DN
29 junho 2006
Fábula ou talvez não ...
Tua...
...ou o que a barragem tudo vai levar!
fotos enviadas por M. J. A.
Todo o País vai dar ao interior!
Apesar de tudo e por estranho que pareça, se nós próprios não somos capazes de “amar” e “agarrar” com alma este lindo país de sol, com gerações novas a quem importa passar um testemunho novo, corresponsável, com valor e na base dos valores fundamentais, o certo é que está garantido que há mesmo que goste das nossas terras.
É certo que “casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão!” Se calhar em termos estratégicos para com o interior de Portugal estamos um pouco assim. E não chega umas apostas esporádicas e publicitadas; “chega”, sim, do degladiar entre governos e oposições quanto a matérias vitais de sobrevivência! Quanto mais combatem mergulhados nos pormenores de algumas vírgulas em Lisboa, mais brilha a ineficácia da gestão do bem comum e menos os portugueses vislumbram um horizonte que os mova, ainda que com sacrifícios. Será preciso um forte e alargado pacto de regime reformista para repovoar o interior do nosso país. Uma total mudança de mentalidades.
Hoje a realidade é bem dura. Somos muitos os teóricos a proclamar a “ida” para o interior, a urgência de mais acessos para mais indústria, instituições públicas, de famílias e novas gerações a re-habitar gerando vidas, futuro, esperança; mas somos poucos a seguir o que dizemos, apaixona-nos bem mais o litoral, o desenvolvimento em actividade e não o desenvolvimento a edificar, em geral gostamos mais do mar que da serra. Assim tem sido nestas últimas décadas, até ao ponto presente a que chegámos.
Que soluções, que caminhos de renovação? Ou resignamo-nos e “fechamo-nos” diante dos factos. Seria bem interessante que num instante, num ano, a população influente de Lisboa ou do litoral desenvolvido fosse “acampar” para o interior. Que sensações!... Certamente que as medidas, os equilíbrios e as decisões, com a realidade bem presente e sofrida na pele, seriam bem mais realistas e impulsionadoras para todos. Falta-nos, tantas vezes e em tantos lados, a visão completa da realidade mais profunda; sim, daquela realidade crua sem “chavões” que não vem nos jornais e que existe dois anos antes de qualquer eleição ou da longe visita de qualquer autoridade importante.
Escondemos a realidade procurando iludi-la!...
Certamente que em todos os níveis faz-se aquilo que se considera que é o melhor para todos; um “melhor” no presente para o futuro. É um caminho que sempre custa, só que normalmente custa aos mesmos. Tal não pode (mais) acontecer. Há um fenómeno no nosso país recordista das desigualdades sociais: estas crescem desmesuradamente. E tantas vezes parece que as medidas (que sempre se esperam renovadoras no equilíbrio) ferem grandemente os já feridos e desesperados da vida. O mesmo acontece com as regiões de Portugal, as mais pobres mais podres e abandonadas serão, até ao abandono geral; os estudos estatísticos aí estão, e daqui a trinta anos, pelo andar da carruagem, “seremos” um interior sem gente que ainda “caímos todos ao mar”! Claro que tal não acontecerá! Porque o interior (afinal) também é Portugal, porque as medidas do futuro próximo, de forma globalmente consensual, serão de dar fortíssimos apoios humanos, sociais, fiscais, industriais, turísticos,… ao investimento no interior!
“Todo o País vai dar ao interior!” Talvez seja este um bom slogan, mas não morto, bem vivo, onde os próprios filhos da nação nasçam com toda a alegria, segurança e esperança em terras de Luís de Camões! Assim seja, pois com “romendos” não se vai lá. “A ver vamos, como” dizemos nós…
Dartaga
Repete-se Brecht,
Nossos inimigos dizem; “a luta terminou”.
Mas nós dizemos; “ela começou”.
Nossos inimigos dizem; “ a verdade está liquidada”.
Mas nós dizemos; “ nós ainda a conhecemos”.
Nossos inimigos dizem:”Mesmo que ainda se conheça a verdade, ela não pode mais ser divulgada”.
Mas nós a divulgamos.
Bertolt Brecht
(cortesia de Hélder Carvalho)
27 junho 2006
Contra a corrente nacional-(cançonetista):Manuel Alegre e Manuel António Pina
A pátria do adepto é o seu clube.
Manuel António Pina
Para Manuel Alegre, Scolari é tão-só um ‹‹génio do marqueting››, que conseguiu uma grande mobilização popular à volta da selecção. Respondendo ao Jornal de Letras: ‹‹Claro que os jogos se ganham dentro do campo, mas esse envolvimento, n1 época de crise e descrença, em que faltam causas, torna a selecção uma espécie de factor de re-identificação. Se calhar há uma certo exagero nas bandeiras, nos cachecóis, em toda essa liturgia, mas a verdade é que funciona, sobretudo na emigração.›› E faz notar que muitos dos emigrantes de 2ª e 3ª geração reencontraram as suas raízes, _ orgulho de ser português, através do futebol... Sobrepondo a selecção à clubite. E
é isso que enerva Manuel António Pina, que não alinha na selecção. Interrompida a Liga de Clubes, o Mundial faz uma espécie de sucedâneo: «Como não há heroína, mete-se metadona para a veia››, ironizou ao JL. Nesta altura do Mundial e da selecção, o futebol é invadido por uma série de intrusos, que são os não-adeptos, pessoas que não ligam nada ao futebol e que agora põem a bandeira à janela e apoiam a selecção. Esses adeptos de ocasião são uma ‹‹espécie de condutores de domingo, a gritarem Portugal, Portugal. A minha relação com o futebol é uma coisa íntima e forte de mais para colaborar em partouzes [como eram chamadas as orgias a seguir ao Maio de 68]», já que gosta de assistir aos desafios na solidão do sofá. Para sublinhar no seu entendimento, invoca o filme de Jean-Luc Godard, Pierrot le fou, numa cena em que Jean-Paul Belmondo interpela o cineasta Samuel Fuller, perguntando-lhe o que é o cinema. ‹‹Emotion››, diz Fuller. E Pina, subscreve, pensando no futebol: ‹‹Também a bola é emoção, representando a vida, porque tem a humilhação e a glória, o medo e a esperança, a alegria e a frustração, a euforia e a desgraça, a justiça e a injustiça, a necessidade e o acaso.››. E
sobre as coreografias… Manuel António Pina diz:
- Qual bailado? O futebol é _ _ _ luta de vida ou de morte. Assim,
UNIÃO NACIONAL
não espanta que o povo se passe uma esponja ao que deveria ser fundamental no Desporto – o fair-play e elejam como protagonistas tipos bárbaros que batam no árbitro, rodeiem os adversários, dêem cabeçadas ou cuspam para o ar, verdadeiros campeões do sururu… Como foi o caso do jogo de full-contact entre os holandeses e os portugueses. Que de exemplos para os nossos jovens seguirem! Embora, claro
se possa, ao menos, apontar um positivo: o nosso Beckenbauer, Ricardo Carvalho, em sua gentlemania… Que raramente se serve de tocar o Outro.
Porque não sou religioso fanático nem uso drogas, como diria Frank Zappa, não me apresento como nacionalista mas como simples patriota, com um projecto crítico-construtivo (ou
- Qual é o prémio de jogo?, e que hotel de luxo, em Fátima a pé?.
