vinho.
As tasquinhas espalhavam-se pelo exíguo espaço do adro. O manjar incluía para além da marrã, os rojões, os ossos da assuã... dos bácoros caseiros tratados com as "viandas" substantivas e polvilhadas de farelo, que os talhantes, muitos só ocasionais, procuravam por todo o concelho e abatiam às dúzias no local, numa mortandade significativa e também ruidosa.
Os folguedos estendiam-se ainda pelo convívio, pelo negócio das barracas de quinquilharias e dos "tirinhos", os doces caseiros e pirolitos, o arraial, o fogo de artifício…
Principalmente para os habitantes, como eu, da “Poça” (Lavandeira, Selores, Seixo de Ansiães e Beira Grande), a festividade era o grande acontecimento anual pelo seu cosmopolitismo na diversidade de gentes que ocorriam e todo um conjunto de práticas e vivências – coisas nunca vistas, sabores nunca provados, sensações nunca experimentadas.
Na minha infância, a festa da Lavandeira significava um mundo de aventuras preparadas com muitos dias de antecedência. Vistos e revistos todos os conteúdos das barracas espalhadas pela rua íngreme de acesso ao adro, era altura de "namorar" as verdadeiras preciosidades irresistíveis e lindíssimas aos meus olhos cheios de ingenuidade, desde Nossas Senhoras florescentes a brinquedos de madeira e lata passando por inutilidades com o símbolo de um clube. Visitadas e revisitadas as barracas e depois da decisão dificílima, que incluía a execução de contas complicadíssimas, lá investia os tostões amealhados com tanto esforço no artigo escolhido que me iria preencher muitos sonhos nos dias seguintes.
Chegava a adolescência e não esmoreciam os sentimentos de ansiedade pela espera desejada. Este era o local ideal para a descoberta de novas sensações compartilhadas com alguém do outro sexo, fruto da necessidade de afectos, no baile do arraial e na penumbra do adro e das ruas, até muito tarde, ao som das mais afamadas bandas musicais.
A festividade teve o seu ponto mais alto na década de sessenta e setenta derivado do período mais profícuo da emigração. As copiosas ofertas dos emigrantes possibilitaram um crescimento sustentado e efectivo, visível nos diversos melhoramentos executados no adro da igreja, na pompa da procissão, no brilhantismo dos arraiais e na espectacularidade do “foguetório”. Era a maior festa do concelho e até um caso regional, teve honras de programa televisivo no único canal existente, quando aparecer na TV não era para todos e vulgar como nos dias de hoje e foi objecto de “study case” por um autor conhecido.
A festividade tem perdido importância ao longo dos últimos anos fruto de vários factores. As festas populares deixaram de ser tão importantes do ponto de vista social e humano, já que as ofertas diversificaram-se, principalmente, a partir dos anos oitenta, coincidindo também com o aumento do nível de vida das populações. A atracção pela marrã decresce, pois a carne torna-se um alimento muito mais vulgarizado, a qualquer momento se pode comprar. As receitas dos emigrantes decrescem. Outras actividades de âmbito recreativo e social diversificam-se e colhem preferências, como sejam as discotecas. Algumas festividades concelhias aumentam de importância e de deslumbramento, crescendo também a concorrência e até superando a da Lavandeira em nomes musicais sonantes para os arraiais, A festa da Santa Eufémia começa a ficar relativizada face a outras festejos e quase perderá a sua posição dominante, quando comparada com a Feira da Maçã em Carrazeda e as festas dos Mogos e da Fontelonga. O fervor religioso diminui face ao acréscimo do consumismo e também ao aumento dos conhecimentos gerais. Velhas práticas religiosas começam a ser postas em causa e a Igreja não soube acompanhar as novas mudanças de modo a atrair praticantes na população jovem, possíveis destinatários das solenidades religiosas das romarias. Todos estes e muitos outros factores se repercutiram no decrescimento da importância da festa da marrã.
A festa da Lavandeira continua porém, a ser um património concelhio que urge preservar e revitalizar. Ela é um bem que ultrapassou as fronteiras da aldeia e pertence um pouco a todo o concelho. Falta reunir sinergias para potenciar o seu prato característico, como atractivo turístico - a marrã - e ideias para projectar o seu rico espólio tradicional de modo a ligá-lo ao património arqueológico do concelho, concretamente o castelo. O desenvolvimento concelhio não se deve limitar e compartimentar a simples freguesias, mas visto com largueza do olhar e numa perspectiva global.
A ler
Tempo para comer, rezar e pagar promessas
...e a não perder as fotografias do Leonel de Castro na edição impressa do Jornal de Notícias.
Escultura
No Mensageiro de Bragança
Pensar dos leitores
Carlos Carvalho
recebida por mail
17 setembro 2006
Mentiras Piedosas do final de Setembro
- Ficou também a saber-se da exorbitância inflacionária que caiu sobre o valor das tumbas. Não há como uma Assembleia unida para aprovar o preço do valor da terra em que nos enterram.
