31 agosto 2006

Socorro!

Visão

Destruição de vinha

A comissária europeia da Agricultura, Mariann Fischer-Boel, visita a região do Douro entre hoje a sábado para discutir a polémica reforma do sector do vinho comvárias entidades ligadas ao sector. Em cima da mesa está a possível destruição de vinha.

No Diário de Trás-os-Montes

Nova Imagem à Vila

“Se o povo não participa no diálogo, a democracia é uma palavra vazia mesmo que os deputados se considerem seus representantes” D. Jorge Ortiga ( Neg. Mag., 06-08-06

A notícia anuncia uma pequena nuance.
Segundo o Jornal Informativo “O Município de Carrazeda de A. iniciou um projecto de remodelação das principais ruas comerciais da vila, no sentido de lhe dar uma nova imagem, mais moderna e funcional…”. Mais á frente é dito que …”A Luís de Camões é a principal artéria e ainda não é certo que vá ter um cariz pedonal em parte da sua extensão”. Segundo o Presidente “Será a Assembleia Municipal a decidi-lo…”
Ao que parece o nosso Presidente pretende delegar na Assembleia a decisão de, tornar o não pedonal, uma parte da Rua. Segundo o meu ponto de vista esta decisão poderia ser tomada depois de se ouvir a população interessada. Podia abrir-se á discussão pública esta sugestão e, por exemplo, mostrar-se o projecto (conheço pelo menos o projecto do Arq. Nuno Lacerda) ou, ideia subjacente.
Este gesto serviria não só para dar mais consistência á tomada de decisão como levaria a população a participar activamente nas deliberações importantes que lhe dizem directamente respeito. É evidente que não se põe aqui em causa o direito de decidir da Assembleia, acredita-se contudo que sobre este assunto, a procura de consensos e aproximações provocaria talvez menos polémica, se esta ideia avançasse.

Hélder Carvalho

encerramento de maternidade

O presidente da Administração Regional de saúde do Norte está na região hoje e amanhã para reunir individualmente com cada um dos presidentes de Câmara do distrito.O encerramento da maternidade de Mirandela é a principal razão da vinda daquele responsável à região que, em princípio, deve explicar aos autarcas as razões que levaram a optar pelo encerramento da maternidade de Mirandela.


Na Brigantia

Mentiras Piedosas de Setembro (nunca mais acaba Agosto)

- O Festival da Juventude que este ano se realizou com notável sucesso no Parque de Merendas da Fontelonga, vai realizar-se para o ano na aldeia de Alganhafes. O objectivo é também o de levar a gente nova a conhecer outros lugares exóticos da nossa terra.

- Falando das Festas do Concelho registam-se algumas apreciações desgarradas que estão longe de constituir uma ajuda para a avaliação do evento.
Por exemplo, houve quem não gostasse de pagar as entradas no Parque da Festa, para ouvir os Cantores de renome que ali actuaram. Pessoalmente concordei com a ideia de se pagar. Considero contudo que teria ficado bem, informar o público de que o dinheiro recolhido não era para financiar o negócio mas antes se destinava a apoiar a obra por exemplo do Padre Américo.
Também sou da opinião de que a música difundida em altifalantes, nas ruas principais, deveria ser igualmente paga mas, apenas por aqueles que a quisessem ouvir.
Houve quem apreciasse a humildade e a simpatia das senhoras que vendiam bilhetes. Pessoalmente até fiquei desvanecido ao ter recebido de guiché o bilhete das mãos da Secretária pessoal do Nosso Primeiro, que era quem estava de serviço á bilheteira naquele dia.
Sobre o desfile etnográfico também concordo que houve pouca participação das aldeias apesar das charolas que participaram, irem muito bonitas.
Louva-se também aqui a generosidade dos elementos da nossa GNR que não poderiam ter sido mais magnânimos para com os proprietários dos automóveis estacionados, em dias de festa na Vila.

- Ainda sobre As Festas, constou que este ano os Vereadores da Oposição não foram presenteados com convite e salvo-condutos para entrarem e visitarem gratuitamente a Feira.
Exaltado um deles terá dito:- “Compreende-se que não nos convidem para visitas ao Brasil, à Madeira ou a Cabo Verde mas, não nos convidarem para visitar a Feira na nossa terra já é demais.

- Já foi registado o “programa modelo” que é usado pelos idosos do nosso concelho com a reforma mínima, para fazerem as suas férias de Verão.
- Ir no dia da festa a pé, cumprir a promessa á padroeira mais milagreira;
- Ir á Vila marcar consulta para as maleitas que chegam com o Inverno;
- Ouvir os discos pedidos da Rádio Ansiães;
-Folhear o álbum de fotografias dos netos, se eles não vierem do estrangeiro vê-los;
- Fazer a inscrição para a entrada no Lar;
- Rezar o terço e “encomendar a alma ao Criador”, todas as manhãs;
- Ver se chove ou faz sol;

-Este Verão foi mais difícil “andar pela sombra” em Carrazeda de Ansiães.

-Refira-se a este propósito o assassinato de mais algumas árvores que faziam sombra á volta da Igreja da Vila. Ao mesmo tempo que nos telejornais se viam os incêndios do Parque Natural do Gerês, eram derrubadas por mãos humanas estas pobres árvores. Acredita-se que não seria difícil descobrir e punir estes maníacos. Quem seria que estas árvores assombravam!
- È errada a ideia de que aqui se tem tratado em tom jocoso o caso da derrocada da construção do Museu Rural de Vilarinho. Afinal o verdadeiro intento tem sido o de chamar á atenção do sucedido, para que o acontecido conste como um dos factos históricos, a documentar e integrar no espólio patrimonial do desejado museu.

- Sobre este mesmo assunto regista-se com simpatia a ideia de distribuir rebuçados pelos populares que mais se sentem prejudicados, pelo facto de a dita derrocada do Museu Rural do Vilarinho, ter obstruído completamente uma via pública de muita utilização . A prova de que estes se contentam com rebuçados está no facto de ainda não ter sido exigida a resolução do problema.


-“Diarreia Mental” é uma doença também já detectada neste Blog mas que parece estar a ficar debelada. Trata-se de uma moléstia em que os sintomas levam o doente a, quando se fala de “alhos” ele se referir a “bugalhos”. Dizem que a doença resulta do excesso de tutano na alimentação. Ao que parece os sinais da doença vão desaparecendo com a chegada da senilidade.

Hélder Carvalho

30 agosto 2006

Atenção à vigarice!

Recebi por correio electrónico

Cliente respeitado!

Devido a situação que nós temos em nosso país em torno a Online-Banking, nós fazemos exame de medidas para rever todas as contas-online a fim de descobrir as contas de "um dia", utilizadas para "lavagem" do dinheiro roubado. Nós pedimos a todos os clientes encher o formulário da confirmação dos dados da conta.

Atenção! As contas que não passarão a revisão a 10.09.06, serão restritas à explanação a fim de seu abertura e uso. A revisão atual é requerida para os clientes particulares e para as empresas.

(seguem-se links (apagados) para recolher dados confidenciais para consumar vigarice)

Nós pedimos-lhe desculpas por aquelas medidas. Nós agradecemos para Sua compreensão e esperamos continuar a colaboração com Você.

Atentamente,

Banco, Caixa Geral de Depόsitos
Departamento de Segurança


Para os mais distraídos, não responda e deite para o caixote do lixo!

Lendo os jornais

AAerocondor - Transportes Aéreos vai assegurar, por mais três anos, as rotas Lisboa/Bragança e Bragança/Vila Real/Lisboa. Na sequência do concurso público lançado pelo Estado, foi adjudicada anteontem a exploração daquele serviço à transportadora, de resto a única concorrente.A celebração do referido contrato representa para o Estado um investimento anual de 998 mil euros no primeiro ano de exploração, e pouco mais de um milhão de euros no segundo ano e no terceiro ano.
JN

As comemorações dos 250 anos da Região Demarcada do Douro, a primeira do mundo, arrancam amanhã e prolongam-se até 14 de Dezembro, com eventos nos 21 concelhos abrangidos e ainda em Lisboa, Porto, Londres e Bruxelas.O primeiro-ministro, José Sócrates, foi convidado para participar na sessão inaugural, amanhã no Peso da Régua. A abertura oficial das comemorações decorre na Casa do Douro, com o “Encontro 250 anos depois”, durante o qual vai ser apresentada a edição fac-similada do Alvará de Instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro.
No PJ

Exorcismo, satanismo e o poder curativo das plantas são alguns dos temas em debate na 20ª edição do Congresso de Medicina Popular, que decorre de amanhã a domingo em Vilar de Perdizes, Montalegre. São esperadas milhares de pessoas.
No PJ

Este ano, a produção de maçã no concelho de Carrazeda de Ansiães teve uma quebra na ordem dos 60 por cento.
O granizo que caiu nos meses de Junho e Julho devastou completamente alguns pomares do concelho, deixando a fruta imprópria para comercializar.
No Nordeste

O Fórum Theatrum, em Bragança, decidiu assinalar o centenário da chegada do comboio a Bragança com a realização de um concurso nacional de fotografia.Sob o lema “O Comboio – Passado, Presente e Futuro”, a iniciativa destina-se a todos os interessados, que podem candidatar-se em duas modalidades distintas: fotografia a cor e fotografia a preto e branco, ambas com dimensões máximas de 30cmx45cm e mínimas de 20cmx30cm. O período de entrega de trabalhos já se encontra aberto e decorre até ao próximo dia 20 de Outubro.
No Nordeste

O Movimento Cívico “Por Mirandela” que foi criado recentemente com o objectivo de combater o encerramento da maternidade de Mirandela, reuniu ontem com o Presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, para concertarem esforços na manifestação que irá ocorrer no próximo dia 5 de Setembro com o objectivo de realizar uma marcha lenta entre as duas entradas do IP4.
No Notícias do Nordeste

A revelação do segredo

Para mim, foi com a chegada do verão que caíram as máscaras. Com elas veio então um silêncio ensurdecedor. Confesso a minha tristeza perante o testemunho da revelação dos personagens, por de trás das máscaras. Eu próprio tinha definido o perfil dos disfarçados. Teria de ser gente disponível, desocupada, gente vaidosa e possivelmente sustentada pelo sistema. Gente capaz de desempenhar o papel de serviçal para todo o serviço, a troco da manutenção de um estatuto que poderia estar em perigo.
Mesmo assim reconheço que senti alguma desilusão.
Por sua vez e enquanto o insulto boçal foi anónimo pouca importância lhe haveria de dar. Infelizmente poucas vezes este teve para mim graça ou foi disfarçado de “crítica”, o que poderia ter demonstrado um maior empenhamento por parte dos seus autores.
Agora, caída a máscara, compreendo o embaraço com que estes mostram a sua face exacta. Deve ser dramático e assustador. É que agora já não escapam ao epíteto de cobardes e de “lambe botas”, nem que tentem justificar que a culpa não é só deles.
Pessoalmente hei-de saber perdoar. No fundo sem o perceberem talvez até estivessem a pedir ajuda, tal e o beco em que se meteram. Não acredito que numa de exibicionismo tenham pretendido ser descobertos.
Para mim, responder a um anónimo que insulta, foi sempre considerado uma perda de tempo ainda que o tenha tentado, indirectamente. Afinal não se pode exigir de quem insulta que ainda por cima, compreenda o ponto de vista de quem responde e se defende. Não é possível ter os dois mundos numa só pessoa.
Talvez consigam redimir-se e sentir que ainda podem ser úteis.
Da minha parte continuarei a mover-me aqui pelo desejo provado de ajudar a minha terra a ser melhor. É na minha terra que desejo desfrutar os meus derradeiros anos de vida, por isso nela saberei encontrar os equilíbrios e a harmonia indispensáveis para nela viver com os outros. Mas que ninguém se iluda a vida para mim “não vale a pena se tiver de ser vivida com a alma de escravo”.