Por tudo isto, prefiro os paralímpicos, esses sim, os meus heróis, portando a sua bandeira ao coração, uma vez me darem exemplos de vida – transcendendo-se… Mesmo ao azar da sorte.
vitorino almeida ventura
Fábula ou talvez não
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada?
Contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.
De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.
A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a Unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório,em vários volumes que concluía : "Há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Tenho a certeza que estás pensando como eu:
- Onde raio é que eu já vi este filme?"...
recebida por mail
26 junho 2006
24 junho 2006
Mentiras Piedosas
Desta vez proponho-me dedicar estas mentiras aos bloguistas que aqui se afadigam na encantadora tarefa de nos divertir. Naturalmente que estes não são aqueles que aqui se dedicam a “pensar Ansiães” mas não deixam de ser igualmente bem vindos.
Mentiras Piedosas do final de Junho
- Não resisto a transcrever uma quadra de S. João lida nos festejos desta festa tão popular no meu bairro:
Olá meu rico santinho
Meu Santo de Portugal
Dá ao meu pior inimigo
Um ataque de hemorroidal*
* ( in Ini. Público de 16 de Junho de 2006- N. Marke)
- Com o aproximar das Festas do Concelho, aqui se sugerem também algumas propostas a integrar na programação: - Encontro de Motards; Concurso de Misses; Concurso de Andores; Corrida de Jericos; Tômbola de Artigos Chineses.
- Com a “rentre da saison” de festas informa-se que já é conhecido o programa e as contratações dos artistas das festas de inauguração do “Parque de Merendas”, em Julho. Há quem diga que ainda sobra no orçamento algum dinheiro para apoiar outras contratações.
Para completar o programa apenas falta decidir onde vai ser a bênção das instalações.
- Feita a inventariação concluiu-se que é às segundas-feiras que se vendem mais “Sais de fruto” no Bar dos serviços municipais.
- Este ano venderam-se menos gaiolas para grilos na “feira dos vinte”de Junho. Ainda está por se avaliar tal prejuízo.
-Já pingam as sardinhas. Esta é uma informação recolhida na semana dos quinze junto do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Pombal de Ansiães.
- “Coçar as micoses”, é a tarefa entretanto adestrada aos funcionários da Futura Piscina Municipal, enquanto se aguarda a inauguração da infra-estrutura desportiva.
- Regista-se uma boa acção do nosso Presidente. Trata-se da decisão de disponibilizar, nas horas vagas, os seus - Mercedes oficial e chauffer, para fazer fretes aos pobres do concelho que não tenham meios para se deslocar ao médico.
- Votação dos entendidos nomeia como o acontecimento cultural da época que finda, no concelho, a exposição/ concurso de Espantalhos de Cerejeiras, relegando para segundo lugar a actividade cultural do “ Encontro de carrazedenses” em Lisboa. Regista-se o regozijo da divisão cultural da C.M., digníssima organizadora destes eventos.
- O próximo seminário no Centro de Apoio Rural, terá como tema “ A importância dos “jobs for the boys”, na manutenção do Status Quo do sistema”. A palestrante é pessoa entendida com obra publicada e experiência adquirida ao serviço da autarquia.
- Numa terra de poetas, já eram horas. Vai ser finalmente promovido, no nosso concelho, pelo Centro de Desemprego, um “Curso Profissional de Declamadores”.
Hélder Carvalho
Indiferença
A indiferença
Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
Bertolt Brecht
Pensar dos leitores: Ter o poder, não é sempre ter o saber...
Sempre me mereceram atenção e, por vezes, me preocuparam bastante, os problemas do ensino e da escola. Todos sabemos que são problemas que mexem com a vida das pessoas no seu presente e futuro, e que têm sempre repercussão na sociedade, na vida que se vive e no que dela se espera. Quando a escola não funciona e o ensino não tem projecto, tudo nas pessoas vai empobrecendo e perdendo o seu sentido.
Vi com entusiasmo a democratização do ensino e as escolas mais perto das pessoas; vi com alegria muita gente humilde a fazer cursos superiores e a ocupar lugares cimeiros em instituições sociais; pareceu-me ver que o interesse pela cultura já ia, em alguns, para além do emprego futuro, sempre justificado, como é óbvio, e estava ganhando lugar em mais gente do que a privilegiada de outras eras e classes sociais.
Ao longo de meses, a preocupação inicial pelo ensino e pela escola foi redobrando. Desde há tempos, já podemos falar de anos, me vai parecendo, no entanto, que, em campo de tanta responsabilidade, mais dominam a superficialidade, a perturbação e o pessimismo, do que a preocupação de construir com objectividade, realismo e esperança e em colaboração clara. As últimas medidas do Ministério, se aparecem com algum realismo em aspectos diversos do diagnóstico dos problemas emergentes, aparecem, também e muitas vezes, desadequadas e provocando lutas evitáveis, que prejudicam o entendimento e a cooperação, ante os problemas que se torna urgente enfrentar.
Nunca será medida acertada levantar muros e provocar suspeitas e divisões entre pais e professores. Nem entregar os problemas mais graves e salientes, bem como as suas soluções, apenas a técnicos jovens, com conhecimentos estreitos em relação ao passado, e horizontes que parecem não ter nem balizas, nem regras, em relação ao futuro. Não creio que se resolva o problema da matemática com dois professores por turma, nem o do português, clamando que os alunos não raciocinam e que é preciso fazê-los raciocinar… Como não me parece ver os alunos do básico todos bem comportados e aliviados por não terem trabalhos de casa, ou bem preparados para a vida porque aprendem no jardim-de-infância a mexer no computador ou a falar inglês, com uma ajuda de um professor importado de uma qualquer escola de línguas, pondo de lado tantos de igual saber, com horário zero nas escolas do Estado.
Tudo isto me parece não passar de mezinhas baratas de quem não vai ao fundo das questões, vive à margem da vida real e não tem a visão larga e liberta de querer mesmo proporcionar uma educação com os valores, indispensáveis a uma vida séria e honesta.
Um dia, o meu professor de matemática, homem sábio das coisas da vida, perante a minha interrogação de que servia a matemática para quem queria apenas ser um simples cidadão desta sociedade, respondeu-me assim: “A matemática, meu rapaz, serve para lubrificar a inteligência.” Nunca mais o esqueci, porque a vida me tem mostrado que a nossa gente nova está hoje mais influenciada pelo que anestesia a inteligência e dispensa de raciocinar.
Daí a dificuldade da matemática e do português, o considerar-se dispensável a filosofia e fazer da história contrapeso cultural, que ocupa uma menosprezada faculdade, a memória…
As coisas por onde passa a vida não são tão fáceis como se pode pensar, mas parece que se pensa cada vez menos, nas coisas que fazem parte da vida.
Creio que não vamos a parte nenhuma, neste como noutros campos, se não se desfaz o fosso que separa as cúpulas das bases, e se não aproveita o saber de muita gente que não aprendeu apenas nos livros. Ter o poder, não é sempre ter o saber, em exclusivo.
Um abraço, bom fim de semana,
Dartaga
Enfim... a explicação!
O início da requalificação das Termas de S. Lourenço, no concelho de Carrazeda de Ansiães, estava prevista para este ano, mas depende, agora, da definição da quota da barragem que vai nascer no rio Tua.Segundo o presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães (CMCA), Eugénio Castro, o projecto inicial vai ter que ser rectificado, uma vez que parte da zona envolvente às caldas poderá ficar submersa.“O processo de requalificação ia começar pela construção do balneário termal, mas o anúncio da barragem levou à suspensão dos trabalhos. Não vamos fazer investimentos para ficarem submersos”, acrescentou o edil.