- Ficou a saber-se que vão ser publicados este ano os resultados das despesas e lucros efectuados nas Festas do Concelho”. Daqui se enviam as felicitações aos Mordomos.
- Ainda que em fim de “época alta”, aqui se faz constar a campanha de angariação de fundos que os utentes das Termas de S. Lourenço estão a fazer para a compra de fechaduras, a instalar nas portas que devem fechar os compartimentos com banheira, facultados para banhos nas referidas termas.
- Esgotou-se a “cagança” no concelho. Este produto que tem tido tanto uso em épocas de “vacas gordas”, terá esgotado devido á chegada da época de “vacas magras”. Aguardam-se melhores dias para o retorno do produto usado como estimulante junto das populações.
- Influenciado pelas dinâmicas informativas que ocorrem a nível nacional, com falências e nascimento de novos jornais, também esta rubrica do Blog corre o risco do fracasso. Um dos factores que o pode determinar é a cegueira dos intervenientes. Sim porque ninguém gosta de “bater em ceguinhos”.
- Efectivamente já há quem se sinta “intoxicado” com esta rubrica do Blog. Para este mal e, á falta de melhor conselho, sugerem-se as águas de S. Lourenço, ajudam a relaxar e fazem bem á pele. Realmente o que se pretende com esta rubrica é uma “intoxicação pela liberdade”.
- È com um misto de admiração e desilusão que se aprecia a classificação dos “Influentes do Concelho”.
1º- A menina do “guiché”;
2º- A Sra. Marquinhas (aquela que assina as subvenções dos reformados);
3º- O Guarda Abel (nome fictício);
4º- O Director Financeiro do Partido;
5º- A Secretária,
etc, etc, etc.
Só a meio da tabela é que aparece o Chefe, o Doutor, o Compadre e a Comadre.
O Comendador nem aparece mencionado.
Nota: Desconhece-se qual a ficha técnicas dos promotores deste inquérito
- O fenómeno das “curas milagrosas” tem surgido sobretudo em pessoas pós - reforma.
Gente que se dava como “doentes cardíacos”, “amalinados”, “dementes”, “trôpegos” ou “escadeirados”, após a obtenção da reforma, conseguem rapidamente recuperação milagrosa. Este fenómeno da obtenção antecipada da reforma, tem sido considerado a principal causa, da quebra de confiança e crença no poder celeste.
- Na sequência do que foi dito e mesmo assim, continua a reivindicar-se para o concelho um Padroeiro dos miseráveis e desprotegidos.
Hélder Carvalho
Zonas de montanha e mundo rural
A comissária europeia da Política Regional propôs como solução para minimizar a distância que separa as regiões de montanha do resto do território europeu, a Internet em banda larga, um enorme aliado na mudança da qualidade de vida e na atractividade. Fank Gaskell, presidente da Euromontana, aludiu à importância da promoção da imagem destas regiões e dos seus produtos locais, paisagem e herança cultural, bem como o reconhecimento das qualidades da montanha e das suas actividades e defendeu uma recompensa aos agricultores que cuidam do ambiente e da paisagem e que, entre outros "benefícios públicos", ajudam a evitar a degradação do património natural e, por exemplo, a evitar a probabilidade de incêndios.
O encerramento de serviços públicos e das maternidades no interior é um claro sinal de que o Governo de Portugal nada quer fazer para atenuar os desequilíbrios regionais e a concentração de serviços no litoral e nas grandes cidades só aumentará o fosso que nos separa do resto do país.
Pensar dos leitores
Li uma entrevista (daquelas que os presidentes da câmara encomendam...) do presidente da câmara de Carrazeda de Ansiães. Nesta entrevista exorta e incentiva os jovens carrazedenses a apostar na agricultura, com o título “Jovens desafiados a desenvolver agricultura do concelho”.
Diz: “Que nos criem problemas, que nos digam o que querem, pois estamos abertos a novas propostas". Eugénio de Castro lança o repto na esperança de nos próximos dias apareçam na câmara muitos jovens agricultores, sob pena de não lhes dar resposta imediata.»
ISTO É HILARIANTE!
O que é isto? NADA!
É o tipo de discurso de quem já não tem nada para dar, de alguém que esgotou qualquer poder e espírito de iniciativa de uma forma estruturada e pensada. De quem não tem nada planificado e estudado
Tem ainda o desplante de dizer uma daquelas frases que caem sempre bem ao cidadão ignorante e analfabeto: "Se Lisboa pudesse já nos tinha tirado quase tudo e o Porto levava o resto”. É o apelo ao regionalismo, ao coração, ao bairrismo atrasado e bacoco
QUE QUIS COM ESTA ENTREVISTA?
Mostrar serviço? Não mostrou.
Exibir ideias? É um vazio.
Incentivar jovens? Estão a trabalhar “arduamente” na Câmara Municipal.
Que percebe de agricultura? Nota-se que não percebe nada.
Que tem feito muito pela agricultura do concelho? Está a brincar.