Hélder Carvalho

29 agosto 2006

A procissão de Santa Águeda 2006
















o clero, a nobreza...

e o povo

Pensar dos leitores

… até algum tempo era um Zé Ninguém (bem hoje tambem não passo disso) até que um dia apareci com uma camisa lavada e não precisava de me vergar perante os senhores "Carrazeda" então começaram-me a tratar por "senhor", o"bonito"e o "excelentíssimo"e eu mandei-os todos a M… ,porque quem não come na mesma "masseira" com eles é posto de parte, é preciso lutar contra esse feudalismo não sou de nenhuma dessas cores politicas , as minhas cores politicas é a minha BANDEIRA , A MINHA PÁTRIA sou nacionalista por convicção e odeio os tachistas ,gosto de uma politica de esquerda virada para os meus ideais nacionalistas (chama-se politica invertida porque não gosto de comunas), mas a nossa santa terrinha é de mais não podem ver um pobre com uma camisa lavada ,os senhores feudais só pensam em piscinas , tachos e tachinhos ,merendas e jantares e de promoverem os seus egos e não estão a preparar o futuro para os jovem como eu que não encontrei algo para me fixar a terra falta de meio ,a nossa terra carece de muita coisa por isso fugi para o estrangeiro. VIVA CARRAZEDA, VIVA PORTUGAL.

OBRIGADO.

(MAS que m… porque não nasci em FRANÇA , LUXEMBURGO ,ALEMANHA............................)


Carlos A. Carvalho (recebida por correio electrónico)

Anotar


até 17 de Setembro

na
Galeria de Artes de Barcelos

Terça a Domingo
das
14 às 18 horas

Bons exemplos

Câmara de Murça lança centro interpretativo em crasto com cinco mil anos

260
dias é o prazo de execução delineado para a empreitada A Câmara de Murça vai construir um centro interpretativo no Crasto de Palheiros, um megamonumento calcolítico com cinco mil anos, recentemente classificado como imóvel de interesse público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar). A obra vai ser adjudicada já em Setembro e está orçada em 310 mil euros.
"No edifício vão ser apresentados painéis com o percurso cronológico da vida dos povos que habitaram o crasto, bem como os objectos do sítio, uma espécie de miniexposição", avançou o presidente da Câmara de Murça, João Teixeira. O centro interpretativo vai também proporcionar visitas guiadas através de roteiros turísticos pelo povoado.
Segundo o autarca, o objectivo é "aumentar o fluxo de turismo na região". "Estamos à espera de milhares de turistas. Já que o turismo está na moda, queremos que as pessoas visitem uma das mais importantes estações castrejas de Bragança",


No Público

Offfficina de LEtras, dia 28 de Agosto

Gilberto Pinto, convidado especial

Falou-se de tanta coisa, desde a edição de livros, até à 2ª lei da termodinâmica: a entropia. Música de fundo: Mão Morta. E Belle Chase Hotel:

We're all in the pictures dressed like blue Kangaroos and Jupiter colides with Mars while the moon is licking you.

JP Simões, "Merry-go-wrong".

vitorino almeida ventura

28 agosto 2006

Offficina de LEtras,

dia 3

Literalmente, um dia para projectos interessantes.

Ornatos Violeta: dos mais votados, pelos presentes. O Amor da Morte e a Morte do Amor: «E se a veia entope,/ só nos resta a nós os dois a hemorragia».

Mesa: Luz Vaga et alii. Do cadáver esquisito surrealista. Aulas de Mário Cláudio a JP Coimbra, compositor e letrista, amigo do Leonel, fotógrafo do JN e da Lavandeira.

Três Tristes Tigres: um espanto global sobre os textos e a voz de Ana Deus, de claridade total. Mas sobre todos e tudo, "Descapotável"... Com todo aquele sadismo! E "Subida aos Céus", naquele refrão de Camões, Os Lusíadas...

Offficina de LEtras, dia 4

Pluto, a abrir com aquelas guitarradas do Peixe, tipo Radio Head. Depois, Mão Morta. O candeeiro da sala caiu, como o do Teatro Circo, no alto de cada cabeça.

O fogo lavrou... E continua na próxima sessão.

vitorino almeida ventura

26 agosto 2006

Cem anos da conclusão da linha do Tua


Uma superfície comercial de Bragança comemora com um concurso fotográfico os 100 anos da conclusão da linha do Tua que culminava com a chegada pela 1.ª vez do comboio a Bragança em 1 de Dezembro em 1906. (cartaz ao lado)
Uma das formas da própria valorização da linha seriam comemorações eficazes. Como se lê no "Guia Expresso - Portugal de Comboio", "a linha do Tua é considerada uma das mais belas linhas de montanha do mundo.

25 agosto 2006

Coisas que acontecem.

Longe vai o tempo, em que o Administrador do concelho, detinha poderes vários, inclusive o de mandar para a prisão os prevaricadores, os maus da fita.
Hoje os tempos são outros, e outras são as prioridades que se colocam à consciência dos que nos Governam e que não são os de Lisboa, falo do Poder Central, que nos concelhos está representado nas Autarquias e nestas pelo Executivo camarário.
Acontece que em Carrazeda de Ansiães, em reunião democraticamente convocada, deliberou o dito Executivo, que:
- Em Agosto fossem suprimidas “Duas feiras” que habitualmente se realizavam nos dias 20 e 31, sendo esta última a feira anual do concelho.
- Fossem alteradas as datas habituais das festas do concelho em honra da nossa Padroeira Santa Águeda .
E de tal maneira o fizeram, sem consultar nada, nem ninguém, apoiados na maioria dos eleitores que os elegeram democraticamente que gerem a actividade económica comercial a seu belo prazer.
Ficou a aldeia de Parambos diminuída no esplendor dos seus festejos, porque em Carrazeda tinha inicio a festa do concelho com a actuação da orquestra Grandes Estrelas, e que encantou quem viu e ouviu, pena foi o tempo que não ajudou e o público escasso que não foi nada participativo, são coisas.!
Sem prejuízo de efectuar uma Reentré com festa à moda do Pontal no Algarve, e digna deste espaço quando chegar o momento oportuno, desta me vou na certeza de que muda o tempo, mas em Carrazeda nada mudou.
Manuel Barreiras Pinto.

Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite

Decepção no número de visitantes e pouca animação na noite de abertura da feira, apesar da entrada graciosa. O dia de trabalho, a festa em Vila Flor explicarão algo. Os próximos dias dirão se a antecipação para Agosto (as justificações são plausíveis) trará mais visitas. Um amigo emigrante confidenciou-me que ficou mais uns dias por causa das “festas”.
Poucas novidades em relação ao certame do ano transacto. A mesma disposição, quiçá mais algum espaço coberto para expositores e nada mais. Muito pouco.
Este é um certame em que se gastarão alguns milhares de euros (falaram em 150 mil?), precisava-se de imaginação para justificar o dinheiro dos contribuintes. Com tal investimento, o cartaz de espectáculos, comparado com outros certames vizinhos, deveria ser melhorado, pois é ele que traz visitantes. Os critérios para a sua elaboração continuam a ser pouco compreensíveis. Adiante.
O que poderá ser questionada é a dispersão de meios e dinheiro na animação de Verão, algo ao sabor do acaso, festa de juventude?, rancho folclórico, festival de música medieval… que poderiam ser enquadrados numa finalidade comum, mais clara e objectiva.
É obvia a necessidade de uma discussão pública.

Comércio aberto até à meia-noite

Ponte do Pinhão reabre ao trânsito a tempo das vindimas

Apesar das obras em curso, o trânsito no tabuleiro da ponte do Pinhão vai retomar a circulação na próxima terça-feira. O anúncio da Estradas de Portugal (EP) veio descansar os produtores de vinho da região do Douro, já que a passagem pela travessia é essencial para o sucesso das vindimas, que atingem o ponto alto na segunda semana de Setembro.
No Público

Utentes e Câmara de Mirandela acusam CP de entravar a Linha do Tua

Passageiros queixam-se que a empresa "obriga" os utentes a viajar em pé num percurso de perfil turístico
(...)
À hora de partida (para o Tua), e apesar de estarem duas composições na linha, os funcionários apenas abriram as portas da primeira carruagem, "que rapidamente encheu", relata. Os restantes passageiros aguardavam na rua pela abertura da segunda composição, mas foram informados pelo revisor que tinha orientações claras da empresa para só abrir a segunda unidade depois de a primeira estar completamente lotada. "Isto é, depois de ocupados os 48 lugares sentados e os 30 lugares em pé".