Mais aqui
Estamos esclarecidos!
Os críticos dirão: "tem de haver sempre uma desculpa..."
Terão razão?
23 junho 2006
Terra Flor - Feira em Vila Flor
“DEVER DE CONSCIÊNCIA” (reeditado)




Foi uma opção pessoal, responsável e ponderada. Deixei de ser cidadão do mundo, para adquirir a cidadania em Carrazeda de Ansiães, a minha vida de nómada acabou.
Por isso é que como cidadão responsável no meio onde estou integrado, há factos que não me deixam indiferente e por tanto os tenho denunciado, quer aqui neste espaço, como pessoalmente em muitos eventos, onde estou presente.
Não me movem quaisquer outros interesses a não ser o bem público e a maneira prática de ver e pensar as coisas. Mas se de boas intenções está o diabo cheio, os exemplos aqui vos deixo:
- O não funcionamento do Relógio da Torre, do Edifício dos Paços do Concelho, foi-me explicado que se deve unicamente à falta de técnicos competentes para o efeito, apesar de se terem feito três tentativas. O assunto será resolvido com a introdução de uma nova máquina a funcionar com o mesmo mostrador, é aceitável, depois da partilha deste esclarecimento estou mais aliviado.Um Domingo à tarde, após as notícias alarmantes de que o mau tempo, ( trovoada seguida da queda de granizo) tinha dado grandes prejuízos aos agricultores da freguesia de Pombal de Ansiães, e mesmo assim, felizmente só numa determinada Zona, fui ver. O que vi, deixou-me triste e preocupado, solidário com aqueles que fazem do amanho da terra o seu modo de vida e é dela que tiram o sustento para a família. Vem o Governo e acusa os que não têm seguro de colheitas, mas a Casa do Douro, que noutro tempo fazia esse Seguro para todos os Vitivinicultores, deixou de o fazer e como são Seguros caros, e jogar no totoloto ou efectuar um Seguro é quase a mesma coisa, o Governo tem a obrigação de defender os Agricultores junto das Seguradoras que visam somente a obtenção de enormes lucros.
- O não funcionamento do painel luminoso, da publicidade aos actos da responsabilidade do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal, não posso explicá-lo, uma vez que não falei com alguém responsável sobre tal assunto e não cedo à tentação de especular em vão.
Abalado com o que presenciei, tive a luminosa ideia de sugerir uma visita às termas de São Lourenço. Se abalado ìa... aterrorizado fiquei. As palavras secaram-se na revolta, do que meus olhos presenciaram e nem a beleza e a força daquele Rio Selvagem, que ainda corre livre em direcção à foz no Tua, continham a emoção de me sentir impotente, perante tal espectáculo. Valeu-me a objectiva da minha amiga e companheira máquina digital, para testemunhar a verdade, pois uma “fotografia, vale por mil palavras.”
Sou adepto por convicção que o Termalismo faz bem à nossa saúde. Felizmente no país, há médicos com especialidades nessa área e testemunhei numas Termas, a eficácia dos métodos usados, acredito que o problema não é exclusivamente psicológico, pois havia doentes de várias profissões e com experiência vasta naquele tipo de tratamento. Quero com isto dizer que é reconhecido que no Distrito de Bragança, não existe oficialmente outra “água” com as características da água do São Lourenço, que foi analisada e tem propriedades que são benéficas para a nossa saúde, foram feitas diligências, estudos e muito dinheiro se gastou para obter a licença necessária à exploração dessas águas pelos estabelecimentos termais. Como funcionam esses estabelecimentos?! Com instalações próprias, modernas, higiénicas, com assistência de médicos, que aconselham o tempo de permanência na água, a temperatura, e em alguns casos o uso de aparelhos próprios, para complementar o tratamento.
Se, após isto, - mesmo com a ameaça de uma futura Barragem da EDP, sobre o Ria Tua, na qual já se fala há mais de 20 anos – não há dinheiro público que resista, ao Projecto que foi encomendado para ali – é do domínio público- e a obra ou obras, pecam pelo exagero.... Por favor, abram à iniciativa privada, aos habitantes da freguesia em primeiro lugar, esclarecendo-os das vantagens de aproveitarem o trabalho realizado, pelos arquitectos e engenheiros, e seguir em frente com a construção. De consciência limpa e tranquila, como quem passa a bola para o campo do adversário, havia se houvesse necessidade de chamar outros investidores empresários privados, que tivessem interesse em efectuar obra, para que ninguém pudesse atirar a primeira pedra e substituir estas imagens que reproduzimos por outras mais atractivas, para bem do concelho e de todos nós.
Ficou dito, mas ainda deixo aqui esta pergunta. Se, o cidadão anónimo for à Câmara Municipal e consultar o Projecto do São Lourenço e na hipótese de que naquele local iria ser construído um “HOTEL” e diga aos responsáveis. Eu quero construir esse Hotel, ou quero fazer esta casa aqui prevista, que hipóteses e em que condições o posso fazer?! Será que lhe facilitam a vida?!....
Longo vai este desabafo, mas impõe-se pela sua condição de uma tomada de consciência de um colaborador neste Blogue, que não tem necessidade de se esconder no anonimato para expor as suas ideias, nem ceder a pressões exteriores para dizer isto ou aquilo, neste ou naquele momento, mesmo em convívios sociais, onde conta o prazer de estar, partilhar e dar sem tentar obter contrapartida.
Foi em 18 do corrente mês que esta viagem se efectuou e nem no Santo Bar, as pessoas conseguem apagar o fogo que sentem na alma. Bar Santo se devia chamar, se os crentes fossem muitos, muitos para bem do proprietário, que estas imagens consigam transmitir a revolta e a intranquilidade da vossa consciência, é o que sinceramente vos deseja este amigo.
Manuel Barreiras Pinto
22 junho 2006
Alguém me responda...
Quem tiver respostas...
À atenção de quem interessar
Segundo a vice-presidente da Câmara, há jovens e crianças que "tem escondidas muitas potencialidades e que não terão tido oportunidade para explaná-las".
Nas aulas,diz, os alunos estão aparentemente mais inibidos e , agora, ganham, uma oportunidade de mostrarem o que valem.
Toda a notícia aqui.
Objectivos errados
Para ler e reflectir!
(...)
o sistema educativo tem essencialmente gravitado em torno do aluno
(...)
Os dois principais problemas da escola portuguesa são a falta de exigência e a falta de autoridade. A falta de exigência lê-se directamente nos resultados dos alunos e nas estatísticas internacionais.
(...)
Curiosamente, estes dois itens - exigência e autoridade, (...) apontam mais para uma escola centrada na figura do professor do que na figura do aluno.
Tudo está, portanto, em ver alunos, pais e professores como actores aos quais cabe, entre direitos vários, a realização de uma função social de primeiro relevo. Com o actual discurso, desapareceu o desígnio funcional e todos os dias esmorece o prestígio dos professores, agora desautorizados pela ministra.
Paulorangel no PÚBLICO
O óbvio
(...)
O relatório, que contou com a aprovação de PS, PSD e PCP, pede ainda a concretização do plano de desenvolvimento turístico do Vale do Douro e a conclusão, em tempo útil, das infra-estruturas, nomeadamente rodoviárias, que garantam a viabilidade dos investimentos públicos e privados em curso.