Diz ainda: “Lembra mesmo que a autarquia fez já, em vão, vários desafios aos produtores, nomeadamente para levarem os seus produtos a feiras realizadas em vários pontos do país. "Foi uma provocação. Disponibilizámos todos os meios da autarquia para os levar a essas feiras mas não obtivemos resposta", alega.
NÃO GOZE COM QUEM TRABALHA!
recebida por e-mail
A culpa morre solteira
Porque será que esta festa tradicional acabou!? Teria terminado a crença religiosa na Sra. das Graças! Mas havia também os valores tradicionais e identitários que tornavam esta festa motivo de orgulho dos populares. Também estes acabaram!?
Quem se recorda, lembra-se das características particulares desta festa. Para além da vertente religiosa muito arreigada, esta festa era motivo de reunião e convívio entre familiares e amigos, que nela encontravam pretexto para confraternizarem e comerem em conjunto as suas merendas. Depois havia a paisagem deslumbrante e os ares amenos desta época do ano.
Não se fala aqui das infra – estruturas existentes, nem dos acessos ao local que sempre foram maus mas nenhuns se queixavam.
Agora que ninguém parece capaz de reavivar esta tradição é que se reconhece o trabalho de formiga que era feito pelas comissões e mordomos, do tempo em que era o povo que pagava as festas.
Resta-me daqui enviar para onde quer que ele esteja, o meu agradecimento ao Sr. Guilherme Portugal que foi um distinto mordome destas festas.
Intolerâncias
Honrados
É uma honra alocalização desta fundação na capital do distrito. Teme-se que a iniciativa, como nos foram habituando, seja acompanhada da perda de importância e dinâmica, fruto da perda de verbas. Esta fundação foi a responsável pela classificação do Douro Vinhateiro como Património Mundial pela Unesco (ver site).
A fundação é uma instituição privada com participação pública criada em 1994, 7 de Fevereiro, com sedes em Zamora e Portugal, cujo objectivo principal é contribuir para o bem estar das gentes do vale do Douro, bem como, aprofundar as relações culturais, sociais e económicas entre o Norte de Portugal e a comunidade de Castela Leão.
Só por estes lados
Hoje abre
15 setembro 2006
Breves mas boas....
Estranhei tal facto e ainda disse que tinha de estar registado com um Blogue, para enviar directamente o Comentário “ sob o manto diáfano da fantasia” o anonimato. Oh Amigo Zeca, faz como eu, critica e assume, não há nada a perder os Amigos agradecem e apreciam os outros, não contam para o resultado final.
Mas, para que conste recomenda-se um esclarecimento aos responsáveis pela edição e manutenção do Blogue pensar-ansiães sobre este assunto, tenho dito.
Dois: - Há dias num passeio nocturno a pé, para gastar as calorias do jantar, reparei na festa da Reentrée na sede do PSD. Da Rua vi o traseiro de um militante, que o exibia orgulhoso sentado no parapeito da janela e ainda se via nitidamente duas fotografias de destacados militantes do PSD que já tiveram responsabilidades máximas na condução deste concelho, mas estavam a trabalhar, essa é a verdade... Aproveito para dizer que já informei a “Oposição” de que vá pensando em trabalhar e não guardar tudo lá para mais tarde, quando a corrida logo à partida já estará perdida, velhos hábitos e costumes de quem anda desorganizado?! Bom .. aqui fica o recado.
Três: - E com estes apontamentos, aliviei a carga emocional que há uns dias me acompanhou, pois com três letrinhas apenas se escreve a palavra ... com três apontamentos apenas, respondi, questionei e louvei o trabalho, porque eu também trabalho, haja saúde para o fazer e obrigado amigo.
Manuel Barreiras Pinto
Início das aulas
12 setembro 2006
Lei da selva
11 setembro 2006
Remodele-se
Pelo que nos é dito o Sr. Presidente pretende uma intervenção, não só ao nível das infra-estruturas como ainda, intervir ao nível do desenho, arranjo, iluminação e possivelmente, restante mobiliário urbano. Parece-me por conseguinte que tal intervenção, embora pecando por tardia, poderia constituir talvez, o derradeiro meio para se conseguir dar qualidade arquitectónica e funcional, a um centro de vila que no meu entender será dos mais degradados que existem. Falta pois saber se haverá o “golpe de asa” para se aproveitar esta oportunidade. Provavelmente o nosso Presidente, no âmbito da sua visão democrática e no “respeito integral da vontade do povo”, tomará mais uma vez pessoalmente as decisões e assumira as responsabilidades sobre a matéria. Uma coisa me parece que poderei afirmar. É, que qualquer que sejam as decisões, estas influenciarão definitivamente o aspecto da Vila nas próximas décadas.
Não estou em acreditar que continue a haver dinheiro para se fazerem obras ao sabor da fantasia como tem acontecido e como dirá o outro – respeitando a vontade do povo. Por isso confesso que, bem gostaria desta vez, de vir a apreciar na minha terra uma obra bem feita, actual e singular, que escondesse, até onde fosse possível a péssima arquitectura que temos e que constituísse motivo de orgulho e admiração.
