31 julho 2006
Medievalis V
Relativamente ao concerto de La Batalla, Pedro Caldeira Cabral explicou tematica linguisticamente todo o concerto, o que muito o enriqueceu. Leitura expressiva. Novo repertório, porém, notou-se alguma necessidade de se darem quase-sempre as entradas a... Embora de Grande Final os músicos se libertassem com as duas peças últimas, em apologia das Tabernae e Dei Vini, Baco.
vitorino almeida ventura
Post de Paris
Seront fous les français?
28 julho 2006
FARPA 06
Pena que faça concorrência ao Ensemble Li Solaus, no Festival de Música Medieval, onde o Galandum participou o ano transacto. E assim dois concertos, no Seixo e no Pombal acontecem... Carrazeda.
Outro momento alto do Festival será a homenagem ao senhor Mário Lima, emérito encenador do século XX, ao Pombal - dia 6 de Agosto, mostrando Carlos Fernandes, director do evento, que a Memória é de novo pela ARCPA.
vitorino almeida ventura
Post Scriptum: Só tenho pena que aquela minha ideia peregrina de cumprir o FARPA pelas aldeias vizinhas seja ainda utopia. Mas sei que houve uma proposta ao Pinhal do Norte para um espectáculo, não havendo disponibilidade de ninguém para encabeçar a sua organização. Utopias...
Elogio da razão
Infelizmente os factos de que tenho conhecimento parecem comprovar o tal clima absurdo de intolerância por parte da GNR, que aqui o Professor destacou.
Perante este ambiente de mal-estar que muitos já apelidam de opressão urge, em meu entendimento, questionarmo-nos sobre a razão de ser de tal “fenómeno”.
Na falta de outro meio e sem obstruir a que se tomem outras iniciativas, sugiro que o Blog mais uma vez cumpra o papel de “mensageiro da palavra e da liberdade ” e nos possibilite exprimir-mos aqui, o que nos vai na alma.
Efectivamente e pelo que é testemunhado, só nos resta admitir que não gozamos do conforto e simpatia dos nossos elementos da GNR. Em vez da nobre atitude de nos defenderem e aliviarem na resolução dos variados problemas que nos assistem, que vão desde o isolamento e a falta de igualdade de oportunidades de trabalho, passando pela fuga e envelhecimento das populações para acabar no agravamento ainda mais sentido da crise que atravessamos, temos uma GNR amarga, rude e intolerante que se esconde por detrás de um poder caprichoso que, ao que parece, é prática excepcional no país. Há queixas de quem tem sido tratado agrestemente, comenta-se o tom sobranceiro com que é imposta a lei, questionam-se os métodos timoratos como actuam, critica-se a falta de postura pedagógica.
Longe vai portanto o tal clima de sã convivência com as autoridades. Mas afinal o que é que mudou? Será que teremos sido nós a tornar-nos crónicos delinquentes? Que razão especial determina que sejamos a excepção á regra? Afinal quem tem razão?
È pertinente questionarmo-nos e exigir ser esclarecidos! Temos de ser capazes de nos unir e lutar para que se apure a verdade e se chegue á razão. Todos ganharemos se o ambiente mudar e prevalecer o bom senso.
Em conclusão, quero aqui desde já louvar o acto nobre do Prof. José Alegre que, enquanto muitos calam, ele soube falar da sua razão, apesar do risco de perseguição a que se expõe. O que está em causa é procurar a verdade e defender a liberdade sempre que ela pareça estar em perigo.
Não tenhamos pois medo nem vergonha de gritar e denunciar a intolerância. Talvez valha o sacrifício. A alternativa parece ser, permanecer-mos silenciosamente vergados ao jugo do opressor.
Hélder de Carvalho
Citações
Vasco Pulido Valente no PÚBLICO (link só para assinantes)
27 julho 2006
Escolas
Ao longo dos próximos vamos publicar diversos post sobre as escolas do concelho que agora se vão transformar em algo diferente da função para que foram construídas.
eb1 Brunheda
eb1 Codeçais
eb1 Arnal
Terra Terra...
Mentiras Piedosas Julho IV
Uns apostam para a notícia daquele que afinal era rapariga; outros apostam na inauguração do “Pinocro”, outros falam dos vencedores dos “Jogos de Verão na Piscina”. Vamos estar cá para ver.
- Sobre os “Jogos de Verão na Piscina” regista-se o acontecimento de dia 20 em que o Nosso Presidente apareceu para dar autógrafos.
- A música de Graciano Saga (autor que só recentemente conheci) será a “coqueluche” deste Verão, nas festas do nosso concelho. A falta de agenda, deste “Ídolo da juventude”ou, como diria talvez Adão e Silva “este cantor do mundo maravilhoso”, terá sido a razão da sua não contratação para as festas de inauguração do Parque de Merendas.
- Afinal foi preciso chegar o Verão para me ter sido dada razão a propósito do caso do “skin head” que tinha decidido “cortar rente”, na poda das árvores, em Carrazeda. O que se questiona não é o facto de agora não haver sombras. Questiona-se é, qual o trabalho que haverá para fazer na próxima primavera. Como não haverá podas tão trabalhosas, pelos vistos vão ocupar o tempo a “encher chouriços”.
- Aguarda-se entretanto a abertura de novos concursos para funcionários públicos. Desta vez pretende-se preencher vagas abertas para ocupar lugares nas novas infra-estruturas em vias de inauguração. Refiro-me ao Posto de Turismo do Castelo de Ansiães e ao Parque de Merendas. Os candidatos terão de saber acender e apagar lâmpadas de iluminação.
- “ Quem não chora não mama”. Adivinhem próximo de que departamento dos serviços da C.M. está o “graffiti” com este texto?
- Todos sabemos como é comum o povo da nossa terrinha “gostar de emprenhar pelo ouvido”. Tal não acontece só em épocas de campanha autárquica. É pois com grande expectativa que se aguardam os discursos autárquicos solenes previstos para cerimónias próximas.
- Estudo não oficial confirma que é perigoso estar doente em Carrazeda, a partir da hora do almoço de sexta-feira. Os níveis voltam a melhorar depois, a partir de segunda-feira.
- Ainda não passou o “período de nojo” e não foi arquivado o processo do caso “Derrocada do Museu Rural de Vilarinho. Há um movimento de opinião que defende tal decisão como o processo mais airoso de se poupar a Cabra de ser morta e cozinhada de “chanfana”.