(...)
Se aos trabalhos das comissões resultarem no tradicional, mais uma vez vamos esperar sentados...
21 junho 2006
Câmaras têm de fixar objectivos para os funcionários até ao fim do mês
20 junho 2006
Mentiras piedosas de Junho
- Feitos os testes conclui que é pelo fim da tarde, pós merenda, que se torna menos penoso proceder á leitura desta rubrica.
- Também por iniciativa deste Blog foi decidido proceder-se a um abaixo-assinado destinado a incentivar os Deputados da Nação eleitos no nosso círculo eleitoral a proporem á votação um projecto de lei que determine o “Dia Nacional dos Frangos e Galinhas”. Que não seja por falta de ideias generosas que os nossos deputados não participem no apoio ao desenvolvimento do nosso país.
- Louva-se daqui a iniciativa que a EB 2/3 vai tomar de mandar editar o Livro de Apontamentos da Professora de Física, considerado um belo documento arqueológico e imprescindível para a melhor preparação dos estudantes. Apenas se espera a continuidade desta colocação, na Escola.
-Ao que parece os nossos responsáveis, antes de iniciarem reuniões de câmara, começam por fazer exercícios de aquecimento da voz. A ideia é conseguirem, sem tanto esforço de garganta, manter a voz “firme e hirta” como modo de melhor imporem as suas decisões. Não deverá pois ser por falta de garganta que as decisões se não aprovem, faltando depois só, que se concretizem as boas.
- É cada vez mais barato “gozar o Zé-povinho”. Desta vez ficou por 5 Euros. Foi este o valor cobrado de inscrição aos que quiseram ir a Lisboa, ao encontro de carrazedenses, a troco de reembolso, que nunca mais viram.
- A equipa de futebol Fontelonga / Besteiros escolheu o Principado de Andorra para fazer o seu pré estágio de Futebol. Consta que já chegaram felizes e contentes com os seus novos relógios Rolex e óculos Ray-Ban.
- Contas feitos, ficou provado que foram gastas mais verbas na compra de livros para a biblioteca do que na compra de papel higiénico. Assim se garantirá que nunca faltará papel.
- A próxima exposição será realizada nas instalações mais recentes do Agrupamento de Escuteiros. Trata-se da exposição de projectos de arquitectura dos edifícios lá construídos. Acredita-se que pela qualidade estética dos projectos, esta exposição será o acontecimento cultural do ano.
Hélder Carvalho
Educação que futuro?
Em Espanha, a propósito da alteração da Lei da Educação, os professores denunciaram os quatro mitos que consideram responsáveis pelo fracasso do sistema:
- O mito de aprender fazendo; o mito da igualdade; o mito do professor amigo; o mito da educação sem memória.
Declararam-se também, maioritariamente, simplesmente fartos:
- Da falta de esforço; da falta de autoridade na aula; do excesso de especialização; da integração sem meios; da deterioração do ensino público.
Interrogo-me se, em Portugal, os professores (não só os "pedagogos", não os teóricos, não os sindicatos) não dariam do sistema português, dos seus mitos e ameaças, uma imagem aproximada.
Fiz toda a minha aprendizagem em escolas públicas. Descontando o muito que aprendi em minha casa, é-me hoje possível confirmar sem sombra de dúvida, o quê e o quanto me foi ensinado nessas salas de aula.
A escola do Estado Novo veio a ser acusada de mil e um defeitos, descrita como soturna e repressiva. Porém a minha geração, oriunda das mais diversas classes sócio-económicas, aprendeu. E guarda desse tempo uma memória mais banhada em ternura e nostalgia que marcada pela frustração ou revolta.
É certo que eram ainda muitos os que não chegavam lá. E se "chegarem todos lá" se tornou justamente um objectivo, a questão que se coloca é a factura a pagar por uma massificação sem qualidade e com os fracos resultados que conhecemos.
Nos últimos 30 anos, a educação tem sido campo de experiências sucessivas, com leis e meias reformas, tornando cada geração uma grande cobaia, na qual se testam teorias e teimosias. Simultaneamente caíram intramuros escolares novos e agudos problemas sociais que deviam ter resposta a montante e a jusante, mas não têm.
A escola transformou-se num espaço multifunções, exigindo-se que faça tudo menos ensinar: intervenção social, psicologia, tratamento da pré-deliquência, substituição da rede familiar, prevenção da violência doméstica, remédio para o abandono, a subnutrição, a doença e ainda o esforço diário de contrariar uma cultura de irresponsabilidade e laxismo.
A classe dos professores é tida como uma das mais relevantes socialmente e, paradoxalmente, é uma das mais desrespeitadas. Para o que se lhes pede, são escassos os instrumentos de que dispõem para, com autoridade e eficácia, responder aos problemas daquele quotidiano.
Mas o sistema de educação é determinante para educar, para dar competências, preparando para a vida e para a autonomia, no saber pensar e no saber fazer, as novas gerações. Não é determinante para substituir a família, o atendimento social, o centro de saúde, a ocupação dos tempos livres ou as comissões de protecção de menores.
Tem sido assim. Os nossos indicadores são péssimos. Os resultados estão à vista, com bolsas de pobreza mais persistentes e um país no geral mal preparado para competir.
Estão à vista na nossa economia e nas nossas finanças públicas, nas nossas estatísticas e na nossa falta de norte e de inovação. Porquê, então, insistir neste modelo sem futuro que compromete todos os dias o mesmíssimo futuro português?
Para quando a luz ao fundo do túnel?
Dartaga
Autarquias podem baixar IRS para atrair munícipes
19 junho 2006
Morreu um Homem
O Sr. Baptista Pinheiro foi um Homem de esquerda. Aprendi a admirá-lo numa altura em que pouco sabia ainda sobre o que representava ser de esquerda, numa terra em que tal, ainda hoje significa pertencer a uma grande minoria.
Este facto não o intimidou ao ponto de renegar os seus ideais e a sua vontade de contribuir para o bem comum. E assim também representou o eleitorado na nossa Assembleia Municipal. Admirava-lhe sobretudo o tom altivo com que se aplicava na defesa das suas opiniões. Este aspecto é importante para afrontar os tiranetes.
Quantas vezes terá sido preterido no seu trabalho e nos concursos a que concorreu, só porque tinha ideais de socialismo!? Quantos vexames terá passado numa terra ingrata como a nossa, para os que não seguem o rebanho!?
Sei do “espírito de entreajuda” que ajudou a criar nas populações de Pereiros, freguesia de onde era natural. Ouço falar da assistência que dava aos necessitados sempre que para tal era solicitado.
Afinal parece que terá valido a pena o seu exemplo. No momento em que os seus restos mortais desciam á tumba, foi gentil ver a prestar-lhe a ultima homenagem muitos dos que antes se lhe opuseram, sinal evidente de que, embora tarde, lhe reconheceram mérito e razão.
Hélder Carvalho
Alunos copiam mais nos países mais corruptos
Boas novas
A distribuição do calcio vai ser feita em colaboração com as câmaras municipais e juntas de freguesia das zonas atingidas.
Efeméride
17 junho 2006
16 junho 2006
Encerramentos...
15 junho 2006
Bons exemplos
A Câmara Municipal de Alijó, juntamente com o Departamento de Desporto da UTAD, enviou recentemente para homologação, três percursos pedestre para a secção de pedestrianismo da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.