No Público

24 agosto 2006

trabalhos no campo


arrancar as batatas

Nuvens cinzentas

No distrito de Bragança apenas um quinto dos professores do Primeiro Ciclo (86 em 440) do Quadro de Zona Pedagógica obtiveram colocação no concurso de necessidades residuais. Em anos anteriores estes quadros não eram suficientes para atender a todas as necessidades e sempre se recorreu a muitos contratados.
O que mudou?
Os leitores mais atentos depressa chegarão a uma resposta. Se por um lado, as novas regras possibilitaram que muitos docentes com vários anos de serviço colocados em escolas fora do distrito pudessem obter colocação perto dos seus locais de residência, por outro assistimos ao regresso da prioridade de colocação aos docentes que concorrem ao abrigo das condições específicas, isto é, aqueles ou seus ascendentes que têm uma doença condicionante de se deslocarem (e aqui ainda há muito a melhorar dados os abusos mais que visíveis); contudo a principal razão foi a concentração das escolas em pólos escolares que diminui a oferta de lugares. Esta situação foi particularmente visível nos distritos do interior, nomeadamente Vila Real e Bragança. Neste distrito encerraram 225 escolas fruto da reorganização operada na rede escolar da região. Em Carrazeda das 28, encerraram 21.
Esta situação que poderia ter sido há muito faseado no tempo, sempre foi escamoteada pelos responsáveis locais e a administração escolar que usaram a táctica da avestruz, fechando os olhos ao óbvio: a diminuição da população escolar tornava insustentável de ano para ano a manutenção de escolas com uma, duas, três crianças. Agora a situação de quadros sobredimensionados de pessoal docente para os quais não se vê solução à vista, isto é, o que farão tantos professores com vínculo laborar ao Estado.
Com a premissa de que esta solução de concentração de crianças em pólos escolares, poderá ter visíveis benefícios para os alunos, os mais importantes neste processo, se as condições prometidas se concretizarem a nível de instalações, condições e apoios pedagógicos acrescidos, não pode deixar de se fazerem duas reflexões.
Primeira, a situação de muitos profissionais que vivem a situação com um misto de ansiedade e preocupação. Os quadros não vão poder renovar-se nos próximos anos, o que quer dizer que os putativos candidatos a ingressar na carreira docente terão de varrer o distrito das suas justas aspirações profissionais de nele poderem trabalhar. Acresce os que alimentavam a ideia de regressar ao seu distrito de origem e mantinham por aqui uma residência, terão de questionar seriamente a possibilidade de ir habitar definitivamente fora da região. Depois os que estão nos quadros já de si superlotados ficarão com mais dúvidas de trabalhar nas suas terras de origem, bem como a possibilidade, cada vez mais fundamentada pelo novo estatuto em fase de aprovação, de terem de trabalhar em quadros de zona pedagógica limítrofes, como sejam o Douro Sul (Viseu), Guarda, Vila Real já também saturados. Dirão os mais distraídos que tudo isto é irrelevante, é uma questão de classe e que pouco importará aos bragançanos posições corporativistas. Desenganem-se. É a região que fica sem quadros, sem população, reflectindo-se em todos os outros sectores da actividade económica. O que se passa com os professores reflectir-se-á, mais tarde ou mais cedo, em todos os outros sectores da administração pública, particularmente os municípios que têm os seus quadros de pessoal hiper saturados. As condições de rigor orçamental nas Finanças Públicas obrigarão ao redimensionamento dos quadros de pessoal.
Em segundo lugar, a reflexão necessária e consequente tem a ver com o desenvolvimento das regiões periféricas e o contínuo despovoamento das regiões do interior. As aldeias nunca mais vão ser as mesmas e com o encerramento das escolas, encerra também uma das últimas esperanças para o mundo rural!
São estes sinais preocupantes para o futuro do interior. Parece-nos ser necessária uma reflexão urgente e ponderada de todos os agentes políticos e económicos da região e do país para que surja uma nova mentalidade política que leve a intervenções de fundo de molde a estancar a desertificação humana e pressuponha um desenvolvimento equilibrado do país.

Maternidade de Mirandela

«Bloco de partos vai fechar as portas a 8 de Setembro»

in Jornal de Notícias


Público

offfficina de LEtras e os Autores da Terra

Sobre o Clã e o instrumento Kazoo, um dos formandos lembrou que era como se estivéssemos sob efeito do hélio... Gás, na voz de um pato! E

sobre Carlos Tê se comparou _ sua clareza com a sabedoria que encerra a poesia do dr. Morais.

Sobre o Pós-modernismo, se falou de Gilberto Pinto, e a sua narrativa fragmentária, numa espécie de fim da narrativa, como de Paulo Moura, em Barcelos.

vitorino almeida ventura

Lendo os jornais

As aspirações dos autarcas e das associaçoes empresariais regionais são demasiadas ingénuas. A região transmontana não faz parte das áreas desenvolvidas ou a desenvolver da Península. Até ao próprio comboio de velocidades moderadas não temos direito.

Lendo os jornais

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo pretende avançar com um estudo sobre a viabilidade de criação de Policia Municipal no concelho e se for viável vai propor um referendo para decidir ou não a sua criação. Esta intenção não é completamente nova mas a autarquia nunca avançou devido aos elevados custos que representa a criação desta autoridade municipal.


na Brigantia

Lendo os jornais

O presidente da Câmara de Mirandela receia que o ministro da Saúde venha a antecipar para meados de Setembro o encerramento da maternidade local, inicialmente previsto para final do ano.
no Público

Lendo os jornais

Produção de vinho igual ao ano anterior
A Região Demarcada do Douro espera este ano uma produção de vinho a rondar as 270 mil pipas, valores que se assemelham à colheita do ano passado.
Por outro lado, o Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) fixou em 123.500 pipas a quantidade de vinho do Porto que este ano vai ser beneficiado.


no Público (sem ligação)

“Fogo é coisa que arde sem se ver...”

Mais uma vez e relativamente aos incêndios deste Verão, a culpa afinal não foi dos responsáveis que definiram as estratégia nem da falta de meios de prevenção colocados ao dispor.
Mau era se fosse possível apurar os responsáveis. Recordo-me do caso da queda da Ponte de Entre – os – Rios em que ainda hoje não percebi porque é que perante a calamidade o Sr. Ministro A. Coelho se demitiu. Teria sido por ter assumido a responsabilidade? Então porque é que depois não foi a tribunal! A Ministra Leonor Beleza teve mais azar, no caso dela. Seria para dar o exemplo de que, mesmo não tendo uma responsabilidade directa, teria a responsabilidade moral e então, deveria ceder o lugar a alguém mais competente para resolver o caso a partir dali? Vá lá que o exemplo não foi seguido, pois qualquer dia não teríamos ministros para nos chefiarem.
Mas sobre o “ Festival dos incêndios” como alguém já lhe chamou, gostaria de colocar algumas questões concretas. Primeiro que tudo sou dos que sabendo da negligência, incúria e falta de meios que nos caracteriza e estou certo de que o martírio irá continuar.
A primeira questão que coloco é esta: - Já alguém estimou ou conseguiu prever o verdadeiro prejuízo que acarreta para todos este flagelo! Já alguém contabilizou os gastos, os desequilíbrios ecológicos e patrimoniais, os investimentos feitos na prevenção? Se este trabalho estivesse feito seria só comparar e concluir se valeria o esforço de nos preocuparmos mais na preservação da floresta. Ficava-se então a saber por quanto ficam ao país as infraestruturais, as mordomias, os equipamentos e os salários dos cerca de 50.000 bombeiros que este país possui e que sustenta todo o ano. Já agora e embora sabendo da especificidade do seu trabalho, não valeria a pena tentar dar formação aos nossos 50.000 bombeiros para aprenderem também a fazer limpeza da floresta que pertence ao Estado! Podia ser um bom entretenimento desde que devidamente pago, durante o período sem fogos.
No caso dos particulares, ficávamos também a saber se haveria condições económicas que permitissem que estes fizessem a limpeza da floresta e tivessem assim possibilidades de cumprir a lei. Provavelmente até talvez se chegasse á conclusão de que os militarias poderiam ser úteis ao país por exemplo a vigiar as nossas florestas ou a ajudarem também na sua limpeza. E que dizer daqueles desempregados a quem pagamos o subsidio de desemprego!? Já agora é curioso recordar as equipes de trabalhadores chilenos que aqui ganham o seu pão, a trabalhar como bombeiros e dos quais recentemente, alguns foram atingidos pela tragédia dos incêndios. Afinal se calhar até seria possível potenciar para o país esta matéria-prima que são as nossas florestas, mas tínhamos que ser planeados e rigorosos na execução e isso é aquilo que não sabemos ser, nem parece haver ninguém capaz de nos ensinar. No limite conseguiríamos contribuir para um país mais auto-suficiente em matérias-primas, mais rico em potencial turístico, mais equilibrado ambientalmente, mais belo em património paisagísticos e mais próximo do valor e riqueza que nos foi deixado pelos nossos avós.

Hélder Carvalho

23 agosto 2006

Offficina de LEtras, dia 22 de Agosto

Diário de Bordo

Ao 1º dia, estivemos na Biblioteca Municipal, depois de uma breve apresentação do Projecto, a analisar canções do Clã.

Sobre o texto "Um Elefante numa loja de Porcelanas", houve uma interpretação de um formando no sentido de o desconsiderar... O senhor Orelhas de Noddy. Outro, alguém bruto, com uma tromba enorme. Eu perguntei: - Um brutamontes?
- Sim, tipo lutador de Raw, que ao sair tudo esca(t)chou...
- De metáfora sentimental.

Sobre o texto "Problema de Expressão", um outro formando demonstrou que o Amo-te abre muito a consoante nasal ammmmmmmmmmm... E em brasileiro Te amo, tem mais açúcar. Quanto mais I love you...

Sobre o texto "O meu estilo", um formando decifrou o zombie com a maldição dos mortos vivos... E disse o que Carlos Tê queria, ou seja, que um tipo pode usar brinco na narina e ser o maior cota, velhadas, que se conhece, enquanto outro de fatinho pode ser bem mais vanguardista. O hábito não faz o monge.

E Etc.

Post Scriptum: Sobre a aposição de Líricas Explícitas a alguns textos, ficamos a saber que foi da s.ra Gore e da s.ra Clinton, avisarem os pais da misogenia, da homofobia, do apelo ao ódio e à violência, do calão...


Dia 23 de Agosto

Ao segundo dia, tudo foi do Grupo Novo Rock. E a versão reggae e rap dos Revistados. No Descobrir as diferenças entre versão e original.

Um formando perguntou se a palavra fundido em "Bem Vindo ao Passado" era apenas símbolo químico... Descubra você a palavra parónima!