-Já são conhecidos os resultados da avaliação da presidência aberta feita pelo concelho do Nosso Presidente. Assim, como aspectos positivos, refere-se o tom alegre e festivo das populações, nas respectivas recepções que tiveram lugar, a constatação das dinâmicas e sinergias que afinal de contas determinam a qualidade de vida das populações e constituem o orgulho de quem lidera a administração do concelho. Foram detectadas as seguintes anomalias: - Problemas de sinalização e de toponímia de ruas e travessas; falta de ar condicionado nas sedes de Junta de Freguesia; processamento incompleto da identificação e registo de galináceos e outras aves de capoeira, para efeitos da “gripe das galinhas; falta de autorizações e licenças para cães e gatos vadios ou o respectivo transporte para o Canil Municipal.
Hélder de Carvalho
26 julho 2006
Terra Queimada
Alguns historiadores defendem a tese que, a reconquista encetada a partir das Astúrias, optou por uma política de terra queimada do Nordeste Transmontano devido aos poucos meios que dispunham os monarcas leoneses de defender os territórios ocupados. Assim os territórios entretanto conquistados eram propositadamente deixados abandonados e despidos de quaisquer incentivos para serem objectos de cobiça e conquista pelas hostes inimigas. Esta política é comummente conhecida de “ermamento”. Apesar de algumas refutações entretanto surgidas e também de outros estudos que o confirmam , aceita-se que a região de Trás-os-Montes seria na sua quase totalidade um tampão despovoado para defesa das investidas islâmicas.
Bem recentemente, a visita a Bragança de Mário Lino, Ministro das Obras Públicas, veio de novo reavivar esta ideia, pois “o modelo de desenvolvimento do interior não é com pequenas aldeias e vilas, a tocar os sinos ao Domingo, com a sua igreja e o seu cemitério”. O governante preconizou assim a extinção das aldeias e das vilas do interior porque o “dinheiro não estica”. O Governo Português estará “possuído de uma obsessão”, isto é, na aposta no crescimento das cidades de média dimensão como Bragança, Mirandela e Macedo. O ministro, na sua douta sabedoria, acrescenta que a culpa é dos citadinos “que muito se ralam com o desaparecimento das aldeias”, porém “não vêm para cá”. Esclarece-nos ainda o distinto servidor da causa pública que “são as pessoas que não querem viver nestes sítios” por não terem acesso aos bens e serviços que dispõem noutros lugares. (ver Mensageiro de Bragança 13/07/2006). Não verá o experimentado governante que a aposta nos bens e serviços deverá numa fase inicial ser da responsabilidade do sector público com a criação de infra-estruturas, nomeadamente as estradas (tanta promessa) e isso tarda a concretizar-se na região. Os nordestinos conhecem e compreendem mal os investimentos realizados pelo Estado junto das grandes cidades no apoio s à criação de emprego que se cifram em milhões de euros em detrimento de regiões deprimidas como a nossa em que aquele é contado aos tostões.
Esta filosofia pouco eco teve por estas bandas e quase ninguém refutou a doutrina do governante, talvez por a considerar verdadeira, inevitável e única. O modelo de desenvolvimento do interior preconizado não é novo, inicia-se na década de oitenta e tem como teorizador, entre outros, o ex-ministro Valente de Oliveira. Porém é insuficiente e castrador. Toda a praxis política dos últimos trinta anos tem apontado na criação de cidades de média dimensão com os resultados visíveis e profundamente insatisfatórias. A região tem um rendimento per capita dos mais baixos do país e regista os piores índices de desenvolvimento. As cidades como Bragança e Mirandela têm aumentado a população de uma forma artificial à base do incremento do sector de serviços (mais de um terço dos empregos da cidade de Bragança pertencem ao funcionalismo público), sem se basear num desenvolvimento económico sólido e sustentado.
As cidades para se desenvolverem necessitam de um suporte económico para além dos serviços, que na região passam essencialmente pela pequena indústria e, primordialmente, pela agricultura e turismo. Para isso é necessária a continuação de alguns núcleos habitacionais rurais e de vilas pujantes que sirvam de apoio às actividades económicas e ao crescimento. Não defendemos a manutenção artificial de todos os aglomerados populacionaiss e quiçá será necessário agregar alguns concelhos, porém é preciso apostar definitivamente, enquanto é tempo, em algumas aldeias e vilas. Não só por uma questão de sobrevivência humana nos espaços do interior, mas também para o desenvolvimento harmonioso e total do país.
Os primeiros reis, ultrapassada a questão da conquista das terras ao Islão, souberam com arte proceder ao povoamento e desenvolvimento do País, concedendo vários privilégios aos seus habitantes, transferindo-lhes poderes de autonomia, executando uma política de discriminação positiva. Sabemos que a história raramente se repete, mas é com o seu estudo e ouvindo o seu conselho avisado que aprendemos a projectar o futuro e a evitar erros do passado.
25 julho 2006
Imigrantes e ciganos
Uma pessoa, por vezes, põe-se a pensar em várias coisas humanas: - a riqueza, a pobreza, o altruísmo, o egoísmo, o sentido da vida, tudo em geral, tudo vago, tudo teórico, discorrendo facilmente sobre tudo, sem que as fibras do coração se perturbem. A vida corre e tudo permanece igual.
Mas quando pensamos em problemas concretos, o coração sobressalta-se e interrogamo-nos se devemos ou não fazer alguma coisa.
Pensamos em todos os problemas de outros tempos e dói-nos a alma de não ter sido possível fazer mais para os minorar.
Pensamos ainda nos problemas actuais e, agradados, vemos que instituições como a Santa Casa da Misericórdia vão fazendo alguma coisa de muito bom.
Ao pensarmos, porém, noutros assuntos, vemos que pouco ou nada tem sido feito.
Desta vez, lembrei-me dos imigrantes e dos ciganos. E senti logo à minha volta um coro a sussurrar forte: imigrantes, quem os mandou vir? Ciganos? já nem deviam existir!
Mas, a medo, eu vou dizendo: - Os imigrantes vieram por vicissitudes semelhantes às que levaram as nossas gentes a França, Alemanha, a correr mundo.
Os ciganos têm muitos defeitos mas são, ninguém discordará, pessoas feitas à imagem e semelhança de Deus como todos nós.
Quanto aos imigrantes, temos algum interesse em que se integrem na nossa depauperada sociedade do interior, trazendo-lhe sangue novo.
Quanto aos ciganos, todos concordam que aqui em Carrazeda eles não levantam quaisquer problemas à paz social – e porque não acreditar que possam vir a integrar-se bem no nosso viver? – Temos até alguns casos bem sucedidos que demonstram que isso é possível.