Os principais objectivos desta candidatura que se espera aprovada em breve, prendem-se, entre outros com o desenvolvimento de uma consciência desportiva, cultural e ecológica mais esclarecida, ao mesmo tempo que visa aumentar e reforçar a oferta para potenciais turistas que visitam o Concelho.O desenvolvimento de meios de protecção e preservação da fauna e da flora também são alvos na criação destas rotas pedestres, ao memos tempo que se saboreiam costumes e tradições, monumentos e paisagens inseridos na Região do Douro património Mundial reconhecido pela UNESCO.
No ESPIGUEIRO
MENTIRAS PIEDOSAS DE JUNHO III
- O autor desta rubrica decidiu aceitar a avença que lhe foi oferecida para aqui continuar o seu trabalho, agora com mais obstinação, na divulgação da leitura.
- À semelhança da visita realizada pelo Presidente da República Dr. Aníbal Cavaco Silva apelidada de “ Roteiros para a inclusão”, também o Nosso Primeiro se vai deslocar em visita ao Concelho profundo, para se inteirar das dinâmicas das suas politicas de inclusão. Esperam-se grandes “banhos de multidão” visto que as populações ainda se não esqueceram dele, desde a última campanha eleitoral.
-Nesta linha de actuação está também prevista uma campanha de ofertas, baseada na pergunta - “ Que numero gasta de camisa”!. Esta campanha destina-se a ofertar camisas aos mais “descamisados”.
- Estalou completamente o verniz. Diferentes forças de pressão terão sido as causadoras de mais esta desgraça que nos assolou. Resta-nos aguardar que, com paciência e “água benta” se consiga restabelecer a atmosfera de paz e concórdia que vinha existindo entre todos nas dolorosas reuniões.
- Sobre o diferendo da ultima reunião de Câmara e até ao momento apenas se conheciam estratos da discussão entre o Nosso Presidente e o Sr. Vereador A, Faustino. Transcrevem-se agora intervenções dos restantes vereadores : -
- Mas não há “Bela sem senão”. Recentemente registou-se aqui o passatempo do nosso Vereador P S, A. Faustino que se divertia a “lançar pedras para o charco”. Mal se sabia que, por tal facto, ele fosse agora acusado, como o responsável de as águas canalizadas virem turvas.
- Entretanto ficou a saber-se porque é mais cara a água canalizada em Carrazeda do que por exemplo em Vila Flor. A nossa traz aditivos complementares que a encarecem e lhe dão o paladar de creolina, cloro, detergente e outros paladares exóticos.
Contudo, estes paladares exóticos acabam por ser a principal razão da proibição do uso desta água para fazer vinho.
- Acabaram as depressões, as festas vão começar.
Assim, prepara-se já o programa das Festas do Concelho. As tasquinhas voltarão a ser o centro das atenções. Numa salutar concorrência com as outras casas de “Comes e Bebes” da Vila, está previsto promover-se um “Concurso de Destiladores”. Trata-se de premiar os concorrentes que, no mais curto espaço de tempo, conseguirem destilar mais.
- Vai ser divulgado o documento que atesta o casamento realizado na anterior legislatura entre as partes que decidiram os nossos destinos. Trata-se de um documento que revela os compromissos e deveria carimbar para sempre os votos de respeito e obediência recíproca entre as partes. Como o casamento não foi católico, duvida-se agora da sua perpetuidade.
- Entrou já em estado cataléptico o candidato do nosso concelho que foi obrigado a candidatar-se ao Guinness. Trata-se de um idoso diabético, da aldeia de Arnal que corre o risco de superar o recorde existente de, tempo de estada sem comer. Ainda não foi seleccionada a entidade que homologará o recorde. Está previsto dar-se aqui a notícia do eventual sucesso na obtenção do recorde e, da hora do funeral.
- Testemunha-se aqui a ida ao corte de cabelo, do técnico superior que decidiu este ano, sobre a poda das árvores nas ruas da nossa vila. Deste modo que confirma que contrariamente ao que sucedeu a algumas das árvores podadas, este não ficou para sempre careca.
Coincidências...
"A delegada do INATEL diz que alertou outras pessoas que conhecia com competência para se candidatarem ao concurso, mas todos se mostraram desinteressados, tendo apenas a candidatura do seu primogénito dado entrada nos serviços em tempo útil.
Assim sendo, a direcção do INATEL tem em cima da mesa apenas uma única candidatura para ocupar o lugar de coordenador desportivo da delegação de Vila Real."
No ESPIGUEIRO
14 junho 2006
Sobre Identidade - algumas reflexões
Estas características identitárias, desempenham comprovadamente um papel decisivo na coesão do grupo que constitui a comunidade. Sermos capazes de assumir conscientemente as nossas particularidades, aquilo que nos diferenciam doutras comunidades, acrescenta-nos valor e deve orgulhar-nos.
Evidentemente que a partilha continuada destes valores não aparece de um momento para o outro, nem perdura eternamente. Resulta antes da sabedoria com que se recolhem, transportam e se transmitem do passado essas qualidade identitárias. Aquilo a que chamamos “ preservar as raízes”.
Haverá depois as dinâmicas e reajustamentos constantes que vão moldando os valores de acordo com variadas circunstâncias de que a influência da modernidade é um dos factores. Mudam os suportes que solidificam as identidades mas a tradição e os valores cimentados do passado não deverão ser esquecidos com vista á manutenção da cultura, dos comportamentos e das estruturas sociais.
A importância do sentido de “grupo” é decisiva para a manutenção de uma identidade singular e característica, numa comunidade.
Acontece, em meu entendimento, que tem sido pela deterioração dos nossos valores identitários que, como comunidade nos temos distanciado mais do progresso e bem-estar que deveríamos saber merecer.
Infelizmente tem sido o acomodamento, de que resulta a incapacidade para exigir aquilo a que temos direito, que nos tem quartado e nos tem impedido de lutar com sucesso pelos direitos que nos assistem.
Quem como eu ultrapassou já os 50 (cinquenta) anos, consegue estabelecer a diferença que hoje existe no relacionamento em comunidade comparando-nos com um passado não muito distante.
Quem não se lembra da importância que era dada na entreajuda no trabalho ou em actividades de cidadania, como por exemplo no apoio em caso de catástrofe ou em actividades lúdicas com festas e romarias, em contraponto com o que hoje se presencia! Quem encontra hoje exemplos comparativos para o voluntarismo ao serviço da comunidade de um César Sampaio, um Meneses Barbosa, um Américo Ribeiro, uns irmãos Baltazar, uma Maria Cândida Saavedra, um Alexandrino Rainha! Quem se recorda da maneira abnegada como se comportavam os Bombeiros Volumétricos, da venerada consideração que havia para com os idosos familiares, do voluntarismo generosos com que se ocorria a um caso de desgraça individual! Quem se recorda do modo desinteressado e orgulhoso com que se representava a nossa terra por exemplo no futebol, ou em eventos recreativos!
Hoje em dia parece terem morrido as causas colectivas na nossa terra. Salvam-se honrosas excepções de que é justo recordar por exemplo o Grupo de Cantares sedeado em Carrazeda. Mas, por exemplo, é justo questionarmo-nos sobre, que apoio têm merecido da comunidade a Banda do Vilarinho ou o Grupo de Zés Pereiras!
Infelizmente vive-se na nossa terra um tempo de crise de valores identitários, de degradação e de diluição cultural. Deste facto todos temos culpa. Mas será justo exigir aos mais responsáveis a liderança na luta para a recuperação da nossa crença e auto-estima como factor decisivo para acreditar em nós e num futuro melhor.