Mentiras Piedosas Outonais.
- Entretanto ficou também a saber-se que, por não quererem ser excepção, os portadores do Pálio reivindicaram o pagamento do dia de trabalho à Comissão de Festas. Esta perante o desaforo terá dito que, a ser assim, na próxima seriam contratados desempregados para essa tarefa.
- Ainda sobre as Festas da Vila há a registar a penitência do Sr. Padre celebrante que ao que fez constar, não terá havido crente ou, mordomo generoso, que lhe tenha oferecido uma qualquer refeição após as cerimónias a que presidiu. Assim contentou-se com o Pão e o Vinho usado nas celebrações. É caso para se dizer que “ não se pode ser Sr. dos Paços em Carrazeda”.
- Foi a mosca quem borrou a pauta. Se não houver alteração aos resultados do inquérito, terá sido uma mosca a culpada da alteração das notas que determinaram que o aluno tivesse passado as férias convencido de que tinha transitado de ano. Terão sido já abertos os computadores com vista a “caçar a mosca” para que “a coisa se não repita tão amiudadamente”. Até ao momento desconhece-se se, no Conselho Executivo, alguém terá demonstrado algum rubor na face, perante estes factos. Entretanto este acontecimento despoletou já uma discussão recorrente em que as facções discutem se alguns professores deveriam ou não aguentar activos até á chegada da reforma.
(Estou como diz o outro:- Que não se pense que, se está a por em causa a vontade expressa de quem votou nesse Conselho).
- Nem tudo são tristezas. Este ano terá havido um professor que perante um aluno em cadeiras de rodas terá dito:- Não dou aulas a deficientes. De Professores que dão gratuitamente o seu esforço de trabalho precisávamos nós e muitos. Por isso também se pode apoiar a ideia de que se lhe pague para dar aulas a deficientes.
- Carrazeda de Ansiães pode hoje orgulhar-se de possuir, uma das mais belas colecções de Sinais de Stop da Galáxia. A natureza da colecção força inclusive a que todos se sintam obrigados a conhecê-la o que leva a concluir que se trata da colecção mais visitada ,e per capita que se conhece. Vila Flor, por exemplo, ao optar pelos sinais luminosos ficou automaticamente longe de ombrear, como vila, com tal colecção.
- Afinal “Aragões há muitos”. Quem conhece o amigo Aragão sabe que ele é racista. Na verdade ele só aceita, de esmola, moedas brancas. Com este pretexto e, em jeito de desafio, daqui se deixa esta adivinha. – Quem será que vive também de dádivas e, tal como o nosso Aragão também é racista!
Hélder Carvalho
Esta vida é uma Festa !...
O DN de 31 de Agosto de 2006, no suplemento especial fala-nos de Montemor-O-Novo, tiro o meu chapéu à entrevista que o Dr. Carlos Manuel Rodrigues Pinto de Sá, Presidente da Autarquia deu ao jornalista Gouveia de Albuquerque, aconselho a lerem, e como é de um concelho essencialmente agrícola no Alentejo, que tem muitas semelhanças com as problemas do nosso concelho de Carrazeda de Ansiães e a região de Trás Os Montes, aqui ficam alguns recados.
.... Os concelhos do Alentejo recusam a privatização da água que, por ser um bem essencial, não deve ser transformado num negócio.
Em Carrazeda de Ansiães a empresa “Águas de Carrazeda, S. A, não só é uma empresa privada, e assim um negócio, como tem uma enorme dívida à Câmara Municipal e, não é por deixar de cobrar as dívidas aos utentes a que tem direito, mais os respectivos juros de mora, se há o descuido de pagar no dia seguinte ou passados alguns dias, isto conforme a lei e as regras da Empresa. Afinal se é verdade que a Empresa deve à Câmara, porque não acciona esta os mecanismos legais para receber o que tem direito? Há algo que se passa e nós consumidores de um bem essencial, estamos a ser cúmplices de um escuro negócio? Se é falso que esclareçam estas ideias que nos põem a pensar – ansiães.
Não vou, nem é minha intenção transcrever a entrevista que foi feita a propósito da realização da Feira da Luz, de características regionais e que consta do DN que acima referi. Mas, vou isso sim falar da nossa Feira da maçã do vinho e do azeite, que devia em nosso entender ser “um evento cultural, com características marcadamente regionais e para divulgação do que temos de melhor para oferecer a quem visitasse esta Feira”.
Dito de outra forma, parece-nos errado confundir a feira com as festas do concelho, são ou deviam ser manifestações culturais diferentes. Na Feira, os agricultores deviam ser convidados a apresentar os seus produtos, a organizar provas dos mesmos e à semelhança do que já se faz na freguesia de Pombal de Ansiães elaborar “Concursos de Vinhos” de “Azeite” por exemplo, demonstrando que somos um concelho agrícola e que temos o que temos, procurando melhorar se possível ainda mais o que já existe.