Só que imigrantes e ciganos vivem em condições pouco dignas e pouco propícias à integração.
Não seria possível adoptar rápidas soluções provisórias (casas pré-fabricadas a instalar na zona industrial) que dariam de imediato condições mais humanas de vida?
Penso que há muitas instituições e pessoas capazes de dar um qualquer contributo para a solução preconizada: - Em primeiro lugar, a Câmara, a liderar o processo, depois a Igreja a mostrar que a religião não se reduz à oração verbal, a Junta de Freguesia, a Segurança Social, os cidadãos de boa vontade.
Com este problema resolvido, todos nós, penso, dormiríamos mais felizes, com a alegria própria de quem é solidário.
A vida tem sentido também com o pôr em prática acções destas.
João Lopes de Matos
As notas dos professores
Sobre o concerto da Igreja dos Pereiros, mui interessante, do grupo Azizi, com excelentes executantes e cantores, pecou apenas pela comunicação do seu director e flautista, António Carrilho... Não percebendo que o público, em sua maioria, mesmo se homens, formado era por personagens saídas dos quadros As Escolhidas de Graça Morais, chamou fradescamente atenção, em tom imperativo, para o Silêncio devido e que (des)esperaria que alguém comesse caramelos no intervalo das peças... Em vez de optar por explicar o concerto e compreender as pessoas e o seu contexto. Mesmo que os miúdos no adro falassem... Aliás,
a alta cultura devia chamar a baixa e mostrar-lhe, aos jovens, os instrumentos usados, por exemplo. Atitude pedagógica e não moral, bastava ver O Rinoceronte de Ionesco, completamente desajustada, a pessoas que estavam (ainda por cima) na sua casa... mesmo que fosse a do Senhor.
Resultado: de uma Igreja cheia, passaram a tocar para uma casa às moscas... Quase. E assim se coloca a questão se vale a pena continuar por um Festival que não consegue aproximar dos jovens, mas a afastá-los como a um que lhe ouvi
- Nossa Senhora me perdoe mas não gosto desta música!,
o que poderia ser atalhado pelo senhor António Carrilho, houvesse paciência para um workshop, como exemplo, antecipado. Ou alguém que pedisse anteriormente ao padre na missa para explicar o que iria fazer-se.
Sem descer ao Outro, em Cristo, como esperam ser entendidos?
Vitorino Almeida Ventura
24 julho 2006
Carrazeda no "Terra a Terra"
Esta manhã ouvi o nome da minha terra numa rádio de referência - a TSF. Mau sinal, direis, pois dela quase só se fala em caso de desgraça ou para a denegrir (há alguns jornalistas que teimam em nada mais digitar do que o mal, se não existe, inventam-no!), porém, neste caso vai falar-se da minha terra com a importância que lhe é devida. O programa "Terra a Terra da TSF é, por si só, sinónimo de qualidade. Vai ser uma grande jornada de divulgação das terras de Ansiães.
A não perder neste Sábado entre as 9 e as 10 horas.
Mentiras Piedosas Julho III
- Regista-se como “um muito bom exemplo” a iniciativa de, vereadora recentemente dispensada ter decidido investir o chorudo subsídio recebido de reintegração, precisamente na sua reaprendizagem profissional. Consta que este ano já vai recomeçar a leccionar o 1º ano da disciplina da sua especialidade.
-Consta agora que, a culpa de ter sido arquivado o projecto de investimento para o S. Lourenço, se deve a este Blog. Diz-se que foi precisamente por aqui que o nosso Presidente teve conhecimento da “ felicidade e contentamento” que um amigo manifestou para que as Termas continuassem como no tempo do avô dele. A decisão seguinte do nosso Presidente foi satisfazer-lhe o desejo.
- Ao que parece contudo o Nosso Presidente já deu garantias de que, jamais deixará que desapareçam os odores das célebres águas de S. Lourenço, propondo mesmo que tais odores possam vir a ser mais comuns, por outros locais do concelho.
- Ainda sobre o S. Lourenço, aconselham-se os interessados, a estarem atentos à entrevista dada recentemente a jornal diário, pelo Director Clínico das Termas, corroborada pelo Delegado de Saúde, sobre a qualidade e as excelentes condições de estadia que as Termas proporcionam.
Há uma justificação para o adiamento do lançamento da Monografia do Concelho. Trata-se da “ideia peregrina” de que há factos que se prevêem para breve que ajudarão a criar mais acontecimentos históricos, passíveis de se acrescentar lá. Dá-se o exemplo da previsível abolição da comarca, da compostura do relógio da torre, na inauguração do “parque de merendas”, da construção do primeiro hotel, etc.
- Ainda sobre a Monografia de Concelho haverá que contar com aqueles que, por ignorarem o passado aceitarão tudo o que lá se puser. Numa particularidade a curiosidade é grande. Trata-se de conhecer, na descrição da parte do património histórico, o papel que é dado ao nosso Primeiro.
- Entretanto Carrazeda ganhou mais Dois Heróis. Depois de um esforço devotado, lutando com apoios e sem apoios, desafiando todos os perigos, contornando a totalidade das ratoeiras que se interpuseram, altercando contra a apatia e o rigor do clima e, perante o soçobrar de todos os outros, dois abnegados alunos obtiveram positiva, no exercício nacional de matemática de 12º ano.
Para eles a minha sentida admiração.
Para os que soçobraram daqui se faz o apelo para que seja criada uma equipa de apoio pós – traumático, que os ajude a superar o drama que os atingiu.
- Para aqueles que ainda não sabem e queriam saber, foi pedido que fosse dada a seguinte informação. Nesta época do ano são já poucos os lameiros com erva viçosa.
- Perante críticas feitas recentemente neste Blog, à qualidade do Ar do nosso concelho, a C.M. decidiu requerer e divulgar publicamente análises da qualidade do ar, para que os munícipes escolham os melhores locais para respirar.
Sobre este assunto e num desabafo o Nosso Presidente terá dito: “…ainda bem que não reivindicam conhecer as análises da qualidade da água”.
Hélder de Carvalho
“Vossa Excelência pode mandar-me calar, mas eu não me calarei.
São palavras de José Miguel Júdice, quando em sua defesa e perante o Presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados, num processo que lhe tinha sido movido.