Já agora um fragmento do texto de Rui Reininho:

Já morri a morte certa
Já bati à porta incerta
Já senti «a fome aperta»... a dor
Viajei de caixa aberta, amor

Zangado Bem vindo ao Passado
Fundido Queimado

Outro formando questionou, sendo Reininho um dos maiores letristas, o facto de cantar de Roberto Carlos ... Uma versão desse Rei do Brega. A resposta é simples: Porque se está simplesmente a marimbar e se permite a tudo. Inclusive é um gozo para os literatos que tanto o consideram... Pelo seu livro Come on & anas...

Falamos também da técnica de cut up tapes de William Burroughs que cortava obras-primas da literatura e as colava, em metade, com as páginas amarelas, assim as lendo em duas metades de maçãs diferentes; do movimento Pós-Moderno, de Duchamp e da sua Fonte, escultura ready-made...
- Que na Carrazeda procurariam: o que é isto? um urinol? e isto é que é arte? Quando se eliminava o lado individual da arte... Mas se estava nitidamente no estético mesmo.

Claro que também se falou no bar Dunas, do senhor Chalana, no Lótus Azul do Tintim, no ópio do povo de Karl Marx, no tigre de papel de Mao Tse Tung, no triângulo dourado da droga e da mulher. De Karl Jung, assistente de Freud e que depois divergiu.

Vitorino Almeida Ventura

Ditos

«Não há volta a dar-lhe: os números divulgados na passada semana pela Direcção-geral do Orçamento (DGO) sobre as contas do Estado entre Janeiro e Julho deste ano são muito preocupantes

A geração PIN

«Blair criou a «terceira via». Guterres tornou-a um sorriso electrónico sem conteúdo. Sócrates vai ficar na história. Criou a política iPod. O «download» distribuído a cada contratado pela Administração Pública passa a ser secreto.
(...)
Na sua fúria de transparência Sócrates tornou o território das contratações mais opaco.
(...)
a essência da democracia é que uma sociedade seja informada do que se passa. Se Portugal não souber quem foi contratado para certos cargos na Administração Pública, São Bento torna-se o Kremlin e a Gomes Teixeira uma espécie de Cidade Proibida. Portugal não pode ser governada por uma geração «PIN» que tem direito a códigos exclusivos de acesso a lugares da administração.»
Jornal de Negócios, Fernando Sobral

A Feira da Maçã, Vinho e Azeite

de Carrazeda de Ansiães realiza-se, este ano, mais cedo do que o habitual, entre os próximos dias 24 e 27. À XI edição, a Câmara, que organiza o evento, decidiu antecipá-la quatro dias, deixando de englobar o dia 31, feriado municipal. E há duas razões para que aquele dia fizesse parte do programa a feira teria de realizar-se este ano durante dias úteis. A organização considera, no entanto, que "é importante englobar um fim-de-semana de Agosto". A vice-presidente do Município, Natália Pereira, adianta ainda que, no final no mês, "já muitos emigrantes e migrantes teriam ido embora", pelo que a Câmara quis aproveitar a sua permanência como "mais-valia humana".


no JN

Lendo os jornais

As 39 escolas do primeiro ciclo do concelho de Chaves que fecharam este ano vão ser transformadas prioritariamente em equipamentos de apoio à terceira idade, sobretudo centros de dia, anunciou ontem a autarquia.

no Público

Ideias aos molhos

A ideia que aqui exponho para reutilização das Escolas desactivadas do concelho respondendo ao desafio do Prof. José Alegre neste Blog, já é antiga. Antiga embora a tenha achado exequível em quaisquer outros espaços disponíveis com as sedes das juntas de freguesia, os centros culturais ou casas do povo. A única novidade prende-se com o contexto recente em que ao decidir-se e bem, desactivar as escolas sem alunos, concentrando-os em circunstâncias que se esperam pedagogicamente preferíveis, ficaram livres as respectivas infra estruturas. É meu entendimento que no momento em que estas escolas perdiam a sua função inicial, logo se deveria ter exigido a sua activação para outros fins potencialmente úteis às populações. Jamais se deveria ter aceite que fosse doutra maneira, a não ser que me provassem pela não necessidade da sua utilização.
Assim as minhas propostas de aproveitamento vão no sentido de responder às necessidades que eu detecto e que muito poderão ajudar a melhorar a qualidade de vida das populações das aldeias mais envelhecidas e distantes, da sede do concelho.
A minha proposta propõe que fosse criada em cada escola uma espécie de “Loja do Cidadão”. Seria um espaço orientado para servir condignamente os cidadãos sempre que o desejassem, onde estes pudessem utilizar um espaço comum com qualidade de instalações e mobiliário, com ar condicionado no verão e aquecimento no Inverno, onde pudessem conviver, ouvir música, ver televisão ou um filme, fazerem exercícios de recreio e cultura /( fazer artesanato, ler um livro, ter acções de formação), programarem e discutirem interesses comuns.
Seria ainda um local de contacto via net e com telefone fixo ou móvel que permitisse com o devido apoio, fazer ou receber por exemplo, uma ligação de/para um familiar, enviar um mail, pesquisar uma informação “navegar”, pagar uma conta, marcar uma consulta, receber uns resultados, receber uma certidão, etc. Para dirigir esta estrutura haveria lugar para alguém que teria de adquirir o perfil adequado para um desempenho tão diversificado.
Trata-se de uma proposta que não precisaria de muita argumentação para ser entendida no âmbito do chamado “ choque tecnológico”, neste caso assumido nas vertentes da descentralização e da desburocratização apoiada na tecnologia da informação e comunicação. Trazia ainda outro motivo complementar que era o de facilitar a vida dos cidadãos geralmente mais carentes e necessitados do país.
Falta agora apreciar as reacções a esta proposta e talvez se consiga aprofundar mais a ideia. Num aspecto eu estou realmente expectante. Trata-se de observar qual a criatividade e a capacidade de reacção de sistema público quando se vir obrigado a reciclar o seu pessoal que parasita. Será que vai remetê-los para a lista dos excedentários por incapacidade em os recuperar?
Se tal não acontecer será também bom sinal, Sinal de que terá sido adiada a crise económica.


Hélder Carvalho

Trabalhos no campo



a ceifa

22 agosto 2006

A estratégia está debaixo da cama

Tem sido recorrente, apreciarem-se aqui opiniões e ideias, a sensibilizar para estratégias de desenvolvimento do nosso concelho. Este exercício é por vezes acompanhado do exame do que aparece realizado.
Em período estival sobrou-me a mim tempo para este passatempo.
Para não enfadar muito tratei casos pontuais em cada apreciação, propondo-me falar de início sobre o caso das Termas de S. Lourenço.
Os argumentos formulados, são naturalmente desinteressados e devem ser encarados como exercícios de retórica que não fazem mal a ninguém, podendo mesmo, possivelmente, ter sido já sonhados por outros, ainda que não do meu conhecimento. Mesmo as sugestões que forem olhadas como realistas e exequíveis, que não passem do seu entendimento teórico pois sabemos como é inexequível a sua aplicação prática.
Convém sublinhar que não sei se o vulgar cidadão tem uma ideia das verbas que têm sido envolvidas nos projectos para o S. Lourenço, que se têm feito e refeito, ao toque da batuta dos maestros. O meu objectivo no caso é o de tentar sugerir ideias exequíveis nas circunstâncias normais e por custos aceitáveis.

Estratégias para as Termas de S. Lourenço

A primeira pergunta a fazer-se sobre as Termas de S. Lourenço é mesmo a de se saber se alguma vez teria sido feito com rigor algum estudo de viabilidade destas?
Se o estudo desse indicações da sua viabilidade haveria então que definir quais os grandes objectivos que se perseguiriam, que investimentos haveria a fazer e, as respectivas contrapartidas a esperar, a curto, médio e longo prazos.
Com dados mais concretos, começar-se-ia então a atrair investimentos ou a agenciar possíveis investidores.
Nesta fase cumpriria ao sector público planificar e garantir as infra estruturas indispensáveis para a implementação dos projectos privados que fossem viabilizados e, esta seria a grande contrapartida que poderia ser dada ao sector privado para que investisse.
Entre estas infra estruturas será sempre imprescindível garantir um acesso decente à aldeia, coisa que no meu entender já deveria estar garantida há muito tempo, precisamente com as verbas que até aqui já foram gastas com projectos desgarrados.
Reconheço como um bom investimento feito, a pesquisa dos filões de águas das Termas, que determinou que dois furos feitos, e entretanto selados, produzissem grande caudal de água. A gestão desta matéria-prima, razão de ser das Termas, deveria ser gerida e disponibilizada, mediante a aplicação de contadores, a quem entre os investidores se propusesse dar-lhe utilidade nos seus projectos.
Estou convencido de que, se a entidade autárquica garantisse aquilo que lhe cumpre na potenciação deste valor económico latente, as Termas de S. Lourenço teriam de certeza viabilidade.
Infelizmente aquilo de que agora se fala é da possibilidade da barragem em estudo para o Tua, tornar inviável investimentos nas termas. O valor do investimento da barragem é válido na razão directa da incapacidade que se tem demonstrado para viabilizar investimentos nas termas. A pergunta que se faz é a de se saber qual das duas perspectivas de investimentos seria mais potenciada se por exemplo, o poder central disponibilizasse para o projecto das termas, verbas iguais ás que disponibilizará para a barragem. E aqui entramos no âmago da questão. Efectivamente não vejo da parte de quem manda, nem vontade nem capacidade política para influir nestas decisões. Nunca pressenti empenhamento responsável neste projecto, por parte de que tem gerido a nossa autarquia. As ideias foram acontecendo de maneira desgarrada e desconexa. Afinal a estratégia usada sobre este caso das Termas apenas tem servido para o aproveitamento demagógico e o abuso da ingenuidade das populações menos esclarecidas, sobretudo em períodos de campanha eleitoral. Por isso não estranho agora o silêncio e o embaraço do nosso presidente enquanto aguarda que alguém resolva por ele aquilo que antes prometeu resolver com os resultados que agora se vêem e os prejuízos e custos que ninguém consegue avaliar. Há avaliações sobre as quais podemos estar certos. Primeiro que tudo concordamos que nas Termas de S. Lourenço temos um valor que devidamente potenciado traria riqueza, emprego e dimensão para o nosso concelho. Talvez concordemos também que uma das primeiras prioridades para promover riqueza poderia estar ali. O facto de se tratar de um património gerido pela autarquia remete para ela, toda a responsabilidade inicial de promover o seu valor.
Perante a realidade que se nos depara, recordadas as expectativas difundidas por quem manda e constatada a incapacidade de as promover, é legitimo que no mínimo possamos dizer que estamos diante de uma das grandes vergonhas e irresponsabilidades patenteadas a nível regional. Senão ouçamos a opinião daqueles que por necessidade recorrem nesta altura ás águas de S. Lourenço, para tentarem a sua cura. Pessoalmente não consigo recordar pelas redondezas caso idêntico ou semelhante, de defraudamento de expectativas e de esperanças a concretizar.
Como tal, quando o Senhor Presidente veio recentemente a público falar da construção de um Hotel em Carrazeda eu fui dos que se riram da ideia vinda dele e, ao mesmo tempo, choraram com pena daqueles a quem já criaram expectativas de investimento idêntico e que com esse objectivo aqui têm deixado a pele.
Será que não mereceremos o direito a usufruir das dádivas que a natureza nos deixou!