Diferentes são “.. As Festas da vila em honra da sua padroeira. A Comissão, cheia de entusiasmo e incontida ânsia de bem servir a sua terra... As Festas de 1971, atingiram um extraordinário êxito, mas as deste ano 1972... além de constituírem um divertimento magnífico que as populações tanto apreciam, são também um cartaz de propaganda para as incomparáveis belezas desta Região. Uma palavra de vivo agradecimento é devida a todos os que contribuam para a sua realização. António Eduardo Araújo Faria- Presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães. Fim de citação.”
Desse Programa das festas do concelho de 1972 realizadas nos dias 26 e 27 de Agosto, transcrevo o seguinte: - “Sábado 26 – às 21,30 horas – Espectacular marcha luminosa, com a participação de Fanfarra e Conjuntos típicos musicais.
“Domingo, 27 – às 14 horas – Desfile e exibições dos Ranchos alegóricos, representativos faz Freguesias do concelho, e actuação do NÓVEL GRUPO INFANTL DE CARRAZEDA DE ANSIÃES.
Não sei se alguém sabe- por favor divulgue- onde está o tal dito nóvel grupo infantil, que hoje já seria Sénior. Mas, a ideia da Marcha Luminosa, foi copiada pela Comissão de Festas de Mirandela, que ainda hoje a realiza todos os anos, nas suas festas e aqui muito IMPORTANTE – Os Ranchos Alegóricos das nossas Freguesias, onde andam? Quem os viu? .Por último e para que conste, não ficava completo este pensamento sem a gratidão aos elementos da Comissão Organizadora são eles: - António de Oliveira Chaves; Eugénio Rodrigo Cardoso de Castro; Alfredo Ferreira Pinto Teixeira; José Miguel de Lima; António Augusto Carvalho; César Sampaio; João Manuel Pires; João José de Barros; Acácio Soares Ferreira; Armando José do Nascimento; Américo Ribeiro; Francisco Manuel de Castro e José Teixeira de Sousa. Colaboradores: - Adjunta da Comissão: - D. Maria Cândida Saavedra. – Colaboradores Directos: - D. Maria Fernanda Pinho Aguiar Ferreira. - D. Conceição Quinteiro - Emídio José Carvalho - Fernando Monteiro – José Pereira e “Zíngaros de Carrazeda”
Manuel Barreiras Pinto
A guerra das Tabuletas
Para responder a estas dúvidas há pelo menos aquela resposta: - “É a vontade do povo que está a ser respeitada”.
O facto é que a estaca que tinha a tabuleta pregada onde se escreveu “Abandono”, não foi só enterrada nas campas do cemitério. Foi também espetada simbolicamente no coração doloroso de alguns familiares dos entes desaparecidos, que não gostaram de ver profanada assim a sua tumba. Ao que parece, quando a C.M. pretendeu assumir-se como diligente e organizada, terá acabado a revelar incompetência e falta de sensibilidade.
Tentarão agora resolver-se os problemas criados. Possivelmente até se arranjará um “bode expiatório” que assumirá as culpas e pedirá desculpas pelos erros de identificação cometidos mas, já é difícil escapar ao “anedotário” local.
É que agora já há quem queira responder da mesma moeda. A ideia é agora colocar placas com o mesmo dizer (Abandono), nos sítios onde se constata a negligência e o abandono da responsabilidade da C.M.
Com imaginação já poderemos antever, placas colocadas no gabinete do nosso Primeiro quando ele desaparece sem dizer “água vai”, placas colocadas por todo o lado, no fundo da vila, placas colocadas no castelo, no solar, nas obras incompletas, no “guiché” à hora do café, no arquivo, no S. Lourenço, nas escola desactivadas, nas juntas inacabadas, nas associações desactivadas…
E se o fabrico das placas for industrial, ficarão mais baratas. Então também se poderão colocar em todos os cemitérios do concelho onde se encontrarem campas verdadeiramente abandonadas.
Hélder Carvalho
10 setembro 2006
250 anos da Criação da Região Demarcada do Douro
Miguel Torga in “Diário III”, Pinhão, 25 de Setembro de 1945
A 10 de Setembro de 1756, faz hoje precisamente 250 anos, D. José I apunha a sua assinatura num dos documentos régios que haveria de marcar a história ao longo das gerações futuras. O alvará que instituía a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro forneceu o código genético que condicionaria a evolução de uma região, o Douro, e a do principal produto da história económica do país, o vinho do Porto.
Nos estatutos da Companhia previa-se a classificação dos vinhos em três classes: de feitoria, mais caros, destinados à exportação para as ilhas britânicas; de embarque, de qualidade e valor intermédio, direccionados para o Brasil; e de ramo, de qualidade inferior, obrigatoriamente consumidos na região ou nas tabernas do Porto. Estas qualidades seriam produzidas numa área de cerca de 40 mil hectares (pouco menos de um sexto da demarcação actual) cujas fronteiras seriam assinaladas por 335 marcos de granito. No interior deste espaço, um corpo de provadores garantia a qualidade do vinho armazenado, conferia quantidades e emitia certificados de proveniência.