Serve o que foi escrito para trazer a coação uma conversa tido com o Sr. Augusto Faustino, nosso Vereador pelo PS na C.M. Dizia ele da sua “má sorte” pois que, “ainda recentemente tinha sido proibido na Assembleia Municipal, de contra argumentar perante mentiras que estava ouvindo”. Recordei-me então que já tinha “participado em filmes idênticos” onde também tinha assumido esse papel de artista principal. Passaram-me então pelos olhos todos os personagens de então em que, pelos vistos, tendo diferido agora alguns dos protagonistas, o papel que desempenham continua a ser o de fieis executantes. Julgo que o nosso vereador deve ter chegado á mesma conclusão a que eu cheguei na altura. Na verdade num local onde por direito se deveria exigir mais democracia e sentido cívico, afinal era escolhido para, ali mesmo, lhe serem quartados direitos que como simples cidadão ainda vai tendo cá fora.
No caso terá sido o Nosso Presidente da Câmara a propor o cumprimento de tal decisão, papel que pelos vistos desempenhou com desenvoltura e sem vergonha.
No final o nosso vereador ainda recordou e sublinhou o tom doloroso e comprometido do Presidente da Assembleia que, muito delicadamente lhe pediu desculpa por se ver obrigado a tirar-lhe a palavra. Neste aspecto houve pelos vistos alguma evolução relativamente a casos passados. É que nessa altura ninguém soube alcançar gestos idênticos onde, afinal de contas, o que se discutia e discute é a ética com que se deve estar na política.
Restará pois ao nosso vereador eventualmente, seguir a linha do douto advogado que é citado no início. Ou então, tentar perceber quais as consequências concretas que podem advir do contributo que tem para dar. E aqui sobre o assunto em causa, espero que não chegue às mesmas conclusões a que eu cheguei.
Hélder de Carvalho
Encerramentos...
"O Ministério do Ensino Superior admite que o encerramento do Pólo da UTAD em Miranda do Douro pode fazer parte da estratégia nacional para o ensino superior, bem como a integração de escolas politécnicas nas universidades."
Na RBA
23 julho 2006
Cruzada musical
"É já nos dois próximos fins-de-semana que PEDRO CALDEIRA CABRAL organiza, pela quinta vez, um festival de Música de Carrazeda em Ansiães..."
O catálogo do certame é mais explícito:
direcção musical - Pedro Caldeira Cabral
organização - Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães
Apenas questões de semântica?!
No site da Município nem uma referência ao evento...
À cuca..
Um verdadeiro filão para Portugal é também o chamado turismo de segundas residências que visa ir ao encontro de uma tendência crescente, sobretudo vocacionada para reformados dos países do Norte da Europa, com poder económico, e amantes de climas amenos.
No Expresso
De que é que estamos à espera?
O secretário de Estado realçou também que a gestão empresarial tem um grau de exigência incompatível com a acumulação de uma função autárquica.
Algumas das declarações do secretário de estado:
"as empresas municipais não podem servir para fingir que se desenvolve de forma empresarial actividades que são puramente administrativas".
"algumas empresas municipais são puramente fictícias e algumas são uma forma de endividamento escondido das autarquias"
Depois destas frases e de outras do género de que está à espera o senhor secretário de estado e o Governo?
A contenção do déficit e da dívida pública não deveria começar por aqui para uma credibilização da vida pública?
Para quê brilhar?
QUANTAS COBRAS CONHECES???
Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo que só vivia para brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada.
No terceiro dia, já sem forcas, o pirilampo parou e disse a cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente para ninguém mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço a tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque e que me queres comer?
- PORQUE JÁ NAO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!
E assim, diariamente tropeçamos em cobras!*
recebida por email
O mínimo
Em 2005/2006 os alunos pagaram 487 euros anuais, este ano o valor cresce para os 501 euros.
22 julho 2006
21 julho 2006
O máximo!
Não a Torga... Sim a Potter
"O deputado Adão Silva está indigando com o facto de Miguel Torga ter sido excluído do Plano Nacional de Leitura, uma estratégia dinamizada pelo governo junto das crianças até aos 14 anos, para criar hábitos de leitura e combater os baixos níveis de literacia.Foi adoptado meio milhar de obras literárias que um conjunto de especialistas entendeu serem as recomendadas para leitura na sala de aula e autónoma. Miguel Torga que fez parte dos manuais escolares fica de fora do lote de autores escolhidos.O parlamentar social-democrata eleito pelo círculo de Bragança não entende como pode o “cantor” do mundo maravilhoso ser excluído de formação literária e territorial dos jovens.
Adão Silva apresentou por isso um requerimento na Assembleia da Republica, solicitando esclarecimentos à Ministra da Cultura. Do Plano Nacional de Leitura fazem parte livros nacionais e estrangeiros, entre eles títulos como “ O Senhor dos Aneís” ou “ Harry Potter”."
Na RBA
Mentiras Piedosas de Julho II
- A população rejubilou pelo facto da nossa querida terrinha ter proporcionado notícias em jornais nacionais durante toda a semana passada. Não consta que tenha havido enjoos ou alguém tenha vomitado. Por sua vez acredita-se que o correspondente dos jornais divulgadores das notícias venha a ser condecorado pelo município, por serviços prestados, na divulgação e promoção do que o concelho oferece de melhor.
- Maquinistas e fogueiros da linha do Tua estão já a fazer reciclagem para a aprenderem a conduzir barcos a motor para a condução dos “Ferry” na previsível auto-estrada fluvial que, se prevê, levará da Porta de Entrada Sul do nosso Concelho, que é a aldeia de Foz-Tua, até á Princesa do Tua.
- Já foi divulgado o resultado do concurso “Relva mais viçosa do Concelho” tendo este concurso sido ganho pela segunda vez pela Junta de Freguesia da nossa Vila. Parabéns.
- Choram “baba e ranho” os moradores das zonas da Praça e do Toural com a perda das suas duas fontes luminosas. Há quem diga que ainda haverá remédio. Outros, como os fotógrafos da terra, já não crêem que ali possam arranjar mais fundos privilegiados para as fotografias de casamento que lá faziam. Entretanto surgiu a ideia da subscrição pública para angariar fundos para se tentar fazer os devidos reparos naqueles “ex-libris.
-Sobre o programa das Festas do Concelho apenas se sabe para já que, o Nosso Presidente já escolheu o pároco que irá dirigir na parte religiosa.
- Regista-se a tentativa de suicídio por “haraquiri” de um Professor de Matemática, após reacção emocional aquando da constatação dos resultados obtidos pelos seus alunos. Sublinha-se que, segundo opinião do Concelho Executivo da Escola, se trata de “um génio da matemática”e, “só se entendendo tal gesto desesperado, como reacção ao clima ou a qualquer inculpação entretanto assumida”.