Hélder Carvalho
velocidade na mira das autoridades
Para tal contribuiu o aperto da fiscalização e da vigilância por parte do destacamento de Bragança da Brigada de Trânsito (...)
Para evitar excessos que podem causar acidentes com vítimas mortais, a BT passou a palmilhar o troço do IP4 entre Quintanilha e Mirandela com patrulhas, carros descaracterizados e radares fixos de controlo de velocidade.
Mais aqui
Comboios de Portugal
Mês de encerramentos
O Distrito de Bragança vai perder este mês 225 escolas.
Num total de 292 estabelecimentos de ensino, no próximo ano lectivo só 67 irão reabrir na região.
O concelho onde fecha o maior número de escolas é o de Mogadouro. Dos 25 estabelecimentos rurais encerram 23
Em Carrazeda das 28, encerram 21.
Retirada qualquer tentativa de problematizar o tema, duas simples conclusões, as aldeias nunca mais vão ser as mesmas, encerra também uma das últimas esperanças para o mundo rural!
A ler
"O sociólogo António Barreto ainda não entende como é que Portugal "abandonou" a Linha do Douro entre Barqueiros e Barca de Alva. (...) defende que o crescimento do turismo no Douro deve estar associado ao desenvolvimento da linha de caminho-de-ferro.
(...)Frases
"Há sinais indicativos de que o turismo tem vindo a trazer ao Douro receitas, actividades e interesses que não tinha há 10 ou 20 anos, mas, curiosamente, aqui também há qualquer coisa que parece ser uma condenação: o turismo duriense continua a não ter entrosamento na sociedade. Os barcos chegam ao Douro com 250, 300 turistas, que muitas vezes comem e dormem dentro das embarcações, e quando saem têm uns minutos para apanhar o comboio ou o autocarro para irem ao Palácio de Mateus, a S. Salvador do Mundo ou a Lamego. É um turismo passageiro, superficial, não há desenvolvimento da hotelaria nem da restauração. "
(...)
"A Linha do Douro, de Barqueiros [início da RDD] a Barca de Alva, é das linhas férreas vinhateiras mais bonitas do Mundo. Podia ser um instrumento de turismo fantástico! "
(...)
"E se, nos próximos 10, 20 anos, o Estado não pensar em reabrir a linha férrea, construir uma linha de comboio moderna e confortável, o que vai se fazer é desenvolver ainda mais as estradas. E vamos ter mais estradas em cima dos vinhedos, atrás disso virá a habitação e, atrás desta, a desordem urbanística. O que quer dizer que se o turismo no Douro não for apoiado no comboio, em 20, 30 ou 40 anos, pode estragar-se a região. "
(---)
"Há 20 ou 30 anos, praticamente não tínhamos vinhos do Douro. Hoje em dia, os vinhos do Douro têm nome feito no país e no estrangeiro.
E têm ganho inúmeros prémios a nível nacional e internacional...
Hoje em dia, em Inglaterra ou nos EUA, as pessoas não pedem vinho português, pedem vinho do Douro. "
(...)
"Em 20 anos, o Estado teve "20 ideias" sobre o Douro, o que ajudou a fomentar a instabilidade e a incerteza na região ."
(...)
"Hoje em dia, quando se chama a atenção do senhor Governo para os problemas da região do Douro e para os problemas vinícolas portugueses, o senhor Governo olha para o país e diz que o vinho, hoje, só representa um, dois, três por cento e que o vinho do Porto já só representa um por cento... Ou seja: não tem importância nenhuma, o mais importante é a Auto-Europa ou a electricidade. "
13 junho 2006
Saúde fica mais cara a partir de Agosto
Já começou...
«Uma grávida perdeu o filho à chegada a Portalegre, ao final da tarde de segunda-feira, quando era transportada de Elvas para a maternidade da capital de distrito, informou fonte dos Bombeiros. O caso aconteceu horas depois do encerramento oficial da sala de partos de Elvas, decretado pelo Ministério da Saúde.»
Divulgação de actividades do 1.º Ciclo
PROGRAMA
19 de Junho
9:00 horas - Inauguração da exposição colectiva de trabalhos de todas as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico do concelho no Salão da Segurança Social de Carrazeda de Ansiães
16:00 horas – xadrez ao ar livre
20 de Junho
16 horas - Jogos Populares nas instalações do edifício n.º 2
21 de Junho
16 horas - Actividades na Biblioteca Municipal - pedipaper
22 de Junho
Ida à Piscina Municipal
23 de Junho
Festa de Finalistas com a participação de todas as turmas e a colaboração do professor de Educação Musical
Ainda dá para ver

O escultor transmontano, natural de Carrazeda de Ansiães, reuniu as obras que elaborou ao longo de 15 anos, fazendo o contraste entre a representação do rosto humano e as figuras em posições dinâmicas.
Apesar do percurso de Hélder de Carvalho ser marcado pela influência da escultura clássica, o artista não se acomoda com movimentos de arte específicos, preferindo o individualismo e mantendo um espírito aberto a novas experiências.
Esta exposição é composta por exemplares da série “Referências”, que reúne trabalhos em poliéster, que retratam uma série de cabeças de poetas, escritores, músicos, artistas, cientistas e arquitectos. Algumas destas figuras acabaram, mesmo, por ser passadas para esculturas que se encontram em espaços públicos.
Os rostos contrastam com as figuras em posições dinâmicas, elaboradas em bronze, que se definem por meros traços e formas que a mente tem que construir, posteriormente.
Estas esculturas representam movimentos de bailado e acrobacias que se reportam ao modernismo, altura em que os números de circo e os saltimbancos eram representados de forma exaustiva.
(...)
Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2006-06-13
Festival de Jazz de Torre de Moncorvo
17 de Junho - Sexta-feira
ORQUESTRA DE JAZZ DE MATOSINHOS
Cine-Teatro de Torre de Moncorvo - 21:3O h
24 de Junho –Sexta-feira
MARIA JOÃO E MÁRIO LAGINHA
«Ela afirma que ele é o melhor músico do mundo. Ele tem a certeza que ela é uma cantora única. Já lá vão longos e bons anos desde que se cruzaram pela primeira vez, quando, no início dos anos de 80, o pianista Mário Laginha foi chamado a integrar o quinteto de Maria João" .
Não há limites para estes dois músicos, cuja essência parece ser a de fazerem a música de que realmente gostam, sem concessões. »
Cine-Teatro de Torre de Moncorvo 21.30 h
Bons exemplos

Bons exemplos
Bons exemplos
Alfândega da Fé
Antigas escolas transformadas em turismo rural
Diário de Trás os Montes
12 junho 2006
11 junho 2006
Efeméride
Aplausos

Num local, que ao contrário do que possa parecer aos forasteiros, quase ninguém frequenta excepto aos dias de feira, pode ver-se um espectáculo deslunbrante de roseiras floridas que lhe emprestam uma beleza que a foto infelizmente não mostra na sua plena plenitude. Se ainda não viu não deixe de por ali passar!
Sismo
O Instituto de Meteorologia registou Sábado de manhã um sismo de magnitude 4,3 na escala de Richter na Rede Sísmica do Continente Português, cujo epicentro foi localizado em Espanha, 85 quilómetros a nordeste de Bragança. De acordo com Fernando Carrilho, do Instituto de Meteorologia, este "sismo enquadra-se na actividade sísmica normal da Península Ibérica". Contudo, o abalo de Sábado, ocorrido à 07h18, foi o mais forte registado este ano na Rede Sísmica do Continente, acrescentou a fonte.