Dotada de inúmeros poderes (incluindo uma espécie de justiça própria) e de privilégios, a administração da Companhia facilmente resvalou para a brutalidade e para a corrupção. Fidalgos próximos de Pombal foram autorizados a introduzir os seus vinhos na zona de demarcação para beneficiar dos seus preços. O próprio Pombal se encarregou de escoar parte da produção das suas vinhas de Bucelas como vinho de feitoria. As devassas feitas pelos seus agentes no Douro aterrorizaram os lavradores; a ordem de mandar arrancar sabugueiros em todas "as províncias do Norte" fazem-nos hoje lembrar os métodos maoístas na era do Grande Salto em Frente; e o abuso da sua posição monopolista em relação às tabernas do Porto ficou patente na série de motins populares de 27 de Fevereiro de 1777, que resultaram na acusação de 478 pessoas e na condenação à forca de 21 - outros 120 foram condenados ao degredo.
O vinho do Porto torna-se a bebida nacional dos britânicos e o seu consumo alastra dos colleges às tabernas de Londres, dos membros do Parlamento aos marinheiros da Royal Navy. Em 1788, a área demarcada é alargada de modo a que o potencial produtivo regional pudesse responder a esta procura crescente do mercado inglês, onde o vinho do Porto detinha uma quota de 75 por cento do mercado.
O Alto Douro vinhateiro é uma região classificada pela UNESCO como Património Mundial, pela sua riqueza natural, paisagística, cultural e histórica, produz a marca mais emblemática do país, o vinho do Porto, vinhos de mesa e, entre outros bens, energia eléctrica. Ainda assim, continua a ser uma das regiões mais deprimidas do país. Está, aliás, entre os cinco piores territórios nacionais em termos de indicadores sociais e económicos.
(...) segundo dados do INE, entre 1981 e 2001, o Douro perdeu cinco habitantes por dia; entre 2001 e 2004 perdeu três.
O Douro é a região vitícola que gera mais receitas fora do país, sobretudo graças ao vinho do Porto, que representa mais de 60 por cento das exportações portuguesas de vinhos e cerca de 20 por cento do total das exportações de produtos agro-alimentares.
No PÚBLICO (sem link - edição só para assinantes)
Programa das comemorações
Caos em Freixo de Espada à Cinta
No JN
09 setembro 2006
Dos jornais e um comentário
Este fim-de-semana cumprem-se dois séculos e meio sobre o dia em que foi criada, a 10 de Setembro de 1756, no reinado de D. José I, a «Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro», que passou a controlar e a regulamentar a produção de vinhos no Douro.
O Presidente da República, Cavaco Silva, vai presidir à cerimónia solene, com início às 17h00 no salão nobre da Casa do Douro, no Peso da Régua. O encerramento da cerimónia fica a cargo da Tuna Musical de Carvalhais. De manhã, Cavaco Silva assiste a uma missa na Sé de Lamego. Segue-se um almoço com os bispos e os presidentes das câmaras da Região Demarcada do Douro.
Também amanhã, realiza-se em Vila Real, Régua e Lamego um desfile de bandas filarmónicas e grupos de bombos da região do Douro, encerrando as festividades do fim de semanas com um Jantar Pombalino, no Palácio de Cidrô, em São João da Pesqueira.
No Primeiro de Janeiro
O poeta António Manuel Pires Cabral, nascido e residente em Trás-os-Montes, não se queixa de ser "escritor na província" e está convicto de que, "se houver qualidade no trabalho", o reconhecimento virá "mais tarde ou mais cedo". O poeta e romancista recebe hoje das mãos do presidente da República, Cavaco Silva, o prémio literário Dom Diniz, atribuído pela Fundação da Casa de Mateus.
No Jornal de Notícias
O poeta é o co-autor com o fotógrafo Roberto Santandreu do novo livro sobre o concelho, intitulado "Carrazeda de Ansiães".
Numa primeira e rápida leitura, pouco mais se acrescenta ao já anteriormente publicado. A novidade que descortinámos é a explicação do topónimo "carrazeda", que segundo aquele autor deverá ser "muito simplesmente, um lugar onde havia carraças". Uma explicação nada fundamentada e, no mínimo tão polémica como a contestada de Edite Estrela que atribuira a génese do nome a, "cara azeda", dada a feição e modos rudes dos seus habitantes. Para breve uma análise mais detalhada08 setembro 2006
Perplexidades
"Perplexo" é assim que Artur Cascarejo, presidente da câmara de Alijó, diz estar relativamente ao incêndio que ontem consumiu mata e floresta no seu concelho, tendo ainda ameaçado uma aldeia.
O autarca (...)questiona o facto de como foi possível que o fogo “tivesse galgado as três faixas de rodagem do IP4, uma estrada nacional e ainda um rio”.