A Comissão de Pais, preocupada com o assunto sugeriu já a “mudança de ares” do Professor acreditando que lhe faça bem ir “ser génio” para outro lado.
- Estão a ser realizadas visitas devidamente organizadas aos Lares de Idosos do nosso Concelho. Estas visitas destinam-se a pessoas de meia-idade já reformados e o objectivo é o de os levar a conhecer o que os espera quando for a vez deles se instalarem nesses lares. Pretende-se assim que os mesmos se vão adaptando e não venham a estranhar tanto. Estas visitas são gratuitas para todos os que têm nesses Lares, familiares próximos.
Entretanto o Jet – seis e o Jet – sete da nossa querida terra está a organizar uma excursão aos saldos do Corte Inglês em Vila Nova de Gaia. Aproveite já para se inscrever. Eu também quero ir.
- Uma das polémicas mais recentes está a acontecer nas diferentes Divisões dos Serviços da nossa C.M. Trata-se de saber a que Divisão cumpre a limpeza das “teias de aranha” que aparecem agora por toda a parte. Quem deve limpar as teias dos processos pendentes na Divisão de Obras! Quem deve limpar as teias dos Projectos de Desenvolvimento pendentes! Quem deve limpar as teias do Arquivo! Quem deve limpar as próprias “teias de aranha” de cada um! Felizmente há uma facção que predomina e que considera que “teias e aranha é sinal de dinheiro” portanto não devem limpar-se.
-Regista-se com agrado a visita do Nosso Presidente á Feira De Produtos da Terra, em Vila Flor. O objectivo foi o de se informar “in loco” da qualidade e do trabalho de planificação e concretização do evento.
Hélder Carvalho
18 julho 2006
Aplausos...
para os jogos de Verão da Piscina Municipal. Uma iniciativa mobilizadora, na sua grande maioria, de jovens (de onde é que aparecem tantos). Assistência muito interessante em número. Uma iniciativa que prova que, com poucos meios, umas pitadas de imaginação, uns pozinhos de vontade se pode concretizar algo positivo, “até para que à noite se possa fazer algo mais do que beber uns copos ou…” Participantes as aldeias mais dinâmicas (Fontelonga, Parambos, Vilarinho..), alguns bares e também a Escola Profissional. Nota de realce para esta organização escolar, em detrimento de outras. Tem-se mostrado mais interventora no meio, a sua estreita ligação ao Município carrazedense pode explicar alguma coisa, não tudo! Certames do género já realizados com sucesso há alguns anos foram alavancas à dinamização desportiva, recreativa e cultural do concelho, que tiveram como consequência a revitalização do clube de futebol, a criação do GDESCA e, se recuarmos um pouco mais até a constituição da saudosa ARCA. Qualquer revitalização ou fundamentação desportiva e cultural passa por uma forte componente pedagógica que começa agora muito mais a sentir-se e a realizar-se nas nossas escolas, passa a seguir por uma estrutura organizativa, apoiada nas organizações que apoiam o desenvolvimento concelhio, no nosso caso a Câmara Municipal e pouco mais. Materiais para uma dinamização cultural e desportiva começa a haver, angarie-se a mão-de-obra (já aqui falámos da importância dos animadores e da necessidade imperiosa na sua contratação) e a construção nascerá. Eu prefiro a dinamização participada e de proveito geral à elitista só para as páginas dos jornais.
TRÊS EM UM:
Por Manuel Barreiras Pinto
Leitor atento e colaborador, - desde que o tempo e a inspiração me ajudem- neste espaço, não podia deixar de enviar estas três notas que resultaram de uma leitura atenta.
A primeira nota para o meu amigo Dr. João Lopes de Matos, pela lucidez e actualidade do seu artigo, porém foi na leitura do mesmo e na sequência dos comentários gerados, que encontrei matéria para as minhas notas, assim:
- Um ano a viver em Carrazeda , fez um balanço positivo da realidade que viveu será caso para dizer “ Gabo-lhe os gostos!......” Na realidade que tem Carrazeda para oferecer? Nem a qualidade do ar que respiramos, será tão boa, quanto parece, pois não há indicadores que respondam a esta questão. Na perspectiva realista e optimista que apresenta nota-se e bem o carácter do profissional habituado a ajudar a resolver questões complicadas na área do predial e aqui a dar o seu contributo para uma melhor vida na Carrazeda.
- A mesma que recebeu há muitos anos atrás o elogio do Galego “ Carrazeda, Carrazeda, por mais que te pintem, serás sempre Carrazeda”
- E, por fim eu regressei à minha Carrazeda, há um ano atrás e aqui vou estar em permanência, é a minha terra.
A segunda nota para o meu amigo Hélder Carvalho, que é como eu Carrazedense de nascimento e amante fiel das suas origens. Espectador atento e vigilante, tem em vão lutado qual D. Quixote pela sua dama. Mas, meu amigo, continua, pois como diria o poeta “Há sempre alguém que não queira... Há sempre alguém que diz não. E há quem leia, quem fique a pensar no que foi dito, e água mole em pedra dura.... força amigo, eu estou contigo.
A terceira nota vai para o Optimista se bem que incógnito “O Zaratustra” para quem ... o isolamento, a região museu, ruínas, campos abandonados, lar de idosos – digo eu felizmente que há lares de idosos e idosos para aí estarem e viverem uma vida em comunidade, será que ser idoso é mau e dá ideia de abandono? De miséria? Não entendi.
Vem depois a nota optimista, para a defesa do Turismo, o ambiente as paisagens e as tradições. Remata com “O futuro do Nordeste Transmontano – Carrazeda incluída – para pela Reserva Turística Ecológica. Meu caro Zaratustra.
Aqui ficam, os factos.
Foi pelo Turismo e com o Turismo que se ganharam eleições – Promessas- e se bem se lembra há estudos que nos indicam “Parques de Campismo a construir”- Chamariam eventuais turistas nacionais ou estrangeiros. Campos de Golfe “Turismo de qualidade alta” Estudos de qualificação e propriedades de águas minero-medicinais ou termais no único local reconhecido em todo o Distrito de Bragança, as abandonadas Termas do São Lourenço” – Turismo sénior e doentes com problemas de pele, agora que já foi reconhecida, licenciada e aprovada a “concessão de Exploração” dessa fonte de riqueza que tem sede no S. Lourenço na freguesia de Pombal de Ansiães, quem é que vai dar seguimento ao que foi feito? Isto era aproveitar o Turismo. Amigo não se iluda e fique a pensar nesta história verídica, de um passado, que já não tem continuadores.