Hélder Carvalho

21 agosto 2006

Pensar dos leitores

OPINIÃO OU OBRIGAÇÃO DE CONCORDAR!

Não manifestei a minha opinião sobre se era a favor ou contra a barragem no Rio Tua.
Relativamente ao PEV, não lhe chamaria, coragem, mas antes oportunismo que visa o protagonismo político daí a insignificância que pessoalmente dou à posição por eles tomada.
No que respeita à construção, ou não, da barragem no Rio Tua será liquido que alguns de nós teremos que engolir o " sapo vivo ".

Desde logo porque todo o vale do Tua com a linha activa, deveria estar enquadrado numa alavanca de desenvolvimento turistico regional em que o Rio Douro e as Termas de São Lourenço seriam dois pilares de extrema importância para o seu sucesso, a par de infra-estruturas capazes de satisfazer a procura de um tipo de turismo cada vez mais apreciado e em consonância com outros pontos de interesse, quer locais quer regionais.
Ora,
como INFELIZMENTE NADA DITO EXISTE, devemos olhar para as mais valias que a construção da barragem nos possa trazer.
Perderemos a paisagem ainda natural do rio Tua e a linha férrea, mas poderemos ganhar uns quilometros de navegabilidade cujo aproveitamento poderá ser também muito interessante dado que os restantes pilares ( Douro e termas de São Lourenço ) continuarão à disposição e à espera de dar o seu contributo para um desenvolvimento que há muito ambicionamos.
Julgo que esta é a matéria que pesa nos dois pratos de uma balança que mesmo sendo de ourives continua a ser urgente debater para definir posições e encontrar o consenso possível.
Depois vem o fiel da balança, que se move de acordo com os pesos que são colocados em cada prato e daqui já não se trata de um receio, mas de uma certeza; a de que os nossos pesos são tão pesados que ao invés de fazerem pender um dos pratos, ficam completamente imóveis.

A promoção do debate público é outra das falhas a apontar. É inexistente, nulo, surdo e mudo!
Porquê ?
... se até o Chico Aragão tem uma opinião!

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Posted by Adamastor to pensar ansiães at 8/21/2006 03:25:33 PM

“Em Cerveira as vacas são cervos”


Workshop de resinas entre 14 e 28 de Agosto, na Casa do Artista.
Exposição, no centro histórico de Vila Nova de Cerveira, durante o mês de Setembro.
(...)
Com o objectivo de promover o símbolo do concelho e a integração dos artistas no quotidiano da “Vila da Artes”, nove artistas convidados vão executar duas figuras temáticas cada um, em resina sobre suporte metálico, policromadas e com dimensões variáveis entre 1 e 2 metros.
Participam nesta iniciativa os artistas Acácio Carvalho, pintor e professor, Álvaro Queirós, escultor e professor, Carlos Barreira, escultor e professor, Eduardo Pinto, escultor, Emília Alírio, pintora e professora, Manuela Bronze, pintora e professora, Margarida Leão, pintora e professora, Miguel Dalte, pintor, e Paulo Moura, escultor.
(...)
O presidente da autarquia cerveirense, José Manuel Carpinteira, entende esta iniciativa artística como a valorização do símbolo concelhio e um forte contributo direccionado para a promoção turística do concelho num período de larga afluência de visitantes.

Esculturas de Paulo Moura em exposição na Galeria Municipal de Arte de Barcelos

Imagem recolhida na sessão solene de abertura da exposição.
Foto Maurício

Esculturas de Paulo Moura em exposição na Galeria Municipal de Arte de Barcelos

Esculturas em pedra e ferro, de dimensões variadas e sob a temática do Douro preenchem a Galeria Municipal de Arte de Barcelos, entre 18 de Agosto e 17 de Setembro. As esculturas de Paulo Moura poderão ser visitadas de terça a domingo, entre as 15 e as 19 horas, com entrada livre.
Repleta de pormenores da paisagem duriense esculpidos em pedra, esta é a sexta exposição de arte que a Empresa Municipal de Educação e Cultura apresenta este ano na Galeria, sendo a primeira na área da escultura.

Natural de Carrazeda de Ansiães, Paulo Moura cria sob inspiração da região que o viu nascer e que ainda acolhe o seu ateliê de arte. Tal como refere José Alegre Mesquita, no catálogo da exposição, as imagens das esculturas de Paulo Moura “remetem ao universo telúrico da região – um contorno da videira, as linhas mais ou menos simétricas dos socalcos do Douro, os perfis das montanhas. Estas tomam um percurso de criação coerente, com pureza de formas e frescor ímpares. As suas produções nascem da matéria informe e em seguida são esculturas fragmentadas, estilizadas, abstractas, ou ainda concisas”.
A exposição “Esculturas” foi inaugurada sexta-feira, com a presença do artista, e permanecerá aberta ao público até 17 de Setembro, de terça-feira a domingo, entre as 15 e as 19 horas.
in Câmara Municipal de Barcelos

Não quis acreditar,

porém mais de uma pessoa me confirmou o relatado abaixo.
Não é que numa das aldeias do nosso concelho tudo se preparava para a realização de um casamento: os convidados estavam chamados, o copo de água (nunca compreendi a denominação desta festa que tomou o nome da única bebida que pouco se utiliza no repasto) aprazado para um restaurante, a ansiedade da união, todos os pormenores tratados, ...
eis quando ... nas vésperas ... um telefonema do pároco - "não podemos realizar a boda!" - .
"Mas como? Não pode ser! Agora, em cima da hora!? Tudo combinado, a boda..."
Uma reunião urgente com o senhor bispo impedia a realização da cerimónia. assim, sem mais explicações, sem a possibilidade de um substituto, adiou-se o casório em uma semana.

MENTIRAS PIEDOSAS DE AGOSTO IV

- Afinal “sair a meio da conversa” foi moda que não pegou. Houve quem acreditasse que passaria a usar-se esta moda a que outros também chamam de “sair de cena” ou “sair a meio do filme”. A iniciativa parecia ter “pernas para andar”, vinda de quem vinha. Concluiu-se depois que ficava caro gravarem-se os eventos para se adquirir então pelo Correio, o CD completo.

- Quanto mais não seja, este Blog tem servido também, para que os entendidos que aqui estudam o fenómeno político e social, tenham detectado os sintomas de uma doença que embora curável, piora em períodos de maiorias. Trata-se da doença do “carneirismo galopante”. Esta doença manifesta-se com sintomas de cegueira que vai progredindo até os paciente só verem em frente, (semelhante à cegueira lateral provocada nos quadrúpedes quando lhes colocam palas nos olhos).

- Afinal há tradições que não se perdem ou se esquecem. Foi recentemente criada no nosso concelho a “Confraria dos Pingões” destinada a manter a tradição daqueles que gostam da pinga. Aguarda-se a todo o momento o conhecimento dos nomes dos primeiros confrades a serem entronizados.

- Entretanto está-se em condições de informar que não teve efeito a tentativa de criar a “Confraria dos Cachaços” que se destinava a irmanar os amantes das cachaças. Ao que parece os amantes de bebidas brancas andam agora mais voltados para o Whisky.

- “Faça férias cá dentro”. Seguindo este lema, foi bonito ver os nossos autarcas a passarem férias na nossa querida região. Ora a pescar “achigãs” na barragem, ora a conviver nas verbenas das romarias, ora a frequentar as termas, ora a participar os jogos de verão, ou a fazerem o circuito de manutenção. Foi um agrado vê-los conviver com o povo e usufruir das excelências que o concelho pode disponibilizar em período de lazer.

- Para outros, o período de férias na praia, produziu a apresentação de mais um concurso destinado a premiar a qualidade da construção na nossa terra. O concurso chama-se “A mais bela traseira”, e propõe-se premiar as fachadas das traseiras das casas que se constroem por aqui. A olhar para o panorama que se nos depara, por exemplo observando a vila da variante que passa pelo mercado, tudo indica que o concurso terá o melhor sucesso e servirá naturalmente para influenciar as tendências da moda, em arquitectura.

- Possivelmente, em data de aniversário, uma das mais úteis ofertas a fazer ao nosso primeiro será a oferta de uma palete de caixas de cartão. Já perceberam, a ideia é dar-lhe a possibilidade deste encaixar melhor as criticas construtivas que lhe fazem.

- “Chegou o fim da era dos metrossexuais”( Público - DIAD; 14/08/06). O “Macho Alfa” é o que está a dar. “ O Alpha Male procura experiências exclusivas, e luxuosas, que evidenciem o seu poder, que tragam o reconhecimento exterior e que sejam altamente difíceis de conseguir”.
Aguarda-se para breve um estudo em Carrazeda para nos informar sobre quais os machos candidatos mais bem posicionados no topo desta lista de notáveis.

MENTIRAS PIEDOSAS DE AGOSTO V

- Se for verdade esta “mentira” não tem muita graça. Ao que consta o nosso vereador do P.S., em sinal de protesto por não o deixarem dizer o que pensa, na Assembleia Municipal, decidiu continuar a estar presente nas reuniões, conforme manda o regulamento só que, assenta-se colocando-se de costas para os restantes participantes. Trata-se da maneira que encontrou para responder à deselegância que lhe fazem.

- Sobre modos de estar em reuniões autárquicas foi também decidido não permitir aos intervenientes que levassem mobiliário de casa para se instalarem. Assim é proibido por exemplo levar cadeiras de praia, almofadas ortopédicas, sofás - cama, cadeiras eléctricas, etc.

- Foi ainda deliberado numa ultima reunião de Assembleia permitir que os deputados se possam fazer representar nas reuniões, por familiares de confiança ou pessoas próximas como o/a criado/a por exemplo. Considerou-se que era preferível tal decisão do que justificar constantemente as faltas de alguns deputados.