O autarca de Alijó diz que algo falhou no combate às chamas e já solicitou ao Secretário de Estado da Administração Interna a abertura de um inquérito para apurar a formula como o incêndio foi combatido.No Espigueiro
Postais pouco ilustrados

Este é o estado lastimável do caminho/estrada municipal ribeirinhos aos rios Douro e Tua numa das aldeias de aposta turística essencial como é Foz-Tua. Num concelho em que por um lado, se gastam alguns milhares de euros em livros e prospectos de promoção turística sem que se vislumbre um propósito ou um objectivo devidamente definido, por outro, não se cuidam pormenores absolutamente essenciais.
Mais do mesmo
No Jornal de Notícias
Mais uma vez a opção política cria divisão na reivindicação dos líderes locais. Parece-me intolerável por ser uma atitude recorrente e a defesa dos interesses das populações se subordinar às lógicas dos partidos. Cremos que a "heróica" luta do presidente da Câmara de Mirandela em defesa da maternidade não o seria se o governo fosse diferente. A solidariedade é apenas partidária!? No mínimo lamentável. Penso que aqui se explicam muitas das nossas limitações como uma das regiões mais pobres do país.
Respeitar as regras...
Também na democracia há o direito da responsabilização daqueles que são eleitos. E eu, esse direito, uso-o com a frequência. Parto da premissa de que quem é eleito, está à partida capaz de assumir com empenho e responsabilidade o compromisso que assume perante os seus concidadãos e aceita as contrapartidas que lhe são dadas para tal.
Concordo por conseguinte com os que dizem que não se deve coagir quem governa, com reprovações, sugestões, criticas ou sátiras, pela simples razão de que quem domina, é que deve ser o responsável e o responsabilizado pelo que acontece. Ele é que deve receber os louros ou assumir os erros com as respectivas consequências.
As consequências feliz ou infelizmente acabam por cair em todos nós.
Só por isso é que abro a minha ressalva que propõe que sejam permitidas as sugestões, as propostas, as ideias, desde que expressas em quaisquer género literário, sejam gratuitas, não estorvem ou complexem ninguém e que possam ser ignoradas à partida ou, se não se lhe encontrar valor nenhum.
Como é fácil comprovar, é difícil encontrar quem distribua com ideias gratuitas. Já fizeram ideia do preço a que nos ficam as ideias que se implementam na nossa querida terrinha!
Hélder Carvalho
07 setembro 2006
Mentiras piedosas de Setembro III
-A pesar da crise, sobretudo de trabalho viram-se poucos crentes, nas festas religiosas desta temporada, demandando o milagre de um emprego ou a saída do totoloto, malgrado o parafernália de Santos que, pelas redondezas estão vocacionados para promeças do género. Destes destacam-se, a Sra. dos Remédios, a Sra. dos Aflitos, a Sra. da Cunha, a Sra. dos Prazeres, a Sra. da Aparecida, a Sra. da Boa Hora, a Sra. da Boa Esperança.
- Registam-se algumas “alegrias estivais” testemunhadas junto de populares agradecidos por tanto contentamento: - ver correr a água das torneiras durante todo o verão; ver o Toy em carne e osso; ver as borboletas na seara; ouvir as rolas; acordas com os pés quentes; ouvir palavras optimistas na homilia; Ver os anjinhos nas procissões; ser cumprimentado pelo Sr. Presidente; sonhar que se tem um vestido da Floribela…
- Depois de árdua investigação, foi encontrado em Carrazeda de Ansiães um espécime raro de desempregado que acredita que consegue emprego sem ser por “cunha”. O indivíduo, que parece equilibrado, foi devidamente catalogado como exemplar em vias de extinção. Presume-se que também acredite que há chamadas grátis.
- Para se fugir á auto flagelação aponta-se agora o verdadeiro culpado. Trata-se daquele espermatozóide que foi mais rápido do que os outros.
- Devido á crise que por cá vai, passou a dar-se o exemplo daqueles que não trabalham, aos pobres dos comerciantes.
- Concorda-se que entre nós a Democra está a cair de madura. O problema é que em vez da Democra ser macia, temos Democra dura (versejei).
- Baseado no ditado popular que diz “ cego é aquele que não quer ver”, está a ser criada uma Associação com o fim de estabelecer o roteiro de locais que não interessa ver, e para os quais se propõe aos associados que, fechem os olhos na passagem por lá.
- Todos conhecemos expressões depreciativas como “ vai pentear macacos”; “vai bugiar”; “ vai abaixo de Braga”, etc. Como se já não bastassem foi criada entre nós mais uma expressão destas para usar no Inverno – “ vai merendar pró Pinocro”. ´
- Antecipando-se á gripe das galinhas, aparecem sintomas de mais uma doença degenerativa perigosa que rapidamente coloca os doentes em “estado de idiotia terminal”. A doença tem contudo o condão de servir de bom argumento para se requerer a reforma que é a moda mais em voga de momento.