No tempo da traulitada e da Revolução da Maria da Fonte, na linha do Tua, o comboio transportava várias mercadorias entre elas o vinho da região de Mirandela. Como os habitantes da freguesia de Pombal, não vendiam o vinho que produziam ao preço justo e pretendido, sabendo que outros o faziam e transportavam pelo comboio, que lhes passava ao lado, um dia impediram a circulação do comboio e deitaram as pipas que transportava ao rio, conseguiram com este protesto vender o vinho.
Hoje os tempos são outros, ninguém protesta, calam e consentem. A violência é condenável e por isso existem organizações como a APAV e outras mas, citando o meu herói “O Cartola” um dia muito bêbado, bateu na sua Maria e esta foi queixar-se ao Administrador do concelho, que perante os factos ordenou a prisão do Cartola por 3 dias. Foi na prisão que cantou:
Oh Maria, oh Maria
O teu juizo Vareia
Por causa de ti Maria
Vim três dias p’ra cadeia.
17 julho 2006
16 julho 2006
As Termas de S. Lourenço
Mentiras Piedosas
- Vai ser criada a Sociedade Protectora dos Idosos (SPI). A instituição a criar irá garantir pelo menos tantos direitos aos idosos quantos os que têm os animais de outras sociedades já criadas por humanos.
- Se trabalhou todo o ano e agora merece uns dias de férias, sugere-se que frequente a piscina municipal, que está a preços mais em conta atendendo a que não funcionam os “escorregas”. Ali poderá também “estar com a mosca” (companhia garantida) e, como suplemento, poderá ouvir a Rádio Ansiães e a sua publicidade.
- Este ano vai ser mais difícil lavar os pés nas “fontes luminosas” da Vila. Prevê-se que, pelo menos a Fonte das Sereias, faculte este ano tal possibilidade, atendendo que é aquela cuja manutenção é mais barata.
- Já estão abertas as inscrições para a excursão ao “Portugal dos Pequeninos”. Esta será a última excursão patrocinada pela C.M. Agora a estratégia é patrocinar excursões que desloquem as pessoas ao nosso concelho. Por exemplo quando estiver prevista uma manifestação de agricultores, em vez de se patrocinar a ida destes para a manifestação a Lisboa, patrocina-se a vinda de quem quiser, a manifestar-se aqui. Deste modo se espera garantir a divulgação da região, pelos meios de comunicação e se consegue que, quem vier aqui deixe algum, para as despesas.
- Vão ser leiloados os holofotes do Campo de Futebol. A ideia é angariar dinheiro para se implementar o desporto neste espaço. Os entendidos recordam que antigamente não era necessário a iluminação e não deixou de acontecer futebol.
- Vai ser exibido na sede do concelho um piano de cauda. Não há memória de tal ter acontecido. Prevê-se que posteriormente o instrumento venha a ser utilizado num recital público.
- O próximo roseiral vai ser plantado na envolvente à Cooperativa de Azeite. A ideia é amenizar, até onde for possível a poluição olfactiva que por ali anda.
Como sabemos a Porta de Entrada mais Nobre da Vila é agora a que vem da variante ao Amêdo. Daqui se convidam todos os que por ali passem, a estarem atentes ao vislumbrar de tanta beleza e formosura.
Hélder de Carvalho
14 julho 2006
Fim de Inquérito
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Foi largamente maioritaria a opinião da exclusividade de circularem peões num troço da rua Luís de Camões.
Num concelho, em que as obras vão sendo feitas ao sabor da vontade de muito poucos, seria bom que se fizesse uma auscultação ás populações. As novas tecnologias permitem essa interactividade.
No futuro, a necessidade da racionalização de verbas, de realizar obras que serviam as necessidades efectivas das populações, a informação rigorosa e exigente vai obrigar a uma nova postura dos autarcas.
Não defendemos uma gestão demagógica e populista, porém mais cedo ou mais tarde, a neccessidade de gerir melhor os bens públicos a isso vai obrigar .
12 julho 2006
Linha do Tua pode estar em risco
10 julho 2006
07 julho 2006
Carrazeda de Ansiães
Ao analisar Carrazeda de Ansiães e seu termo, parto, como acho que não podia deixar de ser, de uma perspectiva realista e também optimista. Tento encontrar a harmonia possível e lutar por ela sem deixar de entender que o combate leal de posições contribui para o dinamismo e a vitalidade de qualquer comunidade.
O concelho de Carrazeda de Ansiães é ainda um concelho rural porque nele predomina uma grande percentagem de pessoas que vive e sente a terra em termos tradicionais.
É claro que esta vivência está em desagregação acelerada e já não constitui hoje o sector mais dinâmico da sociedade.
O sector dos serviços, alguma indústria e a agricultura modernizada estão a tomar a dianteira.
Há quem queira que a sociedade simples, solidária, de boa vizinhança, persista por todo o sempre. E quer-se manter um modus vivendi que só se coadunava com uma agricultura de auto-abastecimento de subsistência e de entreajuda.
Mas isso parece-me impossível porque a um tipo de economia corresponde um tipo de sociedade e a outro tipo de economia (a actual) corresponde um tipo de sociedade totalmente diferente.
Aliás, os desafios que hoje se põem são os de sermos capazes de encontrar as soluções que mais nos interessam adaptadas ao tempo actual para podermos manter ainda uma certa identidade própria.
Qual seria essa saída? Não vejo outra que não seja a associação livre de agricultores (ou sociedades de agricultores), para poderem ter a força necessária ao confronto com os grandes proprietários.
Mas como a sociedade é constituída por gente predominantemente idosa, parada no tempo e nas soluções, parece que o que irá surgir de futuro é o aparecimento de grandes e médias propriedades pertencentes a escasso número de pessoas. A exploração da terra passará a ser cada vez mais mecanizada, em tudo semelhante à industrial.
A desertificação parece que irá continuar até porque havendo uma racionalização dos lugares camarários, o emprego irá diminuir.
A não ser que os jovens sejam capazes de criar empresas em sectores como o turismo, o montanhismo, os desportos náuticos, a cultura, o desporto em geral.
Por isso é que não posso condenar iniciativas como a do embelezamento e construção de infra-estruturas em lugares como o tão polémico “Pinoc(r)o”. Se projectos como este não vierem a resultar, o que nos resta?
Partir do nada é extremamente difícil, mas há que acreditar na nossa capacidade de chamamento de pessoas.