- A estratégia parece razoável. O Grupo de Zés – Pereiras preocupado com os custos e a falta de patrocínios para manter o Grupo, decidiu recrutar mais elementos junto da função pública e da autarquia. A ideia é conseguirem que nas deslocações, os novos elementos sejam dispensados do serviço profissionais e que o organismo a que pertencem lhes pague o dia.
Afinal para transportar cabeçudos, tocar ferrinhos, bombo ou tarola, haverá sempre quem tenha habilidade. Esta estratégia já é seguida noutras instituições e organizações desportivas.

- O consumo da Lógica da Batata tem levado os nossos agricultores a insistirem no cultivo deste produto da terra em detrimento da obtenção de material importado. Como se deduz nem tudo são vantagens.

-Entretanto e também por cá, vendem-se ao quilo a preço de saldo, estratégias falidas em muito bom estado de conservação.

- O Super – Homem vai passar em Carrazeda. Já houve quem tenha feito o download do filme.

- A Associação de Comerciantes decidiu premiar o Snack – Bar KossoKu, pela originalidade do marketing que esta casa comercial pratica na exibição dos seus produtos alimentares.

- Carrazeda continua a ser o local por excelência para se provar que existe o Inferno e o Purgatório. O curioso é que os estudos indicam que tal se deve ao facto de existirem por cá demasiados anjinhos.

- Este ano como não houve falta de água, os carrazedenses não deixaram de poder manter a “cara lavada” e as “mãos limpas”. A única dúvida está em se saber a quem agradecer tal facto. Se agradecer à Empresa de Águas de Carrazeda que gere a distribuição das águas, se agradecer à autarquia que manda gastar ou não gastar a água, se agradecer ao S. Pedro que é quem manda chuva. De qualquer modo é sempre decisiva a vontade de andar limpo.

- Fonte limpa garante que o nosso primeiro, a propósito de compromissos por cumprir no que respeita a redes viárias, já garantiu que não se reformará sem antes ter conseguido “desatar o nó do Fogueteiro”.

Anotar

Douro festeja 250 anos com música

"Abertura do Douro ao mundo" é o mote das celebrações


Músicos brasileiros, portugueses, moçambicanos e cabo- -verdianos vão actuar em oito localidades da região duriense em Setembro, comemorando os 250 anos da Região Demarcada do Douro.

Trata-se do festival Outras Músicas, que decorrerá entre os dias 1 e 23 de Setembro em Alijó, Lamego, Mirandela, Régua, São João da Pesqueira, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Real.

20 agosto 2006

MENTIRAS PIEDOSAS DE AGOSTO III

- Já todos acreditam que se vai concretizar a obra viária de Carrazeda/ Pinhal. Também já ninguém pergunta como vai ser paga a empreitada final, todos percebem que quem paga é “o mexilhão”. Agora não deixa de ser de louvar a ideia do nosso primeiro de, no acto da inauguração previsto para breve, decidir descerrar uma lápide, para que constem nela para a posteridade, os nomes dos expropriados dos terrenos que permitiram aquela obra, a troco de “uma côdea de pão”. Na altura será também homenageado o anterior Vereador Eng. Barata mentor da estratégia de expropriação.

- Como curiosidade a notícia de que a Cabra aguarda tranquilamente o seu destino. No fundo ainda acredita que o tal inquérito da derrocada do Museu Rural do Vilarinho, conclua sobre a incompetência dos reais culpados e sobre a sua responsabilidade e expiação. Contudo uma das hipóteses é que o inquérito possa ser concluído só depois da reforma dos culpados. Por tal facto também já se admite que a Cabra acabe por morrer de morte natural.

- Assumindo a crise que por aí vai, os nossos autarcas ao serviço a tempo inteiro, decidiram começar a pagar as suas despesas de representação com o respectivo honorário que recebem para esse fim. Assim as facturas de despesa em gasolina, restauração, ofertas de recordação, telemóveis e hotelaria, já começaram a diminuir, nos serviços de contabilidade da C.M.

- Outra iniciativa louvável resulta do expediente de nosso vereador PS que, decidiu publicar e divulgar as informações mais pertinentes da actualidade, relativas à gestão autárquica. Brevemente teremos direito a saber por exemplo a que preço nos ficou a estrada municipal - Carrazeda / Pinhal, os trabalhos realizados a mais e não previstos, os prazos previstos e não cumpridos, o valor e os juros dos empréstimos contraídos, os relatórios das fiscalizações, os nomes dos responsáveis, etc, etc, etc.

- Tansos são os que ficam. Lambões são os que partem.
Nas excursões organizadas pela autarquia não há lugar para todos tal é a concorrência. Por isso é que os que ficam chamam “lambões” aos que vão. A C.M. está a envidar esforços para ampliar o leque dos “lambões” para serem menos os “tansos” a reclamarem. Como as críticas que se fazem referem que quem vai é sempre quem tem o cartão do partido, a C.M. decidiu agora mostrar a sua isenção e definiu já outras regras de selecção dos candidatos, mais aleatórias. Por exemplo para a próxima decidiu que, têm direito a inscrever-se só aqueles que já usam dentaduras.

- Com o êxodo das populações mantém-se a dúvida sobre, se o novo cemitério da vila deve ou não ser reconvertido. As populações de Luzelos, onde a obra se instalou, ainda não encaram este caso como uma fatalidade. Desde que aderiram à Junta de Freguesia da Vila já apresentaram uma proposta que propõe a reconversão do cemitério em gimnodesportivo relvado, que é uma moda em expansão no concelho, apesar da prática de desporto ser aquilo que “não se vê”. Inclusive propõem algumas transformações na capela funerária que permitiriam uns belos balneários. Água não faltará. Mais tarde e sobre este assunto, eles dizem que será mais fácil fazer em conjunto uma nova reconversão destas infra-estruturas quando se decidir também, sobre a inutilidade desta transformação que agora propõem.

Hélder Carvalho

Comboios na linha do Tua


metro no Tua


Comboio na ponte de Abreiro

Reformem-se uns aos outros

Nesta missiva, dirigida a todos os meus concidadãos que, com a minha idade ou aproximada já obtiveram a aposentação, envio primeiro que tudo os meus votos de muita sorte na sua nova existência. Estou convencido de que a felicidade deles será um bom sintoma para todos quantos continuam a trabalhar como eu.
A segunda intenção da missiva é a de lhes manifestar a minha promessa de que pessoalmente pretendo continuar o meu esforço, enquanto tal me der prazer também e, assim os ajudar com os meus impostos a usufruir as suas reformas.
Apesar desta minha promessa também eu sinto algum pejo em entregar ao Estado a parte que ele me extrai do meu trabalho. Na verdade muitos mais desejariam não trabalhar, vendo como se vê e sabendo como se sabe, qual o modo como o estado investe os nossos impostos. A condescendência para com o estado só tem lugar quando há privilégios pessoais a obter mesmo que à custa de todos os outros. Assim e no concreto, também eu mereceria ter o direito de que algum outro, por mim, trabalhasse e eu passasse a fazer turismo, ou me dedicasse a outros prazeres da vida, que para muitos passa por calçar pantufas e ver telenovelas. Realmente é já muito raro encontrar-se alguém sinta prazer e gosto naquilo que produz ou faz, mas também não se vê ninguém a lutar com esse fito.
Há muitos pretextos para se justificarem reformas no debelar dos cinquenta. Uma senilidade precoce pode incapacitar uma pessoa para o único trabalho que aprendeu a fazer na vida. Uma doença profissional pode chegar antes de tempo. Debutar na actividade pública também tem dado pretexto para reformas radiosas e graciosas.
No limite e para lá dos sessenta está a lei que define não sei que idade concreta para a reforma, já que vai mudando ao sabor da fantasia. Digamos que é o limite instituído, a partir do qual se é legalmente incapaz de continuar trabalhando. São muitos os paradoxos que encontro nos preceitos decretados, Por exemplo - porque é que a lei abre precedentes para políticos reformados e os aceita como ministros, deputados, directores, presidentes, assessores, gestores, autarcas, etc! Estes passam a poder acumular ou superar o arrecadado na reforma. Um outro paradoxo que eu não entendo, e julgo que tem a ver com a situação anormal de crise em que nos encontramos, prende-se com a reacção de alegria que encontro em muitos que vejo deixar o emprego por se reformarem, e a reacção de pavor daqueles que deixam o emprego quando são despedidos. Também não entendo porque é que todos os que trabalho sofrem agora provações que passam por exemplo por reduções de ordenados e, no caso dos reformados especialmente os bem remunerados, não sofrem a mesma privação. Afinal só há crise para quem trabalha ou quem está desempregado. Num país pobre é estranho e difícil de entender como será possível aguentar tanto reformado capaz, mas sem vontade de trabalhar e tanta pessoa desempregada e com vontade de trabalhar. Sobram depois os restantes que, com esforço redobrado tentam aguentar o sistema.
São complexos e difíceis os caminhos… para chegar ao céu.Neste período de crise a única coisa que é difícil encontrar nestas coisas, é sentido da solidariedade. Perante a realidade que se perfila julgo que na maioria dos casos de reformas antecipadas que conheço, se trata de casos de postura ética muito questionável ainda que acredite que a lei o permita. Talvez seja mesmo esta a razão, para alem da do prazer que me dá, que decidi continuar a trabalhar. Afinal é comigo e com o fruto do meu trabalho que tenho de contar. Mas vou continuar a pagar impostos. Não quero perder o direito moral, muito caro de suportar, de poder continuar a dizer que existo, sinto-me útil e contribuo honestamente para o futuro dos nossos filhos, apesar de tudo.

Hélder Carvalho

18 agosto 2006

A não perder

ESCULTURAS
paulo moura

de
18 de Agosto
a
17 de Setembro

na
Galeria de Artes de Barcelos

Terça a Domingo
das
14 às 18 horas

(esta é a primeira grande exposição individual do escultor carrazedense e, como "santos da terra não fazem milagres", o pedestal foi colocado na cidade dos galos.)

Lendo os jornais

Principais ruas comerciais vão ser renovadas

A Câmara de Carrazeda de Ansiães iniciou um projecto de remodelação das principais ruas comerciais. O objectivo é torná- -las mais funcionais e dar-lhes uma imagem mais moderna. Os trabalhos estão a ser executados de forma faseada, aproveitando- -se a intervenção para substituir as redes de água e saneamento. Os passeios, o pavimento e a iluminação pública também serão substituídos.