- Depois da construção do Parque de Desportos Radicais vai ser também construído na Praça um recinto apropriado para o jogo da malha, prática que continua a ter muitos praticantes.
Hélder Carvalho
06 setembro 2006
Educar ainda é possível
Não é difícil verificar que, em tais condições, ninguém perde tempo a compreender-se e a assumir-se como formador ou educador, preferindo recolher-se no seu mundo próprio e reduzir-se à condição de simples técnico de um saber. Esta desilusão, mais ou menos generalizada, dos professores pode dizer-se que é o sintoma mais grave da crise moral de um país. Uma desilusão que não tem apenas por detrás razões profissionais, por pesadas que sejam, mas, dado o papel da escola, a consciência de uma missão social fundamental que não se pode realizar de modo normal, tantos são os entraves de dentro e de fora e as mil dificuldades diárias que encontra quem deseja fazer, com competência e seriedade, algo que seja consequente e positivo na vida dos educandos.
Há nisto tudo um problema velho que se agravou, de que não se fala e que continua a criar dificuldades em ordem à educação escolar. Não é apenas problema nosso, porque outros países o sentem e já sofrem por não se ter resolvido. Em anos de democracia pacífica, em que muita gente determinante se pôs de acordo sobre coisas importantes da vida nacional, não se encontrou ainda um consenso em matéria educativa. O que é educar e quais os melhores modelos educativos? Qual o lugar dos pais e do Estado em tão importante tarefa? Quem mantém como básico o princípio da igualdade na educação e o da personalização? Quem defende uma educação centrada na pessoa e ao serviço da sua realização própria com tudo o que isto significa? Como se situa a escola nisto tudo?
Os que defendem um ensino igual para todos e consideram a sociedade o lugar fundamental para esta tarefa, não chegam a entender-se por razões antropológicas, fundamentadas em diversos conceitos de humanismo, político-partidárias, eivadas de preconceitos religiosos e sociais, razões ideológicas, mutiladoras da pessoa, da democracia e de uma sociedade de pessoas livres e, por isso mesmo, do futuro. Também chegou cá, com cheiros de actualidade, o slogan da “escola única, pública e laica”. Um retrocesso de séculos, que nega o presente e fecha as portas ao futuro.
Detrás das palavras existe uma concepção filosófica, uma visão antropológica, um projecto de sociedade, uma política e um modelo educativo, que impedem uma educação para este século. A educação não pode deixar de assentar em valores morais e éticos, os únicos que estruturam interiormente pessoas livres e responsáveis. Quem tem coragem e poder para fazer repensar aspectos essenciais da educação?
O ano escolar que começa tem muitos problemas e escolhos, uns fáceis de aplanar e de remover, outros não tanto, porque se cruzam os interesses, em vez de se somarem os esforços. As preocupações políticas cifram-se agora em arrumar a casa, não se apercebendo, ou não querendo aperceber-se, de que o alicerce desta não tem consistência e os seus muros estão a ruir. Todos podemos ver que assim é.
Educar não é o mesmo que distribuir computadores a torto e a direito ou calar os professores. Porém, o Ministério chama-se da Educação. De qual? Há que dizê-lo, para que nos comecemos a entender, a dar sentido à escola e esperança ao país.
Dartaga
Lendo os jornais
A proibição da GNR foi ignorada pelos mirandelenses, que ontem ao final da tarde, tal como estava previsto, organizaram uma caravana de protesto contra o encerramento da maternidade local. "Temos mais de dois mil carros, são 22 quilómetros de marcha", contabilizava José Silvano, presidente da Câmara de Mirandela, satisfeito com os resultados do protesto, numa altura em que no IP4 havia um enorme engarrafamento. A concentração começou na cidade (no perímetro urbano estava autorizada pela PSP) e seguiu, a passo de caracol, para o IP4. A GNR colocou alguns militares no local, mas estes não tentaram intervir. Os carros, ordeiramente, fizeram o percurso entre as entradas norte e sul do IP4, cruzando-se a caravana nos dois sentidos por volta das 19h00. Ainda ontem, o PSD de Mirandela apresentou uma moção pedindo ao Governo para suspender o encerramento de qualquer das maternidades no distrito de Bragança enquanto não estiverem concluídas as vias de comunicação fundamentais: "A auto-estrada, o IP2 e o IC5."
No Público
Oito mil visitantes são esperados a partir de amanhã na Vindouro - Festa do Vinho, em S. João da Pesqueira, uma iniciativa que pretende ser mais do que uma mostra de vinhos da região do Douro.
Promovida pela Câmara Municipal de S. João da Pesqueira e pela empresa Essência do Vinho, a Vindouro decorre até domingo, permitindo a degustação de 228 vinhos, refere uma nota da organização.
No entanto, a feira pretende ir além da mostra de vinhos da região demarcada, integrando também no seu programa visitas guiadas a quintas, provas comentadas, um leilão de vinhos antigos e raros, um mercado, um cortejo e um jantar pombalinos.
No PJ