Por outro lado, remodelações impõem-se em vários domínios: educacional, administrativo, religioso, etc, em quase todos os sectores da vida concelhia.
É preciso enfrentar esses problemas, ter imaginação e avançar optimisticamente com as soluções encontradas. Desde que não se pretenda transformar isso em regresso ao passado – o que é de todo impossível.
Gente penso que há. O que é preciso é largueza de vistas, inovação, atrevimento.
E isso, tem de ser feito sobretudo com gente nova, pelo menos de espírito!
João Lopes de Matos
Multas...
Mais recentemente (dependendo do tempo de leitura, este texto poderá estar desactualizado no número de infracções) fui novamente noticiado de uma nova infracção do género (a quarta!) ocorrida numa passadeira sita rua Jerónimo Barbosa. A circunstância obrigou-me a dirigir-me à referida artéria para saber a localização exacta da travessia de peões. Junto do local, e depois de muito matutar, fiquei com a firme convicção de nunca ali ter estacionado. Só que desde a presumível infracção (2 de Junho) até à notificação (7 de Julho) decorreu mais de um mês. Como posso eu, passado este tempo, produzir qualquer contraditório?
O que se seguirá? Espero o pior. Já pensei não circular com a minha viatura nas ruas da vila ou contratar um motorista para o fazer (ficar-me-ia mais barato!), pois eu com registo de 0 (zero) multas na minha terra em mais de 25 anos passados da obtenção da permissão de conduzir, de há uns tempos a esta parte, passei de um condutor exemplar a um perigoso prevaricador e até com o risco de me tornar um mau chefe de família, pois tudo o que ganho vai ter de ser canalizado para o pagamento de coimas de trânsito.
Não quero crer que se trate de qualquer perseguição, por isso faço este texto com toda a frontalidade, e sem querer retirar deduções precipitadas de causa/efeito, relato apenas alguns factos e deixo aos leitores as conclusões. Primeiro o sentimento generalizado de um profundo mal-estar dos meus concidadãos perante um crescimento exagerado de notificações de infracções do Código da Estrada sem que seja acompanhada por uma devida postura pedagógica. Segundo nos referiram sob anonimato, as cartas registadas chegam a ser de uma centena por dia numa vila de cerca de dois a três milhares de habitantes. Não me parece de todo correcto que para melhorar procedimentos dos utentes da via pública e prevenir abusos se utilize apenas “o pau”. Por outro lado, tenho opinado sobre uma ou outra situação que me parecem injustas no blogue, bem como não me escuso também, neste espaço, aplaudir situações que atribuo de meritórias. Seria preciso fazer algo perante algumas situações caóticas de estacionamento. Curioso será de referir que no dia anterior aos factos referidos que redundaram nas infracções que fui notificado, publiquei no referido blogue uma fotografia, que me foi facultada, em que, presumivelmente, um veículo da G.N.R. violava as regras de estacionamento numa das artérias da vila. Meras coincidências!?
Durante anos, nesta vila de interior viveu-se num clima de sã convivência com as autoridades locais e penso que sem permissividade. As gerações mudam e as exigências também, porém na avaliação que faço, parece-me haver algum “excesso de zelo” dos agentes, injustiça na aplicação das multas e alguma arbitrariedade perante os simples cidadãos. Às práticas puramente repressivas, e quiçá legítimas, outras se devem juntar para uma correcta harmonia nos relacionamentos das comunidades onde vivemos de modo a prevenir incompreensões e mal-entendidos.
E esta!?
Aquele que prometia ficar associado à inauguração de um conjunto de importantes obras para o concelho, vai, afinal, ser um feriado municipal igual a tantos outros. Com a possibilidade de Portugal passar à final do mundial, o primeiro-ministro adiou a sua vinda a Chaves e as inaugurações foram suspensas. A Câmara, que já tinha tudo preparado, aguarda, agora, a marcação de uma nova data.
Milho aos Pombos
Fiquei a saber pela televisão que é proibido deitar milho aos pombos. Não sei se a razão se prende com a ideia de não criar grandes expectativas de vida aos pombos, se é pelo facto de ser necessário poupar no milho.
Importa deixar uma pista para que se entenda este teor e onde eu quero chegar.
Acontece que, entre amigos, uso metaforicamente a expressão “ deitar milho aos pombos” quando ouço certas promessas dos nossos políticos.
Na época alta, que é aquela em que nos encontramos, os jornais da região abrem-se para as grandes entrevistas dos nossos autarcas, em que estes nos apontam para o futuro próximo, os grandes eventos e realizações.
Desta vez o Nosso Presidente retirou do Baú propostas e promessas que, porque tão repetidas, já parecem de “difícil digestão para Pombos” que, como sabemos até têm um bom aparelho digestivo.
Promete-se pois novamente um “Grande Hotel”. Mesmo se fosse prometido um pequeno seria para nós o maior, visto que só poderia ser comparado com os muitos projectos até aqui imaginados para esse fim, no nosso concelho.
É curiosos recordar que um dos vários projectos de hotéis que conheci para Carrazeda, foi projectado precisamente para ser implantado num local, que sempre considerei deslumbrante e, onde hoje se encontra instalado o acampamento cigano.
Desta vez contudo fico curioso. È que desde que tenho visto realizar obras que julguei inviáveis, por desnecessárias, pode bem ser que desta, se concretize alguma que julgue ser impossível, por considerar necessária.
Se, se constituir a Empresa Municipal prometida para este fim, esta há-de saber encontrar “no sítio do costume”as verbas indicadas para tal empreendimento. Depois só faltará encontrar a Empresa Espanhola para aceitar gerir, “ com qualidade” o empreendimento.
Com tudo dito se poderá inferir que, o Nosso Presidente deve discordar da proibição de se deitar milho aos pombos.
Ninguém dá o que não tem...
1. Novos instrumentos, novas atenções. Novos mundos de comunicação, novas virtudes mas com outros tantos perigos. Como em tudo, não há bela sem senão!
O mundo fascinante das novas tecnologias da comunicação, algo de muito estranho para a grande parte dos pais portugueses, apresenta-se hoje tanto como algo de irreversível nas suas mil possibilidades que encurtam todas as distâncias, como, também, algo que reclama a urgência, sempre premente, do saber estar lendo os sinais.
A quem pensa que por elas vem o mal ao mundo, será preciso dizer claramente que as novas tecnologias com a Internet torna-nos mais próximos do mundo, uns dos outros; que estas novas formas de comunicar vêm simplificar processos, sendo também facilitador e motor de desenvolvimento.