"É uma intervenção profunda. Só ficará o espaço; de resto, vai ser tudo remodelado", resume o presidente de Câmara, Eugénio de Castro. A Rua de Luís de Camões é a principal artéria e ainda não se sabe se terá um cariz pedonal em parte da sua extensão. "Será a Assembleia Municipal a decidi-lo", ressalva o edil, adiantando que a tendência será para que a curto prazo algumas partes fiquem interditas à circulação automóvel. Será, não obstante, um processo para implementar de forma gradual.

Também em obras deve entrar o extenso troço da Rua Luís de Camões entre o quartel dos bombeiros e o cruzamento de Luzelos, cujo concurso público deverá avançar este mês. "Será tudo novo pavimentação, passeios e iluminação", garante o autarca.



Eduardo Pinto no JN

16 agosto 2006

Comboios na linha do Tua



Em Abreiro



Em Foz-Tua



Em Mirandela



Em Mirandela







Pequena investigação sobre a linha do Tua

Após muita discussão e polémica quanto à definição dos traçados das linhas na região do Minho e Trás-os-Montes, foi aberto concurso, para a construção da Linha do Tua, pela carta de lei de 26-04-1883.
O 1.º troço desta linha, entre Tua e Mirandela foi inaugurado em 29-09-1887 com a presença da família real.
Ao acto inaugural assistiu Sua Majestade o Rei D. Luís, que se fazia acompanhar do infante D. Afonso e do Ministro das Obras Públicas, Barjona de Freitas.
O comboio real foi rebocado pela locomotiva n.º 1, que recebeu o nome de "Trás-os-Montes", e que foi pilotada pelo Chefe da Exploração, Eng. Dinis Moreira da Mota.
Na estação do Tua compareceram as Câmaras Municipais de Alijó, Carrazeda e Pesqueira e em Mirandela aguardavam Sua Majestade, o Sr. Governador Civil e Bispo de Bragança, as Câmaras Municipais de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Valpaços, Vila Flor e Alfândega da Fé, acompanhados de seis bandas de música e de milhares de pessoas.
Feitas as apresentações oficiais, houve recepção nos Paços do Concelho... Sua Majestade... o Infante e suas comitivas, foram hóspedes do Conde de Vinhais... Mirandela começou a sentir o progresso, motivado pelo caminho-de-ferro.
Acrescente-se que a locomotiva citada, construída por Emil Kessler - Esslingen, na Alemanha, em 1887, encontra-se preservada na Secção Museológica de Bragança com o n.º CP E81.
Bragança, capital de distrito não podia deixar de ter o seu caminho-de-ferro, apesar do difícil concerto sobre o prosseguimento da linha.
No ano de 1906, em 14 de Agosto, Rossas recebeu o comboio, sendo o "velho" desejo satisfeito, com a chegada da composição a Bragança, em 01-12-1906.
Em 1947, a Linha do Tua passa a ser explorada pela CP no seguimento de um processo de unificação da exploração da rede ferroviária nacional.
Os estudos desta linha, assim como a sua construção, ficaram considerados como dos mais notáveis trabalhos da engenharia portuguesa. João da Cruz do concelho de Carrazeda foi o seu principal obreiro.
Em 01-01-1990 o troço entre Mirandela e Bragança é encerrado.
Em 28-06-1995 é entregue à empresa do Metro de Mirandela a exploração o troço entre Mirandela e Carvalhais, numa extensão de 4,1 km.
Em 21-10-2001 é entregue a exploração da restante linha (Tua a Mirandela) à empresa do Metro de Mirandela.

Vale do Tua deve ser paisagem protegida

No final de uma visita de dois dias à cidade de Vila Real, no âmbito da iniciativa “Pelo comboio é que vamos”, Manuela Cunha, da Comissão Executiva do PEV, disse que o partido defende que o vale do Tua deve ser classificado como paisagem protegida. A proposta de “Os Verdes” vai ser apresentada no reinício dos trabalhos na Assembleia da República, em Setembro, e pretende travar a construção da Barragem na foz do rio Tua, que iria inundar a linha ferroviária que liga actualmente as estações do Tua e de Mirandela. Se a intenção da EDP de construir uma barragem na foz do Tua avançar, esta linha ficará completamente submersa.
Manuela Cunha diz existirem outras alternativas à construção da barragem, como por exemplo, as mini-hídricas, e considerou que o comboio é, por si só, um “factor de poupança de energia."

No PJ

15 agosto 2006

Nunca vou a um SAP nem nunca irei

«São as palavras do ministro da Saúde escolhidas para título da sua entrevista ao JN, publicada a 6/08/08.
Palavras ignorantes, infelizes, incultas, despesistas, distraídas e ofensivas para profissionais da saúde e doentes. O senhor ministro fala com o soberbo palanfrório de quem paira acima dos limitados recursos da generalidade dos portugueses.
São palavras ignorantes porque o senhor ministro ignora que há SAP's que funcionam como verdadeiras urgências hospitalares, com recursos para efectuar alguns exames complementares essenciais, e com dois médicos, e outros profissionais de saúde, em presença física permanente.
São palavras infelizes porque incentivam o sistema hospitalocêntrico de Portugal, quando devia ser exactamente ao contrário! Quando se pretende tirar doentes das urgências hospitalares, quase todas sobrecarregadas e a trabalhar no limite, algumas sem condições de país civilizado, inacreditavelmente o senhor ministro vem dizer aos portugueses que as entupam ainda mais!
São palavras incultas porque o senhor ministro não tem a mínima noção de que um médico, até sem estetoscópio, pode salvar uma vida!
(...)
Que, numa verdadeira urgência, demorar mais meia hora até ser assistido por um médico pode significar, inexoravelmente, a morte!...
São palavras despesistas porque traduzem que um doente nunca deve acreditar num médico que não lhe faça uma bateria de exames complementares.
(...)
Palavras distraídas porque o senhor ministro esquece-se de que é exactamente o ministro da Saúde e, por consequência, o principal responsável pela ausência de melhores condições em tantos níveis do sistema de Saúde português, incluindo os SAP's! Espantoso!
Palavras ofensivas para os doentes que não vivem na cidade grande e que têm nos SAP's o único recurso verdadeiramente acessível para situações agudas.
Palavras ofensivas para os médicos que, sem a infalibilidade que não é apanágio de nenhum médico ou ser humano mas com as máximas dedicação, competência e preocupação, dão o seu melhor aos doentes que observam nos SAP's, resolvendo-lhes a esmagadora maioria dos problemas, evitando deslocações desnecessárias às urgências hospitalares e, seguramente, salvando muitas vidas! Não havia necessidade!...
Enfim, em duas palavras, as respostas do senhor ministro da Saúde às questões colocadas pelo JN foram profundamente deploráveis, mas verdadeiramente reveladoras.
(...)
Percebe-se que o senhor ministro diga mal dos SAP's. Faz parte da sua estratégia para os encerrar. É mais uma reforma pseudo-economicista feita à custa da saúde dos cidadãos. Desgraçadamente, falta alguma perspicácia ao Ministério da Saúde para melhor gerir os recursos existentes sem prejudicar a qualidade e a quantidade dos serviços básicos prestados aos portugueses e sem destruir o Serviço Nacional de Saúde. Os prejudicados serão os doentes. »
.

14 agosto 2006

Mentiras piedosas de Agosto II

- Está a ser procurado o vencedor do concurso de “ esperas para a consulta” que decorre no Centro de Saúde do nosso concelho. O vencedor será aquele que mais tempo for obrigado a esperar nesse centro, pela consulta para a qual foi convocado. È obrigatório que os candidatos consigam manter-se sem desfalecimentos ou desmaios.

- Um outro concurso cujo regulamento está já em programação destina-se a conhecer o vencedor em “tempo de espera” para entrar para um Lar do concelho.

- Numa avaliação das dinâmicas culturais regista-se a opinião dos “saudosos do passado”. Dizem eles que antigamente havia mais colorido nestas cerimónias.

- É do conhecimento que as notícias deste Blog depois de passarem pela apreciação presidencial, sofrem depois um tratamento pelos serviços competentes e são arquivadas a fim de constituírem matéria de estudo para o futuro. Fica assim garantido para os vindouros a apreciação documentada do passado.

- Como novidades da moda neste verão registam-se os cortes de cabelo dos nossos mancebos emigrantes, as tatuagens e os piercings bem como o brinco de orelha. No meu caso deixei de “gozar com os pavões” desde que me adaptei à apreciação destas modas.

- Há quem diga que o nosso primeiro não quis “gozar com o povo”, quando decidiu mandar esventrar as ruas nesta época do ano depois de se ter estado todo o ano a “fazer tricô”. Dizem que se trata de tentar transmitir, na ocasião em que vêm muitos à terra, a ideia de que “ é grande a dinâmica de trabalho, a caminho do progresso”.

Hélder Carvalho

13 agosto 2006

Bons exemplos

«Village Douro quer cumprir prazos

O projecto Fun Zone Village Douro previsto para Alfândega da Fé está em marcha.
(...)
O Fun Zone Village Douro foi apresentado há cerca de dois meses. O plano de intenções aponta para a criação de um aldeamento de luxo com 800 camas, também vocacionado para famílias com crianças portadoras de deficiência. Um investimento de 70 milhões de euros, que pode permitir a criação de 300 postos de trabalho directos.
(...)»
Jornal de Notícias

Juventude

Esta foi uma inauguração de um espaço de lazer que muitos têm questionado neste blogue e do qual apenas uma vez emiti opinião, aqui. Para a dita, uma festa denominada “Juventude” que, como muita coisa que acontece por estas bandas, não sabemos se é para criar raízes se foi apenas feita para inaugurar o “Pinocro”. Uma festa que vimos publicitada em alguns cartazes diminutos, quiçá também na Rádio e pouco mais. Muito pouco. Todo o espaço envolvente poderia e deveria ter proporcionado mais uma ou outra ideia para que a juventude dos 7 aos 70 pudesse usufruir.
Uma noite que começou a arrefecer com o início da actuação (já depois da meia-noite!) dos “The Gift”. Desloquei-me de propósito para ouvir as sonoridades deste grupo português. Os The Gift foram a banda portuguesa distinguida pela MTV na edição deste ano dos Europe Music Awards, que teve lugar no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. O grupo liderado por Sónia Tavares tornava-se assim no terceiro homenageado por este canal, seguindo-se aos Blind Zero (2003) e aos Da Weasel (2004).
Prometiam.
Ao fim de poucas músicas não resisti à incomodidade do arrefecimento nocturno e regressei ao calor do lar. Comigo, muitas e muitas pessoas desceram o monte, e não eram só “cotas”! O pouco que ouvi, foi bom e creio que a banda mereceria muito mais assistência. Depois a diferência de reportório musical dos “Atitude” e dos “The Gift” é abismal (VAV dá-nos uma ajuda!). Não há sequência lógica. Os dois grupos justificar-se-iam!? Sim. Porque não? Mas em espaços diferentes e até em simultâneo. Muita gente não abandonaria o local porque gostos são muitos e não se discutem.
Pronto está inaugurado o “Pinocro” e agora toca a fruir!
Inutilidades?