Oito mil em cordão humano contra fecho de maternidade
Chegaram de todo o concelho, velhos e novos, para formar um imenso cordão humano que torneou o hospital local numa extensão de 800 metros, como forma de protesto contra a hipótese de encerramento da sala de partos local. Apenas dois presidentes de Câmaras (Vimioso e Carrazeda de Ansiães, quando o distrito tem 12 concelhos) estiveram presentes
no JN
Pensar dos leitores: DIREITA E ESQUERDA…
DE MARCAR PASSO
A prova de que a linguagem “direita e esquerda” é redutora e perde cada dia mais sentido está no facto de que anda tudo baralhado. Agora já se diz que o governo de esquerda faz política de direita, como se titula, com displicência, de direita, o que há socialmente de mais progressivo, como o respeito pela vida e pela família, bem como pela promoção e pela defesa de uma e de outra. Do mesmo modo são de direita conservadora as propostas de cariz ético, indispensáveis no campo da investigação e das novas tecnologias com dimensão antropológica.
Classificar de direita ou de esquerda a actividade social, institucional e humana por razões meramente ideológicas e políticas, quando a realidade contradiz os conceitos e a acção se reduz a palavras fáceis, é inverter todo o sentido de uma responsabilidade social alargada e marginalizar instituições e pessoas, úteis e comprometidas, em favor de amigos e de interesses que surgem logo quando o vento é favorável.
Já chega de marcar passo para ficar sempre colado ao mesmo chão. Ao lado muitas coisas vão desabando, enquanto se discute tudo para se saber o que é de direita ou de esquerda. Ver a sociedade apenas pela janela de uma ideologia de valor relativo ou de uma política limitada nos seus postulados e objectivos, é empobrecer cada vez mais a mesma sociedade, e continuar a levantar muros, onde é urgente derrubar os que restam.
Mais do que discutir o campo da direita ou da esquerda, é importante pensar, correctamente, os problemas que afectam as pessoas e as suas vidas, unir esforços e gerar consensos e compromissos para lhes procurar a solução possível.
Há problemas graves como a educação com sucesso futuro na escola e na família, a marginalidade juvenil, a instabilidade no trabalho, a insegurança de pessoas e bens, a crescente miséria material e moral, o decréscimo acentuado da natalidade, a instabilidade conjugal e familiar, o escandaloso clientelismo partidário, o poder incontrolável da comunicação social, a apatia dos jovens, frente a um futuro cada vez mais fechado, o desencorajamento e o pessimismo generalizados, a situação injusta e deprimente de muitos idosos que a família de sangue já “matou” e esqueceu, a loucura anestesiante do desporto por parte de gente que não o pratica, o aumento do custo de vida e das coisas essenciais, sem outro horizonte de que amanhã será pior, tudo problemas conhecidos, que não se compadecem com o marcar passo de discussões pouco menos que inúteis.
Não há saída para estes problemas se se passar o tempo a pôr rótulos e a aproveitar as situações mais difíceis e problemáticas, para ataques mútuos, sem uma acção conjunta que se enriqueça com as diferentes sensibilidades e propostas. Em quadrantes ideológicos diversos há gente séria e honesta, solidária e generosa, que quer colaborar na procura do bem comum, em aspectos bem concretos e difíceis do mesmo. O tempo é de acção orientada.
Quem tem mais púlpito nos meios de comunicação, sejam políticos ou outros agentes sociais privilegiados, nem sempre parece preocupado em abrir janelas para novos horizontes de vida e de acção. Há quem diga que é incultura. Não o será sempre.
Dartaga
Bom fim de semana,
Bons exemplos
No JN
09 junho 2006
08 junho 2006
Pensar dos leitores: TPC
"trabalhar custa, doí e magoa" por isso, deixo aqui algumas sugestões:
1º evitar TPC´s longos e chatos.O TPC deve ser encarado como um divertimento.
2ºAplicar prazos de dois ou tres dias para a sua apresentação. Do género...os meninos têm até Quarta-feira para me apresentar este trabalho. Dessa forma os meninos começam a ter a nocão do objectivo a longo prazo...tão necessário na vida adulta e sobretudo nas classes politicas.
3º Compensar os que os executam com sucesso, criando um quadro à vista de todos os meninos com os prémios/ medalhas recebidos.
4º Os TPC´s devem envolver os pais ou os irmãos. Por exemplo, pedir à mãe que guarde as latas da conserva para fazer sólidos geométricos. Pedir ao Pai uma actividade com ele para fazer uma redacção (ir à pesca, nadar, pintar o quarto, etc)
Os pais apenas devem "cheirar" os cadernos dos meninos e nunca intervir directamente.
mais sugestões.
Durante um mês desenhar as fases da lua.
Apresentar uma colecção de letras recortadas das embalagens domésticas.
Desenhar o teclado do telemóvel.
Achar a área da casa onde habita.
Desejo aos senhores professores boa imaginação.
Recomendo um livro: Aprender a brincar , Eduardo Sá.
ps. na fase do primeiro ciclo, defendo "romantismo" no ensino...
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Posted by Rui Lopes to pensar ansiães at 6/08/2006 11:46:11 AM
Pensar dos leitores: O nosso mundo, como sobreviver...
A ensinar Matemática, dirão, mas como ? …
À minha frente 28 miúdos de várias idades falam uns com os outros, elevando a voz como se de um mercado se tratasse. Pelo ar voam borrachas e um pouco mais abaixo circulam folhas com corações desenhados e “Loves” escritos em várias letras.
Respiro fundo e preparo-me para berrar mais uma vez por silêncio … desta vez em forma de suplica, pois todos os outros métodos caíram já por terra …
Qual quê, o barulho nem sequer baixa um bocadinho … à minha esquerda o Mário tenta fazer o exercício, quando um papel lhe aterra na testa e umas risadas sobrepõem-se ao ruído de fundo. Então não é que o malandro até estava a trabalhar …. Inadmissível, sem dúvida e logo o Marcos tratou de lhe recordar que ali a malta não gostava de marrões.
Um pouco mais atrás a Patrícia dava chapadas furiosa na cabeça do Diogo, que encostara a cadeira para trás, fazendo cair o dossier da aluna. Este berrava que nem um possesso à espera da reacção do professor.
Lá no fundo da sala a Adriana soltava risadas estridentes, mostrando um qualquer papel à Carla, enquanto do outro lado o Carlos berrava que lhe tinham roubado o afia.
--- O professor não manda em mim ! dissera a fedelha de 12 anos, quando na aula anterior me fizera saltar a tampa e a mandara para a Sala de Estudo, nem a minha mãe manda, quanto mais o professor, exclamara em tom triunfal.
Entretanto, á frente do lado esquerdo o António de braço esticado, queria ir à casa de banho, posição contestada imediatamente pelo Ricardo, que dizia que agora era a sua vez.
A Matemática andava perdida no meio de tudo aquilo e perante tantos “incêndios” em simultâneo, eu pensava qual deles acudir primeiro.
Lancei mais um dos meus berros de guerra, o enésimo, se não me falha a memória e o ruído decresceu momentaneamente.
Optei por lhes apelar ao sentimento e fiz mais um discurso emotivo, que resultou … durante 30 segundos.