AOS QUE, POR OUTRO LADO, PENSARÃO QUE AS TECNOLOGIAS SÃO AGORA A PALAVRA MÁGICA E SOLUÇÃO DE TUDO, IMPORTA RESFRIAR O ÂNIMO, RETEMPERAR O EQUILÍBRIO, POIS AS COMUNICAÇÕES GLOBAIS NÃO SALVAM NINGUÉM, TAMBÉM PODEM AGARRAR “VÍRUS”, NEM SÃO A SOLUÇÃO “ENTER” PARA AS GRANDES QUESTÕES QUER DO SENTIDO DA VIDA PESSOAL QUER DA PRÓPRIA HUMANIDADE.
Como tudo quanto é instrumento, fruto de magnífica ciência e investigação humana, a Internet será hoje a mais fascinante ferramenta básica de acessibilidades, utilidades, conhecimento, partilha científica, proximidade com o mundo. Mas ainda que hoje muito importante (só isso mesmo), é relativa, trata-se de um “acessório” ao longo do caminho da nossa vida. Valor absoluto há só um, a VIDA, como espelho na criatividade e pensamento da consciência humana do próprio Ser Absoluto Superior. Na gestão da fronteira do saudável terá, por isso, de estar bem presente a noção do pensar “o que é o essencial?” e da própria responsabilidade humana, pois só por esta haverá futuro. Todos os excessos trarão malefícios à própria vida…
2. Hoje, nos nossos dias em Portugal, são muitos os conhecimentos travados pela Internet, para o bem e para o mal. São muitas as crianças e adolescentes que “navegam na Net” toda a noite, que marcam encontros com estranhos, que saem e mesmo fogem de casa com a nova pessoa (sabe-se lá quem!) conhecida pela Internet.
Diante deste mundo novo de tecnologias que deslumbra os novos fazendo desconfiar os mais velhos, como gerir, como lidar, como educar, como transmitir princípios de vida (que são sempre vistos como “imposição moral”, quando comparados com a total liberdade da net)? Que fazer de significativo, tanto mais que a vertigem é tão forte e as maravilhosas tecnologias são hoje – é um facto objectivo - um dos principais entraves nas linguagens do diálogo de gerações?
Os problemas são tanto mais graves, e são questões sociais do bem comum de todos nós, quando, diante de uma (certa) desagregação da ordem familiar e da falta de tempo de todos em conversar, o adolescente, no silêncio, vai… (como referia uma reportagem alarmante de há dias) a ponto de acreditar em tudo o que lhe dizem do “outro lado”, dá as indicações da morada, abre a casa a estranhos, dá as jóias dos pais, foge com o amor virtual encontrado à pressão... (e tudo enquanto os pais estão a trabalhar ou a dormir).
3. Claro, tudo isto que escrevo não quer significar “receio”, mas também não se tenha “ilusão”! Se há área onde a capacidade receptiva e curiosidade do adolescente absorver toda a informação (de bom e de mau) será nesta nova dimensão comunicacional em que, por vezes, o “lixo” é transformado em “tesouro”.
Mas, mais que tudo, como sabemos, este novo mundo suscita redobradas atenções para que não sejamos surpreendidos com os novos códigos de linguagens, de caminhos, de silêncios, de tácticas e fugas. É por isso que nestes tempos que correm, conseguir parar algumas horas para ajudar a ver TV, a ler jornais, a “navegar” na Net, a contactar com o mundo, poderá ser um contributo absolutamente precioso no processo da confiança entre pais e filhos e de maturidade humana e mesmo na prevenção em relação ao mundo que (infelizmente) não é o país das maravilhas.
Não que signifique “fórmula ética”, mas a frase da sabedoria popular “ninguém dá o que não tem” ajuda-nos a perceber que para conseguir dar sentido e horizonte de felicidade e paz às vidas (dos vindouros) em construção temos de “SER” sempre mais. Há tempo e lugar para isto hoje?... Afinal, está em causa o essencial.
Novos tempos, novos rumos, novos desenvolvimentos.
Dartaga
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Posted by dartaga to pensar ansiães at 7/04/2006 04:58:05 PM
Depois do sonho...
Erro informático
Na sexta-feira da semana passada, a família de um conhecido taxista de Macedo de Cavaleiros foi confrontada com uma insólita situação: Recebeu uma carta assinada pelo vogal executivo do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Nordeste, Fernando Alves, a apresentar, “em nome do Hospital Distrital de Macedo de Cavaleiros”, condolências pela perda do seu “ente querido” (o taxista). Só que essa “hora de dor” que a missiva referia, felizmente para a família (e sobretudo para o taxista), ainda não chegou. José Fernandes, mais conhecido por Procópio, está vivo e de boa saúde.
No semanário transmontano
Bons exemplos
a ler no Espigueiro
Sabemos que o chamado selo do carro pode ser pago pela Internet.
Sabemos que este procedimento como outros do género pode simplificar a vida dos cidadãos e agilizar a máquina burocrática.
Sabemos que as boas práticas devem ser incentivadas.
Sabemos que muitos não têm acesso e/ou não sabem utilizar as novas tecnologias.
Pergunta-se, que foi feito por aqui para ajudar e motivar os cidadãos na utilização das novas tecnologias?
Dos jornais
"A Câmara de Carrazeda de Ansiães e o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR (SEPNA) estão a sensibilizar a população para os cuidados a ter em época de incêndios e para as penalizações aplicadas a quem infringir a lei. Já decorreu uma sessão na sede do concelho e haverá mais nas maiores freguesias, de modo a que a mensagem chegue ao maior número de pessoas.
O concelho de Carrazeda é um dos que apresentam maior risco de incêndio, no distrito de Bragança, no entanto, é \"difícil\" passar a mensagem. \"O envelhecimento da população\" é, segundo o vereador António Augusto, a principal causa.
Aliás, a eficácia das sessões de esclarecimento está a levantar dúvidas aos presidentes de junta. \"Costumam ser pouco participadas e por isso nada adiantam\", sustenta o presidente da Junta de Castanheiro do Norte, Sérgio de Castro.
O autarca entende que a melhor forma de prevenir seria \"auxiliar financeiramente o lavrador para limpar as suas matas\". Na sua opinião, os meios aéreos, embora necessários, não são eficazes em muitos incêndios. \"Se dessem parte do que se gasta com a aviação ao agricultor, depois de este limpar as suas matas, teríamos uma melhor prevenção\", completa o presidente de Junta."
NO JN






