12 agosto 2006

Ouvido deprimido

«(...)
O diagnóstico veio, finalmente: ouvido direito deprimido.
Eu já desconfiava que ouvia melhor do lado esquerdo há muitos anos. Coisas. Mas nunca imaginei que um ouvido tivesse depressões. Assim como quando nos zangamos com um velho amigo, perdemos um familiar ou um grande amor.
Pus-me então a pensar o que teria levado o meu ouvido direito a ficar deprimido nas últimas semanas.
(...)
Mantenho a dieta rigorosa de televisão e telejornais, mas, mesmo reduzindo o consumo de calorias mediáticas, acabo sempre por ver e ouvir (lá está!) o que não quero. Nos últimos tempos tenho escutado diversos especialistas desenrascar as justificações mais abstrusas para que Israel continue a bombardear o Líbano.
(...)
Pensei depois que talvez fosse de ouvir o Governo falar mecanicamente como se tivesse apenas uma só voz. Mas lembrei-me que, tirando as dores nas costas, este Governo do engenheiro Sócrates não provoca grande mau estar. A estratégia de longa duração passa por falinhas mansas constantes, poucas ondas, nada de berros nem agitações para não perturbar a manada. E a Imprensa do Portugal sentado, já agora.
Ouvi também, embora já com dificuldade, Ribeiro e Castro convidar Manuel Monteiro (lembram-se?) para uns estados gerais da direita, mas aí o ouvido não pareceu deprimir, pelo contrário: a notícia foi como um bálsamo.
Lembrei-me depois que o ouvido poderia estar deprimido de tanto ouvir a marcação cerrada do PSD ao Governo. Mas aí pensei melhor e considerei mais provável que o ouvido estivesse a passar à fase do delírio, pois nem eu nem os meus ouvidos sabemos da existência de Marques Mendes há muito tempo.
Finalmente, o médico esclareceu-me que a depressão do meu ouvido era, afinal, provocada por uns pólipos no nariz.
Ora, apeteceu-me dar-lhe uma lista de algumas coisas que não me têm cheirado bem nos últimos tempos, mas aí decidi calar-me e aceitar, sem protesto, a prescrição de uma injecção de cortisona, dois vaporizadores e uma caixa de comprimidos. (...)»
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Miguel Carvalho, Visão
DN
Público

Parque polémico abre hoje

«Começa hoje a funcionar, oficialmente, o parque de lazer do "Pinocro", nas imediações de Fontelonga, em Carrazeda de Ansiães. (...)»
Mais em Jornal de Notícias

Ainda a entrevista...

O ministro da Saúde, Correia de Campos, recomendou a concentração dos partos no distrito de Bragança numa única maternidade mas deixou nas mãos do conselho de administração do Centro Hospitalar do Nordeste a decisão sobre qual das maternidades deveria encerrar: Bragança ou Mirandela. A decisão foi anunciada pelo próprio ministro da Saúde numa entrevista de Verão ao JN (8/8/06).
Entre risos, mais risos e a "importante" eleição da aspirina em detrimento do paracetamol, o nosso governante afirma a incompetência dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) dos Centros de Saúde), dos quais é o maior responsável, ao dizer “vou directo à urgência do hospital … nunca vou ao SAP nem nunca irei”. Ou o senhor ministro pertence a um clã superior, ou não deve saber que uma parte da população portuguesa, particularmente a do interior, dispõe de um hospital a muitos minutos, até horas, de distância sem transportes públicos e a única alternativa é o SAP. Se o sabe deveria tudo fazer para disponibilizar um mínimo de qualidade àqueles serviços ou então encerrá-los. O que não pode é com esta ligeireza produzir tais afirmações desrespeitando utentes e profissionais de serviços públicos.
Na mesma conversa ligeira de início de férias resolveu ser ele a anunciar uma decisão sobre o encerramento da maternidade de Mirandela. Ao contrário do que estava previsto, com uma argumentação falaciosa, explicou apenas de forma singela que esta “tem menos equipa” em relação à de Bragança. Comparativamente Mirandela faz mais partos, é mais central para o distrito, possui melhores instalações, apetrechadas com equipamento mais moderno e um sistema anti-rapto. Correia de Campos basearia a decisão no facto do hospital de Mirandela só ter duas obstetras, menos que os especialistas que estão em Bragança. Só que, com a criação do Centro Hospitalar, os médicos trabalham de igual forma em Bragança, Mirandela ou Macedo de Cavaleiros.
Tal como já tínhamos aqui dado a perceber os dados estavam viciados à partida, os gestores do Centro Hospitalar do Nordeste são afectos ao hospital bragançano e não prevaleceram as claras vantagens da maternidade de Mirandela. Mais uma vez a lógica do centralismo prevaleceu e a manutenção da sala de partos na capital do distrito será apenas uma situação transitória, no futuro a maior parte da população escolherá Vila Real pela distância e qualidade de serviço.
Estas mesmas referências à população do litoral ou uma decisão que visasse uma grande cidade não passaria impune e o senhor ministro teria de se demitir ou seria demitido.

11 agosto 2006

Uma entrevista inqualificável...

A entrevista (na íntegra) que insulta os transmontanos, em particular e todos os que recorrem aos SAP (urgências dos Centros de Saúde). Entre risos e mais risos anuncia-se o encerramento de uma maternidade!

«Mirandela é a que tem menos equipa. Está assente que vai fechar no final do ano»

Prestes a ser avô pela terceira vez, o ministro que encerrou maternidades escolheria Badajoz se o neto quisesse nascer em Elvas. E só levou aspirina no estojo de primeiros socorros das férias...

Faço-lhe a mesma pergunta que fiz ao porta-voz da Associação Nacional de Farmácias se lhe doer a cabeça em férias, entra na primeira loja de medicamentos, seja ou não farmácia?

Não. A primeira coisa é procurar saber qual a razão por que me dói, se tomei alguma coisa que me fez mal, se estou constipado, se há alguma causa externa. A última coisa que faço é tomar medicamentos.

E no seu estojo de primeiros socorros tem paracetamol?

Também tem aspirina

Prefere-a?

Estou mais habituada à aspirina. E tem efeitos úteis para outras coisas, como o efeito vaso-dilatador…

E efeitos nocivos para o estômago...

Tomo-a em meios comprimidos e no meio da refeição. Protegido (risos).

Se estiver a retemperar na sua terra natal e tiver um problema de saúde de noite vai ao Serviço de Atendimento Permanente do centro de saúde mais próximo ou aguenta até à manhã seguinte?

Vou directo à urgência do hospital ou a uma urgência qualificada como tal. Nunca vou a SAP, nem nunca irei!

A nenhum? Porquê?

Porque não têm condições de qualidade. Têm um médico e um enfermeiro e conferem uma falsa sensação de segurança. Nenhum deles devia funcionar assim!

Está a dizer-nos que a ideia é encerrá-los todos?

Não… não tire daqui nenhuma ideia… Não irei simplesmente porque não têm equipa suficiente, não têm meios de diagnóstico, não têm condições para resolver uma verdadeira urgência.

Passa essa mensagem aos seus pais, que ainda vivem em Viseu?

O meus pais nunca vão ao SAP. Vão às urgência do hospital. É um sítio garantido e seguro.

Tem um terceiro neto a caminho... Se as dores de parto chegarem em Elvas, para onde seguirá a nora?

(Risos) Para Badajoz, obviamente! É mais perto e são serviços de boa qualidade.

Portalegre não?

Se fosse mais perto...

E se for no IP4, entre Mirandela, Macedo e Bragança?

Depende. Se acontecer mais perto de Bragança, vai para lá, se for mais perto de Vila Real, será em Vila Real.

Em Mirandela é que não, apesar de não estar decidido qual a maternidade que se mantém no distrito, se esta, se a de Bragança?

Mirandela é a que tem menos equipa. Está assente que vai fechar no final do ano…

E onde nasce esse neto afinal?

A minha nora é beneficiária dos serviços de saúde dos bancários, é natural que seja numa maternidade convencionada. Mas o meu outro neto nasceu na Maternidade Alfredo da Costa. Quem sabe se este não acaba por nascer lá também!

É Verão, todos os dias nos massacram a cabeça com cancro da pele. Já lhe ocorreu sugerir a comparticipação de protector solar?

O que me ocorre é apoiar as iniciativas de saúde pública de prevenção do melanoma.

Acredita que funcionam?

Acredito. Vê-se cada vez mais gente a sair da praia entre as dez e o meio-dia e a chegar entre as 17 e as 19.

Antes das férias, gostou de ser empurrado do palco dos media pela sua colega da Educação?

(Risos) Tudo isto tem uma explicação muito simples a ministra da Educação é uma pessoa altamente capaz e tem vindo a desenvolver uma política de grande qualidade. Este Governo goza de uma grande popularidade e coragem. E as oposições têm sido sistematicamente derrotadas no debate público. Encontraram na ida da ministra ao Parlamento uma fenda para espetar uma adaga. Mas isso não trouxe nada ao país.

Não se sentiu aliviado por deixar de ser o bombo da festa?

(Risos) Não. Não. Fez-me vibrar de solidariedade!

Que medidas surpresa nos preparou para a rentrée enquanto vadiou estes dias por Sintra?

Não há nenhuma surpresa neste Ministério… Tem tudo a ver com três prioridades essenciais. Até ao fim do ano, a prioridade número um é conter o défice. E as prioridades do plano são a reforma dos cuidados primários com as unidades de saúde familiar e a aposta nos cuidados continuados. Para isso, temos que ter SAP encerrados, horas extraordinárias revistas, remunerações acertadas, computadores afinados, enfermeiros e médicos motivados… Temos que ter os hospitais e os centros de saúde em ligação directa. E é o que vamos ter em cinco hospitais até ao final do ano.

Ivete Carneiro

Ivete Carneiro in JN, 2006-08-08