Quando me preparava para voltar à Matemática, virei-me para o quadro para explicar a operação e imediatamente como que por magia a algazarra voltou, com a mesma intensidade de sempre …
Que fazer ? Mandar mais dois ou três para a rua, irá chocar certamente com a doutrina oficial do bom selvagem, a tal das pedagogias activas … malandro do professor, culpado e cruxificado, por tamanho descalabro.
Tento novamente explicar a propriedade da multiplicação, o barulho baixou um pouco, mas só meia dúzia dos alunos me estão a dar atenção … os outros entretidos com vários afazeres importantes como riscar as mesas ou escrever bilhetinhos de amor, estão-se completamente cagando para todo o meu esforço !
Olho desalentado para a turma e penso novamente na minha vida, sentindo o cansaço avolumar-se a cada minuto que passa … Lá fora, a muitos milhares de kilometros de distância há milhares de miúdos esfaimados e com sede de conhecimento, que gostariam certamente de ouvir, tudo o que eu tenho para ensinar…. e isso podia ser um raio de sol, que os ajudasse a mudar a sua vida para saírem desses círculos infernais de miséria e sofrimento.
Volto a cair em mim, quando à minha frente a Mafalda, num gesto de simpatia exclama: Não se canse professor, não vale a pena !
Como ela tem razão ! Estes miúdos não querem aprender Matemática, que seca !
O que eles querem é mais Playstations, novos episódios dos Morangos com Açúcar e mais telemóveis de última geração, daqueles que fazem filmes e tudo. Tudo o resto é o mundo estúpido dos adultos, secante e enfadonho.
Mas não posso parar, a meio da sala nova disputa se inicia, o Pedro e a Sara empurram-se com violência, por causa de um afia e lá tenho que ir separar os moços, antes que se matem.
O caso estava feio, felizmente que tocou a campainha e como que impulsionados por uma mola todos se levantaram, gritando contentes com o fim daquele pesadelo e correndo para o recreio, atropelando-se mutuamente nas escadas.
Por fim a sala esvaziou-se de alunos. Eu sentei-me à secretária, gozando aquele momento de tréguas e tentando recuperar forças …
Bem precisava ! Seguiam-se mais 6 horas como aquela … e era preciso sobreviver !....
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Posted by dartaga to pensar ansiães at 6/08/2006 10:01:56 AM
IC5 avança em 2007
Os presidentes de câmara de Alijó, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães reuniram com o Secretário de Estado das Obras Públicas esta quarta-feira.
O governante terá justificado esta opção com a necessidade de não prejudicar alguns concelhos.
Nordeste procura desenvolvimento sustentável
Oito municípios de Bragança firmaram ontem, em Carrazeda de Ansiães, um compromisso político com os objectivos do desenvolvimento sustentável, mediante a assinatura da Carta de Alborg. Trata-se de um documento que prevê o desenvolvimento da economia urbana, ordenamento do território, mobilidade urbana e conservação da natureza.
Projectos só ainda em Alfândega - leia toda a notícia aqui
07 junho 2006
TPC
As reformas no ensino têm sido uma constante desde o 25 de Abril com os resultados que se viram. Os governos passam, as avaliações das reformas não são efectuadas e as responsabilidades são atiradas ao ar
Esta equipa governamental tentou emendar a mão e em vez de uma nova reforma curricular, pedagógica ou afim atacou nas práticas da escola. A incidência particular parece ser o primeiro ciclo, sector de ensino, que, paradoxalmente, melhores resultados educativos obtém, como o mostram as provas aferidas e as taxas de sucesso educativo.
As linhas de actuação têm passado pelo combate ao absentismo dos professores, o alargamento do horário escolar, a concentração de escolas… Os objectivos parecem ser satisfatórios, porém o método está errado e pode revelar-se extremamente perigoso. As medidas que têm em vista o combate, muitas vezes injusto aos professores (misturando competentes e incompetentes, cumpridores e incumpridores) responsabilizando-os exclusivamente pelo insucesso da escola, atribuindo-lhes funções para as quais não tiveram formação, misturadas com uma grande dose de demagogia (cujo caso mais gritante é a falada participação dos docentes na avaliação dos alunos) e desresponsabilização dos encarregados de educação e das estruturas dirigentes da administração central. Fazer reformas contra os professores é contraproducente.
Vamos tentar esclarecer a confusão entre os trabalhos para casa (TPC) e o estudo acompanhado e alguns mal-entendidos da implementação da medida.
Os TPC são uma das práticas na aprendizagem que mais polémica tem gerado pelos pedagogos e também pelos professores. que afirmam vantagens e desvantagens Muitos há que não os utilizam na praxis diária e os combatem de maneira frontal. Esta ferramenta educativa cuja utilização tem sido mais ou menos pacífica em contexto escolar irá aparecer agora como de utilização obrigatória por decisão superior. Pergunta-se se algum professor com fundamentação pedagógica fundamentada sustentar a não utilização desta ferramenta pode ser obrigado a dar TPC aos seus alunos?
Uma das chamadas vantagens dos TPC é o envolvimento que se acha necessário do encarregado de educação na aprendizagem dos seus educandos que se é vantajosa em todos os anos de escolaridade, principalmente nos primeiros anos. Ao mesmo tempo eles servirão para os pais se aperceberem do percurso escolares dos seus alunos. Fazer os TPC nas escolas será mais uma medida da chamada desresponsabilização dos encarregados de educação. Os TPC, se os houver, são para fazer em casa e não na escola.
O chamado Estudo Acompanhado (aparecido com um governo Guterres – decreto-lei 6/2001) é uma área não disciplinar que atravessa todas as áreas do saber e devem estar presentes na actividade diária dos professores. Visa reforçar aprendizagens nucleares e desenvolver competências através de estratégias acompanhadas às necessidades específicas de cada aluno.
Esta nova área não disciplinar é uma ferramenta chave para, ao detectar deficiências na aprendizagem, estabelecer estratégias para promover o sucesso educativo. A filosofia que preside ao seu nascimento não permite desligá-lo da prática diária do professor e só sob sua orientação deve ser praticado para uma promoção do sucesso educativo. Confundir o Estudo Acompanhado com os TPC ou desligá-lo de uma planificação integrada e integradora é errado e irá desvirtuá-lo completamente.
Pensar dos leitores: Plantel de heróis
Tudo bem? Nem pensar. Mas não vale a pena dizer que nada melhorou nem evoluiu, batendo no ferro frio de que as crianças e jovens nada sabem.
Estamos perante mais um facto complexo e humano que se não resolve apenas com novos edifícios, modernização de métodos e pedagogias, ou meios tecnológicos modernos que oferecem a ilusão de posse total de ciências velhas e novas. Há dimensões de humanidade que nunca estão fechadas pois tanto professores como alunos são seres humanos com uma dimensão espiritual que dá altura a qualquer cultura e civilização.
Continuam de pé problemas graves como a escolha livre das escolas, a vocação dos professores, o ensino a alunos de maior complexidade, a personalização de cada estudante, a escola como complexo cultural e formativo do todo da pessoa. O fim de ano lectivo é um tempo de reconhecimento aos heróis e heroínas, que nos novos tempos aceitam a missão e profissão de revelar os saberes aos mais jovens. Os professores continuam a fazer parte do plantel dos nossos discretos heróis.
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Posted by dartaga to pensar ansiães at 6/07/2006 10:34:16 AM























